Notas iniciais
Welldone, essa semana eu fiz 24 anos de idade e decidi soltar o capítulo 24 para vocês haha. Sem mais delongas, Enjoy It.

Lá estava eu, olhando para o corpo do meu melhor amigo dentro de um tanque de recuperação. Colocaram uma máscara para que ele pudesse respirar. A água fazia com que seu corpo ficasse flutuando no meio daquele "aquário".

— Ryan, eu estava te procurando. Não devemos nos preocupar com Amohi agora. Ele salvou o planeta inteiro. Nós temos de traçar uma nova estratégia. Raenuc deve chegar na terra em três horas. — Disse a Ruiva.

— Não dá tempo de esperarmos Amohi se recuperar? Ele é peça importante no nosso exército.

— Não. Eu sei que ele gostaria de ir para a batalha, mas temos que deixa-lo em um local seguro. — Mary dizia essas palavras de forma aflita, eu acho que ela nunca viu Amohi daquele jeito.

— Se eu fosse mais forte... — Sussurrei.

— Não se culpe assim, Ryan. Ele tomou sua decisão e isso aconteceu com ele. Eu preciso ir. Vou coordenar a chegada de umas tropas na terra antes de que seja tarde demais.

Em meio aqueles tubos, conectados ao meu amigo, veio em minha mente uma lembrança de quando éramos só eu e a ruiva na minha casa. Lembrei que estávamos nos defendendo de invasores e ela estava ferida. Lembro que quando eu a toquei, consegui cura-la instantaneamente.

Meus olhos se encheram de esperança. Tudo que eu precisava era me lembrar de como eu me senti naquele episódio. Lembro-me que eu queria muito protegê-la e tirar todo aquele fardo de cima dela.

— Eligor, você sabe de algum tipo de poder curativo que um jandariano pode ter? — Perguntei a minha flamel.

— Engraçado você vir falar comigo diretamente e eu responder. Acho que você está se tornando menos irritante. O único que pode curar é Onir e ele o faz usando sua energia. Acho que você foi capaz de fazê-lo utilizando sua forma de cabelo branco. Até hoje eu não sei o que é aquilo. Lembro-me de uma pessoa que fazia a mesma coisa, mas eu não consigo me lembrar, há algo bloqueando minha... — Eligor ficou quieta.

Mesmo depois de chama-la algumas vezes, ela se manteve inerte e eu não podia mais ouvir sua voz.

Levando em conta o que ela havia dito, eu sabia que era capaz de repetir o feito e aquilo não foi obra do acaso. Encosto minha mão no vidro tentando buscar uma conexão a energia de Amohi. Logo sinto que seu poder estava todo retorcido e instável. Quanto mais aquela conexão durava, mais eu sentia que eu estava no meio de uma tempestade de fúria e escuridão. Amohi usou todo o seu poder para nos proteger.

Não pude aguentar mais um segundo sem que eu pudesse fazer algo que realmente valia a pena. Emanei minha energia para ele, de forma que eu conseguisse recarregar suas baterias. Me lembrei da sensação que eu sentia antes de ficar com o cabelo branco. Vi no reflexo do vidro que eu consegui me transformar. Senti minhas energias pouco a pouco sendo drenada para curar Amohi.

Eu podia sentir que minha energia tomava conta de todo o lugar onde estávamos. Jamais poderia imaginar que eu possuía tanta energia dentro de mim. Todas as coisas que venho passando, contribuiu para que eu pudesse chegar nesse ponto, mas eu ainda acho que estou muito atrás da Ruiva e do Grandalhão.

— Ryan! O que está fazendo?! — Disse a ruiva enquanto me tirava de perto de Amohi.

— Eu estava tentando curar Amohi, por que você me impediu?

— A que custo você estava fazendo isso? Olhe para você!

Para minha surpresa, quando eu olhei para meu reflexo, percebi que parte das queimaduras de Amohi passaram pra mim, mas de forma amenizada. Percebi que o grandalhão estava parcialmente curado. Logo a dor das queimaduras vieram como um soco na boca do meu estômago. Havia um liquido subindo pela minha garganta, quando a tosse chegou, pude perceber que era sangue.

— Ryan! — Exclamou a ruiva enquanto me segurava para não cair no chão.

