Flor De Lótus
2 Art. 1° — Ninguém mexe no meu carro.
Notas iniciais
Mnicole - EmyChan como prefiro chama-la ♥ ~ Nossa primeira recomendação ToT Obrigada por tudo, por vir aqui aguentar essas duas autoras malucas que por coincidência positiva do destino você gosta e acompanha ♥__♥ Saiba que a satisfação em ter você por aqui é recíproca e obrigada pela confiança em recomendar somente com o prólogo!!!
Cookye ( nome gostoso :3) *~~* Nome que da fome -QQQ *--* Amo cookie, mas isso não vem ao caso -_-' - Mas amo você também *O* - ainda mais agora com essa lindissima recomendação, obrigada pelo carinho e pelas palavras de elogio ♥ Você que é a nossa "Cookie-sama" ~♥
Chimeeeeeeeeeeeeeeeee *pula abraça e roda* -QQQ Onws, nós duas ja temos um carinho muito enorme e divonico por você!! Agora então só falta eu plantar você num vasinho de flor (? considere um elogio) ( esse ultimo elogio? Foi da Luz, eu sou normal okay sua tchuca? USAHS)♥ Ganhamos nossa primeira stalker assumida ♥ Todos gostam de *cof*SACANAGEM*cof* historias policiais. USAHUS
NamiiiiiChinnnn ♥ Kyaaaa ~eu concordo com você, geralmente essa coisa de "capitulos enormes" pode mesmo dar medo em algumas pessoas, então com toda certeza essa recomendação vai atrair muita gente!!! Sua recomendação foi enorme e linda. Então deixo aqui um grande obrigada ♥____♥ Você quase escreveu um capítulo na recomendação e nós amamos cada palavrinha sua diva :3
Heloooo ♫♪ CLARO QUE PRECISAMOS DA SUA!!!! *puxa de volta* Volta aqui sua linda *O* Recomendações são sempre bem vindas kkkk Personagens pervertidos é o que ha!!! I like ♥ - Obrigada por cada palavra, você que foi uma fofa e esperamos superar suas expectativas ♥
Konekooooo nyah nyha *3* Amo gatos (ninguém quer saber disso, eu sei ToT / Ainda bem que você sabe Luz -q) - Mas amei mais ainda sua recomendação!! Ficamos muito imensamente feliz. Obrigada ♥
Enfiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmm, não só às recomendações, mas a todos que comentaram e favoritam e até mesmo aos fantasminhas que estão ai, deixamos aqui nossos muito obrigada ♥ Todos os Reviews serão respondidos, cof, em breve, cof cof. Brinks gente, eu e a Karollin vamos responder tudo!!! A culpa de eu não responder foi da Luz galera, a preguiça dela invadiu meu pobre ser :c
Acho que isso ja esta enorme e-e Mil beijos e Boa leitura! Espero que gostem e comentem divinamente como ja estão fazendo ♥

Lucy Heartphilia – Las Vegas, Esconderijo #2 Flor de Lótus – 23:57.
— ME TIREM DAQUI! — O homem a minha frente gritava com seu pavor evidente.
Eu o havia amarrado em uma cadeira inquisitória que Levy conseguiu comprar num leilão pela internet. Esse tipo de cadeira foi muito utilizada na Europa durante os séculos XVII e XVIII, mas vários relatos comprovam que no final do século dezenove alguns Duques ainda faziam uso ilegal desse instrumento. Elas foram fabricadas em dois modelos: no primeiro, o assento e encosto da cadeira eram recobertos por espinhos afiados de metal e o réu era sentado nu sobre o móvel, qualquer movimento causava-lhe perfurações dolorosas no corpo e ele acabava morrendo por sangramento ou, na pior das hipóteses, infecção generalizada. O segundo modelo era tão doloroso quanto o primeiro, mas não possuía espinhos. Ao invés disso, ela era revestida com metal e seu mecanismo permitia aquecê-la até ficar em brasa, provocando queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus nas vitimas. A minha era do segundo modelo, mas Levy fez alguns ajustes para que funcionasse por meio de instalação elétrica. Porque mexer com fogo e carvão ninguém merece. Mesmo assim ela ainda estava desativada, pois eu não tinha decidido se precisaria “esquentar” as coisas.
