Flor De Lótus

7 Art 6° — Cercado de incompetentes


Notas iniciais
Ainda tem alguém aqui? Se estiverem lendo isso, saibam que eu realmente sinto muito pela demora não só nessa, mas em todas as minhas fanfics de Fairy Tail. Eu estou/estava completamente desanimada em escrever sobre os personagens do anime e do mangá e acabei dedicando-me mais à categoria Originais. Agora estou retomando as rédeas das minhas outras fics, então esse será um mês de muitas atualizações das minhas histórias de Fairy Tail (eu espero xP) e conto com vocês para não me abandonarem! Eu quero agradecer a todos os leitores que comentam e recomendam, sei que estou em falta com vocês, mas não têm noção do quanto recomendar e comentar a história agora nesses meses sem a Luz no site me fez tomar vergonha na cara e pensar: ''Ei! Essas pessoas estão contando comigo, tenho que me esforçar para não desapontá-las ainda mais.'' ► Tifa Lockhart ♥ Muito obrigada pela sua recomendação maravilhosa ♥ O plano era justamente esse: inovar! Por que mulheres não podem ser bandidas também? Isso é uma coisa totalmente injusta porque Natsu, Gray e Gajeel de farda são a coisa mais gostosa que o mundo tem para oferecer UHSAUHSA Uma das melhores fic de Fairy Tail da categoria? Não acho que seja tanto assim, mas muito obrigada mesmo! ► Vivian ♥ Sua recomendação me fez chorar. Não sei nem como agradecer por suas palavras de incentivo. Obrigada pelo esforço de largar a Zona Fantasma e vir recomendar a história dizendo palavras lindas e me dando muito apoio. ''Seus leitores estarão aqui para lhe dar força e apoio no lugar da Luz'' Essa frase ficou na minha cabeça durante semanas e sempre que me lembrava delas meu coração sofria um aperto de dor, como eu pude pensar em abandoná-los? ► Arabella Red ♥ Muito obrigada também por sua maravilhosa recomendação! Você também me ajudou a tomar vergonha na cara e não largar a fic. Obrigada mesmo ♥ O capítulo de hoje é dedicado a TODOS os leitores, sejam eles fantasminhas ou não. Saibam que mesmo indiretamente, me dão forças para continuar a fazer uma coisa que tanto amo que é escrever essa fic. Espero realmente que vocês ainda estejam aqui comigo. Tomei uma decisão: vou responder os comentário na hora que recebê-los, assim, poderei agradecê-los devidamente e sem demora.

Juvia Loxar – Las Vegas, Palazzo Resort Hotel Cassino – 23:32

Eu estava cansada. Tinha andado por todo o restaurante levando os pedidos da cozinha para as mesas mais de cem vezes e meus pés doíam. Observei por duas horas todos que trabalhavam ali e notei que eles possuíam uma espécie de escala não oficial. Sempre que alguém se ausentava por alguns minutos, algum colega os substituía sem dizer nada ao chefe, que nunca percebia a ausência de um funcionário.

— Para onde o Gregory está indo? — perguntei a uma mulher que colocava os pratos na lava louças.

Ela possuía o cabelo negro preso de modo firme sobre uma touca de tecido, seus olhos verdes estavam levemente avermelhados e seus dentes possuíam algumas pequenas manchas amareladas quase imperceptíveis. A moça era uma fumante, tanto de maconha quanto de cigarros com nicotina. Provavelmente usava as drogas para tentar esquecer da vida repleta de limitações que levava. Pelo modo que olhava para a direção em que Gregory estava indo, ela deveria ser a próxima a sair de cena.

— Não conte ao chefe, novata, mas ele está indo fumar — respondeu quase em um sussurro — Pegamos o elevador disfarçadamente, vamos até a recepção e saímos pela porta dos funcionários para ficamos curtindo um pouco. Como você é nova aqui, não pode fazer isso, mas daqui alguns meses quem sabe não é colocada no esquema?

— Isso seria bacana — falei fingindo estar interessada.

Peguei o pedido no balcão e o levei para a respectiva mesa esperando instruções de Levy. Após aquela nova informação, teria que estar mais atenta para que nenhum funcionário pegasse o elevador comigo. O êxito do plano dependia do timing correto. Um segundo poderia fazer uma grande diferença entre o sucesso e o fracasso.