— Eu estou bem, só vou precisar descansar um pouco.

— Chamem algum médico! — Eu sentia que o coração de Mary estava muito apertado.

— R...Ryan, o que você andou aprontando? — Disse Amohi através da máscara de oxigênio.

Seus olhos ainda estavam fechados. Grande parte das queimaduras no seu corpo estavam melhor. Pude ver que ele teve uma grande melhora só com um pouco do meu poder, o preço que paguei não foi nada perto de ver que ele estava se recuperando.

— Amohi! Então o que eu fiz deu certo, não ligue pra Mary, eu tentei te curar e deu certo. Ainda não entendo o que sou capaz de fazer e estou muito feliz que consegui te ajudar.

— General, é um milagre! Ele saiu do estado crítico, em breve ele estará novinho em folha. — Disse um dos membros da junta médica enquanto me colocava numa cadeira.

— Amohi, que bom ver que você está melhor. Espero que não faça mais essa loucura, você sabe muito bem que o escudo absoluto deixa o usuário extremamente fadigado, as vezes levando até a morte. — Disse a ruiva.

— Eu sei, mas era o único jeito de impedir que o planeta fosse destruído, prometo não fazer nada mais imprudente. — Disse Amohi que mesmo de máscara, eu sabia que estava sorrindo.

— Ryan, quando você se recuperar, você ainda não poderá ir para a terra conosco, eu preciso que você se encontre com alguém antes disso. Ele foi o meu mentor no exército e quando eu disse que você era um usuário de flamel peculiar, ele ficou bastante interessado. — Mary parecia apreensiva ao dizer aquelas palavras, mas ela sentia que eu precisava me encontrar com ele.

— Mas é meu planeta natal, eu preciso ir defendê-lo, todos os meus amigos estão correndo perigo nesse exato momento, não posso cruzar os braços enquanto isso está acontecendo lá. — Faço força pra me levantar, mas a dor em meu corpo me impede de fazê-lo.

— Olhe nos meus olhos, você não pode ir nessas condições. — Os olhos castanhos da ruiva estavam marejados. — Eu não posso deixar você ir nessa missão suicida. Eu preciso que você confie nos nossos soldados, todos aqui dariam a vida para você.

— E...Eu, preciso... — O olhar da ruiva fez eu esquecer qualquer tipo de argumento que eu poderia ter. Meu coração ficou apertado.

Decidi acatar a ideia de Mary, mas porque ela não me falou desse cara antes? Será que o fato de eu ter derrotado Galter chamou sua atenção? Preciso me recuperar logo, quanto antes eu ver esse cara, mais rápido eu posso ajudar a proteger a terra.

Logo que cuspi mais um pouco de sangue, os médicos me deram uma injeção e eu dormi. Na manhã seguinte eu já estava bem melhor e todas as minhas feridas já haviam se curado.

— Nossa Mary, esses médicos são bons mesmo, só foi tirar uma soneca que eu me curei. — Disse enquanto a ruiva me encarava de forma séria.

— Você dormiu por uma hora. Ninguém entendeu como você se curou tão rápido, você está novinho em folha. Eu não fiquei surpresa, aprendi a não me surpreender com seus feitos.

— Como está Amohi? Alguma melhora depois daquilo? — Indaguei.

— Ele tem uma saúde de touro. Mais alguns dias e ele estará pronto pra outra. — Mary fez uma leve pausa e continuou. — Meu mentor entrou em contato novamente e pediu que você fosse vê-lo o mais breve possível. Sempre suspeitei que ele fosse bastante sensível a energia que as flamels emanam. Você estava transbordando a sala com ela quando estava curando Amohi.

— Ele e eu devemos ser parecidos. — Disse sorrindo.

— Ele é um dos soldados mais brilhantes que eu já tive o prazer de lutar ao lado. Ele e você são os últimos usuários de balestra que existem em Jandar. Seu nome é Kion. — Mary sorriu, mas de forma irônica. — Se você acha que eu fui uma treinadora dura, você não tá sabendo de nada.

— Só você pra me fazer rir no meio desse caos. — Disse sorrindo e instintivamente, pego na mão de Mary e a fito nos olhos.

