Fix You

26 Warning Sign


Notas iniciais
Domingo, como o prometido! Mil desculpas por demorar uma semana a mais do que o esperado! Esta semana, comecei a participar da moderação do mais novo grupo sobre fanfics de Harry Potter no facebook: o Madame Pince Ficlibrary. Espero ver vocês por lá :) https://www.facebook.com/groups/364080653778226/ E uma nota inicial: a partir desse momento, os capítulos começarão com alguns flashbacks aleatórios que apresentarão detalhes sobre como era o relacionamento da Rose e do Scorpius, antes das desavenças. Serão bem aleatórios mesmo, coisinhas bem simples. Este, por exemplo, tem o flashback de quando Scorpius chama a Rose para ir a festa dela, que deu início ao capítulo "Don't Panic" se não estão lembrados. Espero que gostem e matem as saudades comigo! Te vejo nos comentários :D

Warning Sign

When the truth is, I miss you
Yeah the truth is, that I miss you, so

***

Quando se deu conta, estava se sentando ao lado dela. Assim mesmo, sem explicação. Não havia consequências para ele; só resultados, era o que sempre dizia. Quando queria alguma coisa, corria atrás. E, naquela época, ele queria Rose Weasley apesar de todas as divergências.

“Parece interessante” chegou comentando e apoiando a lateral do corpo no balcão da Firefly para olhar para ela. Bem, pelo menos o seu perfil de rosto, já que a garota estava lendo. “Que livro é esse?”

“Como Evitar A Aproximação de Babacas Em Lugares Públicos”, respondeu. E quando ergueu o rosto para encará-lo, pareceu chateada. “Não é um livro muito eficaz, pelo visto.”

Scorpius sorriu.

“Nesse caso, o livro correto seria o Como Evitar A Aproximação de Amigos de Babacas Em Lugares Públicos. Conhece?”

“Deve ser volume novo” disse Rose pensativa.

“Tem um no meu carro. Se quiser, eu te mostro.”

Ao ouvir aquilo, Rose pareceu um pouco confusa. Depois arregalou os olhos, sarcasticamente.

“Oh, você está dando em cima de mim.”

Com essa constatação, ela abafou a risada olhando inconformada para o teto.

Scorpius sorriu mais ainda. Era uma risada bonita, nada irritante de se ouvir.

O loiro ficou esperando a resposta dela.

Por outro lado, a ruiva coçou brevemente a bochecha, parecendo bastante intrigada como se uma dúvida muito interessante tivesse surgido em sua mente. E ela tentou tirá-la:

“Isso dá certo?” Observou-o beber mais um pouco de cerveja. “A cantada, a pose misteriosa e sexy, esse olhar de quem acordou cedo?”

“Esqueceu da jogada do cabelo.”

“Ah, sim! A jogada do cabelo é muito importante.”

Ao invés de responder, Scorpius se sentou no banco e repousou o copo, pigarreando.

“Podemos começar tudo de novo?” perguntou abandonando a pose de flerte e levantando as mangas da camiseta preta. Rose era adoravelmente intimidadora. “Geralmente eu conseguiria você no ‘Que livro é esse’, então essa parte da conversa é um pouco nova para mim.”

Rose riu com gosto. Ele se deparou gostando cada vez mais da risada; fácil de ouvir, meio rouca, meio suave. Ele não sabia decidir.

“E o que eu deveria ter respondido?”

“Eu não sei. Eu esperaria você me surpreender. O que foi o que você fez” explicou depressa. “De um jeito diferente. Foi um fora fenomenal, te dou os pontos, eu deveria ter saído naquele momento. Eu não sei por que eu ainda estou aqui.”

“Somos dois” sorriu Rose com uma das mãos apoiada no queixo.

“É Rose Weasley, certo?”

Sinceramente, não soube por que ainda estava dando bola pra ele – talvez fosse educada demais para não mandá-lo sair dali logo –, mas ela respondeu.

“Eu bati a cabeça no volante do meu carro e você já esqueceu meu nome?” brincou.

“Só quero ter certeza de que você ainda lembra” respondeu. Sem nem uma permissão, mas também sem ser expelido, tocou um pedaço da franja dela para arrastá-la da testa, e observar o curativo que obteve pelo acidente de carro na semana anterior. “Conseguiram achar o cara que te fez isso?”

“Sim. Um babaca.”

“E você está melhor?”

“E você está preocupado?”

“O suficiente para querer saber.”

“Estou bem”, ela disse, e o tom da conversa ficou diferente. Mais sério. Como se eles fossem maduros. “Obrigada por ter me ajudado.”

“Eu só estava no lugar certo e na hora certa. Escute...”

Rose estava muito atenta para o próprio gosto, porque esperou pelas próximas palavras dele, curiosa. Teve a breve certeza de que ele falaria algo estúpido, nojento e idiota, mas Scorpius não agia assim. Ele era gostosamente elegante.

“Já foi em alguma festa?”

“Por incrível que pareça, fui sim.”