— Juvia, fique atenta — avisou Levy através do ponto eletrônico em meu ouvido — Daqui a quatro minutos e treze segundos você deve pegar o elevador da direita, Gray irá chamá-lo até o sétimo andar e você precisa estar dentro dele. Meia noite é o tempo limite para ser pega, não abuse muito. Estou terminando de orientar a Lucy e não poderei mais te instruir. Boa sorte.

— Ok, pode me considerar presa — respondi sem mover muitos lábios.

Coloquei meu relógio de pulso em contagem regressiva e anotei o pedido da mesa cinquenta e sete. Fui em direção à cozinha pegar o prato vinte e dois, mas ao invés dele peguei o que seria de outra pessoa. O chefe estava fazendo vista grossa na cozinha e eu tinha que afastá-lo de lá por um tempo.

— Aqui está seu pedido, senhora — falei colocando o alimento em cima da mesa.

A escolha da vítima não havia sido aleatória. Aquela mulher deveria ter pouco mais de cinquenta anos e como estava sozinha, mas com uma clara marca de aliança no anelar, deveria ter discutido com o marido mais cedo. Talvez tenha o pegado traindo-a já que estava usando um vestido vermelho muito decotado e justo – uma clara intenção de parecer mais nova. Ela já deveria estar muito nervosa e por isso faria um escândalo pela troca dos pedidos. Mais uma vez, estava correta.

— Que coisa é essa, empregada? — perguntou como se eu tivesse levado um rato morto para ela comer — Eu pedi um Cotechino Italiano e não... Esta sopa asquerosa. Exijo falar imediatamente com seu chefe! Que absurdo!

O meu chefe, alarmado pelo escândalo desnecessário daquela mulher irritante, veio correndo ver o que estava acontecendo. Após a senhora explicar – de modo muito exagerado — que eu havia trocado os pedidos, ele me olhou como se quisesse me dar um tiro. Aquele olhar deixaria muitos bandidos no chinelo.

— Não se preocupe, nossa incompetente funcionária irá pegar seu prato correto. Como pedido de desculpas aceite nosso famoso Creme de Mascarpone — falou com a voz doce e ressentida.

Fui rapidamente em direção à cozinha e olhei meu relógio de pulso. Tinha pouco menos de um minuto para chegar ao elevador. Peguei uma faca pequena e saí pela porta que levava ao corredor dos funcionários, pegando um atalho até a conexão dos quartos dos hóspedes. Retirei a peruca chanel preta, o colete preto e a gravatinha que me identificavam como uma garçonete e abri alguns botões da blusa social branca. Com a faca, rasguei a saia negra que batia no joelho em uma faixa lateral até um pouco acima da coxa.

Peguei no vaso de planta ao lado do quarto 234 minha AF 10, que havia posicionado estrategicamente. Como a arma era de ar comprimido, seu barulho seria mínimo, o que era melhor para não gerar caos no hotel. Coloquei-a na cintura para que a blusa a escondesse e retirei um adesivo de dentro do sutiã. Chamei o elevador exatamente quando faltavam quinze segundos. Ele chegou ao meu andar quatro segundos adiantado, entrei nele e fiquei segurando a porta até que a contagem regressiva chegasse ao zero.

As portas se fecharam e coloquei o adesivo de uma pequena flor de lótus azul na lateral da minha coxa, exposta pela fenda que havia feito na saia. Gray era altamente competitivo e muito observador — ainda mais quando via uma mulher bonita —, mas estava procurando uma loira e graças a isso teria que deixar bem óbvio que era uma das integrantes. Olhei para o painel e sorri ao ver que estava no sexto andar.

Posicionei-me deixando um pouco o cabo da arma à mostra e evidenciei a tatuagem falsa. As portas se abriram e reprimi um sorriso ao ver Gray entrando rapidamente no elevador com uma PT840 nas mãos. Ele estava usando uma calça jeans preta junto a uma blusa azul sobre um colete a prova de balas. Estava tão centrado que mal me notou, por isso coloquei uma mecha de cabelo atrás da cabeça chamando sua atenção e exibindo o ponto eletrônico em meu ouvido.

