Flamel

1 Prefácio


Notas iniciais
Capítulo introdutório e de teste. Boa leitura.

Eu estava algemado e de joelhos em frente a uma multidão enfurecida que a pouco tempo me via como rei. Tudo aquilo era um tribunal e o réu era eu, que o que mais desejava era justiça para meu povo. Eu não poderia deixá-los sofrerem mais.

Me levanto da cama rapidamente, não entendendo que peça minha mente havia pregado. Minha mão tocava algo úmido e bagunçado, percebi que era o meu lençol remexido da noite anterior. Atordoado com o despertar repentino, me deparo com o relógio avisando que era hora de tomar um banho e ir para o colégio para o meu primeiro dia de aula.

Enquanto a água morna batia em meus ombros, pensei numa forma de apresentação. Hoje será o início de mais um ano. Então comecei a ensaiar o discurso:

— Olá meu nome é Ryan, tenho 17 anos. Minha vida não tem nada de especial – Perdi meus pais quando era pequeno e desde então, eu moro com meu irmão. Não, não posso falar isso.

— Sempre fui um aluno mediano, mas confesso que tenho aptidão em exatas, – na verdade o melhor aluno de exatas do colégio, mas prefiro me abster desse tipo de detalhe. – Sou uma pessoa introvertida, mas me solto com meus amigos.

Assim que terminei de ensaiar essa espécie de discurso, finalizei meu banho lentamente. Meu sonho ultrarrealista continuava martelando em minha cabeça, isso misturado com a ansiedade de ver meus amigos, fez com que eu perdesse o ônibus me obrigando a ir a pé. Uma caminhada de 30 minutos me esperava, mas eu chegaria bem em cima da hora.

Quando cheguei lá, não vi ninguém que eu conheço. Me sinto muito feliz por estudar no “Fatores Colineares”, lá foi onde eu encontrei amigos de verdade, mesmo que eles não estudassem na mesma sala que eu. Essas lembranças colocaram um sorriso despreocupado no meu rosto que eu só percebi depois de alguns segundos.

O colégio era bem visto por toda cidade, porque apesar de ser público, ele era bem tradicional com quase 200 anos de história. Sua frente era deslumbrante, com grandes portões brancos muito parecidos com os usados nas casas da época colonial do Brasil e haviam dois portões de acesso, um era para a entrada do ensino fundamental e a outra para o ensino médio. – Não sei bem o porque de haver essa separação, mas quem sou é para falar algo né ? – O chão era de paralelepípedos e todas as árvores do pátio deixavam cair pequenas folhinhas que me lembrava um outono eterno que só havia nesse lugar.

Vi vários alunos entrando pelos portões do colégio. A camisa branca com o emblema era o uniforme obrigatório do Fatores. A única diferença entre os uniformes era que, todos os alunos que não eram do ultimo ano usavam o mesmo tipo de camisa, mas na cor azul.

Cheguei bem em cima da hora e logo sentei em um dos bancos de madeira no pátio principal. O primeiro dia de aulas nunca é o dia para assistir a aula e sim de rever os amigos, por isso peguei meu fone de ouvido para o tempo passar mais rápido e ver se encontrava alguém.

Poucos minutos se passaram e uma pessoa que acabou de passar pelo portão me chama a atenção. Ao passar pelo sol, percebo que seus cabelos refletem um tom avermelhado. Seus fios batiam no meio das costas e seus olhos tinham um mistério que eu não sabia descrever. Apesar de vê-la de relance, uma coisa eu pude perceber, ela tinha uma aura diferente, talvez essa palavra não resuma o que eu realmente quero dizer, mas sua beleza não era desse mundo. Seus lábios formavam uma linha fina e rígida que era tão misteriosa quanto seus olhos. Senti uma pontada de medo no meu coração. Minhas mãos começaram a suar. Pouco a pouco, o olhar misterioso foi se convertendo a uma ameaça. Um calafrio percorreu minha espinha.

Fiquei me perguntando se ela era aluna nova, mas quando vejo a cor de sua camisa, percebo que ela é do ultimo ano. Isso é muito estranho, o colégio não aceita transferências. No toque do segundo sinal de aula, desisti de esperar meus amigos e voltei pra casa sentindo uma inquietação no peito. Me vi pensando nela e novamente fui advertido com um frio na espinha que não consegui interpretar.

Passei a tarde e a noite revivendo a nossa troca de olhares. Devo ser masoquista, por causar esse tipo de sensação em mim todas essas vezes de propósito.

Quando dou por mim, já é a hora de dormir. Espero conseguir pegar o ônibus da próxima vez.

Notas finais
Pl0X, I need Reviews, sei que é difícil ter um tempo de atenção aqui na categoria as originais, mas posso convencer a ruiva a não arremessar as mesas do Fatores Colineares em vocês u_uWelldone, Cya.