Fix You
11 Capitulo 11 - Uchiha - Aluno - Sasuke.
Notas iniciais
Fix You!
Escrito por Mary
Revisado por Lally
Capitulo 11 – Uchiha – Aluno – Sasuke.
– Eu posso deixar você ficar na minha casa, mas alguém terá de ficar contigo, já que irei levar Tenten e Hinata para casa. – ofereceu o Hyuuga, apoiado na porta da caminhonete de Kiba com Tenten já dentro do veículo.
– Eu não posso cuidar de você, vou levar Ino pra casa... Temos outras coisas para acertar também. Além do mais, eu e você não daríamos um. – Kiba alegou, olhando para o mar de pessoas procurando os fios loiros de Ino, quando a avistou falando com Rock Lee. A menina lhe sorriu e acenou, vendo-o chamá-la para perto com um aceno de mão.
A garota loira despediu-se de Lee e caminhou até o rapaz tatuado, vendo-o com os olhos semicerrados e de braços cruzados como quem espera explicações.
– O que estava falando com o sobrancelhudo? – questionou e, quando a moça estava próximo o suficiente, puxou-a em um abraço possessivo, passando a olhar com irritação para o rapaz de cabelos pretos e corte de tigela que lhe sorria de maneira amigável mostrando os dentes e fez um sinal positivo.
Kiba apertou os olhos para a ação daquele idiotinha. Quem ele pensava que era para falar com a sua garota?
– Ele queria uma ajuda em algumas coisas. – a Yamanaka retorquiu em meio a um riso divertido que o namorado não soube identificar o motivo; se era por algo realmente engraçado que falava com o rapaz ou por vê-lo com ciúmes.
– Vou ter de acabar marcando meu território. – alegou.
– Só espero que sua forma de marcar território não seja tão primitiva quanto à dos seus ancestrais! – riu Naruto de sua própria piada, fazendo os olhares secos dos amigos ganharem um brilho diferente, estes quase riram da piada inapropriada. O Inuzuka limitou-se a lhe mostrar o dedo do meio. – Au, au!
– Argh! Como você é nojento, Baka! – a Yamanaka reclamou com um olhar enojado, não conseguindo impedir que a imagem mental de seu namorado “demarcando seu território” sobre ela se formasse em sua mente.
– Bom para mim não importa quem vai mijar em quem! O que importa é cairmos fora. – interviu Nara com o olhar temeroso. – Eu opto para que o Naruto fique com a opção que for mais rápida.
– Mas que belo cavaleiro de armadura reluzente eu encontrei. – Temari provocou, girando os olhos das orbitas em descaso. – Não sabia que você era tão medroso.
– Não é questão de medo, mulher! É questão de zelar pela minha vida, ou você quer que nossos filhos nasçam sem a presença do pai? – argumentou.
– Você já está pensando em filhos? Tem certeza de que é o macho da relação? – questionou ela, segurando um riso que queria escapar de sua garganta.
O Uzumaki olhou em volta, sentindo a ausência de fala de uma voz mais grave naquela conversa. Correndo os olhos azuis pelo local ele localizou o Uchiha trocando algumas palavras com Hinata, que estava encostada do lado de fora do carro de Kiba. Os olhos azuis estreitaram-se.
– Tsk! Já vamos embora, Teme! – chamou, caminhando até o Uchiha e lhe puxando pela jaqueta, como se fosse um gato doméstico que fazia travessuras. O moreno nem teve tempo de se esquivar da pegada que recebeu, apenas vendo a Hyuuga afastar-se conforme o Uzumaki lhe puxava.
– Oe! Pare com isso! – o moreno tentou se soltar, mas continuou sendo puxado para longe da garota de cabelos escuros. Hinata riu daquela cena, notando o ciúme do Uzumaki para com o Uchiha.
Quando o loiro trouxe o Uchiha para mais próximo de si, e mais afastado de Hinata, soltou a pegada que fazia em sua jaqueta. O moreno adequou o tecido no corpo, ajeitando a gola, ele girou os pés para ficar frente a frente com o Uzumaki.
– Por que fez isso? – questionou, com o olhar irritado. Viu o loiro cruzar os braços e apertar os olhos de maneira acusatória.
– Se é o Neji quem vai levar a Hinata pra casa, você não precisa ficar rondando-a como um cachorro na padaria! – alegou, enciumado.
Mas Sasuke não entendeu aquela atitude, já que o Uzumaki não gostava dele. Era só o que faltava! Agora o Usuratonkachi desistir da Haruno e criar um novo laço de amor e devoção para com Hinata.
– Bem vamos fazer o seguinte então... – começou Neji. – Shikamaru leva o Naruto no carro dele, eu levo o Kiba e a Ino e a Hinata, e, se não for um incômodo muito grande, Uchiha. – chamo-o. – Pode ficar com o Naruto na minha casa?
Sasuke fitou-o rapidamente. Naruto abriu um sorriso grande.
– Ouviu isso, Teme? – deu-lhe um cutucão com o cotovelo. – você vai ficar na casa do Neji, sozinho... – pausa dramática. – Co-mi-go! – sibilou, de maneira sugestiva.
– Por que ele? – questionou Shikamaru, apontando para o Uchiha.
– Por que ele é o único que não tem que levar ninguém para casa, e não tem algo a mais para fazer depois daqui. – respondeu Kiba com um meio sorriso torto erguendo uma das sobrancelhas de forma sugestiva.
– Bom, não seja por isso! Ele trouxe a Hinata, ele que a leve para casa. – sugeriu Temari, dando de ombros. Recebendo um olhar indignado de Neji e Naruto ao mesmo tempo.
– Não! – gritaram eles juntos.
Mas fora a atitude de Neji que chamou a atenção do grupo, agora sorridentes com os olhares direcionados ao rapaz de longos cabelos.
– O que? – o de olhos perolados questionou, irritado com aquela atenção desmedida que recebeu. – Eu quis dizer que... Tsk! Hinata-sama... Mora meio longe, e seria um saco ela ficar explicando pro Uchiha e... Hiashi-san poderia não gostar de...
– Nós sabemos Neji... – o loiro riu, colocando o dedo indicador sobre os próprios lábios pedindo para que o Hyuuga parasse com a desculpa esfarrapada antes que se embolasse mais nas palavras.
– O Naruto não pode dirigir, então, eu fico com o carro, deixo-o na frente da casa do Hyuuga e depois pego carona com você e Kiba. – Shikamaru disse. – Naruto, a chave. – pediu, entendendo a mão para o loiro, que passou a vasculhar seus bolsos.
– Ahn... Eu não sei, acho que perdi... – resmungou, remexendo os quadris para que sua mão adentrasse mais o bolso da calça.
– Não acredito! – resmungou o de brincos. O moreno sentiu uma aura escura caminhar até si, vendo Kankuro sair de dentro de casa. Apressou o loiro. – Anda, Uzumaki! Anda!
– Ahá! – Naruto pegou a chave e passou a balançá-la no ar de forma risonha. – Achei!
– Tá, agora me dá! – o Nara tentou pegar, mas o loiro apenas desviou-a de seu toque. – UZUMAKI! – chamou, irritado. Ele iria matar o loiro quando este voltasse ao seu estado normal.
Ah, se ia!
Mas o de cabelos loiros não pôde ficar naquela brincadeira infantil por muito tempo, pois foi Sasuke quem pegou a chave de suas mãos, e, acabando com sua brincadeira idiota, atirou-a para Nara.
– Hey! – o loiro olhou-o ofendido.
– Ótimo! Agora, eu vou cair fora e... – o Nara calou-se, virando-se para o campo e viu o moreno aproximar-se mais. Correu para perto da garota loira e lhe deu um rápido beijo, ariscando um pouco mais o que lhe restava de vida.
Shikamaru entrou na Ferrari 458 do Uzumaki com rapidez, pois assim que travou a porta e ligou o motor, Kankuro chegou próximo com seus passos rápidos e tentou abrir a porta, mas o moreno arrancou com o veículo.
Bem a tempo! – vangloriou-se.
Naruto e Kiba riram do primogênito dos Sabaku, vendo-o desolado no meio da rua e irritado por não ter conseguido pegar o cunhado.
– Não fique assim. Pense pelo lado bom: logo ele vai vir aqui de novo no dia do noivado. – Temari consolou.
– Ele ainda vai desistir! Você vai ver! – prometeu o irmão mais velho, fazendo a mulher rir e passar um dos braços sobre o ombro do rapaz, guiando-o de volta para a casa enquanto lhe falava palavras como “Você é um idiota ciumento” e lhe beliscava a bochecha.
A Sabaku acenou para o grupo de amigos e finalmente voltou para casa, onde a festa ainda ocorria, empurrando o irmão.
– Bem, vamos cair fora também. – disse Kiba largando a Yamanaka e caminhando até a porta traseira de sua Toyota Tundra, abrindo-a para a loira entrar. – Nos vemos depois! – acenou para o de cabelos pretos e o loiro.
