Flor De Lótus
9 Artigo 8° — Bem vindo ao nosso mundo
Notas iniciais
Natsu Dragneel – Las Vegas, esconderijo #3 da Flor de Lótus– 01:09
Eu tenho uma lista mental das coisas mais estranhas que aconteceram em um caso, mas essa noite conseguiu ocupar quase ela toda. Em menos de cinco horas havíamos capturado a Flor de Lótus — coisa que vínhamos buscando há mais de três anos —, nos desesperamos ao ver que elas haviam escapado, vimos, atônitos, as três mulheres entrarem pela porta da frente da delegacia pouco depois com copos fumegantes de café e fomos forçados a trabalhar juntos pelo mestre Makarov.
Contudo, o mais estranho de tudo foi ver Jellall Fernandez descendo a escada de metal no esconderijo da Flor de Lótus. Eu tive uma arma apontada para minha cabeça somente para tentar falar com ele por alguns instantes quando entrei — indevidamente, eu admito — no quarto de hotel em que ele e sua segurança, Erza Scarlet, estavam hospedados. Agora aqui estava ele com a Titânia ao seu lado e sem nenhuma arma apontada para as três mulheres, conversando baixinho como se fosse a droga de uma festa do chá. O Oposto e a Flor de Lótus trabalhavam juntos para descobrirem sobre o Projeto Lótus? Que diabos?!
Lucy, Juvia e Jellal estavam olhando fixamente para um monitor enquanto Levy mostrava algo nele. Eles conversavam em tom de voz baixo e tampavam o conteúdo exposto na tela com seus corpos. Claramente eles já se conheciam e trabalhavam juntos, o que não havia sido sequer sugerido na ficha de Fernandez que Gray havia copiado do e-mail recebido por Makarov. Enquanto Gajeel olhava os papéis em cima da mesa ao meu lado, alternando olhares para eles e a mulher pequena que digitava freneticamente no computador, Gray analisava o esconderijo e a bunda de Juvia, sorrindo em aprovação. Parece que o cérebro de ervilha só conseguia focar na beleza das mulheres depois de tudo que aconteceu.
Os documentos não pareciam ter nenhum ponto que os conectava. Um deles era um pouco desgastado pelo manuseio descrevendo um homicídio que ocorrera há 14 anos de um casal de classe média em um bairro chamado Summerlin. Outro era um pedaço de mapa mais ou menos do tamanho de meia folha de papel em que vários pontos coloridos e estratégicos foram marcados. O terceiro era uma folha que mostrava um pedaço do projeto do Palazzo Resort Hotel Cassino, com anotações sobre as rotas de fuga e o planejamento de onde seriam pegas. Aquelas desgraçadas se deixaram capturar! Toda a emoção e sentimento de dever cumprido foram por água abaixo.
Estava tão puto que não queria nem mesmo olhar mais para aquilo e saí de perto da mesa. Respirando fundo e tentando controlar a vontade de quebrar alguma coisa busquei algo para manter meu foco. Meu olhar foi atraído para Erza, que estava jogando dardos no centro do alvo com uma precisão mortal. A ruiva trajava uma saia azul na altura da metade da coxa, blusa cinza e botas de cano alto preto sem salto. Apesar de trajar-se informalmente, uma arma era perceptível pelo volume na parte lateral de sua blusa.
— Se estiver esperando um pedido de desculpas pode esquecer — falou Erza quando percebeu que eu estava encarando-a, parando seus lançamentos para buscar os dardos.
— Apesar de um pedido de desculpas ser muito bem vindo por quase ter me matado, contento-me com uma explicação de que porra está acontecendo aqui — retruquei — Por que está trabalhando com elas? Você é uma policial, uma das melhoras do nosso ramo, por que se juntou a essas criminosas?