Senti seus olhos me analisando e demorando-se primeiramente em meu busto e depois em minha coxa. Mais precisamente no desenho da flor de lótus. Ele já estava desconfiado quando observou a escuta e minha arma. Gray rapidamente me empurrou para o espelho do fundo e forçou meus braços para trás de meu corpo fazendo uma leve dor percorrer meu ombro. Tentei me soltar, porém seu aperto só ficou ainda mais forte.

— Desista, vadia. É impossível se soltar de mim nesta posição — falou com duplo sentido.

Era possível sim. Seus pés estavam muito afastados deixando-me com uma boa posição para acertar meu calcanhar em suas bolas, depois disso seria fácil dominá-lo e apontar minha arma para sua cabeça. Porém, não estava ali para fazer isso.

Os dedos gelados de Gray contrastaram com minha pele e senti-o me algemando. Ele me desarmou e pegou o walkie talkie. Seus olhos me analisaram a procura de alguma arma escondida e, ao confirmar que não restava alguma, deu um sorriso.

— Eu capturei uma belezinha que é da Lótus — anunciou Gray no walkie takie.

Levy McGarden – Las Vegas, Palazzo Resort Hotel Cassino – 23:30

Aquilo seria divertido. Coitadinha da Lucy, ela realmente esperava que eu fosse controlar meus hormônios? Até parece que ela não me conhecia. Dei um sorrisinho de lado e coloquei meu divino salto preto. Ah! Essa noite seria interessante.

Nesse instante Lucy já deveria estar com Natsu, deixando-se ser pega e Juvia provavelmente estaria sendo algemada. Eu sei que tinha que seguir o mesmo caminho que elas, mas não resisti à tentação de poder tirar uma casquinha do Gajeel e ver se ele era realmente tudo aquilo que falavam a seu respeito.

Pelas câmeras de segurança, o vi andando pelo corredor para vistoriá-lo, já que havíamos trancado a porta da escada do sétimo andar. Ele estava conferindo os pisos um a um, talvez esperasse que eu simplesmente confessasse ser uma integrante da Flor de Lótus. Quando o moreno estava quase no apartamento que eu me hospedei para vigiar tudo, desliguei os monitores dos computadores deixando o quarto escuro e corri para fora dele, acertando, com a porta, a mão de Gajeel que continha a arma, fazendo-a cair no chão.

— Ai meu Deus! Desculpe-me, sou muito desastrada mesmo — falei afoita. Ao ver a arma arregalei os olhos e dei um passo para trás — Puta que pariu! Você é um assaltante? Vai me matar com essa arma? Olha, eu sei que levar uma portada quase na cara não é legal, mas não precisa atirar em mim só por causa disso!

Gajeel deu um sorrisinho acreditando na minha atuação. Pegou sua beretta 92 do chão e mexeu nos bolsos procurando algo. Quando encontrou uma pequena carteira marrom escura, abriu-a mostrando um distintivo.

— Sou policial e procuro uma pessoa. Fique calma e não grite, gatinha — pediu analisando-me de cima a baixo e passou a língua pelos lábios em um ato sensual.

É, parece que, como Juvia havia dito, ele gostava de um sexo selvagem com baixinhas. Inspirada por essa afirmação dela, eu havia colocado de propósito um corpete que levantava meus seios, uma meia arrastão por baixo de uma saia que valorizava minhas pernas grossas e um salto alto preto. Estava sem a peruca, meu cabelo azul estava selvagem e para completar passei uma pesada maquiagem no rosto. Gajeel seria meu hoje à noite. Já que eu iria ser presa, tinha o direito de me divertir um pouco, não é?

— Você é tipo um Marion Cobretti da vida? — perguntei.

— Quem? — retrucou franzindo o cenho.

— ‘‘ Você é um merda... E eu vou te matar.’’ — citei a frase de impacto que ele usava nos filmes — Do filme Stallone Cobra de 1986? Protagonizado por Sylvester Stallone? Não? Deixa pra lá então. Sabe, sempre achei policiais muito sexys.

— Olha, gatinha, eu realmente quero muito te foder, mas estou trabalhando em uma coisa séria e...

— Eu capturei uma belezinha que é da Lótus — anunciou Gray no walkie takie.

— Peguei a loira! Peguei a loira! Finalmente consegui pegar aquela mulher da Flor de Lótus! — falou a voz de Natsu.