“Certo. Então você vai a minha.”

“A sua.”

“Sim. Sábado.”

“Não é uma pergunta, é uma constatação. Eu vou a sua festa, então?”

Scorpius acrescentou perto do ouvido dela:

“Só não leve seus livros.”

Levantou-se do balcão, sorriu para ela e, sem desviar os olhos, voltou para a mesa onde os amigos estavam sentados. Mesmo no carro, no final da noite, com Beca pagando-lhe um boquete, pensava em Rose.

Mesmo se apaixonando, Scorpius não prestava.

***

Os poucos resquícios do sol começaram a iluminar parte da cama e Scorpius precisou se acostumar à claridade para abrir completamente os olhos. Não demorou a lembrar o motivo de ter um cobertor envolvendo a área despida de sua cintura, ainda por ter o braço direito formigando pela dormência. Estava embaixo do corpo de Rose, que ainda dormia tranquilamente com as costas ao peito dele.

– Bom dia – ele sussurrou depois que sentiu o aperto da mão dela na dele quando ele tentou afastar um pouco para conseguir outra posição em que pudesse voltar a sentir o braço. – E foi uma boa noite.

– Foi – ela concordou. – Eu tinha me esquecido que você dorme rápido. Nem deu tempo de tentar te expulsar da minha cama.

– Você queria?

– Não – ela disse com sinceridade. Ele roçava suavemente os lábios na extensão dos ombros mais relaxados dela. – Não mesmo.

Scorpius era do tipo que ia embora o mais cedo possível para não ficar sozinho com você. Mas o que se conhece das pessoas? Mesmo suas ex-namoradas poderiam afirmar que, quando Scorpius quer, ele sabe ser romântico. Teve oportunidades que ele desperdiçou por muita besteira, mas as manhãs eram melhores quando ele tinha Rose por perto. Então ele não fazia para agradar. Fazia porque ele se sentia bem com ela, porque ele queria estar com ela.

– Lembra quando falei que eu queria você e de um jeito que dava medo pra caralho? Naquela época?

Scorpius mordiscou sua orelha fraquinho enquanto falava. Rose segurou a mão dele quando subiu até um dos seios e massageou com uma intensidade lenta.

– Uhum...

– Depois que tudo acabou entre a gente... eu percebi que tinha medo pior do que te amar. Perder você, por exemplo, foi insuportável. Não quero isso de novo.

Rose girou o corpo para poder se virar e encará-lo de frente. Ela disse baixo em um tom de confissão enquanto o encarava nos olhos:

– Merda. Talvez eu não tenha mudado tanto, afinal de contas.

Ele concordou.

– Se você tivesse mudado tanto do jeito que você fala, Rose, eu não acho que eu ainda estaria apaixonado por você.

Aquilo causou uma reação involuntária no peito de Rose. Ela até abriu os olhos, alarmados.

– Você está

– Isso nunca mudou.

– Oh. Você não deveria ficar dizendo essas coisas. Eu vou acreditar.

Ele sorriu com a reação adorável dela. Era como se Rose não soubesse como reagir, mas ela tentou o seu melhor.

– Eu nunca disse isso, não é? Para você. Nem naquela época.

– Não – ela afirmou. – Me pegou de surpresa. Apaixonado. As pessoas ainda confessam isso?

Scorpius segurou o rosto dela e a beijou, enquanto riam. Deitou sobre ela, desmanchando os lençóis quando se acomodou entre as belas pernas flexionadas. Desceu os lábios para a barriga dela e subiu novamente para os seios, saboreando cada espaço de sua pele quente. Ela o empurrou com o apoio do quadril para mudar a posição e sentar em seu colo.

Nesse momento, o celular começou a tocar e Rose gemeu frustrada.

– Eu odeio o seu celular, Scorpius.

– Não é o meu.

E não era mesmo. Dessa vez, o toque do celular vinha do lado em que Rose esteve deitada. Ela se inclinou para atender a ligação. Quando viu o número, ergueu a perna para se afastar do colo de Scorpius e atender. Ele olhou inconformado.

– O que pode ser mais importante do que eu para você atender agora? – Scorpius perguntou sarcástico, enquanto observava Rose encontrar as roupas espalhadas pelo chão do quarto.

No celular, Rose respondeu à pergunta de Scorpius:

– Bom dia, filha.

Enquanto vestia a calça, conversou com Zoe pelo celular.

– Mas já? O que você aprontou? Ai, Zoe. A mãe da Amanda ficou brava com você? Então não precisa... querida, não fica chateada. Essas coisas acontecem, Zoe. Você só tem um jeito especial para quebrar as coisas. Mas tá, se você faz questão eu vou te buscar... mas não se condene por isso. “Condenar” é tipo você ficar achando que as pessoas vão brigar com você se isso foi um acidente, não de propósito. Tudo bem, então me espere, eu já ia te buscar de qualquer maneira. Também te amo.