– Nos vemos! – Naruto gritou e sorriu, lhe acenando com a mão de volta.
Neji caminhou até os dois rapazes, pegou na mão de Sasuke e lhe entregou a chave da casa e fitou-o com seriedade.
– Não tem segredo, jogue-o na cama e ele vira um apagão humano. – alegou, olhando de canto de olho para o Uzumaki que rodeava o motociclo do Uchiha, com se sondasse o terreno. – Ele sabe o caminho, mas se ele errar, já sabe, é a casa com a Ferrari laranja berrante na frente. Provavelmente eu vou chegar só amanhã, então cuidem-se e cuidado com minha casa... – avisou.
– Hn! – o moreno acenou, fechando a palma da mão onde o Hyuuga depositara a chave, e guardou-a no bolso de dentro de sua jaqueta.
– Fui! – virou-se de costas dando um aceno com a mão. – Até mais Uzumaki!
– Ja Ne, Hyuuga! Sayo, Hinata-chan! – sorriu ao pronunciar o ‘chan’ do nome da garota.
Sasuke voltou-se para a caminhonete de Kiba, onde viu Hinata sentar-se próximo à janela e movimentar os lábios sem nenhum som sair, mas ele pôde identificar a frase: ‘Boa Sorte!’
Logo o carro também ligou e eles acenaram para a dupla que ainda estava de pé sobre a grama do quintal de Gaara.
Sasuke voltou-se para o loiro; viu-o coçando a nuca de forma impaciente e mordendo o lábio inferior, esperando por sua próxima atitude. O de olhos escuros caminhou até a sua Hornet e desprendeu os capacetes da garupa, subindo em cima desta e entregando um capacete para o Uzumaki. Ele ergueu a cabeça e fitou-o com um sorriso debochado.
– Não preciso disto.
– E isso não é um pedido. Coloca. – rebateu o moreno, estendendo o capacete de forma insistente para o Uzumaki, este apenas girou os olhos antes de tomá-lo da mão do Uchiha e coloca-lo sobre a cabeça e cruzando os braços frente o corpo. – Você ‘tá esperando um convite formal? – questionou Sasuke, colocando o próprio capacete.
O Uzumaki ergueu uma das sobrancelhas e subiu na garupa da moto, segurando Sasuke pelos ombros.
– Segure direito, Usuratonkachi. – o moreno falou com a voz abafada pelo capacete.
– Eu estou segurando, Teme! – rebateu, se ajeitando melhor no acento, e foi nesse momento que o motociclo fez um balanço violento quando o moreno soltou a embreagem, fazendo-a dar um baque pra frente, assustando o loiro. – Idiota! Eu ainda não estava pronto!
Lábios finos de Sasuke se entortaram em meio a um sorriso satisfeito.
O loiro se ajeitou melhor no banco e, dessa vez, passou os braços firmemente em volta do corpo do Uchiha – gesto que fez o Uchiha trancar a respiração. -, abraçando-o como se sua vida dependesse disso.
– Posso sair, ou você vai surtar? – questionou o moreno.
– Hn! – o loiro resmungou, apertando mais a pegada no corpo do moreno, fazendo o Uchiha respirar fundo e sentir seu coração pulsar mais forte pelo nervosismo.
A moto foi ligada e o moreno pilotou-a para o meio do asfalto, onde ela finalmente ganhou vida e velocidade.
Naruto deitou a cabeça nas costas do moreno e apertou mais os braços em volta do mais alto, fechando os olhos e gostando particularmente daquele momento.
A viagem foi rápida, nada mais que 30 minutos. Naruto – que ainda estava um pouco alterado pela bebida de mais cedo -, por sorte, não ficou com gracinhas e explicou o caminho para Sasuke e logo estavam em frente a uma casa pequena. O ideal para um rapaz que vivia sozinho, como Neji Hyuuga.
A Ferrari do Uzumaki estava estacionada na calçada, onde o moreno estacionou também a motocicleta. Naruto foi o primeiro a descer, retirando o capacete logo depois.
– ‘Tô tonto. – alegou, pousando uma mão na cabeça e uma no ombro de Sasuke, que agora descia da Hornet. O de cabelos pretos puxou seu corpo para longe, o que fez o loiro tombar, apoiando-se no acento do motociclo. — Qual é a do mau humor, hein?
– Acho que você sabe bem. Levanta. – ordenou. O Uchiha pegou o braço do Uzumaki, passando sobre ombro, e outro na cintura. – Vamos logo pra dentro, quanto mais cedo dormir mais rápido isso passa...
– Você pilotando como um pacman¹ também não me ajudou. – resmungou o loiro. Virou-se para o moreno e sorriu, encostando os lábios no rosto pálido em um beijo estalado.
– O que está fazendo?! – o de olhos escuros perguntou alarmado.
– Te agradecendo! – exclamou feliz. Tentou abraçar o moreno com o outro braço, quase que o maior tropeçou no bêbado quando o corpo bronzeado foi ao seu encontro.
– Sossegue Naruto! – o outro retorquiu, envergonhando, vendo um senhor sair da casa vizinha e olhá-los com curiosidade. O Uzumaki riu. – Isso não será engraçado amanhã quando sua mãe ver o seu estado.
– Amanhã será um novo dia! – cantarolou, erguendo os braços para o alto e quase caindo, mas Sasuke o segurou.
– Vamos pra dentro. – comandou com a voz grave e impaciente. – Você bêbado é um pé no saco. – o loiro riu, como se tivesse ouvido a melhor piada do mundo.
O moreno escorou o loiro na porta para que este não tombasse para os lados; caçou a chave cedida pelo Hyuuga no bolso interno da jaqueta, abrindo a porta depois de encontrá-la. O Uzumaki logo se movimentou para dentro da residência, dessa vez sem ajuda.
Sentou no sofá, abaixando o corpo e fitando o chão com extremo interesse e alisando a nuca para amenizar a nova onda de dor que previa estar chegando.
– Está se sentindo mal? Quer ligar pra sua... – antes que o moreno completasse a frase, viu o loiro levantar-se em uma velocidade sobre-humana e correr por um corredor que ele não sabia onde daria, mas o Uzumaki parecia saber.
Ele já devia ter estado ali antes, óbvio.
O moreno entrou na casa de Neji, fechando a porta atrás de si e certificando-se de trancá-la, enquanto ouvia sons característicos de vômito advindos do corredor.
O Uchiha negou com a cabeça, voltou-se para a sala, agora prestando atenção à decoração simples e discreta da sala/cozinha que era aquele cômodo — o local era dividido por uma parede de tijolos, a sala era composta por: um sofá de canto em formato de ‘L’, uma estante de cor branca e portas pretas com uma TV de plasma de 39 polegadas, DVD, aparelho de som e alguns porta retratos com foto dos amigos, Tenten, e algumas do próprio Hyuuga, porém mais jovem, com uma garotinha de olhos claros – Sasuke supôs que fosse Hinata.
A cozinha era modesta, um armário branco, fogão, e geladeira, tudo pequeno e simples para ocupar o espaço onde ficavam.
O moreno caminhou pelo chão de piso branco, enquanto retirava sua jaqueta e colocava em cima do sofá e procurava algo em seus bolsos, pegando o celular, e discando o numero que sabia décor. O toque da chamada soou três vezes antes da voz grave atender de forma mal humorada.
– Onde é que você está, imbecil?
– Okaa-san sabia que eu iria para uma festa, avisei a ela depois do jogo, Itachi. – retorquiu também mal humorado e de forma seca.
– Como se você não a conhecesse, sabe como se preocupa, ela ligou até na casa do tal... – pausa pensativa – Gaara? É isso?
– Hn! – respondeu. O que Itachi entendeu como um ‘sim’.
– Pois é; ela ligou para lá, e o sujeito mal educado – Sasuke acrescentou mais um motivo para sua antipatia com Sabaku... – disse que você e os amigos do Uzumaki-kun já haviam saído. Sabe como ela é Sasuke, ela fica preocupada...
– Certo, eu entendi. – interrompeu-o. – Onde ela está? Quero falar com ela.
– Ela está no quarto, preferiu ir se deitar a ficar preocupada. Eu já estava para ir atrás de você. – ralhou. – Mas você não me respondeu: onde está? Por que, pelo silêncio, já não está mais em festa alguma...
–Eu... – pausa. – Eu vou me atrasar para chegar em casa.
– Se atrasar?
– Sim, eu vou cuidar de alguns afazeres... – respondeu meio incerto, torcendo para que o irmão mais velho não lhe fizesse mais perguntas.
– Que tipo de afazeres? – é; pelo jeito ele estava errado.
– Assuntos meus, Itachi. Não tem nada a ver com você. – rebateu, querendo acabar com a ligação o quanto antes.