— Fui designada à proteção de Jellal há pouco mais de um ano, ele me confidenciou várias coisas e abriu boa parte do jogo comigo. Tornamo-nos amigos com o passar do tempo e percebi que essas três mulheres também querem sua proteção e são suas amigas. Não concordo plenamente com a forma de agir delas, mas suas motivações são nobres e elas têm um coração muito especial. Enquanto não ferirem propositalmente nenhum inocente, nossa convivência é pacífica. Além disso, nossos interesses são comuns e elas estão bem mais à frente que qualquer organização policial, já que não precisam buscar informações na legalidade e só prestam contas a elas mesmas — respondeu.
— Coração especial para matança e violência gratuita só se for — resmunguei relembrando do chute que a loirinha me deu após eu ter salvado sua vida — Quem sabe se elas começassem a dividir as coisas conosco, tenhamos a mesma sorte que você em entender o que se passa em suas mentes deturpadas?
Minha fala fez com que Levy passasse de digitar. Lucy virou impacientemente e revirou os olhos para mim, como se eu fosse uma criança que estivesse perguntando algo óbvio. Jellal colocou sua mão no ombro dela, cochichou algo e se virou para mim franzindo o cenho.
— Não achem que só porque seu chefinho nos colocou juntos que vamos dividir tudo com vocês — falou Lucy enfatizando que Malarov não era chefe dela — Só aceitamos o acordo para não termos o leve incômodo que vocês, três patetas, nos causam com suas tentativas ridículas e extremamente falhas de nos capturar.
— Tenha paciência, Natsu. Vocês serão informados do que precisam fazer quando a hora chegar. Enquanto isso podem simplesmente descansar e deixar o resto conosco — falou Jellal.
Aquilo foi a gota d’água. Se antes eu já estava prestes a estourar, agora aquele desgraçado conseguiu me fazer soltar fogo pela boca. Com quem ele achava que estava falando? Eu não ficaria sentado nem fodendo enquanto deixava essas três vadias me controlarem como marionete. Eu não era a porra de um boneco e nem um subordinado delas! Que palhaçada! Antes que eu expressasse toda minha fúria, Gajeel parou de encarar Levy e chutou a mesa, fazendo o barulho ecoar pelo local.
— Tenha paciência é o caralho. São quase uma e meia da manhã, tive um dia de merda e não fodi ninguém. Não vou ser escravo de vocês, por mais gostosas que sejam. Então é melhor compartilharem as coisas conosco ou terão sérios problemas — falou Gajeel encarando Lucy com seriedade.
—Qual tipo de problemas? Vão nos prender? Todos nós sabemos que vocês não conseguem fazer isso a menos que nos joguemos em seus colos — contestou Levy debochadamente.
— Acalmem-se, meninos — disse Juvia com um tom apaziguador — Vocês vão fazer parte disso quando decidirmos que podemos confiar em vocês. Estivemos focadas nesse caso durante muito tempo e não iremos deixar vocês estragarem tudo. Respondi a uma de suas perguntas, Natsu. A Flor de Lótus tem relação com o Projeto Lótus e, claramente, com O Oposto.
Mas que diabos? Como ela sabia que eu estava me questionando isso desde a delegacia? Essa mulher era sinistra. Como assim não tinha a confiança delas ainda? Eu salvei a vida da loirinha! Isso deveria valer de algo.
— Apesar de você ter salvado a vida de Lucy — continuou, olhando dentro de meus olhos. Caraca, como ela fazia isso? — não é digno de nossa confiança, pois apenas seguiu nosso plano como sabíamos que faria. O que vocês precisam saber agora é que vamos compartilhar algumas informações gerais com vocês para não ficarem tão no escuro e nos atrapalhar. Combinamos com Makarov que iremos utilizar todos os seus recursos e, em troca de termos acesso irrestrito a todo banco de dados da polícia, aceitamos morar com vocês e não tirar as tornozeleiras. Por hora vão ter que se contentar com isso enquanto selecionamos o material que iremos entregar para vocês.
Gajeel, eu e Gray nos entreolhamos com expressões nada satisfeitas. Até parece que iríamos apenas nos sentar e esperar as informações que as dondocas iriam fazer o enorme favor de nos passar. Do mesmo modo que elas nos usaram durante três anos para conseguirem o que queriam, nós nos aproveitaríamos das informações delas sem que soubessem. Elas não querem dividir as informações conosco? Beleza, descobriríamos por conta própria.