Seu olhar me mostrava as preocupações que ela tinha em proteger meu planeta natal. Meu coração palpitou ao perceber isso. Todas aquelas informações rondado na mente de alguém tão especial pra mim, era insuportável para minha cabeça..

— Não podemos mais perder tempo. — Disse a ruiva afastando sua mão da minha. — Preciso ir, mas antes, isso vai te ajudar em sua jornada.

Mary me deu uma espécie de radar na cor cinza escuro que continha um mapa com a localização que eu deveria ir e alguns suprimentos para algumas horas de caminhada. Logo depois de me dar esses itens, a ruiva acenou e me deixou, outra vez.

Quando saí, toda a floresta que circundava a base, estava coberta de neve advinda de uma tempestade que havia acontecido a pouco. Seu frio presente e desolador fazia meus ossos doerem, mas segundo meu "gps", meu caminho era um pouco longo, tendo isso em vista, uma de nossas naves estava me aguardando para me levar até a montanha.

Depois de duas horas, chegamos ao tal lugar que o mestre de Mary está. Aterrissamos em uma clareira na base do pico. Pedi para que os soldados que vieram, ficassem vigiando a nave. Senti uma grande energia sendo liberada desse lugar. A montanha era altamente rochosa, suas pedras eram bem escuras como carvão, mas elas não liberavam resíduos como tal. Pude ver que haviam trilhas que tinham sido recém usadas, bom sinal. A montanha estava com seu pico envolto em um nevoeiro branco e translúcido, algumas partes do caminho, eu estava andando as cegas. Alguns minutos de minha subida, tropecei em uma espécie de escada feita de troncos. Tecidos na cor laranja me indicavam o caminho a seguir.

Mais a frente, pude ver novamente a raposa que havia me recebido quando cheguei no planeta. A reconheci por suas duas caudas que, quando juntas, formam um arco-íris. Depois das coisas que passei, pude perceber uma energia de Onir vindo daquela criatura. Ela estava me atraindo para a direção que o mapa dizia para eu ir. Poderia ser isso uma coincidência ou uma armadilha?

— Eu achei que você era mais alto. — Disse uma voz misteriosa.

— Quem está aí? Revele-se!

— Estou aqui alteza. — Essas palavras saíram como um sussurro no meu ouvido.

Me viro rapidamente e dou três passos pra trás. Me deparo com um homem azul tendo por volta de um metro e meio de altura. Era careca e sua barba branca vinha até a altura do peito. Ele usava uma armadura toda feita em falir e possuía diversos adornos na mesma. Em suas costas, ele levava uma flamel, um pouco menor que estou acostumado a ver.

— Você é o cara que Mary falou? — Indaguei.

— Sim, como está aquela esquentadinha? Depois que ela foi pra terra, nunca mais falei com ela pessoalmente. — Disse o homem enquanto alisava sua barba.

— Ela está coordenando uma viagem a terra com vários integrantes da resistência. Raenuc foi para meu planeta natal depois de tentar destruir esse.

— Entendo, era questão de tempo até aquele idiota vir com esse tipo de coisa. — Ele fez uma leve pausa, mas logo em seguida continuou. — Que modos sãos esses Kion? Você está na frente do rei de jandar, você deve falar seu nome.

— Kion? Prazer em te conhecer, meu nome é Ryan. Não precisa se curvar nem nada, não gosto muito desse tipo de coisa. — Disse estendendo meu braço esperando um aperto de mão.

Eu e Kion caminhamos mais alguns minutos até uma grande clareira com pedras mais claras ao nosso redor. O por do sol fazia com que essas rochas ficassem com um tom avermelhado.

— Vou te dizer o que você veio fazer aqui. Não sei se você reparou, mas o animal que antes te acompanhava, parou de te dizer o caminho um pouco antes de você me encontrar. Eles se chamam Fawnx. O calor que nossas energias geram os atrai. Uns dizem que eles só procuram calor, mas alguns falam que eles são os olhos e ouvidos de Onir guiando os guerreiros. — Disse Kion com um semblante sério.

— Já é a segunda vez que vejo um deles. A primeira vez foi quando um deles me guiou até os portões da resistência assim que eu cheguei nesse planeta.