Rose estava rindo baixinho quando desligou o celular. Pelo olhar curioso de Scorpius, que se espreguiçava na cama, ela contou:

– Zoe quebrou o copo da casa. Estava tomando leite e esbarrou nele. Está toda chateada.

Quando ela se ajoelhou na cama, Scorpius achou que ela estava procurando as roupas, mas era apenas para se inclinar e dar um beijo na boca dele, antes de comunicar:

– Eu já volto.

– Posso buscá-la, se preferir.

– Achei que teria alguma coisa para fazer de manhã. Trabalho, audiência...

– Hoje é domingo.

Ela fechou os botões da camisa, com um sorrisinho.

– E você adora trabalhar aos domingos, eu sei.

– Isso porque eu não... Ei, essa camisa é minha.

– Oh. – Ela reparou e tirou do corpo. Scorpius sorriu, sempre gostando de observá-la assim. Era uma visão boa e ela não tinha ideia. Rose pegou uma blusa do guarda-roupa e vestiu rapidamente. – Não precisa se incomodar, eu estou mais pronta que você. Se quiser ficar, não deixa a tampa do vaso sanitário aberta. – E jogou a camisa no rosto dele antes de sair.

Ela era muito rápida, eficiente, de manhã. Scorpius, por outro lado, ainda estava se espreguiçando e não pareceu ter pressa para sair da cama de Rose. Por alguns minutos, ela o deixou sozinho no apartamento. Ele se ergueu da cama, coçou a nuca, despenteando os cabelos e olhou para as fotos no quarto. Outras eram uma sequência de fotos com a Zoe aos dois anos fazendo caretas.

Decidiu se arrumar e colocar as roupas depois que tomou uma rápida ducha. Quando saiu do quarto, observou o apartamento vazio por um tempo. O que ele teria para fazer ali?

A cozinha tinha respostas.

Scorpius não precisou ver quando Rose e Zoe estavam chegando. Era possível ouvir a voz tagarela da filha atrás da porta de entrada na sala. Elas entraram discutindo sobre a preocupação de Zoe em saber quantos pais uma pessoa poderia ter.

– ... e a vovó disse que uma pessoa pode ter mais de um pai e mais de uma mãe.

– Bem, é verdade. Você pode considerar uma pessoa tão importante para você que ela será como um pai ou mesmo uma mãe. Mas biologicamente só é possível você ter um pai e uma mãe. Biologicamente.

– O Luke considera o tio Al como um pai, não considera?

– Eu não sei, mas ele já é bem importante para o Luke.

– Tem um menino na minha sala que tem duas mães. PAI!

Quando Zoe viu Scorpius perto do fogão, ela largou a mochilinha sobre o sofá e correu abraçá-lo. Na verdade, se grudou nele como costumava fazer. Ela chamava esse de “abraço de coala”.

– Oi, coisinha. Aprontou muito?

– Só um pouco.

Scorpius estava preparando um café da manhã. Rose não estava acostumada a isso e observou a mesa pronta com um tipo de sorriso no rosto que ela não tinha há algum tempo. Não querendo atrapalhar o momento dele com a Zoe, que começou a ajudá-lo na cozinha, Rose se dirigiu ao banheiro.

Ele se sentou à mesa com Zoe, quando se viu sozinho com ela, para conversarem. Abriu a boca para começar a explicar porque estava ali naquela manhã.

Mas não disse.

Zoe riu por dentro porque o papai parecia um peixe fora d’água. Ela esperou um tempão por alguma palavra da voz dele, mas tudo o que Scorpius fez foi passar a mão no cabelo.

– Tudo bem, papai? – ela perguntou preocupada quando ele não conseguiu formular palavras.

– Sua mãe e eu estamos nos... reconciliando. Eu posso fazer besteiras e ela ficar brava comigo. Isso pode não dar certo, então eu não... não quero que fique decepcionada se não der certo, Zoe.

– Você ama minha mãe?

Não era uma pergunta difícil. Scorpius cochichou em segredo:

– Sim. Nunca deixei de amar.

– Então vai dar certo, papai – disse uma Zoe bastante otimista e com o sorriso grande no rosto. – Eu gosto quando você está aqui.

Ele sorriu fraquinho para ela em resposta, percebendo que ele também gostava de estar ali. Apesar do apartamento não ter o tamanho do loft dele, parecia maior. Por ter passado boa parte de sua vida morando sozinho, Scorpius notou que tudo parecia minúsculo sem a Zoe.

Ela perguntou insegura:

– Você gostou da minha festa de aniversário?

Ele se lembrou do último aniversário dela. Lembrou do modo como decepcionou a Zoe por vários dias até que ela o perdoasse por não ter aparecido. Ele não teve intenção de repetir o episódio.

– Foi incrível. Você parecia uma princesa de verdade.

– O meu vovô Draco está bem?

Scorpius calou-se. Percebeu que não buscou notícia dele há horas.

– Desculpe pelo que viu. Ele não estava bem... e agora acho que melhorou.