Nós estávamos dentro da sala de interrogação. O cômodo era pequeno, com paredes brancas manchadas por velhos respingos de sangue das antigas vítimas que passaram por ali. A fraca iluminação era proporcionada por uma única lâmpada amarelada e duas cadeiras de madeira comum estavam dispostas paralelamente. Havia também uma grande mesa de alumínio no centro do recinto e um pano preto escondia os objetos que estavam sobre ela. Debaixo do tecido havia um conjunto de seringas com diversos venenos e compostos químicos, uma barra de metal grossa de 30 centímetros, uma algema com espinhos de ferro, luvas de borracha, além de facas, bisturis e outros instrumentos cirúrgicos.
Somente trazíamos alguém a este local caso fosse necessário retirar informações de nossos respectivos alvos. No canto esquerdo Juvia assistia meu interrogatório com atenção e em silencio. Cinco câmeras foram instaladas naquela sala, registrando com detalhes cada segundo ali dentro.
Em minhas mãos eu segurava um grande envelope alaranjado que tinha me sido entregue por Levy mais cedo. Dentro dele havia informações restritas a respeito do homem que eu iria interrogar. Ergui duas folhas na altura de meus olhos para ler com mais exatidão.
— Nome: Frederik Rodriguez Moore; idade: 41 anos; nome do pai: Manoel Rodriguez Moore; nome da mãe: Josepha Consuelo Moore; Endereço: Stoney Creed St. N° 577; Profissão: Agente de viagens na Empresa Glorious Trip, foi admitido há cinco anos e promovido a três. Possui dois carros: um Citroën C3 Picasso Frances e um Mitsubishi L200 tailandês — parei de ler para tomar fôlego antes de retomar a leitura. — Temos mais algumas baboseiras a respeito de tios, animais de estimação, conta bancaria... Deixe-me ver... Oh! Vejo que já foi casado Senhor Moore — olhei fixamente em seus olhos amedrontados —, quatro vezes — completei.
Ele permaneceu em silencio.
— Elizabeth Miller Moore, Juliet Steve Moore, Rose Julius Moore e a mais recente: Mary Anderson Moore. As quatro têm duas coisas muito interessantes em comum não é mesmo?
— Não sei do que você esta falando, sua vadia! — Frederik gritou.
Sorri. Coloquei a papelada sobre a mesa e comecei a caminhar lentamente enquanto analisava cada expressão de pavor que o cretino exibia. Preso e indefeso, como um ratinho de laboratório. Peguei a barra de ferro que estava sob o pano e, com um golpe certeiro atingi sua face, conseguindo ouvir alguns ossos trincarem. Inicialmente ele gemeu de susto, mas logo gritou de dor enquanto cuspia sangue e pedaços de seus dentes no chão.
— Da próxima vez que se referir a mim utilizando essa palavra eu vou arrancar a sua orelha direita e enfiar na sua goela — ameacei. — Onde estávamos? Ah, sim! Você ia começar a me contar sobre suas esposas, certo?
— Por favor, eu juro que não sei do que você esta falando! — falou, começando a chorar.
Que patético, achei que resistiria mais.
Olhei para Juvia que permanecia indiferente e concentrada no homem. Ela sorriu para mim e movimentou a cabeça negativamente. Revirei os olhos, ela ia começar o seu discurso.
— Pupila dilatada em 89%, músculos faciais contraídos, oscilação tanto na tonalidade da voz quanto no tempo médio entre as palavras. O fato de evitar o contado visual direto, utilizar frases curtas e ofensivas também contribuem para a constatação evidente de mentira — ela disse.
— Puta que pariu! — Frederik balbuciou com dificuldade com a boca suja de sangue.
— Fred, Fred. Está realmente querendo mentir para mim, querido? Bem, vou facilitar as coisas para você, na verdade não estou com muita paciência para torturá-lo a noite inteira. Então me deixe explicar umas coisinhas. Esta vendo aquela linda jovem de cabelos azuis ali no canto? — apontei para Juvia. — Se você continuar mentindo ela saberá. Tudo e qualquer coisa que você pensar em fazer ou falar ela tomará conhecimento antes mesmo de acontecer.