— Muitos passam a vida inteira sem ver um, essa é a primeira vez que eu vi um e quase não acreditei. Vamos cortar esse papo furado. Eu estou de olho em você desde que você chegou nesse planeta. A energia que você emana é diferente de tudo que eu já senti. Apesar de eu estar aposentado, eu gostaria muito de te ensinar uma coisa ou outra. Mary me contou que você é um usuário de balestra como eu, preciso que você me mostre o que sabe.

— Korir Eligor. — Concentrei minha energia para mudar Eligor para a forma de balestra e me mantive assim.

— Eligor?! Pensei que essa flamel tinha perdido sua energia. Você é cheio de surpresas garoto, nem precisou de uma luva especial para trocar de modo. Essa flamel é bem peculiar. Mary comentou sobre algo especial que você pode fazer. Você pode me mostrar?

Assim que meu cabelo fica branco, ele fica extremamente surpreso.

— I-i-isso é impossível! Essa quantidade de energia não era pra caber em um ser vivo. Esses cabelos brancos, já li um conto antigo sobre isso. Onir era capaz de abençoar alguns guerreiros de forma que eles morriam temporariamente para que seus corpos não sofressem com a energia de dentro deles.

— Isso é uma coisa boa? — Indaguei.

— Sim! Quero que você veja uma coisa. — Quando Kion tirou sua parte de cima da armadura, pude ver que seu ombro estava tomado por uma mancha escura, como se fosse uma doença. — Nós usuários de balestra, somos diferentes dos outros. Nosso corpo funciona como um canal para energia de Onir, mas com o tempo, nós começamos a nos deteriorar e isso só piora. Eu saí e me isolei de tudo para que eu não precisasse mais usar meus poderes.

— Eu quero tentar fazer uma coisa, espere um pouco. — Coloquei minha mão na ferida de Kion e tentei fazer o mesmo que fiz em Amohi, mas foi em vão.

— Você tentou me curar como fez com aquele seu amigo? O que você faz, na verdade é transferir sua energia para o corpo da outra pessoa e assim fazê-lo se curar mais rápido, mas isso provavelmente pode te trazer alguns problemas. Meu corpo não é mais capaz de guardar a energia de Onir como acontecia antes, por isso você não consegue me curar. — Mesmo depois dessas palavras, ele mantinha a postura descontraída e leve.

— Eu gostaria de te recrutar para a resistência, acho que sua ajuda lá seria imprescindível.

— Dependendo de como você se sair hoje, posso pensar no seu caso. — Ele dá um leve sorriso. — Já sei de uma coisa que vai te ajudar para sua nova jornada. Quero que você lance um disparo concentrado naquele lugar ali. — Disse enquanto apontava para algumas rochas.

— Não sei se consigo, normalmente é a Eligor que faz tudo sozinha.

— Entendo, essa flamel tem uma personalidade bastante peculiar. Vou fazer uma demonstração e talvez isso te ajude.

Kion pegou sua flamel e pude perceber que sua energia era pequena, mas constante. Quantos anos de treinamento ele teve de ter para ter esse tipo de controle de suas habilidades? Cada movimento que ele fazia era preciso e certeiro. Nem Mary era tão disciplinada assim. Quando ele troca para a balestra, pude notar que isso causava uma grande fadiga em seu corpo e quanto mais tempo ele passava nesse modo, mais ofegante ele ficava.

Alguns segundos depois, Kion atirou um pequeno projétil na direção das rochas. A explosão daquele artefato podia ser ouvida do cume a base da montanha. Mesmo com aquele tamanho reduzido, aquela energia um pouco menor que que um dardo, tinha mais poder do que a que eu soltei durante a minha luta com Galter.

— Viu? Não é quantidade, é qualida...— Antes que ele pudesse terminar sua frase, ele ficou de joelhos usando sua flamel de apoio.

— Kion ! Você se esforçou demais, deixe-me te ajudar a levantar.

— Não tem problema, já passei por situações piores. Vamos lá, tente agora. Só mantenha o foco e concentre sua energia em uma forma de um dardo, essa forma é mais fácil para novatos. Lembre-se, qualidade antes de quantidade. Não quero que você se deteriore como eu.