Mas o irmão mais velho não parecia disposto a lhe dar uma trégua.
– Certo, eu entendi, senhor responsável. São assuntos seus, mas que tipo de assuntos... – foi interrompido.
– Temeee! Vem me ajudar a tirar a roupa! – os olhos de Sasuke quase saltaram para fora do lugar, ele imaginava que com Itachi tivesse acontecido o mesmo.
Houve um silêncio demorado naquela ligação.
– Por favor, me diga que essa não foi a voz do Naruto... – pediu o primogênito Uchiha, fazendo Sasuke morder o lábio.
– Hm! – retorquiu, encerrando a ligação, apertando ‘and’ no celular e desligando na cara do irmão, não querendo ouvir as montanhas de perguntas que teve certeza de que brotaram na ponta da língua de Itachi em questão de segundos. O Uchiha desligou o celular, e deixou a tarefa de avisar à mãe que não iria para a casa aquela noite nas mãos de seu Aniki.
O Uchiha caminhou pelo corredor até a porta entreaberta com a luz acessa e empurrou-a, entrando no banheiro, vendo Naruto sentado no chão com as pernas esticadas para frente, a camiseta em uma das mãos, o peitoral nu e as calças desabotoadas.
– Não consigo ficar em pé direito. Está tudo girando – alegou. – Preciso tirar as calças. – esclareceu. Fazendo o Uchiha revirar os olhos.
– Vem. – o moreno, estendeu-lhe a palma da mão para que o loiro pegasse, este o fez sem pestanejar, puxou-o para que ficasse de pé enquanto com a mão livre fechava a tampa do vaso, onde sentou o Uzumaki, e ajoelhou-se para desamarrar o tênis deste.
– Quem diria que um dia eu teria o teme de joelhos pra mim, hun?! – falou mordendo o lábio para segurar o riso, enquanto erguia as sobrancelhas de maneira sugestiva.
Sasuke não respondeu, apenas dignou-se em lançar um olhar irritado ao de olhos claros, este lhe deu uma piscadela, mostrando a língua em seguida de forma sapeca.
– Para de ficar com essa carranca, Nerd Teme! – pediu alegremente. – Pense pelo lado bom, você vai me ver pelado! – alegou rindo, vendo o rosto pálido corar em meios aos fios negros que cobriam a face do Uchiha.
O Uchiha ergueu os olhos para o loiro e rebateu:
– Não é como se eu já não tivesse visto o que você esconde embaixo da roupa, Dobe. – foi a vez das bochechas com marquinhas ficarem rosadas de vergonha quando o Uzumaki lembrou-se do incidente no banheiro da escola há alguns dias atrás. – Aliás, não me impressionou muito, talvez essa seja a razão da irritante não ter ido até o fim com você. – ariscou com prepotência.
As sobrancelhas loiras se juntaram no meio da testa, e Sasuke recebeu um soco no topo da cabeça.
Ninguém colocava a masculinidade de um Uzumaki em jogo.
Bom, levando em consideração que você já admitiu que quer o corpo nu do Sasuke em uma cama, sua masculinidade já voou para as Cucuías! – acusou a mente do Uzumaki, e Naruto pôde imaginar-se espancando-a também.
Que audácia! – repreendeu-a.Sua mente deveria lhe apoiar, não ajudar a corda enrolar-se em seu pescoço.
– Cale a boca! – resmungou irritado.
– Oh, então eu acertei. Pelo seu nervosismo, foi exatamente isso! – acusou o Uchiha cruzando os braços, parando de ajudar o loiro a livrar-se dos tênis.
– Pra sua informação, senhor bunda branca – Sasuke franziu o cenho para aquele apelido peculiar. -, fui eu quem não quis nada com a Sakura-chan!
– Ah, é? – questionou o Uchiha, interessado naquela informação. – E por que não?
– Porque... – no mesmo instante o som baixo de “Locked Out Of Heaven” do Bruno Mars soou no ambiente. O loiro fez um som de impaciência com a garganta e vasculhou o bolso traseiro da calça, pegando o celular e atendeu sem verificar de quem era a chamada. – O que?
– Como assim ‘O que?’ Naruto! – o grito de Kushina escapou e Naruto até pensou ter ligado o alto-falante sem perceber. – Acabei de receber uma ligação da Uchiha-san por que não sabia onde o Sasuke-kun está. Ela disse que o Itachi-san ligou para o Sasuke ele disse algo sobre estar com você. Agora, me diga, onde vocês estão?
– Okaa-san, não precisa gritar. – ele disse em um tom incomodado, não gostando da voz de Kushina gritando em seu ouvido. – Eu e o Teme estamos bem... Eu tive alguns problemas, mas já estou resolvendo.
– Problemas? – questionou ela. – Que tipo de problemas? É melhor não ter aprontado das suas Uzumaki, caso contrário irá ouvir quando chegar...
O loiro grunhiu irritado.
Sasuke girou os olhos e estalou a língua nos dentes. Vendo que o Uzumaki não conseguia resolver aquele problema simples, tomou o celular da mão do garoto.
– Oyasumi², Kushina-san. – saldou com o tom neutro de sempre.
– Oh, Sasuke-kun! – ela saudou, vendo que estava tudo bem, seja lá onde aqueles dois estivessem. – Sua mãe está preocupada com você, ela acabou de me ligar...
– Peço desculpas por isso. – respondeu ele, se pondo de pé, não se importando com a feição ofendida que o rapaz loiro adotou desde que ele tomara o celular de suas mãos. – É que... – pensou – Eu tive uns problemas na festa, acabei por me empolgar demais... Sabe como é; o sucesso de ter vencido o jogo, pressão dos colegas...
– Você bebeu demais, não é? – deduziu ela. Sasuke imaginou a ruiva pondo as mãos na cintura quando pronunciou aquela pergunta.
– Sim, foi isso. – retorquiu, fazendo o loiro escancarar a boca em surpresa por ele não ter-lhe entregado. – Então pedi para que algum dos meninos me cedesse a casa deles para ficar. Não gostaria que a Okaa-san me visse do jeito que estava. Acabou que o Hyuuga me ajudou neste detalhe, mas não pôde ficar comigo, então Naruto se ofereceu.
– Entendo. – respondeu ela com calma. – Mas, você e o Naruto não tinham brigado? – questionou com a voz que demonstrava toda sua confusão.
Sasuke sorriu, como se a mulher pudesse ver e lhe respondeu:
– Brigar com seu filho será praticamente uma rotina, Uzumaki-san, acredite. – respondeu. – Estamos bem, mas eu não pude dizer isso ao meu irmão e... Bem.
– Claro, eu digo a Mikoto que foi o Naruto quem entornou todas! – riu – Assim não terá problemas. – exclamou. – Aliás, está de parabéns, está com a voz bem firme para quem bebeu tanto, quando o Naruto bebe fica o total oposto.
– Eu devo imaginar. Escandaloso como é, imagino-o fazendo um strip-tease sobre o carro. – alegou, rindo de leve e com o sorriso prepotente a postos enquanto fitava o Uzumaki.
A ruiva deu um riso gostoso do outro lado da linha.
– Parece até que viu Kyuubi em ação. – riu ela mais uma vez.
– Uzumaki-san, a senhora nem imagina... – retorquiu ele negando com a cabeça, caminhando rapidamente para fora do banheiro quando o loiro pegou um frasco de shampoo encima do gabinete da pia e lançou contra ele.
Somente o barulho surdo do objeto atingindo a porta foi ouvido.
– Tudo bem então, pode passar para o Naruto? – questionou ela.
No mesmo instante o moreno ouviu o som do chuveiro sendo ligado.
– Tsk! – resmungou mais para si próprio. – Na verdade ele acabou de entrar no banho. É que... – Fugaku que estava no céu que o perdoasse por tantas mentiras que estava contando aquele dia! – Eu acabei vomitando nas roupas dele... – soltou a mentira.
Se o Uchiha estivesse na casa dos Uzumaki veria Kushina com a feição enojada. Imaginar um garoto bom e integro como Sasuke fazendo tal coisa era impossível! Mal sabia ela que quem havia vomitado nele fora seu filhote.
– Tudo bem Sasuke, acidentes acontecem. Não se preocupe. – retorquiu ela, tentando ser simpática. Era melhor que Naruto limpasse aquelas roupas na casa do seu colega, pois ela não faria isso! – Bem, diga ao Naruto que eu ligo mais tarde, tudo bem?
– Sim, senhora, e não se preocupe. Estaremos bem. – alegou, ele.
– Certo, boa noite, e juízo vocês dois! – ela disse, dando a chamada como encerrada e desligando. Sasuke encarou o celular por um breve segundo.
Kushina nem havia o esperado falar ‘tchau’!
– O que ela disse? – a voz abafada do Uzumaki soou, tirando o moreno de seus devaneios. Sasuke fitou a porta por um momento, decidindo se devia ou não entrar para verificar se o Uzumaki estava bem.