Nos subestimar era o maior erro que poderiam cometer.
Levy McGarden — Las Vegas, esconderijo #3 da Flor de Lótus– 01:47
Ganhar na loteria poderia até ser bom, mas saber que irei morar com o gostosão do Gajeel era ainda melhor. Ah! Mal podia esperar para colocar minhas mãos naquele corpinho novamente. Hmmm... Ele realmente tem uma ótima pegada e um físico que meu deus! Dominá-lo seria uma ótima diversão, ainda mais porque ele gosta de dominar. Iria começar usando um dos meus corsets matadores, uma meia arrastão e saltos, iria fazê-lo praticamente gozar só de me ver espetacular daquele jeito. Depois iria...
— Terra para Levy. — falou Lucy me tirando de meus pensamentos eróticos — Jellal, perdemos contato com você por um tempo e não sabíamos que minha ficha havia sido roubada de você e isso quase resultou em minha morte. Como pôde não dar um jeito de nos comunicar isso?
— Esbarrei em uma pista quente do Projeto Lótus, deu meio errado e tive que ficar incomunicável. Precisei até entrar no site do sistema de proteção à testemunha para mudar meu número de identificação e apagar todos os registros que havia no antigo — explicou-se.
— Você nunca nos disse que fazia parte do projeto Lótus, Jellal. Seus documentos sobre Lucy foram estranhamente roubados por um bandidinho meia boca e você não nos comunicou. Como espera que ainda confiemos em você? Você participou do Projeto que tirou tudo de nós e não nos informou isso, acho que você está se tornando um risco desnecessário para nós — disse Juvia analisando o comportamento de Jellal.
Encontramos Jellal há pouco mais de um ano enquanto ele estava no porão de um de nossos alvos pessoais. Pelo que notamos pelos seus ferimentos, ele vinha sendo torturado constantemente há pelo menos dois meses. Quando Lucy chegou ao local designado para matar nossa vítima, ela havia escutado um pedaço da conversa em que o homem de cabelo azul era questionado sobre o Projeto Lótus, isso atraiu sua atenção e no mesmo instante ela nos comunicou sobre o ocorrido. Ele não falou uma palavra, então sabíamos que se necessário ele poderia guardar um segredo mesmo que sua vida dependesse de ele abrir a boca. Após matar a nossa vítima, Lucy o resgatou e cuidamos de seus ferimentos até ele estar recuperado.
Nos três meses que ele ficou trancado em um de nossos esconderijos de menos importância recebendo tratamentos, ele não disse uma palavra além de seu nome. Explicamos a ele quem éramos, o que queríamos e o por que de tê-lo resgatado, mas só tivemos uma explicação quando ele estava recuperado. Jellal nos disse que conhecia de perto o Projeto Lótus e tinha três fichas de pessoas que estavam na lista de eliminação de cobaias que fugiram. Ele nos levou até o local que havia escondido elas e, para nossa surpresa, a ficha da mãe de Lucy juntamente sobre arquivos sobre sua família estava lá. Com isso, ele se tornou um dos nossos aliados e o incentivamos a entrar na lista de proteção à testemunha para receber ainda mais proteção e segurança com as fichas. Era muito arriscado para nós ficarmos com elas porque tínhamos muito mais inimigos e atenção que ele, o que nos tornava um pouco mais arriscadas.
Jellal decidiu por acatar nosso conselho de entrar na lista de proteção à testemunha e, antes que fosse à delegacia, fez uma tatuagem enorme no lado esquerdo de seu rosto para torna-lo mais difícil de ser reconhecido. Ele escondeu boa parte das coisas que sabia da polícia e só disse o que era mais irrelevante, mas que os policiais ainda não tinham conhecimento. Isso garantiu a ele um passe VIP para o topo das testemunhas mais importantes e recebeu a proteção de Erza Scarlet, uma das policiais mais barra pesada da polícia americana, que veio até de outro estado só para ser sua babá 24h por dia.