Falar era muito mais fácil que fazer. Por algum motivo, o dardo que eu materializava, ou explodia por instabilidade ou era grande demais. Depois de alguns minutos, sou interrompido por Kion.

— Vou tentar uma abordagem um pouco diferente. O que te deixa determinado? Não precisa me dizer, mas pense nisso como um estopim. Como você deve ter percebido, nossos poderes dependem muito dos nossos sentimentos.

Assim que ouço essas palavras, automaticamente minhas lembranças do colégio tomam conta da minha mente. Lembro-me da arvore do Fatores Colineares, meus amigos e em como eu quero estar com eles logo. Protegê-los foi o grande motivo dessa jornada para um planeta distante. Fecho meus olhos por alguns segundos para ser tomado por esses sentimentos e quando os abro de novo, o dardo está em minha flamel. Ele está em perfeito equilíbrio, sua força é sólida e ele brilha de forma graciosa iluminando aquele inicio de noite.

— Perfeito, você aprende rápido. Se eu não conhecesse essa flamel, eu diria que ela foi feita sob medida para você.

Sinto que posso curá-lo de sua aflição. Cada fibra do meu corpo dizia que eu podia fazer isso.

— Tente preenche-lo com a energia que nós estamos emanando. Tenho certeza de que podemos cura-lo. — Disse Eligor.

— Depois disso, você vai se juntar a nós. — Digo enquanto desfaço o dardo de Eligor e levo minha mão para o ombro deteriorado.

Eu me sentia numa espécie de transe que me dava a certeza de que eu era capaz de tudo. Todo o amor que eu sentia pelos meus amigos e irmão, fora transmitido para curar aquele corpo. Senti que dentro dele, a energia de Onir não conseguia encontrar lugar. Purifiquei sua energia injetando mais e mais energia no seu corpo até que um momento, tudo estava renovado.

Assim que abri meus olhos, pude perceber que Kion estava secando algumas lágrimas que saíam de seus olhos, também saiam lágrimas dos meus. Senti uma fadiga enorme vinda do meu corpo. Ao contrário do que houve com Amohi, o que foi curado, não veio para meu corpo, mas pude perceber que isso gerava uma estresse absurdo em meu corpo. Eu acabei desmaiando.

Acordei novamente na sala onde os médicos cuidavam de mim. Mary estava parada ao meu lado como uma espécie de dejavu do que havia acontecido mais cedo.

— Olá ruiva, não tivemos esse nosso momento hoje mais cedo? — Digo sorrindo.

Mary não faz um barulho sequer e me olha nos olhos. Seu semblante era de preocupação extrema.

— Kion me contou tudo. Ele aceitou se juntar a nós. Ele disse que você curou o corpo dele, mas que isso também tinha te feito desmaiar. Já te avisei pra não fazer esse tipo de coisa! Só hoje você veio pra enfermaria duas vezes, qual o seu problema? — Pude sentir que, apesar das palavras, Mary estava aliviada por me ver acordado e bem.

— Eu me lembrei do porque eu vim para cá e o que eu deixei na terra. Eu entrei numa espécie de transe e algo me dava certeza que eu poderia curar Kion.

— Meu coração doeu quando eu vi você desmaiado sendo trazido pra cá novamente. Eu pensei que ia te perder dessa vez. Eu não podia aceitar essa possibilidade. — Disse Mary com o cabelo tapando seu semblante.

Me levanto e, quando dou por mim, estou envolto em seus braços. Nossas testas se tocam. Nossos lábios se aproximam como nunca antes, tão perto que eu posso quase sentir a maciez deles. Sinto que qualquer peso nos meus ombros, ficam mais leves que a mais leve pluma ao vento. Tenho plena certeza que posso me segurar a ela. Nossa conexão é tão forte que eu não preciso estar de olhos abertos pra saber que ela também está de olhos fechados. Meu corpo flutua levemente naquele quarto. Muito antes de eu notar, meu coração já era dela.

Notas finais
Enfim pessoal, espero que tenham curtido o capítulo. gostaria muito que vocês comentassem na história pra saber dos meus acertos e erros, isso seria bastante interessante pra mim. Muito obrigado por quem está comigo até hoje. Sei que não sou muito constante aqui, mas minha rotina é complicada. Até a próxima. Welldone, Cya!