Ou aproveitar o momento para dar uma olhadinha inocente no Dobe, né, né?! – questionou sua mente com um ar pervertido.
Sasuke negou com a cabeça afastando aqueles pensamentos idiotas.
Andou até a porta, empurrando-a, vendo banheiro tomado pelo vapor do banho quente que o loiro tomava, ou era isso que devia estar fazendo. Naruto estava virado de costas para si, apoiando uma de suas mãos na parede, enquanto, com a outra, ele tirava a calça jeans e a cueca juntamente. Sasuke estava começando a ver as bochechas da bunda surgirem conforme o tecido era baixado.
Engoliu em seco.
– Ah, me mate, por favor. – resmungou o Naruto, fechando os olhos com força.
– Não me peça duas vezes. – o Uchiha retorquiu, enquanto andava até o box, e mexeu no registro do chuveiro, diminuindo a temperatura da água, não para ficar gelada, mas não muito quente. – Entre. – mandou, evitando ver a nudez frontal do Uzumaki.
Naruto deu um pequeno sorriso.
– Por que está olhando para o chão, teme? Eu estou aqui em cima. – ele ergueu o rosto do Uchiha com o indicador. Quando os olhos azuis encontram os negros, o loiro riu. – Seu rosto está cor-de-rosa.
O moreno ofendeu-se, tirando a mão que lhe tocava o rosto de si.
– Usuratonkachi... – disse em tom de aviso. – Entre logo embaixo do chuveiro. Você bêbado é muito pior do que o normal. – ordenou, conduzindo o Uzumaki para dentro do box e o loiro escorregou batendo as costas na parede gelada.
– Teme! Está gelada! – debateu-se.
– Não está gelada, Dobe, está morna! Sossegue. – o outro refutou, tentando segurar o corpo do rapaz embaixo d’água, consequentemente se molhando também.
– Mas eu não quero, Teme, me solta! – pediu, agarrando a camiseta branca do moreno, tentando sair de debaixo da água, porém, teve o efeito contrário, por que o Uchiha acabou por vir para debaixo da ducha consigo.
Os corpos se bateram, e o corpo do Uzumaki colidiu com a parede de azulejos novamente, fazendo-o resmungar em desconforto. Ônix se arregalaram com o que acabara de ocorrer.
Naruto segurou-o nos ombros, tentando recompor a postura.
Com ajuda do moreno, que o segurou pela cintura para que este não se engraçasse e caísse para o chão, unindo ambos os quadris, o que fez o moreno corar de vergonhar ao notar o que havia feito.
Naruto sorriu de canto e ergueu uma de suas sobrancelhas.
Os azuis e os ônix se encontraram. Ainda com as mãos nos ombros do Uchiha, o loiro mordeu o lábio inferior e o umedeceu em seguida, antes de segurar a nuca cheia de fios negros.
Sasuke travou no mesmo instante.
As mãos de Naruto deslizaram pela nuca do Uchiha com carinho, sem desgrudar dos olhos escuros e sem desfazer o sorriso prepotente nos lábios cheios. Sasuke afastou-se um pouco do Uzumaki, mas Naruto não deixou que fugisse, puxando seu rosto para perto do seu, quase unindo os lábios.
– Você quer fazer isso, Teme, então pare de bancar o difícil. – instigou Naruto, movendo o quadril contra o do moreno, este soltou um suspiro surpreso. Naruto riu. – Viu? – provocou, dando um beijo estalado no pescoço do Uchiha.
Sasuke ofegou com o ato que lhe causou cócegas, um arrepio pelo corpo, e uma sensação estranha no seu baixo ventre. O de olhos claros continuou a acariciar a nuca do Uchiha, enquanto com a outra mão ele desceu pelas costas cobertas pela camiseta molhada, beijando e abusando da pele pálida do moreno.
– Naruto... – o moreno quase ofegou.
– Hn... – ronronou, esfregando o nariz no pescoço do moreno, gostando do cheiro que ali tinha. Nunca pensou que um cara pudesse ter um cheiro tão bom.
– Pare... – pediu. Não estava acostumado com aquele tipo de coisa. Nunca ninguém havia feito aquilo consigo, e a sensação era estranha... Mas o fazia sentir tão bem.
– Tsc, Tsc... – o loiro negou com um aceno de cabeça, apreciando mais o perfume que estava no pescoço do moreno. As mãos bronzeadas adentraram a camiseta branca, querendo arrancá-la do corpo do outro.
Alisou a pele pálida, e elevou um pouco o tecido molhado, descobrindo metade do abdômen e raspando as unhas na cútis do Uchiha. O nariz do Uzumaki guiou-se para brincar com o lóbulo da orelha, e rapidamente foi substituída pela boca, a qual mordiscou o local que, até o presente momento, Sasuke não sabia ser tão sensível.
Sasuke fechou os olhos. Não podia deixar aquilo acontecer!
– Tsk... – agarrou o quadril do menor e empurrou-o para que se afastasse. Ele não iria se aproveitar do estado alcoolizado do rapaz. – Naruto... – chamou com seriedade, vendo os olhos azuis ficarem irritados por ele estar dificultando o que seu dono queria. – Eu acho melhor sairmos daqui. Está frio. Você vai acabar pegando um resfriado.
O moreno deu-lhe as costas e saiu de debaixo do chuveiro, pegando duas toalhas que estavam atrás da porta, entregou uma ao loiro, que agora fechava o chuveiro, e enquanto com a outra cobriu o rosto de passou a secar-se.
Onde, em sã consciência, alguém negaria Uzumaki Naruto nu embaixo do chuveiro?! Ainda mais o Nerd Teme, que dizia ser apaixonado por ele.
– Se enxugue, vou ver se encontro algum remédio pra você não ficar com dor de cabeça mais tarde. – respondeu, e, ainda sem encarar os olhos claros, saiu do banheiro, deixando o Uzumaki a sós.
Sasuke andou pelo corredor, tentando secar ao máximo de sua roupa molhada. Se soubesse que o Uzumaki seria tão baka a ponto de puxá-lo para debaixo do chuveiro, teria trazido uma muda de roupas. Depois de secar e bagunçar seus cabelos com a toalha, o Uchiha tentou dar um jeito em suas roupas, não adiantou muito, mas foi o suficiente para não molhar a casa de Neji inteira.
O moreno caminhou pelo corredor até á cozinha, vasculhando as gavetas de forma apressada a procura de alguma coisa, que nem ele sabia o que era, apenas queria mexer em algo para afastar qualquer pensamento libidinoso que envolvesse:
Naruto, nudez e chuveiro
–Controle-se Sasuke... Controle-se. – resmungou para si próprio. Naruto iria mesmo beijá-lo? Naquela situação; nu, com seu corpo colado ao seu? O que aquele Dobe estava pensando?
Provavelmente só estava fazendo isso por causa da bebida, e por ter levado um provável chute da Haruno, ou seja, estava se sentindo rejeitado, e estava usando-o para esquecer o ocorrido.
E ele não queria Naruto assim, definitivamente não queria.
Sasuke vasculhou mais algumas portas e gavetas do armário e encontrou os utensílios de cozinha. Tratou de pegar uma chaleira e enchê-la de água para preparar um café forte.
Enquanto esperava a água ferver, continuou a bisbilhotar nas gavetas da casa do Hyuuga a procura de algum remédio, e encontrou na porta do gabinete uma caixa branca com vários comprimidos. E agora para adivinhar qual serviria para um cabeça-oca que não sabia a hora de parar de beber?
Ele pôs a caixa sobre o balcão e passou a tentar ler uma por uma das bulas dos remédios, mas quem disse que ele conseguia?
Malditas lentes idiotas! – pensa ele, irritado, coçando os olhos e piscando diversas vezes. Revirou os olhos mentalmente, antes de ir até a pia para retira-las com cuidado.
Caminhou até o sofá, pegando sua jaqueta e remexendo nos bolsos à procura da caixa para guardar os objetos pequenos e delicados. Quando estavam devidamente postas, o Uchiha guardou-as e vasculhou o segundo bolso e encontrou o objeto que foi seu parceiro de viagem durante muito tempo.
– Ah, melhor. – ele falou pra si próprio, colocando os óculos de aro grosso e enormes lentes na face, agora vendo com clareza e sem nenhum incômodo.
O moreno ajeitou as lentes e caminhou até a cozinha, agora conseguindo ler as letras miúdas com sucesso! Por sorte, havia algo que faria o loiro não permanecer com dores no dia seguinte. Sasuke acordou ouvindo a chaleira ferver e apitar.
– Pensei que tivéssemos exorcizado os fundos de garrafa. – soou o tom de voz monótono fazendo o Uchiha abrir os olhos, surpreso; ele nem havia ouvido Naruto chegar. – Por que não os jogou fora?