— Eu não faria sacanagem com vocês, meninas. Nosso objetivo é o mesmo, não precisam desconfiar de minha lealdade — afirmou olhando dentro dos olhos de Juvia.
Parei de digitar no computador as informações que seriam dadas aos três investigadores e prestei atenção na troca de olhares que estava acontecendo entre Jellal e Juvia enquanto ela o analisava para captar alguma mentira em sua fala. O clima de tensão era palpável e até os três policiais perceberam e começaram a encarar os dois, mesmo que não estivessem ouvindo a conversa devido ao baixo volume em que conversávamos. Notei um movimento de Erza, que aproximou sua mão da arma que estava na barra de sua saia e Lucy, que estava do meu lado esquerdo, imediatamente fez o mesmo.
— Como perdeu as fichas? — questionou Juvia.
Jellal abriu a boca para responder, mas antes que falasse algo a mulher de cabelos azuis estreitou os olhos.
— Se falar alguma mentira, Erza não conseguirá evitar sua morte. Estará com um tiro no meio da testa antes que ela possa sequer sacar a arma — interrompeu falando alto para que a ruiva ouvisse.
Titânia deu um passo a frente, com a expressão totalmente voltada para o que estava acontecendo. Sua mão direita já estava no cano da arma e ela levaria no mínimo dois segundos até sacar a arma. Ela era boa, mas éramos melhores. Lucy conseguia sacar a dela em apenas um segundo e eu conseguiria em pouco mais que um segundo e meio. A beretta 92FS que eu deixava sempre guardada embaixo do teclado já estava destravada e com um rápido movimento conseguiria retirá-la de seu esconderijo. Natsu, Gajeel e Gray, que antes estavam apenas analisando o local e mantendo o máximo possível de silêncio para tentar, em vão, ouvir nossas conversas, também estavam a postos e com um semblante tenso.
— Eu me distraí e relaxei na segurança delas. No dia em que foram roubadas eu... eu estava em um jantar com Erza. Deixei as pastas na minha cabana perto do Colorado River e só fui dar falta delas no outro dia à tarde. Quando fomos procurar pela pessoa que havia roubado os documentos tanto eu quanto Erza caímos em uma emboscada e tivemos que sumir completamente do mapa para não sermos capturados — Jellal fez uma pausa — Parece que o que temíamos aconteceu e meus ex-chefes não acham mais que estou morto. Precisei até mesmo mudar minha identificação e meu nome na base de dados da proteção à testemunha para tornar ainda mais difícil que me encontrem. Teremos que ser muito cuidadosos em nossos passos a partir de agora.
Prendi a respiração. Inferno! Eu odeio ser surpreendida e aquela era uma baita mudança e planos. Meu cérebro trabalhava a todo vapor pensando em todas as possibilidades e mudanças que teríamos que fazer a partir de agora. Agora que o joguinho de gato e rato com a polícia havia chegado ao fim, tínhamos carta branca para finalmente agirmos no nosso caso principal. Todo o dinheiro que juntamos com os casos paralelos seriam necessários no plano maior contra o Projeto Lótus. Eu fiz uma promessa ainda criança quando era uma cobaia dos testes realizados por eles, iria matar cada filho da puta que trabalhava com aquilo. Arruinaria todas as pesquisas e dizimaria tudo que construíram a partir dos resultados das cobaias. Seria impossível sequer cogitarem a possibilidade de criar algo assim novamente.
— Ele está falando sério, Juvia? — questionou Lucy.
Notei que suas mãos se fecharam e sabia que ela estava fincando as unhas na palma de sua mão, um hábito antigo que nunca perguntei de onde vinha ou o que o causou.
— Sim — sussurrou a mulher — Vamos ter que reorganizar nossa estratégia, todo tempo agora terá que ser voltado para sermos ainda mais discretos. Temos que agir o mais rápido possível. Se sabem de você, Jellal, vão começar a mudar de lugar e serão anos até que tenhamos a menos noção de para onde foram. Sua tatuagem agora é um erro e te tornou ainda mais chamativo, acabou a festa para você. Sem passeios no parque por agora.