– Eu quase não consegui agradecer pelo baú que ele me deu. É tão lindo! Eu já vou começar a guardar as minhas moedas, sabia?

– O que tem reservado pra hoje? – Era o modo de perguntar se ela queria passar o dia com ele.

– Meu vovô vai me levar para pescar, porque eu disse pra ele que eu nunca consegui pescar um peixe e ele vai me ensinar.

Scorpius sabia que ela estava se referindo ao pai de Rose.

– Parece legal.

Rose ultrapassou a sala naquele instante, com o aroma recente de banho tomado. Ela apertou Zoe em um beijo forte na bochecha.

– Quantos anos mesmo agora?

– Oito! – Ela mostrou com os dedos. – Já sou quase adulta. – Mas se virou para Rose. – Mãe, posso tomar cereal na tigela do Olaf?

– Tudo bem. Hoje é um dia especial. Seu primeiro dia com oito anos. Terei que puxar sua orelha oito vezes, meu Deus.

– Não! – Ela tapou as orelhas, para impedir que Rose puxasse.

– Então o nariz.

Elas riram e Scorpius observou as duas se provocando, sorrindo também. Naquela manhã, não quis ir embora tão cedo. E nem precisou.

***

A entrevista estava incomodando Scorpius. Ele tinha a singela mania de clicar na ponta da caneta por um motivo óbvio no trabalho: distração. Emily o conhecia nesse aspecto e o barulho do clique estava começando a atrapalhar a concentração do cliente que respondia as cruciais perguntas que ajudavam a montar a defesa do crime que fora acusado de cometer. Ela precisou interromper a gravação, desligando a câmera instalada sobre a mesa, e chamar Scorpius para conversarem no corredor da empresa.

– Qual é o seu problema? – perguntou irritada quando alcançaram um espaço vazio para discutirem. – Já não basta estarmos por um triz com qualquer um de nossos clientes, você está agindo como se não desse a mínima. O que está acontecendo? Esse é o tipo de caso que você costuma se esforçar.

Ele parecia nervoso e respondeu com a voz quase ao sussurro:

– Você sabe que eu sempre evito esse tipo de caso, Emily.

– Sim. Mas o rapaz está parecendo sincero. Talvez estejamos lidando com um homem inocente aqui.

– “Parecendo”? “Talvez”? Desde quando começou a usar palavras amadoras?

– O que está querendo dizer?

– Ele a matou. Não foi acidente. E, sim, eu posso provar que foi acidente e o cara sair ileso. Mas isso quando eu acredito que ele é inocente.

– Não, isso quando você vai com a cara dos clientes.

– Eu nunca vou com a cara de quem matou uma criança. Só vou perder meu tempo, perder energia e perder a paciência, porque ninguém vai acreditar nele. Eu estou quase matando aquele cara ali mesmo.

– Tudo bem – ela disse depressa. – Eu te arrastei para esse caso com o intuito de saber qual seria sua opinião sobre isso. Pensei que poderia vê-lo como inocente e... sendo você um pai... poderia ajudá-lo, se acreditasse que ele é inocente – acrescentou imediatamente.

– Então queria levar isso para o lado pessoal?

– Você leva – ela retorquiu, o que fez Scorpius se calar. Casos que envolviam assassinatos de crianças, especialmente de garotinhas, faziam Scorpius se sentir no primeiro ano de faculdade. Inexperiente.

Ele disse, quase com veemência:

– Vou me ocupar com outro caso. Se eu ficar mais um segundo no mesmo lugar que esse cara...

– Tudo bem – ela disse. – Eu acho que entendo. Mas só um aviso... Marcos Flint, o novo sócio? Ele anota tudo. Se continuar recusando casos assim...

– Estou pouco me fodendo para Marcos Flint – ele retrucou, sem paciência.

– Não deveria, porque ele tem contatos. E se ele decidir tomar conta daqui, Scorpius, ele consegue. Está vendo aqueles nomes? Malfoy & Zabini? – Apontou para o letreiro sofisticado da empresa das famílias. – Já está velho. Em pouco tempo, será Malfoy, Zabini & Flint. Ou apenas Zabini & Flint, uma vez que você ainda não aceitou ficar com os bens da empresa que seu avô deixou. Então vê se arruma um bom caso para substituir esse... porque isso tudo é uma competição agora.

Scorpius respirou.

– Por que você se importa comigo? Com a minha carreira? Esse problema é meu.

– Eu devo a você.

Isso o deixou espantado.

– O que você deve a mim?

– Eu meio que... – ela começou a confessar. – Eu usava você para conseguir me sobressair no tribunal.

– Sim. Sei disso. E era boa.

– Não se incomoda?

– Seria hipocrisia se eu me incomodasse.