– Tenho um carinho especial por eles. – alegou, tirando o objeto de seu rosto, e analisando-o, para logo após limpá-lo com a barra da camiseta. O Uchiha virou-se para trás, vendo o loiro com a toalha na cintura, os cabelos ainda úmidos e pingando gotículas que caiam no peito desnudo e escorriam pela barriga definida até sumir em meio a toalha.
Porra...
– Hn... – o Uzumaki soou, remexendo os lábios.
– Há quanto tempo está ai? – questionou, virando novamente de costas, olhando pelos cantos dos olhos a porta de vidro do armário a procura de xícaras, por sorte encontrou e pegou uma rapidamente.
– Há algum tempo. – respondeu com calma.
O cômodo ficou em silêncio por alguns segundos, o som do liquido da chaleira sendo derramado na xícara e o dos ponteiros do relógio da sala foram os únicos ouvidos.
Sasuke se perguntou se o Uzumaki ainda estava atrás dele, pois não era normal o tagarela ficar tanto tempo calado.
O Uchiha tirou a franja do rosto, jogando-a para trás, e ajeitou os óculos. Virou-se para trás, encontrando os olhos claros de Naruto perto dos seus.
Perto demais!
Naruto deu um riso matreiro.
– Ver você com essa coisa... – comentou, puxando os óculos do rosto do moreno e analisando-o com extremo interesse. -, me traz recordações. – riu baixinho. Voltando-se para o moreno, colocando as mãos nos fios negros. – Sabe, devíamos ir ver o Deidara de novo... – constatou analisando os fios compridos.
– Eu prefiro passar longe da sua amiguinha loira por um bom tempo. – resmungou o moreno, afastando a mão do loiro de seu cabelo. Procurou o café no armário para colocar na água quente. Ele tomou os óculos da mão do loiro. – Vá se trocar, eu já levo café pra você. E me faça um favor: Durma depois disso. – suplicou.
– Mandão.
O loiro fez uma careta desgostosa. Sasuke parecia mesmo querer evitá-lo aquela noite.
Sinto-me uma prostituta clamando por atenção!
(...)
Naruto terminava de vestir uma bermuda vermelha que encontrou nas gavetas do quarto de Neji, o de cabelos compridos não se importaria, ele já havia pegado muitas coisas emprestadas do loiro antes.
Jogou-se na cama e virou-se de barriga para baixo, agarrando o travesseiro.
Nunca me senti tão idiota! – pensou ele, irritado consigo próprio.
Primeiro, ele dispensa a garota dos seus sonhos, porque percebeu e acreditou que estava mesmo afim do cara com quem ele viveu brigando desde que se viram pela primeira vez, o mesmo que pediu sua ajuda para acabar com aquele jeito desengonçado e esquisito de agir e vestir-se. Depois, determina-se a confrontar o mais novo objeto de desejo e simplesmente se acovarda por vê-lo falando com outra. E por ultimo, age como um completo imbecil ao tentar beijá-lo e é rejeitado!
– Teme! – ele grunhiu, afofando/esmurrando o travesseiro. – Baka! Agora eu faço o papel do oferecido, para o imbecil me recusar. – disse com indignação.
– Aqui — o tom grave soou no quarto, enquanto Uchiha adentrava. –, tome e isso te deixará livre de ressacas amanhã. Você ainda precisa ligar pra sua mãe, não esqueça. – Naruto girou na cama, vendo o Uchiha entrar no quarto com uma xícara preta em uma mão, e a outra fechada em um punho.
Os azuis confrontaram as íris negras, que não se desviaram nem um segundo, Sasuke não tinha medo dele.
Droga!
O Uzumaki sentou-se rapidamente na cama e engatinhou para trás até que suas costas batessem na cabeceira. Sasuke foi até ele, ainda com olhos ligados um no outro, e esticou o braço, abrindo a palma da mão mostrando o comprimido branco e de tamanho considerável.
– Eu não vou tomar isso! – gritou ele, apontando de forma horrorizada para o comprimido na mão do Uchiha.
– Já passamos por esse dialogo uma vez, e sabemos que no final você vai tomar. – argumentou, referindo-se ao dia em que ofereceu ao de olhos claros o suco de tomate, e também ao dia que abriu sua boca para coisas indevidas. – Anda.
– Mas... – o loiro pensou. – Não tem como cortar ao meio não? A Okaa-san cortava para eu tomar quando eu era pequeno. Olha o tamanho dessa coisa!
– Pequeno quanto? Até os 11 anos? Para de ser fresco. Pega! – o moreno falou, colocando o comprimido na mão do loiro. – É só colocar na garganta e engolir.
– Se você sabe tão bem, por que não faz você?! – rebateu.
– Por que não fui eu quem bebeu a noite toda, e também não sou eu que tenho uma mãe zangada esperando uma ligação; que será feita por mim, contando a verdade, se você não tomar.
O Uzumaki abriu a boca em um perfeito ‘O’, ofendido com aquela chantagem absurda, ele franziu o cenho e jogou o comprido dentro da boca, buscando a xícara de café na mão do moreno.
– Me dá! – pediu de forma embolada, não querendo deixar o comprido cair.
Sasuke deu um sorriso de canto, estendeu a xícara para Naruto, que a puxou de suas mãos e bebeu tudo de uma única vez, arrependendo-se logo em seguida, pois o liquido sem açúcar e forte lhe fez ter um arrepio no corpo.
– Você não sabe fazer café, não? – o loiro falou, em meio a uma careta.
– Claro que sei, mas para você devia ser puro e forte. – respondeu, dando de ombros.
Naruto voltou para a cama e sentou, juntando as pernas em posição de índio. Sasuke sentou-se também, suspirando alto.
– Você devia tirar essa roupa molhada. Você é quem vai acabar se resfriando, não eu. E Neji vai te encher a paciência amanhã por causa da cama dele que ficará molhada... – o loiro falou. Sasuke deu de ombros para a informação.
– Dou um jeito nisso depois. – acenou com a cabeça. — E então, não vai dormir... ? – comentou.
– Estou sem sono ainda. – retorquiu, puxando um fio solto da colcha da cama. Agora, depois que os ânimos de seu corpo se acalmaram, o de olhos claros estava começando a se sentir envergonhado, e por algum motivo, não quis olhar para Sasuke. Este fez o mesmo, olhando para a escrivaninha do Hyuuga com interesse.
– Eu nunca disse que não te queria. – a voz grave soou pelo quarto, e o de olhos azuis ergueu a cabeça com o olhar perdido. Só então percebeu: Sasuke o ouvira falar sozinho antes. – Te expliquei isso, pare de ser cabeça dura.
– Mesmo? E esse fora que recebi agora pouco, o que foi? – questionou de forma irônica. Sasuke riu baixo, fechando os olhos e negando com a cabeça, fazendo os fios negros balançarem com aquele movimento.
– Você, para quem se diz tão inteligente e vivido, não conhece muito sobre os outros, nãos é? – questionou.
– O que quer dizer? – rebateu com outra pergunta, tombando a cabeça para o lado; confuso. Sasuke voltou-se para ele, e por um momento Naruto pensou ter enlouquecido, pois, naquele instante, com os enormes ‘óculos fundo de garrafa’ e os cabelos pretos bagunçados, o Uzumaki achou o moreno mais bonito do que antes.
Talvez ele estivesse ficando louco. Só isso.
– O que pensaria se eu ficasse contigo pelo simples motivo de não ter nada melhor pra fazer? – questionou, apoiando a mão no colchão. O loiro piscou algumas vezes, quando sentiu a movimentação na cama, o que o fez sair da sua contemplação à Sasuke.
– Agora você me deixou confuso! – respondeu Naruto. – Quem disse que eu não tinha coisa melhor pra fazer?
– Ah, então ‘tá afirmando?
– Afirmando o que, caramba?
Sasuke respirou fundo. Sentou, agora, de frente para o Uzumaki.
– Naruto, você bebeu, levou um fora e está abalado. É a isso que me refiro quando digo que você não tinha coisa melhor para fazer. – esclareceu. – Queria usar de um momento para fugir das frustrações da Haruno não ter aceitado ficar com você.
– Mas que porra! – esbravejou, irritado. – Eu já disse: eu dispensei a Sakura-chan, ela tentou ficar comigo sim, mas eu... Eu não quis! – lamentou.
Sasuke ergueu uma das sobrancelhas para o loiro. Os olhos azuis estavam irritados. Naruto não quis mais ficar olhando para a face do moreno e para aqueles olhos questionadores, virou-se para a janela de vidro.
– Sakura-chan nos viu juntos... – comentou de repente, Sasuke quase quebrou o pescoço de tão rápido que se virou em direção ao loiro.
– O-o que? – questionou, sentindo sua boca secar e o coração acelerar. Haruno Sakura era uma pessoa vingativa, e, na cabeça de Sasuke, se formaram milhares de planos que a garota poderia usar contra eles.