— Quando vão começar a admitir que vocês precisam de nós? Não seremos só expectadores aqui, gatinhas — interferiu Gray — Botem as cartas na mesa porque o jogo principal começou. O papai aqui chegou para botar ordem na casa.
— Não precisamos de vocês, precisamos das informações que vocês nos farão ter acesso. Há uma enorme diferença entre isso — retrucou Lucy.
— Eles podem ser de grande ajuda, meninas. Eu acompanho o trabalho deles na polícia e os resultados dos três individualmente e em conjunto são surpreendentes. Eu confio neles, vocês deveriam também — falou Erza.
— Não chegamos onde estamos confiando em todo mundo que nos disseram para confiar — contrapus.
— Nós também não confiamos em vocês, então estamos quites, baixinha — falou Gajeel — Pelo que entendi nós todos temos uma meta em comum, que é acabar de vez com o Projeto Lótus, portanto vamos compartilhar o máximo possível de informações que temos. Não gosto da ideia de trabalhar com as três bandidas que foderam minha vida nos últimos três anos, mas se preciso disso para atingir meu objetivo, que seja. Vocês vão parar de se comportarem como meninas mimadas e dividirão informações conosco ou preferem nos excluir e quebrarem a cara no final?
O silêncio reinou na sala. Meu cérebro pensava a todo vapor. Agora com Jellal restrito aos nossos esconderijos, não contávamos mais com alguém desconhecido para se infiltrar nos locais em que precisávamos recolher pistas. Mas será que policiais seriam a melhor substituição? Os caras do submundo não costumam abrir a boca perto de homens da lei — exceto com os corruptos, obviamente. Porém, aqueles três homens eram certinhos até o fio de cabelo, então uma mudança abrupta em seus comportamentos iria causar estranheza e pioraria nossa situação.
— Juvia, como é o novo cara especialista em disfarces que você conhece? — perguntei com um plano começando a se formar em minha mente.
— Confiável, discreto e excelente. Ninguém desconfiará que o dono do salão mais renomado de Las Vegas, o Blue Pegasus, está aliado à nós — respondeu baixinho.
— Precisaremos do serviço dele daqui dois dias. Gray, você se passará por Jellal, Bob irá cuidar de deixa-lo o mais parecido possível com o Fernandez. Gajeel, volte com todos os seus piercings, precisaremos de você sondando alguns lugares barra pesada e quanto mais der voz à sua personalidade de aço e gosto por piercings e toda a coisa de cara mau, melhor. Natsu, você vai passar a frequentar uns lugares bem, digamos, quentes. Eu tenho um plano, meninas — falei animada.
— Levy, por acaso esse é um dos seus planos suicidas que se derem certo será puramente por sorte? — questionou Lucy revirando os olhos.
— Olhe só a animação dela, Lucy. Sua linguagem corporal não está tão rígida quanto fica quando ela nos coloca em encrencas. Talvez esse plano possa ser bom — respondeu Juvia por mim.
— Só espero que ela não esteja relaxada porque sabe que daqui a alguns minutos vai ficar em uma casa com seu objeto de desejo da vez — bufou a loira.
Os investigadores nos encaravam curiosos, alternando os olhares entre nós três. Até mesmo Erza, que sempre balança a cabeça quando explico algum plano, estava demonstrando estar cheia de questionamentos. Jellal estava cabisbaixo, provavelmente envergonhado de termos que mudar todos o nosso modo de operação porque ele não conseguiu guardar o pau nas calças e levar sempre consigo as fichas que foram responsáveis por quase matar minha melhor amiga. Ele tinha que estar envergonhado mesmo, o idiota, e eu faria todo o possível para lembra-lo constantemente disso. No nosso ramo, um erro mínimo, uma distração que seja, pode causar a nossa morte ou pior: a morte de alguém próximo a nós.
— Esse é um bom plano e se ele der certo ficaremos ainda mais prerto de nosso objetivo principal: destruir completamente o Projeto Lótus — sorri — Bem vindos ao nosso mundo de diversão, meninos. Apertem os cintos e vamos nessa!
Fale com o autor