Talvez fosse uma qualidade ou um defeito. Scorpius era sincero demais para ser hipócrita, justo demais com os próprios princípios, e tinha consciência de seus atos, tornando as consequências deles ainda piores. Nunca se incomodou em ser advogado criminal, mas quando tinha a foto de uma garotinha entre as papeladas de um caso no tribunal, acontecia o que Scorpius geralmente chamava de “amolecer”. Era involuntário. As tentativas de ser profissional se esvaíam e ele só podia pensar, com certa dor no peito, caso fosse a Zoe no lugar da garota que, tragicamente, perdera a vida.

Ele não percebia, mas quando algo o afligia em sua profissão, ele ficava estranhamente quieto. E Rose percebeu isso durante o tempo em que estavam juntos no sofá do loft. Zoe queria que o pai assistisse Lilo & Stitch naquela noite.

Ohana quer dizer família – Zoe já havia decorado, pelo menos, todas as falas do filme. E Rose, que mostrava até então as fotos da filha para Scorpius pelo celular, completou ao mesmo tempo que a Lilo no filme:

– Família quer dizer nunca mais abandonar. Foi o primeiro filme que assistimos juntas, não é, Zoe?

Aham! ela disse, vidrada na tela da televisão.

Rose virou o rosto para Scorpius, ele distraído com as fotos do celular também, e perguntou:

– Alguma coisa aconteceu?

– Não – ele disse, abrindo um sorriso para ela. Para tranquilizá-la ou distraí-la de seus devaneios, Scorpius costumava passar um dedo pela mecha ruiva do cabelo dela, suavemente. Rose o conhecia bem, então aquilo não colava mais. – Por quê?

– Calado. Bem mais do que o normal.

Ele aproveitou que Zoe estava distraída e contou baixinho:

– Viu o caso da menina que o pai está sendo acusado de ter... você sabe?

– Sim. Não diga que...

– Ele tem dinheiro suficiente para pagar os melhores advogados. E... sim, eu fui cogitado. Mas eu nunca consigo ir adiante quando é um caso assim.

– Você acha que o pai não é inocente?

– Acho. Se ele não for, não serei eu quem vai correr atrás para saber.

– Quantos anos?

– Nove.

– Céus...

– Não quero falar sobre isso.

Para o alívio dele, ou talvez não, Cissy saiu da sacada e entrou na sala com óculos de leitura no rosto e o papel de seu roteiro “As Noites de Clarisse” nos dedos cheias de anéis. Perguntou concentrada:

– Um sinônimo para pulsante. Rápido.

– Latejante – tentou Rose depois de pensar um pouco. Narcissa olhou para ela como se estivesse notando somente naquele momento que tinha outras pessoas na casa.

– Latejante – ecoou. – Sim. Sim. Muito bem, Weasley.

Quando ela se afastou para a cozinha, Rose e Scorpius se entreolharam.

– Ela não se referia a um coração latejante, certo?

– Não. Não se referia.

Riram alto. Sem nem um aviso prévio, acabaram trocando um beijo e Zoe viu bem na hora.

– Eeeeeeeeeca! Beijo na boca! – E, depressa, tapou os olhos.

– Que nojento – Rose exclamou, afastando a boca de Scorpius com a palma da mão, como se realmente os lábios dele fossem a coisa mais nojenta do mundo. Ele ria.

Não se lembrava a última vez que esteve assim com ela, sentados no sofá apenas com o intuito de ver um filme qualquer e rindo de coisas bobas e aleatórias. Zoe sentava ora no sofá, ora na cadeira da mesa de jantar atrás do sofá, ora no encosto do sofá, porque ela era a criança mais hiperativa do mundo e não parava quieta. Somente quando o Cupcake se acomodou no colinho dela, Zoe ficou sossegada no tapete da sala, acariciando seus pelos e, quando sentia segurança, virava o rostinho para ver os pais juntos, sorrindo com alguma coisa que olhavam no celular.

Toda curiosa, ela se levantou e se enfiou entre os dois para saber com o que eles tanto estavam rindo.

– Posso ver também!?

– To mostrando pro seu pai suas fotos no acampamento com o vovô, James e o pequeno Nathan. Olha o peixinho que ela pegou, Scorpius.

– O peixinho escapou da minha mão depois! – contou Zoe. – É estranho segurar um peixe, você já segurou um peixe, papai?

– Nunca segurei – ele respondeu. – Gostei dessa foto.

– Eu também. E essa?

Ela ergueu o celular e, antes de preparar Scorpius para isso, Zoe apertou o pescoço dele e Rose registrou uma foto bem no exato momento em que a filha o beijava no rosto.

– Sua cara – gargalhou Rose, mostrando para Scorpius, que bufou.

– É, um horror.

– Posso clicar dessa vez, mamãe?

Nesse momento, os três não reparavam, mas Narcissa havia deixado de lado sua concentração em seu mais novo roteiro e apoiou os óculos na ponta do nariz para observar melhor o que estava acontecendo naquele sofá. Não via Scorpius daquele jeito há anos. A maneira como o loft estava cheio e barulhento naquela noite simples de quinta-feira somente demonstrava que as duas preenchiam qualquer vazio existente na vida de seu neto. Ela poderia pedi-los para fazerem menos barulho, mas as risadas não eram incômodas. Ouvir as de Scorpius, depois de tudo o que passou, entre perder a mãe e perder o avô, era o melhor som para os ouvidos de uma avó, mesmo uma avó como Cissy. Ela se viu abrindo um pequeno e leve sorriso.