– Ela nos viu juntos, no vestiário... – esclareceu. – Foi por isso que ela estava agindo tão estranho durante o fim do jogo...
– Mas... Como? – questionou.
– Parece que ela resolveu querer ver o circo pegar fogo. – riu. – Ela te seguiu, baka! Isso é óbvio. – ergueu os olhos claros para o moreno.
– E você acha que ela...
– Não... Ela não faria nada. – ele sorriu, lembrando-se do pedido da Haruno enquanto alisava a cabeça ainda meio dolorida pelos socos que levou por não ter cumprido-o corretamente quando teve a primeira chance.
Sasuke sentiu uma onda de alivio em seus ombros, ele nem havia percebido, mas estava prendendo o ar em seu corpo.
– Ela... Quis me usar. – o loiro comentou, sorrindo tristemente.
– E você percebeu a tempo e fugiu dela. – deduziu o moreno.
– Não. Eu queria que ela parasse porque não conseguia me concentrar nela. – admitiu. – Na verdade eu... – travou, não conseguia dizer, seu coração batia em ansiedade. Ele queria completar, mas coragem lhe faltava.
Ora, Naruto! Depois de tudo que já fez! Trate de caçar essa coragem! – ordenou-se, sua voz interior.
– Eu queria... – sua mão se fechou em um punho. – Eu queria ir falar com a Hinata. – admitiu.
Hinata? – uma sobrancelha negra se ergueu para aquela informação.
– Eu não a queria com você. – falou baixo, talvez se o moreno não estivesse perto e o quarto em completo silêncio ele nem teria ouvido. O de olhos negros continuou a fitar o olhar perdido de Naruto para a rua escura.
Sasuke se apegou a ideia de não pensar nada. Iria concentrar-se no que o Uzumaki tinha a dizer antes que sua mente começasse a inventar historias loucas sobre Hinata e Naruto.
Naruto esperou ser interrompido por Sasuke, mas como não foi, sem ainda fitar o moreno, continuou:
– E você não tinha nada de levar a Hinata para festa, ela nem estuda com a gente! E se ela quisesse ir, devia ir com o Neji. Ele nem iria reclamar em levá-la. – constatou com chacota – E como é que a encontrou depois do jogo? Você me beija no vestiário e depois aparece com ela! – apontou, com o cenho franzido.
O que?– questionou-se Sasuke. Aquilo que o loiro estava sentindo era mesmo...
– Está com... Ciúmes? – questionou, sem nem perceber, ele estava quase sorrindo com aquela informação que em nenhum momento passou pela sua cabeça. Ele sentiu ciúmes de Gaara com o loiro, mas nunca imaginou ver Naruto com ciúmes dele!
As bochechas com marcas ficaram rosadas, o pescoço ricocheteou para o lado e fitou o Uchiha. Naruto mostrou-se indignado com aquela informação.
– Ciúmes? – questionou.
– É o que parece... – o de olhos negros deu de ombros ainda com a expressão abobalhada, não conseguindo de maneira alguma mostrar-se indiferente àquilo.
O loiro levantou-se e caminhou pelo quarto, não querendo mais ficar parado. Seu corpo necessitava se mexer. Seu sangue parecia borbulhar, o estômago se retorcer, as batidas de seu coração aumentaram e ele começava a hiperventilar!
Nem com Sakura ele se sentira assim.
O que está acontecendo com meu corpo? Merda!
Os pés de Naruto pararam de caminhar, ele virou-se para o moreno.
– E se for? – questionou cruzando os braços. – Você me deixa todo confuso com essa coisa sobre sentimentos esquisitos. – exclamou irritado. – Vive dizendo que gosta de mim, me beija e me agarra quando pensa que pode! Aí, do nada, resolve aparecer com a Hinata agarrada em você. O que quer que eu pense?
Sasuke estava boquiaberto. Seus ouvidos não estavam enganando-o.
– Então está admitindo? – questionou com cautela, com receio de que o loiro começasse a rir de sua cara e lhe dissesse algo como “Não acredito que caiu nessa, Baka!”.
No entanto...
– Estou! – exclamou quase gritado. – Eu ‘tô com inveja, ciúmes... Seja lá como você quiser chamar essa droga que sinto aqui! – sinalizou o coração. – Porque dói! Você não sabe como... Por isso, se nos dois vamos... Bom... Você sabe! – apontou irritado. – E se você continuar com isso... Er...
Oi? – Sasuke ergueu uma das sobrancelhas.
Naruto foi até ele com passo firmes e sentou-se ao seu lado, lhe agarrando a face com firmeza e forçando-o a olhar nos anises irritados.
– Você não vai mais sair sozinho com a Hinata. – declarou teimosamente. – Meu namorado não pode ficar saindo com outras pessoas, especialmente sem mim.
O tom raivoso, o olhar irritado e o cenho franzido distraíram Sasuke por alguns minutos, antes da compreensão cair por terra. Sasuke, por um momento, pensou que seus olhos iriam sair do lugar e que seu queixo estava chegando ao chão. As pálpebras abriam e se fechavam diversas vezes, os lábios finos se movimentavam, mas nenhum som saía.
– Você... – suas palavras se perderam no ar, seu nervosismo era grande.
– E se você voltar atrás agora, eu vou te encher de murros até você... – com um dedo, o Uchiha calou a boca de Naruto antes que ele continuasse a frase.
– Pare de falar ao menos uma vez na sua vida, Dobe. – não que não gostasse de ouvir o Uzumaki tagalerar, mas depois do que o loiro disse, Sasuke precisava de silêncio para ter certeza que a velhice não tenha chegado de foguete, e ele estivesse começando a ficar caduco e surdo.
Namorado? Ele disse mesmo isso?
– Namoro? – perguntou mais para si próprio do que para o Uzumaki. Naruto segurou sua mão com delicadeza, e a tirou de cima de seus lábios.
– Não era o que você queria? – o outro replicou confuso.
– Não... Quer dizer... Era... É! – declarou. – Eu não sei. Você me deixou confuso agora! – o moreno falou se pondo de pé. – Quer dizer... – bagunçou os cabelos. – Eu não pensei que você fosse aceitar e...
– O que foi agora? – bateu as mãos no colchão, para logo após se por de pé. Caminhou até o moreno, lhe puxando o ombro para este fitá-lo. – Quando se gosta de alguém, o esperado é que a pessoa te aceite, e que vocês possam ficar juntos! Ou estou errado?
– Mas você...
– Eu estou dizendo que quero tentar! – esbravejou. Sasuke era tão lerdo que não entendia o que estava tão na cara? – Eu não estou dizendo que sou louco por você ou que te amo, seria muito estranho dizer isso para um cara com quem converso a menos de dois meses. Mas eu sinto sim algo diferente quando estou com você...
Sasuke entreabriu os lábios olhando para o loiro.
– Eu disse uma vez que se fosse uma garota namoraria você... – lembrou o Uzumaki, largando o moreno – E estive pensando... Não vejo por que não tentar mesmo eu sendo um garoto, né? – deu de ombros. – Também não deve ser complicado, qualquer duvida podemos falar com aquele esquisito do Sai e...
Os dedos longos e pálidos agarram a face do Uzumaki, e seus lábios se grudaram aos dele, acabando com qualquer chance de termino da frase que o de olhos azuis dizia. Uma forma desajeitada de expressar toda a onda de sentimentos que o atingiu como um soco dado no estômago.
Foi um breve selinho, nada prolongado. Naruto não mostrou resistência, aliás, arregalou os olhos de inicio, mas quando a compreensão caiu em si, os anises se fecharam lentamente, suas mãos também foram em direção ao rosto pálido. E então, retribuiu o selar de lábios que recebeu.
Naruto quase podia ouvir uma torcida em sua mente, gritando em aprovação:
Finalmente!
– Então, está me pedindo em namoro? – questionou o moreno, ainda com a boca próxima a de Naruto. O loiro abriu os olhos em uma expressão ofendida.
– Oras, foi você quem se declarou, sendo assim você é quem está me pedindo em namoro, Uchiha! – rebateu. – Eu simplesmente estou correspondendo.
Teimoso...
Ele podia aceitar que ficaria com Sasuke, porém, desde que o moreno soubesse que fora ele quem pediu Naruto em namoro, não o contrário. Não foi ele quem cedeu, e pronto!
O moreno revirou os olhos para a situação irrelevante.
– Se você prefere assim... – retorquiu. A sombra de um sorriso tomou conta de seus lábios. – Mas, e se você não sentir por mim, o que sinto por você...
O Uzumaki fez um bico pensativo e logo em seguida deu de ombros.
– Não vamos saber se não tentarmos, Teme. – respondeu como se fosse a coisa mais obvia a ser dita naquele momento.