Voltei para a mesa e peguei uma fotografia emitida recentemente.
— Você tem uma linda esposa. Jovem, bonita, sexy... Mary Anderson. O pai dela não gostou nada quando soube a respeito do desaparecimento da sua querida filha e é por isso que você esta aqui. Viu como sou boazinha? Economizei seu tempo e refresquei sua memória. Agora, senhor Moore, nos diga de uma vez onde ela está ou ao menos onde estão seus restos mortais.
— Você é louca! Eu fui absolvido dessa acusação!
Olhei novamente para Juvia e mais uma vez ela negou com a cabeça.
— Certo. Você prefere fazer do jeito difícil, então tudo bem.
Era isso mesmo que eu queria. Estava louca para vê-lo sofrer.
Quando coloquei a mão no regulador de temperatura da cadeira sob o olhar aterrorizado de Frederik, a porta foi escancarada com força. Peguei minha Beretta 92FS em cima da mesa de alumínio e apontei em direção da pessoa que estava entrando. Notei que Juvia já estava com suas duas pistolas Taurus PT 59 S direcionadas ao mesmo alvo que eu.
— Parem de apontar essas armas para mim. Não quero virar queijo suíço antes de ter transado com aquele policial gostoso — falou Levy entrando no quarto.
— Que pena, estava com vontade de comer queijo suíço hoje — brinquei, esquecendo-me completamente do homem preso.
— Teremos que deixar para outro dia. Adivinhem no que eu tropecei? — Levy falou mostrando uma pasta cor creme com a insígnia do 1° Departamento Central de Polícia de Las Vegas.
— Qual caso? — perguntou Juvia interessada.
— O nosso antigo caso — disse a baixinha.
O silêncio recaiu sobre o quarto enquanto estávamos perdidas em nossos pensamentos. Frederik remexeu-se desconfortável na cadeira inquisitória fazendo a fivela de seu cinto chocar-se contra placa de ferro provocando um barulho estridente e irritante.
— Se já acabaram comigo, podem me soltar? — murmurou esperançoso.
Isso me estressou profundamente. Virei-me em sua direção e sem mirar atirei do lado de sua cabeça. Notei que Juvia havia feito o mesmo que eu, lançando um olhar zangado ao homem que se encolheu na cadeira fitando os três buracos de bala na parede que por muito pouco não acertaram sua testa.
— Espere rapidinho Levy. Preciso resolver as coisas com ele primeiro — pedi sorrindo.
Fechei o rosto demonstrando o quão sem paciência estava e direcionei-me ao homem encarando-o com fúria.
— Já que não vai responder, do que quer brincar primeiro? — perguntei puxando o pano que cobria os instrumentos de tortura.
Poucas coisas me proporcionam tanto prazer quanto observar um assassino covarde tremer-se por medo de mim. Ele arregalou os olhos enquanto sua boca abria e fechava, mas não se era emitida nenhuma palavra. Passei os dedos lentamente pelo meu conjunto de seringas.
— Por favor, me mate — implorou ele chorando.
— Sim, sim, não precisa pedir. Eu vou matar você, mas não assim tão facilmente. Existem duas possibilidades de morte para você. Na primeira, você me conta onde esta a Mary e depois disso eu aplicarei uma injeção letal no seu pescoço ou lhe darei um tiro na cabeça, lhe proporcionando uma morte rápida e indolor. Mas, se você preferir continuar omitindo sobre o paradeiro dela, então você receberá a segunda morte que por coincidência é a minha preferida. Que saber como ela funciona? — perguntei sorrindo.
Ele negou.
— Mas eu vou dizer mesmo assim. Você vai ficar preso aqui durante dias, ou até meses. Eu vou me certificar de cortar você em pontos específicos do seu corpo, locais que doem mais do que qualquer outro, vou quebrar seus dedos e seus membros. Irei arrancar seus testículos, seu pênis e suas unhas uma a uma. Vou perfurar seus olhos com pregos e quebrarei o dorso do seu nariz em tantas partes que ficará irreconhecível. Depois eu vou cuidar de você, lhe darei remédios, farei curativos e você vai sarar. Sabe por que eu vou fazer isso Sr. Moore? Para torturar você de novo, você vai sofrer tudo de novo. Vai comer e beber o suficiente para manter-se vivo. E isso vai durar até que me conte onde esta a Mary. Preste bastante atenção, nas duas opções você vai morrer e também em ambas vai me contar o que eu quero saber, mas é você quem decide se será da forma rápida ou lenta — falei vestindo minhas luvas de couro preto
— Represa Hoover — sussurrou.