— Consegui pegar ela primeiro que você, olhos puxados!

— Aposto que peguei a loira primeiro e você está mentindo, olhos caídos! Vamos ver quem chega mais rápido na delegacia, Fullbitch.

— Bem, parece que você acabou de ficar livre — falei sorrindo maliciosamente.

— É o nosso dia de sorte então — retrucou vindo em minha direção.

Entramos em meu quarto e assim que a porta se fechou, Gajeel pressionou meu corpo contra ela e me beijou com vontade. Nossos movimentos eram intensos e desesperados, ambos estávamos com pressa. Ele, coitado, tentava toda hora ditar o ritmo do beijo, porém eu não gostava de ser controlada.

Seus lábios desceram para o meu pescoço, depositando selinhos e chupões no local. Então, sugou meu lóbulo fazendo-me arfar de desejo, aquele era o meu ponto fraco e o maldito o descobriu rapidinho. Minhas mãos se emaranharam em seu cabelo negro enquanto ele arrancava meu corpete, rasgando a fitinha que o prendia nas costas. Se não estivéssemos prestes a fazer sexo, teria dado um tiro nele. Eu amava aquela peça e ela não havia sido barata.

Enrolei minhas pernas ao redor de sua cintura, a parede fazia o apoio necessário para eu não cair. Seus fortes músculos se contraíam onde eu tocava e sorri com isso. Gajeel carregou-me até a cama e jogou meu corpo nela, retirando sua blusa rapidamente. Nos beijamos novamente e tirei o cinto do moreno enquanto ele abaixava minha saia.

— Atenção, Gajeel, fui informado que tem mais uma garota da Flor de Lótus ainda no hotel — falou Natsu no walkie talkie — Pelo que a loira me contou ela é baixinha, tem cabelo azul e provavelmente está na cama com você.

Gajeel parou tudo que fazia comigo e começou a me encarar. Tateou a cômoda para achar o interruptor e ligou a luz do abajur. Obrigada, Lucy, por interromper minha foda, pensei irritada.

— Você é integrante da Flor de Lótus? — perguntou para confirmar o fato.

Observei sua mão se mover de modo lento para o bolso traseiro de sua calça e tinha certeza que não era para pegar camisinha.

— Surpresa! — falei dando o meu melhor sorriso inocente.

Natsu Dragneel – Las Vegas, caminho para 3º Departamento de Polícia – 23:43

Eu estava em êxtase. Estive procurando a mulher da Flor de Lótus por tanto tempo e agora que consegui encontrá-la mal conseguia acreditar. A cada dois segundos, ficava olhando para a loira ao meu lado para ter certeza de que ela era real e estava realmente ali. Qual policial levava a assassina mais procurada da cidade em um táxi para a delegacia? Aparentemente eu, já que tive a brilhante ideia de não ir de carro para o hotel. Mas nem isso tiraria minha animação.

Porém, parecia que algo estava errado. A mulher me olhava entediada como se estivéssemos indo ao cinema. Eu não esperava lágrimas nem desespero, mas, porra, eu salvei a vida dela naquele deserto. Merecia mais do que um chute na cara.

— Por que você me chutou naquele dia na cabana? Eu salvei a sua vida! — falei um pouco indignado.

— Gosto de chutar as pessoas — respondeu dando de ombros.

Sua voz era doce e delicada por incrível que parecesse. Para ser sincero, esperava que ao contrário de sua aparência, sua voz fosse mais brutal. Mas não tinha tempo de ficar analisando isso, precisava chegar ao 3º Departamento de Polícia antes de Gray. O sinal ficou vermelho e o motorista teve que parar o carro. Tamborilei impacientemente os dedos no banco ansiando logo que o cara pudesse acelerar. O taxista olhava toda hora para a loira algemada ao meu pulso e para mim como se estivéssemos prestes a realizar algum fetiche sexual dentro de seu carro. O que, se ela não fosse da Flor de Lótus, poderia mesmo acontecer já ela era o meu tipo de mulher.

— Não teve mais nenhum anúncio de alguém sendo capturado? — perguntou a loira assustando-me.

— Não são só vocês duas? — questionei franzindo o cenho.

— Você é tão bonito, mas ao mesmo tempo tão imbecil. Dê-me seu walkie talkie — respondeu revirando os olhos.