Sasuke deu um sorriso discreto, antes de sentir seus óculos serem erguidos da face e pousados sobre o topo da sua cabeça, ele abriu os olhos negros e viu o loiro com um sorriso... Hn, aquele sorriso.
– O que foi? – questionou, intimidado com a aproximação do rapaz de olhos azuis. Naruto soltou um riso baixo.
– Ué, estou tentando... Podemos começar comigo ficando mais próximo de você? – questionou com um meio sorriso, encostando sua testa a do moreno, fechando os olhos e aspirando o perfume do Uchiha. – Eu posso agora, não posso?
Seu tom de voz ficou mais grave, os olhos azuis ganharam um brilho diferente.
– Do-Dobe... – gaguejou nervosamente. – Achei que tivesse dito que você dormiria... – o moreno falou de forma evasiva, dando um passo para trás. Naruto caminhou dois para frente e agarrou no colarinho da camiseta branca.
– E eu que tivesse dito que não estou com um tico de sono... – respondeu. – Na verdade pensei que tivesse dito que suas roupas estão molhadas e que você devia tirá-las.
Para a diversão do loiro, os olhos negros se arregalaram e a face pálida ganhou novamente um tom rosado. Sasuke engoliu em seco.
– Naruto...
– Ah, nem vem Sasuke! – o outro rebateu de forma grosseira.
– Você nem sabe o que eu irei dizer. – rebateu.
– Ah, sei sim! – retorquiu. Largando o tecido úmido. – Você vai dizer: Pare Naruto. – imitou o tom de voz do Uchiha. – Mas eu não vou parar. Você pediu, eu aceitei...
– Mas, não devíamos ir assim. – respondeu, vendo o loiro caminhar até mais próximo de si, o moreno pisava para trás a cada passo do Uzumaki dava em sua direção. – Não estamos indo rápido demais? Eu nem saberia o que fazer...
– Teme. – o loiro chamou de forma repreensiva, com um sorriso pequeno nos lábios. – Pare de pensar tanto.
O de olhos escuros engoliu em seco quando sentiu seu corpo ser posto contra a parede, ele olhou em volta do quarto, como se procurasse uma chance de fugir dali. Suas tentativas foram infrutíferas quando o Uzumaki colocou as mãos ao lado do corpo mais alto.
– Nem pense em fugir. – avisou. – Em primeiro lugar: a culpa é sua. Por que se eu estou nessa seca fodida até agora é por sua causa, que bagunçou minha cabeça nos últimos dias. – apontou com quê de irritação. — E segundo: para isso acontecer, você não tem de saber... – o loiro beijou de leve a pele exposta do pescoço do Uchiha, ouvindo um suspiro intenso como resposta. – Só se deixe levar.
Sasuke sentiu seu coração pulsar de forma dolorosa em seu peito, passando a respirar ruidosamente pelos lábios abertos, enquanto sentia os lábios úmidos de Naruto em seu pescoço.
E agora?
Ele não havia feito aquilo com nenhuma pessoa seja ela homem ou mulher. Não sabia como agir, o que devia fazer, onde tocar... Inexperiência era uma merda!
O Uzumaki, percebendo o moreno tenso em meio aos beijos que ele dava carinhosamente na pele pálida, resolveu cessar. Voltou a olhar o rosto pálido, agora com um leve rubor de excitação nas bochechas.
– Há quanto tempo gosta de mim? – questionou de repente, fazendo o Uchiha abrir levemente os olhos, surpreso com a pergunta repentina.
– Por que a pergunta agora? – questionou, soltando o ar de seus pulmões.
– Responda. – pediu com paciência.
– Ah... Acho que desde que entrei para Konoha. Não sei. – retorquiu, arrancando uma risadinha baixa de Naruto, o que fez um medo correr o âmago do de cabelos pretos, possivelmente o Uzumaki estava mesmo brincando com ele.
– Isso é bastante tempo. – comentou em meio a um sorriso satisfeito. – Alguns meses... Cinco, não é? – arriscou a pergunta retórica. Agarrou a mão do Uchiha e o guiou pelo quarto, fazendo-o sentar na beira do colchão da cama e ficando de pé, perante o moreno.
Pegou a armação dos óculos que o rapaz usava e colocou-os em seu próprio rosto, abrindo um grande sorriso para Sasuke após o feito.
– Então me diga uma coisa, Teme... – com carinho, ele empurrou os cabelos pretos para trás tendo melhor visualização do rosto alvo. -, todo esse tempo... Você não se imaginou fazendo nada comigo? – questionou com um sorriso lascivo.
Sasuke ficou vermelho.
Óbvio que ele havia pensando. E foi justamente por acordar com surpresas dentro de suas calças pela manhã — não que isso não fosse normal, acontecia com frequência, afinal ele estava na adolescência, mas nunca eram tão intensas como nos últimos meses. -, depois de ter tido sonhos mais... Quentes com o Uzumaki, que o fez ter certeza. Pois ele nunca havia tido sonhos assim onde envolvessem qualquer garota.
– Já. – admitiu. Naruto sorriu ainda mais largamente para aquela informação.
– Hn... – umedeceu os lábios. – E me diga: o que você pensava? – pediu, empurrando delicadamente o peitoral do rapaz que estava sentado, até que este se deitasse no colchão. Sentou-se em cima das pernas de Sasuke, aguardando sua resposta.
Céus, aquilo era tão constrangedor. Ainda meio temeroso, resolveu responder.
Naruto parecia tão paciente e pelo jeito iria guiá-lo dali adiante.
– Eu... – pausa. – Eu pensei em te beijar. – alegou. O Uzumaki ergueu uma das sobrancelhas loiras para a informação, e um sorriso de canto de boca se formou no rosto com marquinhas.
Naruto se curvou para perto do rosto de Sasuke e tomou-o em suas mãos.
– Então vamos beijar, muito... – sussurrou próximo aos lábios finos, antes de tomar a boca do mais alto. Sasuke fechou os olhos com força, ficou tenso, o nervosismo percorreu seu corpo.
O loiro deu um selar demorado acima dos lábios finos, moveu a boca para chupar o lábio inferior, querendo muito aprofundar o contato, mas algo o impedia.
O Uzumaki revirou os olhos mentalmente.
– Tsk! – o loiro apertou as bochechas do rosto pálido, fazendo Sasuke abrir a boca, e finalmente aprofundou a língua nos lábios do outro, fazendo o mais velho gemer de leve com o contato.
Sasuke iria aprender a beijar corretamente, tinha de aprender.
E parece que a iniciativa mais ousada do Uzumaki surtiu efeito, logo ele sentiu as mãos do moreno afundarem-se nos seus fios loiros, e o corpo, antes tenso, relaxar em seus braços. O de olhos azuis sorriu com aquela constatação.
As línguas se moveram juntas, como em uma gostosa dança de movimentos, as mãos pálidas acariciando o couro cabeludo do Uzumaki, e Naruto alisando carinhosamente as bochechas de Sasuke com os polegares. O rapaz de marcas nas bochechas inclinou a cabeça para o lado, as bocas formaram um encaixe perfeito.
As mãos bronzeadas abandonaram o rosto do Uchiha e descerram pelo tronco firme, enfiando-as por baixo do tecido que cobria o abdômen, sentindo a pele macia e o corpo se retrair ao seu toque.
Definitivamente o corpo masculino era diferente do de uma garota. Não era delicado, maleável e pequeno. Era firme, forte e rústico.
Uma das mãos do Uchiha abandou os cabelos claros e desceu para as costas nuas do outro, acariciando, como se fosse um animal doméstico, o loiro ronronou para aquele carinho.
Naruto chupou a língua do moreno, e com as unhas raspou o abdômen forte, para logo após passar um dos braços por debaixo do corpo do mais alto e o puxou para cima, unindo os quadris, ambos arfaram com a sensação dos sexos roçarem um no outro ainda coberto pelos tecidos de suas vestes.
– Você se anima muito rápido... – comentou Naruto com um leve tom de riso ainda próximo aos lábios do moreno enquanto movia o quadril para frente, sentindo a ereção do mais alto; sentiu um beliscão particularmente forte em suas costas; um castigo pela provocação, ele riu.
Os dentes do Uzumaki morderam o lábio inferior de Sasuke, antes de se afastar devagar, selando diversas vezes antes de abandoná-los e descer para o queixo, raspando os dentes até chegar ao pescoço, onde mordeu com carinho, e subiu para a orelha prendendo o lóbulo entre os dentes.
– Agora me diga... E o que mais? – sussurrou como um segredo perto do ouvido do Uchiha.
Sasuke respirou profundamente, tentando responder.
– Eu queria te tocar. – respondeu sem fôlego.
Naruto ergueu-se, sentou em seus tornozelos e pegou as mãos do moreno para si, guiando-as para tocar seu abdômen, o sorriso lascivo nunca abandonando seus lábios.
– Então toque. – ditou, divertindo-se com a expressão confusa do rapaz de pele alva.