— Fale mais alto, não estou ouvindo — disse pegando uma seringa, batendo levemente meu dedo nela e apertando-a para retirar o ar do líquido.
— O corpo dela está na Represa Hoover — admitiu.
— Juvia?
— Ele esta dizendo a verdade. — Ouvi a confirmação vinda da especialista.
Ergui minha Beretta 92FS e atirei no meio da testa do homem, fazendo o sangue sair pelo buraco da bala e sua cabeça pender-se para o lado. Por mais que eu quisesse vê-lo sofrer, tinha assuntos mais importantes a tratar. Peguei meu Galaxy S4, tirei uma foto do cadáver e joguei o aparelho para Levy. Vi ela discar o número do cliente e ir em direção ao outro quarto.
Mais uma vez nós havíamos feito a justiça. Frederik foi acusado pelo desaparecimento de todas as suas quatro esposas, mas conseguiu ser absolvido em todos os casos. A Lei falha desse país me causa ânsia de vômito, mas me sinto realizada ao relembrar que nesse momento ele está com um buraco no meio da testa. Na maioria das vezes sempre expúnhamos o corpo em um local onde os policiais imprestáveis fossem capazes de encontrar, para assim deixarmos uma Flor de Lótus indicando que tínhamos completado o trabalho que eles não conseguiram. Porém, dessa vez seria diferente. Como Frederik foi um homem que gostava de desaparecer com as esposas, nada mais justo do que desaparecermos com seu corpo.
Segui a baixinha e Juvia fez o mesmo. A vimos se colocar na frente das dezenas de telas planas lotadas com diferentes dados e coladas à parede. Com extrema maestria, Levy entrou em nossa conta secreta quando o cliente atendeu.
— Deposite o valor combinado na nossa conta. Temos a informação pedida — falou ela usando um programa de alteração de voz.
— 1.000.000 de dólares, certo? — respondeu um senhor com a voz ansiosa.
— Sim. Na conta que combinamos — disse a azulada.
Alguns minutos depois, o valor já estava aparecendo na tela. Sorrimos vitoriosas.
— Pronto. Onde minha filha está? — ele perguntou com a voz receosa.
— Sentimos muito, mas o corpo dela está na Represa Hoover — Levy falou sem delongas.
— Obrigado. Pelo menos terei um cadáver para enterrar ao invés de um caixão vazio — falou o homem com a voz entristecida.
Levy desligou o telefone suspirando. Odiávamos quando esses casos contratados tinham uma resposta negativa. Ao aceitar algum trabalho desse tipo, mantínhamos esperança, por menor que fosse, que a vítima do criminoso ainda estivesse viva e bem. Na maioria das vezes, isso não ocorria.
— Você gravou a confissão dele Levy? — perguntei.
— Minha queria, eu SEMPRE gravo — respondeu ela com orgulho.
— Vou colocar a gravação dentro de um envelope e enviaremos para a polícia — falei pegando o objeto dentro de uma gaveta na escrivaninha.
O envelope era delicadamente rosado e uma linda Flor de Lótus estava desenhada na frente com linhas em relevo douradas. Sempre usávamos esse tipo de coisa para assinar nossos crimes. Levy me entregou o gravador já com o CD dentro e eu coloquei-o no invólucro juntamente com a papelada e um bilhetinho de brinde.
— E o que faremos em relação à criança de Mary Anderson? — Ouvi Juvia perguntar casualmente enquanto olhava algumas fotos do bebê pregadas no painel.
Droga. Tinha me esquecido completamente disso. Em fração de segundos coloquei-me a refletir. Pensando bem, já faz bastante tempo que não brincamos com nossos queridos investigadores particulares, desde o incidente na casa daquele pedófilo se não estou enganada, e isso já faz alguns meses.