O sorriso se esvaziou no instante em que se lembrou do filho. Lembrava-se tão claramente de como Astoria agia da mesma maneira que Rose. Essa mesma presença que reanimava a casa, o espírito e o humor de um Malfoy.

Pouco depois do jantar, Zoe e Rose foram embora. Scorpius fechou a porta do apartamento e tentou encontrar Narcissa, sendo pego de surpresa ao vê-la arrumando as malas.

– Vai voltar? – ele perguntou.

– Sim, Scorpius – ela disse baixinho. – Vou voltar. Vou tentar dar um jeito no seu pai. O que ele fez na festa de sua filha... Está claro que ele precisa melhorar. E deixá-lo sozinho, acredito, não é a solução eficaz. Seu pai, Scorpius, está completamente sozinho. Você não está. Tem as melhores companhias. Deveria é saber aproveitá-las.

– Estou aprendendo.

– Ótimo, e eu não vou atrapalhar. Ficarei mais uma noite e amanhã de manhã, me leve de volta para casa.

– Sim. Boa noite, vó Cissy.

– Boa noite, querido.

***

Uma semana depois, Albus estava inconformado.

– Três meses? Como está conseguindo?

– Distrações – respondeu Dominique, sentada no sofá e fuçando no celular enquanto conversava. Estava rodando um show na televisão do apartamento de Rose, embora estivesse em um som baixo para apenas soar pelo ambiente e não deixar a sala silenciosa. – E eu também estou com essa nova regra de não transar no primeiro encontro. De conhecer o cara primeiro. Mas todas as tentativas de achar algum cara que procura algo sério... desastrosas. E você, Rose? Qual foi o seu recorde de tempo sem sexo?

Ela estava olhando para uma foto da Zoe que Scorpius postou na rede social dele, quando respondeu distraída:

– Dois anos.

Não que Scorpius nunca tivesse tirado foto com Zoe, mas aquela foi diferente. Aproveitou e deu uma olhada básica nas antigas fotos que tinha no álbum dele.

Sério?

– A tentativa de achar algum cara que procura qualquer coisa com quem tem uma filha... desastrosas.

– Incrível – disse Albus, os pés relaxados no colo de Rose, embaixo do notebook dela. – Você sempre consegue lacrar quando estamos reclamando da nossa vida, já reparou nisso, Rose?

– E o que você está reclamando? – retrucou Rose, socando o braço dele de brincadeira. Ela teve suas dificuldades peculiares, mas não era como se lamentasse o tempo todo com os amigos. Na verdade, ela nunca lamentava. – Você transou ontem à noite.

Albus sorriu, admitindo:

– Um pouco.

– Idiota.

– Qual é a desse Michael, Al? – perguntou Dominique, abrindo um sorriso interessado e curioso.

– Ele acha que o Capitão América é o melhor Vingador – respondeu Rose, por ele. – O único defeito do cara.

– Qual é o seu problema com o Capitão América?!

– Ai, vocês não vão começar a discutir isso na minha frente, vão? – Dominique girou os olhos. – Porque é claro que o Batman é o melhor vingador, gente.

– Retire-se da sala, Dominique – disse Rose seriamente e Albus gargalhou, porque Dominique só dizia isso porque sabia provocar.

Foram interrompidos com o barulho de uma batida na porta.

Pensando que poderia ser David ou alguém do prédio, Rose fechou o notebook e se levantou para atender, mas ao espiar pelo olho-mágico, era outra pessoa. Era Scorpius.

Ele foi recebido com um sorriso no rosto, que aumentou ainda mais quando ela viu as sacolas de comida. Sorvetes aos domingos depois de buscar Zoe na aula de teatro. A filha ultrapassou Scorpius para abraçar a tia Domi no sofá.

– Oi, Domi!

– Querida, você cresceu absurdamente. E que linda tiara!

– O papai comprou para mim. Ele diz que eu pareço uma princesa de verdade.

– Você não parece – disse Dominique, segurando as mãos de Zoe com um leve sorriso nos belos lábios. – Você é, Zoe. Sempre.

– Você vai ficar em Londres agora, tia Domi?

Dominique suspirou, sinal de que sabia perfeitamente que ela daria a resposta que Zoe não queria ouvir.

– Ainda não, fofinha. Volto apenas alguns finais de semana agora. Minha vida anda tão agitada, mas a gente ainda vai continuar trocando selfies, combinado?

– Combinado! Posso te mostrar minha coleção de bonecas enquanto está aqui?

– Claro que pode. Deve.

Zoe puxou Dominique pela mão, imediatamente. Era como se elas fossem melhores amigas a vida toda. Bem, a vida toda de Zoe.