A mulher virou-se de lado e estendeu sua mão sem algemada em minha direção da melhor maneira que pôde demonstrando impaciência. Eu conseguia até ouvir os vários palavrões que ela murmurava.

— Até parece que vou te entregar — afirmei rindo.

Ela era idiota ou o quê? Realmente achava que eu daria uma forma de se comunicar com alguém para poder fugir? Nem que a vaca tussa, vadia. Demorei anos — anos! — para poder conseguir pegá-la e não iria permitir que me ludibriasse tão facilmente.

— Que seja — falou dando de ombros — Então avise para seu amigo Gajeel que ele está fodendo uma integrante da Lótus.

O sinal ficou verde neste instante e o motorista acelerou o carro rapidamente. Como ela sabia o que Gajeel estava fazendo? Aliás, quantas integrantes realmente têm na Flor de Lótus? Peguei o walkie talkie um pouco descrente que aquilo realmente fosse verdade.

— Como ela é? — perguntei.

— Baixinha e tem o cabelo azul — respondeu.

Ainda desconfiado, apertei o botão do comunicador mantendo uma das mãos em seu braço. Não iria perder para o Gray, se aquela informação não fosse verdadeira e eu tivesse que mandar parar o carro, ainda poderia vencê-lo sem problemas.

— Atenção, Gajeel, fui informado que tem mais uma garota da Flor de Lótus ainda no hotel. Pelo que a loira me contou ela é baixinha, tem cabelo azul e provavelmente está na cama com você — falei.

A mulher começou a rir, mas eu não tinha tempo para aquilo, já estava chegando ao meu destino. Finalmente iria honrar meu compromisso de prendê-las. Meu coração batia acelerado no peito, porém não obtive uma resposta de Gajeel por alguns segundos.

— Já a prendi e estou indo para o Departamento com ela — respondeu um pouco ofegante.

— A Levy vai me matar, queria ser até uma mosca para ver o quão puta ela está — murmurou a loira rindo.

Estou empolgado! Quero chegar logo ao DP para mostrar ao Makarov que todo o investimento que ele fez no Caso Lótus deu resultados positivos. Além de, é claro, vencer a corrida contra o Gray. Poderia até ganhar uma promoção! Por sorte não demorou muito e o taxista estacionou. Assim que o paguei, sempre mantendo toda a atenção voltada para a loira algemada a mim, ele foi embora.

— Aproveite bastante o lado de fora, porque no momento que entrar ali nunca mais irá sair — falei tentando provocar alguma reação negativa na loira.

— Duvido muito disso — retrucou.

— Por que? — questionei.

— Porque odeio laranja e nem ferrando que irei usar essa cor para o resto da vida — respondeu apenas.

Aquela mulherzinha não vai me tirar do sério, não agora. Entrei na recepção e Mira arregalou os olhos não acreditando no que via. Antes mesmo que ela pudesse dizer algo, Gray entrou afoito arrastando uma mulher de cabelo azul. Ela possuía os olhos inexpressivos e usava uma saia preta mostrando sua tatuagem de uma flor de lótus na lateral da coxa. Está explicado porque ele desconfiou logo dela.

— Elas são...? — começou Mirajane.

— Sim, nós somos da Flor de Lótus. Vamos logo com isso, pode ser? — falou a loira.

Alguns minutos depois, Gajeel apareceu com uma mulher baixinha que também possuía o cabelo azul. Seus fios estavam bagunçados, usava uma blusa que claramente não pertencia a ela e sua expressão se fechou em uma carranca ao ver a loira. Eles realmente estavam transando — ou quase — quando os interrompi.

— Vejo que finalmente pegaram elas, pirralhos. — observou Makarov conduzindo-nos para seu escritório — Já não era sem tempo.

A maioria dos policiais que estavam de plantão foram escalados para vigiar a porta do escritório, sendo que quatro ficariam do lado de dentro para evitar alguma possível fuga. Quando a baixinha estava andando em direção à barra em que seria prendida sua algema, ela tropeçou no tapete e caiu com tudo no chão, quase atingindo a CPU do computador. Porém, antes que pudéssemos ajuda-la se levantar, ela o fez sozinha com o nariz um pouco avermelhado pelo tombo. Quando todas já estavam devidamente presas, Makarov sorriu satisfeito.