Quando fizeram aquela reunião ridícula para a eleição dos representantes dos DP’s nós ficamos muito empolgadas, tanto que até assistimos de camarote. Invadir as delegacias já era tarefa clichê para nós, infiltrar no sistema de monitoramento de câmeras então foi moleza. Todos os três selecionados eram notoriamente jovens e tinham uma ficha extensa de habilidades e feitos grandiosos. Mas não tanto quanto das Flores de Lótus. Óbvio. O importante é que desde então nós brincamos de “gato e rato”.
Nós somos o gato.
Eles o rato.
Voltando ao que realmente interessa. Essa evocação me permitiu formular uma nova brincadeirinha quanto à criança de Mary.
— Eu tive uma idéia interessante para resolver isso. Contate o Loke, preciso de novos bebês e de uma ajudinha extra — pedi, emanando minha animação. — Deixaremos isso no 3° DP pelo caminho enquanto eu explico minha mais recente idéia para vocês. — Sorri sugestiva e vi que ambas retribuíram com curiosidade.
Olhei no relógio. Já passava da meia noite. Isso é bom, dizem que quando o dia começa bem ele termina bem.
Natsu Dragneel – Las Vegas, Casa de Natsu – 05:57.
Dizem que as desgraças nunca andam sozinhas e que se seu dia começou ruim é por que o restante dele será uma merda completa. Acordei com o barulho do meu celular avisando que havia recebido uma mensagem e tateei minha escrivaninha a procura do aparelho. O despertador ainda nem tocou! Se for mais um daqueles SMS de operadora, eu juro que quebro a droga deste chip na hora. Assim que minha visão se acostumou à grande luminosidade gerada pela tela de meu galaxy S3, comecei a ler o texto sentindo cada vez mais que meu dia seria péssimo.
“Venha ao meu DP com urgência.
16 Set. 2013 5:57
De: Gay Fullbitch”
Ótimo! Começar o dia já recebendo uma mensagem de Gray Fullbuster, era só o que me faltava. Só citar o nome do remetente já é um sinal de mal pressagio e o texto não ajudou nem um pouco a me confortar.
Levantei rapidamente e vesti a primeira roupa que vi pela minha frente. Meus trajes consistiam-se em uma blusa vermelha com uma jaqueta de couro marrom por cima, calça jeans escura, um tênis e meus sempre presentes óculos escuros. Peguei uma torrada no armário e passei geléia de framboesa nela, desajeitadamente com pressa. Para Gray nos chamar ao seu DP, ainda mais àquela hora da manha, boa coisa não deveria ser. Até porque a merda do 3º Departamento Policial ficava do outro lado da cidade e teríamos que enfrentar o animador trânsito caótico de Las Vegas. Só de pensar nisso, lancei diversas pragas para aquele merdinha. Antes de sair de casa, meu celular apitou novamente.
“Pegue o Gajeel, ele não atente o telefone.
16 Set. 2013 6:08
De: Gay Fullbitch”
Maravilha! Agora vou ter que buscar esse idiota do Gajeel naquele puteiro que ele chama de casa! Pelo menos ele não morava muito longe e por isso tentei não me chatear com esse tipo de coisa. Saí de minha casa trancando a porta em seguida e fui pegar meu carro na garagem.
Se existe uma coisa que me deixa feliz é dirigir meu Jaguar XJ220, vermelho, motor bi turbo V6 e 542 cavalos de potência. Essa belezinha é meu foguete de asfalto. Seu interior é completamente revestido com couro preto, tem GPS, DVD, radio e todas aquelas bugigangas de proteção e ar-condicionado. Mas como tudo o que é bom dura pouco, meu breve momento de apreciação automobilística foi completamente destruído pelo entediante e matutino trânsito de Las Vegas. O percurso que eu levaria meia hora para fazer triplicou para uma hora e meia, deixando-me ainda mais nervoso.