Nesse momento, Scorpius disse:

– Hora ruim para ficar, suponho.

– Não – disse Rose depressa. – Quer se juntar?

– Eu estou com fome – disse Albus, aproximando-se para verificar onde Scorpius havia comprado o sorvete, pegando a sacola da mão dele. – Isso deve servir. Valeu, cara.

Scorpius se juntou a eles naquela noite. Aos poucos. Ele não era de participar das discussões e das conversas, não tinha nada em comum com os amigos de Rose. Sempre fora assim e nunca mudaria. Aprendeu, quando namoraram antes, que somente sua companhia era o suficiente para Rose, e acabar acompanhando as risadas com eles era mais fácil do que poderia imaginar. O tempo passava depressa e, antes que pudesse verificar o horário, Rose foi a chata:

– Zoe, hora de colocar o pijama e escovar os dentes, não?

– Mas mãããe...

– Já são dez horas, querida, e você tem que acordar cedo para terminar suas lições.

– Mas mãããe... O tio Al e a Dominique estão aqui! E o papai! Eu não to com sono.

– Mas mãe, é verdade – brincou Al. – Só mais uma rodada de banco imobiliário.

– Por favor! Por favorzinho.

E mostrou todos os dentes com o sorriso mais lindo.

– Só mais uma rodada!

– Já fizemos mais uma rodada, Zoe.

– Não vou – ela teimou, cruzando os braços.

– Zoe.

– Eu quero ficar aqui, mamãe.

– E pelo visto, quer ficar de castigo. Não vai me obedecer?

Zoe ficou emburrada.

– É melhor obedecer, Zoe.

Aquilo piorou, porque a palavra veio da voz de Scorpius. Um pouco fora da jogada, mas firme. Zoe olhou para ele, sem acreditar no que estava ouvindo. O pai nunca mandou ela fazer alguma coisa! Scorpius sempre esteve ao lado dela. E ele acrescentou:

– Está mesmo tarde para ficar acordada.

– Droga. – Levantou-se quase derrubando o tabuleiro do jogo e, sem olhar para os pais, ela foi até o quarto.

Droga? – Rose estava estupefata demais para ter dado bronca pelo palavreado da filha. – Desde quando ela diz isso?

– Escola – respondeu Al. – O melhor lugar para se aprender uns palavrões.

– Eu não deveria ter falado nada – repreendeu-se Scorpius.

– Ela só estranha quando você age como um pai com ela.

Scorpius espreitou o olhar diretamente para Rose, que se arrependeu imediatamente pelo modo como usou as palavras.

Ela fechou os olhos, suspirando, quando Scorpius se afastou um pouco dela, nervoso.

– Não quis dizer isso, Scorpius.

– Nossa, vejam que horas são – exclamou Albus. Dominique olhou para o relógio.

– Poxa vida. É melhor irmos. Amanhã preciso pegar o avião e tenho que ter uma boa noite de sono, pois já viu. Tchau, prima preferida.

– Tchau, Rose. Tchau, Zoe! Vamos.

Os dois evaporaram e deixaram Rose e Scorpius sozinhos, quando o clima ficou meio desconfortável.

– O que você quis dizer, Rose? Ela estranha quando eu estou agindo como um pai, é isso?

– Ela não está acostumada com você mandando nela.

– Então eu não deveria. Mandar nela.

– Não é isso, não é nem um pouco isso. Muito pelo contrário. Ela o vê como um grande amigo. Um pai que manda ela dormir na hora? Zoe não o vê assim ainda, mas é importante... que ela comece a ver. Então ela vai ficar brava com você, no começo, mas você está tentando o seu melhor, e isso é muito importante.

– Ela está brava comigo. Agora, ela está brava comigo.

– Você não tem ideia.

Ele coçou a nuca. Detestava quando Zoe ficava brava com ele.

– Eu vou conversar com ela – Rose se ofereceu. – Mas não é algo que seja ruim, Scorpius. Ela é criança, você sabe.

– Sim.

Rose se esforçou para não sorrir com a expressão frustrada dele. De todos os momentos que Scorpius já teve com a Zoe, talvez aquele tivesse sido o mais paternal.

– Você não tem ideia de quantas vezes eu tenho que brigar com a coisinha quando é teimosa. – Rose encostou o queixo no ombro dele, sorrindo. – E se você começar a passar mais tempo aqui... Oh, muita paciência vamos precisar. Zoe não é fácil.

Ele acabou entendendo. E ela perguntou, baixinho:

– Está disposto?

– Como assim? Disposto? A ser pai?

Desde o dia que ela nasceu.

Mas não era isso. Rose acrescentou:

– A ficarmos juntos. E isso inclui você mandar nossa Zoe dormir na hora certa.

Scorpius virou o rosto para encarar os olhos azuis dela. Nunca a ouviu se referir Zoe como “nossa”. Ele a amou um pouco mais.

– Claro que estou disposto.