— Parabéns pelo trabalho duro Natsu, Gray e Gajeel. Vocês provaram que eu estava certo em escalá-los nesse caso demorado e difícil. — falou e fez uma pausa — Mas agora temos que lidar com prioridades, o Projeto Lótus ainda funciona à todo vapor e precisamos pará-lo.

— Então vamos fazer isso o mais rápido possível. Do mesmo jeito que pegamos as Flores de Lótus iremos acabar com ele. — afirmou Gray.

— Creio que não estão entendendo. Eu trouxe os seis para meu escritório porque quero que trabalhem juntos nesse caso — disse calmamente.

— O QUÊ?! — gritei — Nem ferrando que eu vou trabalhar com essas assassinas, elas quase explodiram o meu carro!

— Acho que a idade está começando a alterar sua sanidade mental, velhote. — falou Gajeel — Assim que a soltarmos, elas irão fugir e aí teremos duas coisas com que nos preocupar.

— O que eu quero é prender essas mulheres para que elas fiquem na cadeia até os peitos se arrastarem no chão. Apesar de serem bem gostosas, não trabalharei com elas. — contrapôs Gray cruzando os braços.

Aquilo era impossível, nunca que daria certo juntar a lei com o caos. Essa coisa de ying yang, equilíbrio do bem e do mal era pura conversa fiada. Eu perderia a paciência com aquela palhaçada e acabaria as jogando em uma prisão de segurança máxima ou elas me matariam, o que viesse primeiro.

— Vou dar um tempo para vocês pensarem separadamente sobre isso. Caso as meninas aceitem, posso reduzir a pena de vocês e durante toda a investigação não precisarão ficar na cadeia — falou Makarov — Policiais, levem-nas para a sala de interrogatório e fiquem vigiando-as do lado de fora.

Até capturadas as Vadias de Lótus arrumavam um modo de nos sacanear. Assim que elas saíram do escritório, Gajeel e Gray começaram a falar ao mesmo tempo, tornando impossível a compreensão de algo.

— Já está decidido, pirralhos, e serão vocês que as vigiarão junto com O Oposto. Todos vocês têm o mesmo objetivo, portanto trabalharão juntos — anunciou o velhote levantando-se da cadeira e subindo na mesa para ficar maior — Vamos logo para o interrogatório a fim de terminarmos de acertar logo isso. Quero acabar com o Projeto Lótus o mais rápido possível.

Makarov pulou da mesa e saiu do escritório. Levantei-me à contragosto e o segui tentando pensar em argumentos que o fizessem mudar de ideia, porém, não conseguia pensar em nada que realmente o convencesse. O velhote realmente estava ficando doido com a idade. Toda raiva que ele sentia e era provocada pelas Flores de Lótus na realidade não era por elas estarem a nossa frente, mas sim pela nossa demora em capturá-las e fazê-las trabalhar conosco. Ele nos enganou desde o início!

— Velhote, isso não dará nem um pouco certo. — falei.

Chegamos na frente da porta de metal cinza que continha as palavras ‘‘Sala de Interrogatório’’ escritas em letras pretas grandes em um painel branco. Os quatro policiais ainda estavam alertas, mas mesmo assim uma sensação ruim invadiu meu corpo.

— Tenha um pouco de fé nessas mulheres, Natsu. Elas são muito competentes e podem surpreendê-lo. — retrucou girando a maçaneta.

A sala era pequena, as paredes possuíam a cor creme bem clara e o chão era cinza. No centro havia uma mesa de metal em forma retangular com lugares para prender as algemas dos prisioneiros e havia três cadeiras de um lado e uma do outro. As lâmpadas eram claras e não tinham janelas nem qualquer lugar que servisse de rota de fuga.

E o lugar estava completamente vazio.

Notas finais
Agradeço novamente a todos os leitores que tiveram paciência para esperar o capítulo demorado, e espero que eu tenha conseguido, por meio desse capítulo, manter o nível de agrado que vocês merecem! Eu me esforcei para escrevê-lo e quebrar todo o desânimo com minhas histórias de Fairy Tail. Comentem, por favor. Como já disse nas notas iniciais vou responder os comentário na hora que recebê-los, assim, poderei agradecê-los devidamente e sem demora.