Passei por vários pontos turísticos da cidade, mas eles já não me atraíam mais. Aliás, eu não entendia como os turistas suportavam visitar esse lugar. Não era como se a vista do amanhecer naquela cidade do pecado fosse algo apreciável. As pessoas já tinham perdido a capacidade de diferenciar o dia da noite, então as maiores bizarrices podiam ser testemunhadas a qualquer hora. Os velhos rabugentos – e podres de ricos – saíam e entravam continuadamente dos cassinos, com aquelas caras de depravados sem nem se darem conta que estavam contribuindo para sua própria ruína. As ruas imundas repletas de drogados e trombadinhas dificultavam e depreciavam a imagem já não tão bela dos lugares por onde eu passava. E claro as mulheres. Dessa parte eu prefiro não me queixar, que tipo de homem reclamaria do banquete sexual que é Las Vegas? Nenhum.
Acho que estou passando tempo demais com o Gajeel.
Gajeel morava em um luxuoso apartamento próximo aos cassinos mais caros. Ele sempre me disse que odiava jogos de azar, mas que as mulheres mais belas e fáceis são encontradas nesse tipo de ambiente e por esse motivo ele escolheu morar aqui. Parei em frente a um prédio ostentoso de seis andares, cuja fachada tinha uma cor verde musgo estranha com adornos em dourado e portas giratórias de vidro blindado. Estacionei meu automóvel em uma vaga e entrei no local. Falei com o porteiro e não precisei seguir toda a demorada burocracia para poder pegar o elevador que levava às moradias. Devido a isso subi diretamente para o aposento do meu amigo.
Apartamento 21, Gajeel Redfox. Não acredito que tenho que passar por isto. Estava diante daquela porta criando coragem para bater. As pessoas que passavam pelo corredor me encaravam com pena e surpresa. Os gemidos que vinham de lá de dentro podiam ser ouvidos desde o elevador. Trabalho é trabalho. Pressionei a campainha não obtendo respostas na primeira tentativa, só após o quarto apito do aparelho notei a interrupção abrupta dos gemidos. Poucos segundo se passaram e ele abriu a porta vestindo apenas uma cueca box preta.
— Que nojo, vai vestir uma roupa descente — falei, virando o rosto.
— Natsu? Bom é que eu estava...
— Eu sei o que você estava fazendo — interrompi-o. — Alias, acho que Las Vegas inteira podia ouvir o que você estava fazendo. Não sei como seus vizinhos te suportam.
— Veio aqui só para acabar com meu momento de tesão? — ele disse zombativo.
Gajeel sabia o quanto eu levava meu trabalho a sério e por isso sempre tentava me irritar com piadinhas infames. Eu retirei o celular do bolso e mostrei a mensagem do Gray, ele leu e fez uma careta desgostosa.
— Acho que receber uma mensagem do Sr. Gay Fullbitch logo de manhã acaba com o tesão de qualquer um.
— Vista logo uma roupa, quando aquele ‘olhos caídos’ nos chama ao seu DP é encrenca na certa! – pedi impaciente.
Ele entrou no apartamento deixando a porta entreaberta, permitindo-me ouvir os protestos das mulheres lá dentro.
Fiquei encostado na parede ao lado da porta número 21 reparando em coisas fúteis como decoração e pessoas. Aquele andar do prédio parecia não possuir mais de quatro apartamentos. Isso se devia ao fato de cada um deles ser enorme e ocupar uma área grande de cada andar. Um tapete de veludo vermelho e hospitaleiro ficava posicionado simetricamente no chão e reparei que tinha fios dourados nas laterais. O teto era adornado com lustres idênticos a cada dois, ou quase três metros. Mas o mais interessante eram os papeis de parede finamente decorados com flores, que para meu desgosto, lembravam muito Flores de Lótus. Patético, estou ficando cada vez mais paranóico...
— Caiam fora! — Gajeel exclamou dentro de sua moradia, retirando-me de meus devaneios.
Poucos segundos depois a porta foi aberta totalmente. Não era Gajeel, a não ser que ele tenha inventado uma máquina de alteração de gênero sexual em menos de quinze minutos. Do apartamento saíram três mulheres descabeladas, arfantes, um pouco coradas e com as roupas amassadas. Apesar de todas não serem muito altas o tamanho variava. A primeira delas, e mais bonita apesar da pouca corpulência, era loira e usava um vestido vermelho que ficava solto no corpo. A segunda – que era a mais alta se comparada às outras – era morena e estava com uma calça jeans preta, uma blusa cinza curta, expondo a barriga esbranquiçada com um piercing de pedrinha rosa no umbigo e sandálias com salto, talvez por isso aparentasse ser mais alta que as demais. E por fim, a terceira possuía um interessante e diferente cabelo roxo comprido, usava uma saia rosada sobre uma meia arrastão preta, um salto da mesma cor e uma blusa dourada. Essa tinha os seios mais avantajados e um traseiro arredondado.