Aproximou rosto para beijá-la. Zoe estava escovando os dentes, então a exclamação ficou com o som abafado:

– Eca!

E cuspiu a pasta na pia do banheiro. Scorpius se levantou do sofá primeiro do que Rose e se aproximou da porta. Entrou e viu que a filha estava com dificuldade de alcançar o espelho para guardar a escova de dente, então imediatamente a ergueu pelas axilas, dando-lhe um grande auxílio.

Zoe podia estar brava por ter que dormir, mas ela riu.

– Brigada, pai.

Ela foi para a cama logo depois que botou o pijama e Scorpius ajudou com o cobertor. Era inacreditável como as crianças se esqueciam de ficar bravas com os adultos.

– Não quis te deixar chateada – ele disse.

– Mas eu queria ficar acordada pra aproveitar que você tá aqui hoje, papai...

– Eu sei. Mas, ei, quer um segredo? Você ainda vai enjoar de mim.

Soltou um risinho.

– Vou nada! – protestou.

– Vai sim – sorriu. – Você vai querer fugir de mim. Vai descobrir que sou chato mesmo.

– Ah, é verdade, as vezes você é chato, que nem quando eu quero adivinhar o formato das nuvens e você nunca quer brincar comigo disso. E quando eu peço para você cantar, você nunca canta de novo.

Ele não escondeu a risada.

– Eu não tenho a imaginação que você tem. Só enxergo nuvens. E eu canto toda hora pra você. Você que é chatinha por pedir de novo e de novo.

– Papai! – protestou. – Eu não sou chata.

– Só um pouquinho.

– Você também é, então!

Ele se descobriu adorando provocar ela.

– Eu to brincando, coisinha.

– Eu também. Não falei que você é chato de verdade, tá? E desculpa ter usado aquela palavra. É feio.

– Muito feio. Mas eu te perdôo.

Antes de se enfiar embaixo da coberta, era essencial Zoe saber:

– Você vai fazer o café da manhã amanhã? Sua panqueca é mais gostosa que a da mamãe.

Scorpius se sentiu lisonjeado. Até beijou o rosto dela e cochichou:

– Não deixa sua mãe ouvir isso.

Eu ouvi!

Os dois se entreolharam e Scorpius disse depressa:

– Se esconde embaixo da coberta, qualquer coisa.

Zoe riu e, com a cabeça embaixo da coberta, cochichou:

– Boa noite, papai.

– Boa noite.

Não foi toda vez que ele se sentiu entre elas, então sim, era importante aproveitar a sensação. Não a de que ele era pai – ele tinha o peso de tal cargo nas costas há muito tempo –, mas sim a sensação de que podiam ser família. Agora, Scorpius não tinha só a responsabilidade de manter Zoe por perto. Ele devia cuidar que Rose não escapasse também.

No corredor, Scorpius sorriu para Rose, e ela o puxou até o sofá, segurando-lhe a mão, e, assim, mantiveram-se deitados, juntos, assistindo a um filme que ela amaria e ele suportaria, como sempre foi e sempre seria. Depois de anos, Zoe o ajudou a buscar a reconciliação com Rose. Agradecia por não ser deixado de fora. Por não afastá-lo da única coisinha boa que tinha.

Notas finais
Voltei! Nem parece que é real, nem parece que consegui finalizar as minhas coisas, nem parece que eu vi de pertinho como seria a sensação de pisar em Hogwarts e andar naquele maravilhoso Expresso. Conhecer pessoas diferentes, conversar em outro idioma, encontrar pessoas de verdades que te lembram certos personagens de fanfics, quase morrer do coração com as montanhas russas, não pensar em nada da faculdade, só se inspirar e sorrir e tomar aquele sol deliciosamente quente da Flórida. Ah, e sem dizer que eu fiquei de babá nessas duas semanas e até troquei frauda, uma doideira atrás da outra que, quando você volta para contar, você percebe que valeu e sempre valerá a pena. Especialmente quando você tá escrevendo uma fic que tem criança e você precisa saber como é conviver com uma. E aqui estou eu, apresentando a vocês mais um capítulo de Fix You. Tá aí, o capítulo 26 depois de 3 semanas. Estou devendo minhas respostas aos comentários do capítulo passado, mas eu precisava atualizar essa fanfic, vocês não tem noção da saudade que eu fiquei dela e dos comentários de vocês. Se eu pudesse eu distribuiria um feijãozinho de todos os sabores pra todos os meus leitores! (os melhores sabores, claro :D) Eu queria agradecer por tudo mesmo. Pelos comentários e pelo apoio que vocês dão para que eu continue sempre atualizando e escrevendo. Saiba que escrevi esse capítulo com todo o amor e carinho que reconstruí dentro de mim depois de conhecer a beleza extraordinária que é o mundo da Disney. Minha inocência foi quase restaurada, e eu tive vontade de ser criança a todos os momentos para acreditar que magia é verdadeira, magia existe e quem não acredita nisso é um TROUXA. Falei. Beijos e até o próximo!