A loira olhou para mim analítica e mordeu o lábio inferior. Por mais que eu tivesse um fraco por loiras, só de imaginar o que ela estava fazendo alguns minutos antes, e ainda por cima com o Gajeel, dava-me nojo. Além disso, eu gostava de loiras altas e com curvas. Nunca vou entender esse gosto estrambólico e variável do meu amigo.
— Porra Gajeel, você demora mais do que mulher para se arrumar! Anda logo porra! Se o assunto for com o chefe ele deve estar uma fera conosco já! — gritei com receio de entrar em sua residência e encontrar preservativos usados colados no teto.
Após longos mais dez minutos, ele saiu de seu lar usando uma jaqueta de couro preta, calça jeans da mesma cor, camisa branca, óculos escuros e um coturno também preto.
— Foi mal pela demora. Tinha que arrumar meu quarto para as gatinhas que virão aqui à noite — falou enfiando as mãos nos bolsos e começando a andar despreocupadamente.
Entramos no carro rumo ao 3º Departamento Policial de Las Vegas. Não iria admitir, mas o atraso do idiota moreno nos livrou do trânsito matutino em sentido a região norte. Chegamos ao nosso destino um pouco apreensivos. Aquele DP era uma espécie de centro, onde nosso chefe, Makarov, ficava nos inspecionando com frequência. Gray comandava os policiais dali e vangloriava-se por estar no mesmo local que o lendário investigador policial Makarov, que todos chamavam cerimonialmente de mestre. Porém, a verdade era que o mestre escolheu ficar com o moreno justamente para vigiá-lo, já que ele era muito impulsivo e inconsequente.
Estacionei meu ‘’xodó’’ e entramos no amplo, moderno e bem iluminado escritório. Cumprimentamos, com um aceno cortês, a secretária Mirajane que estava ao telefone e com o olhar fixo em uma lista de procurados exibida na tela de seu computador. Sem bater antes, abrimos a porta da sala do mestre e adentramos no cômodo sentindo uma aura pesada ali e Gray cabisbaixo. O homem que comandava tudo era baixinho, na verdade quase um anão, possuía um humor gentil, mas um pouco bipolar e parecia virar um gigante quando estava realmente com raiva. Esse sentimento era visível nesse momento em seu rosto avermelhado e olhar zangado fixo em nós.
— Vocês estão de brincadeira com o Caso da Lótus? — ele perguntou utilizando uma voz sinistra que fez um frio percorrer gradualmente minha coluna.
— Não senhor — respondemos juntos.
— Sério? Então me expliquem o motivo de eu ter chegado a minha sala e encontrado este maravilhoso envelope cheio de provas concretas sobre um assassino que ELAS MATARAM? — ele literalmente esbravejou ficando ainda mais vermelho, se é que isso era possível.
Peguei o invólucro um pouco receoso notando o lacre já violado – pelo mestre – e o desenho da tão odiada Flor de Lótus abaixo. Dentro dele, possuía uma fotografia de um homem com terno elegante e olhar sério, olhos azuis, cabelo loiro e um sorriso forçadamente simpático. Além disso, havia também um gravador e algumas folhas de papel.
— Frederik Rodriguez Moore — li o nome do homem no topo de todos os papéis.
Na primeira folha havia todas as acusações de que ele fora absorvido juntamente com imagens secretas do tribunal. Na segunda página continha informações com alguns acréscimos que não havíamos obtido juntamente com anotações feitas digitalmente em itálico e assinadas pelas FDL.
“Nome: Frederik Rodriguez Moore;
Idade: 41 anos;
Nome do pai: Manoel Rodriguez Moore; (Carcereiro em uma das maiores penitenciárias de segurança máxima de Las Vegas.)
Nome da mãe: Josepha Consuelo Moore (Importante cirurgiã cardiovascular)
Endereço: Stoney Creed St. N° 577; (Como o salário de 2.500 dólares que ele recebe consegue pagar um aluguel de 2.000 dólares? Explicaremos isso daqui a pouco.)
Profissão: Agente de viagens na Empresa Glorious Trip, foi admitido há cinco anos e promovido a três.
Conta bancária: US$ 3.452.982,43 (Sabiam que toda vez que uma das mulheres dele morria ele recebia o valor do seguro de vida delas que equivalia a 1.000.000 de dólares?)
Estado civil: casado. (Sabe quantas vezes isso apareceu na ficha dele? Quatro vezes.)
Todas suas mulheres foram mortas e seus corpos nunca foram achados.
Obs: Aprenderam como se resolve um caso?’’
Uma onda de raiva consumiu minha mente e passei a folha para Gajeel que começou a ler com igual descontentamento, fazendo uma careta de irritação. Aquelas mulheres estavam realmente passando dos limites. Fechei minhas mãos em punhos e comecei a sentir o calor de ódio latente. Respirei fundo, tentando me acalmar. Eu não podia cair no joguinho delas, era isso mesmo que queriam: nos insultar, humilhar... tirar do sério.
— Três anos! Há três malditos anos eu os designei a essa missão achando que os melhores de cada departamento conseguiriam deter simples assassinas que se passam por justiceiras. Mas olhe onde estamos. Nossa grande descoberta em todo esse tempo foi descobrir que elas são mulheres! Sem falar no retrato falado desastrosamente mal feito! — falou ainda enervado.
Abaixei a cabeça submissamente, sabendo que ele tinha razão. Sempre quando pensávamos estar alcançando-as, elas davam um jeito de acelerar seu progresso. Sempre – sempre mesmo – pareciam estar alguns passos à nossa frente. Isso me enfurecia. Maldito dia que fui designado a essa missão! Todo o esforço que tive, entrando na Academia Junior de Investigação da Policia aos meros onze anos para alcançar meu verdadeiro objetivo de vida, parecia um sonho distante e esquecido. Enquanto eu estava aqui, brincando de pique-pega com criminosas metidas a heroínas, o caso ao qual eu queria me dedicar continuava arquivado. Claro, isso não mudava o fato de que elas precisavam ser detidas e que se eu queria acabar com isso de uma vez por todas, precisaria me esforçar muito mais.
De repente, a porta é aberta abruptamente e Romeo, um estagiário novato, entrou arfante com algo em mãos.
— Mestre aconteceu algo horrível, o carro do Investigador Natsu não está no estacionamento! Em seu lugar encontramos isso... — o garoto estendeu um brinquedo de carro que era uma réplica perfeita de meu possante.
Estranhamente aquilo me incomodou. Dentro dele, havia um pequeno pedaço de papel. Outra merda de bilhete.
''Querido Natsu,
Já que esta nervoso, te daremos algo para se distrair. Temos um caso para você. Descobrimos que antes de Frederik Rodriguez Moore matar sua mulher Mary Anderson Moore, ela tinha dado a luz a um bebê. O nome da menina é Elizabeth Howell e ele se negou a colocar seu sobrenome na criança. Depois de matar a mãe dela, deixou-a na porta de um orfanato. A criança está no mesmo lugar que seu carro. Divirta-se procurando-a.
Não precisa agradecer. Diga a seu chefe que mandamos um oi e agradecemos por reconhecer que somos melhores que vocês.
PS: Se quiserem comprovar a maternidade da criança, ouçam a gravação para saberem a localização do corpo de Mary.
FDL''
Agora aquilo havia ficado pessoal. Ninguém mexe no meu carro.
No Próximo Capitulo de Flor de Lótus:
... a corrida incessante queimava meus pulmões e a dor latente do lado esquerdo das minhas costelas me impedia de acelerar ainda mais. Olhei na direção do local dolorido e só então eu percebi. Havia sangue ali... Muito sangue.
Notas finais
Como minha ameaça deu certo da primeira vez vou repeti-la aqui e em todos os capítulos u-ú Comentem ou eu, Karollin, colocarei vocês na lista negra delas. E sim, isso foi uma ameaça -q ASUHUASH
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