Incentivado por aquela permissão dada pelo Uzumaki, Sasuke tocou, querendo descobrir o corpo do rapaz por quem era apaixonado. Acariciou o torso com movimentos firmes, desejando que pudesse parar com aquele maldito nervosismo que o fazia tremer tanto.
O loiro voltou a se debruçar sobre o corpo do Uchiha, afundando seu rosto no pescoço do moreno, chupando a pele com força, arrancando um gemido prazeroso do Uchiha.
Gemeu de leve quando as mãos pálidas se guiaram para uma área de seu corpo que, até aquele momento, ele não sabia ser tão sensível. Sasuke apertou um de seus mamilos com as unhas curtas e girou-os logo após. Naruto sentiu um leve ardor na virilha com aquela sensação, e abandonou o pescoço do moreno, vendo uma marca arroxeada que lá ficara.
Seus lábios encontraram o de Sasuke novamente, e agora ele elevava o tecido da camiseta do Uchiha para esta sair de seu corpo, ele queria muito sentir como seria o contato de pele contra pele dos dois.
Sasuke ergueu o corpo, ajudando Naruto. E, quando finalmente sentiu o tecido sair do corpo do moreno, o de cabelos claros se permitiu um momento de contemplação ao corpo abaixo de si. Sasuke era forte, firme e tinha músculos nos lugares certos, tudo bem delineado por uma pálida pele. Naruto não pôde evitar a vontade que teve de tocar o corpo do outro.
Ele se perguntou o motivo do moreno esconder tudo aquilo embaixo daquelas vestes enormes desde o primeiro dia que teve a chance de dar uma olhadinha no corpo do mais velho.
Não havia curvas, menos ainda seios, mas Naruto não pode não se seduzir pela imagem que estava abaixo de si.
Malditos sejam, Uchihas!
Ele poderia se acostumar a tocar um homem... Não. Ele poderia se acostumar a tocar Sasuke daquela maneira.
A vontade de provar da pele branca foi enorme, e Naruto cedeu a esse impulso quando deu um beijo no peitoral descoberto. Sasuke suspirou. Outro beijo foi dado, seguido de vários outros em sequência que desciam do peito até a barriga, sem nunca abandonar o contato visual, onde o Uzumaki brincou com o umbigo, notando o abdômen do Uchiha se retrair. De forma travessa, o Uzumaki enfiou a língua ali.
– Ah! Isso faz cócegas! – bronqueou irritado. Naruto riu.
– Mesmo? – questionou, erguendo os olhos azuis cobertos pela armação dosóculos e as lentes. – Será que é porque essa é a intenção, teme? – questionou, voltando a beijar o abdômen do rapaz de olhos escuros.
Naruto sentiu algo duro roçar em sua barriga, enquanto ele insistia em permanecer ali no abdômen do rapaz mais alto, mas não deu nenhuma importância para aquilo, afinal, ele sabia bem do que se tratava.
Nunca o Uchiha havia ficado assim tão rápido, assim como também não ficara dolorido da forma como estava naquele momento. Sasuke queria mover o quadril para cima, querendo sentir mais daquele atrito prazeroso que o abdômen de Naruto estava lhe proporcionando.
– Naruto... – chamou em um tom necessitado, querendo muito poder tocar seu membro latente sobreposto pelo peso do de olhos azuis.
Qualquer frustração foi esquecida quando o loiro, com maldade, apertou o sexo do Uchiha, fazendo um som vergonhoso escapar dos lábios finos.
– Neji têm vizinhos, Teme... – avisou o Uzumaki com diversão.
– Cale a boca. – resmungou, tapando seus lábios, com vergonha do som que deles saiu. Jamais pensou que conseguiria produzir tal som.
Naruto riu baixinho, ajeitou os óculos em seu rosto e escorregou mais o corpo no colchão, até ficar de cara com a calça que o moreno usava. As mãos se guiaram para o cinto, no entanto, Naruto teve seus pulsos segurados.
–Espera! – o moreno falou alarmado. – O que vai fazer?
– O que acha que eu vou fazer? – questionou, como se a resposta fosse óbvia. Naruto livrou seus pulsos da pegada de Sasuke, e voltou a fazer o que fazia antes do Uchiha segurá-lo.
Ônix se arregalaram, vendo com atenção os movimentos rápidos de Naruto para desatar aquele cinto. Sasuke levou o antebraço para cobrir os olhos, envergonhado.
– Naruto...
– Shh! – mandou grosseiramente.
Quando as mãos bronzeadas desafivelaram o cinto, logo tratou de desabotoar a calça e logo desceu o zíper. Os olhos azuis se arregalaram levemente, surpresos. Logo após o loiro soltou um assovio e sorriu.
– Isso tudo é para mim, ou por mim? – questionou com os olhos claros fixados no relevo que havia na cueca preta que o Uchiha usava.
– Os dois. – suspirou. Envergonhado, Sasuke tapou os olhos com uma das mãos. Um gemido de alivio escapou de seus lábios ao sentir que a ereção já não estava tão confinada dentro do jeans apertado.
Porém, quando percebeu o que disse, o moreno arregalou os olhos.
Eu disse isso em voz alta?!
Sasuke corou de imediato, e, com vergonha, ele olhou para o futuro parceiro sexual, este exibia um sorriso de tirar o fôlego.
– Isso é muito bom de ouvir. – Naruto retorquiu, debruçando-se sobre o corpo do moreno, lhe tomando uma das mãos e guiando-a para seu short de tecido fino, praticamente obrigando Sasuke a acariciar o local. – Porque eu estou assim por você também.
Os olhos escuros se arregalaram.
Eu estou tocando... Estou tocando!
– Aaah! – o loiro gemeu longamente, quando o moreno, em meio o sentimento de finalmente estar sentindo o Uzumaki daquela forma, deu um aperto leve em seu sexo.
Sasuke olhou com fascínio quando os olhos azuis se fecharam e a boca liberou o som mais excitante que ele ouvira na vida. Nunca ninguém iria saber o que era ter o tom rouco do Uzumaki gemendo próximo ao seu ouvido, ao menos não daquela forma.
Ele queria ouvir aquilo de novo.
Sasuke remexeu a palma da mão por cima do órgão excitado de Naruto, sentindo-o pulsar por debaixo do calção, e o que fez o sexo do maior se excitar ainda mais era perceber que Naruto não usava cuecas por debaixo da peça de roupa.
A mão do Uzumaki abandonou a do Uchiha, deixando-o tocá-lo por livre e espontânea vontade, já que parecia ser isso que o moreno queria. Naruto apoiou as mãos no colchão, cada uma ao lado das extremidades do corpo de Sasuke, erguendo-se, não querendo sobrepor seu peso sobre o de olhos escuros, e, consequentemente, perder a caricia excitante que recebia naquele momento.
Os lábios do rapaz de hipnotizantes olhos azuis se uniram aos de Sasuke em um beijo mais quente. Com fome, o de cabelos claros chupou o lábio inferior do moreno; mordendo-o com força, enquanto um som necessitado escapava de sua garganta, por mais que ele tentasse não gemer para aquela carícia.
Naruto perguntava-se ao bom Deus como a mão de Sasuke podia ser tão boa, muito melhor do que qualquer garota que já tenha feito isso nele. Era um toque firme, confiante.
Liberando os lábios rosados, Sasuke ofegou com a visão do rosto corado acima de si, e não era o avermelhar de irritação ou de vergonha; como de costume, a face com marquinhas estava rosada de excitação.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!– Faça em mim também... – pediu, deixando a vergonha de lado por um segundo. Naruto abriu os olhos claros, transbordando tantas emoções que Sasuke se sentiu atingido por uma flecha no peito; os anises brilhavam de maneira intensa e lasciva, a face agora tinha um ‘quê’ de pecado misturado com uma sensualidade perturbadora.
– Parou de pensar idiotices, e resolveu fazê-las? – questionou, gemendo em seguida ao sentir a mão do moreno pressionar seu órgão com força. Uma risada desavergonhada escapou de sua garganta.
Naruto lambeu os lábios gulosamente, antes de guiar uma das mãos para dentro da cueca do outro, vendo com satisfação os orbes escuros se fecharem com satisfação. Sasuke tombou a cabeça, os cabelos pretos se espalharam na fronha branca ao sentir a pegada firme em si. Era muito melhor do que fazer aquilo sozinho.
A punheta que ambos faziam conjuntamente ganhou um ritmo mais intenso. Novamente os lábios se uniram em um beijo lascivo, repleto de sentimentos que nenhum dos dois sabia sentir.
Com atrevimento, o moreno guiou sua mão também para dentro do calção do Uzumaki, finalmente sentindo a pulsação no órgão na palma de sua mão.
Era muito melhor do que ele tinha imaginado.
– Naruto... – a voz rouca soou baixa, o moreno sentiu uma gota de suor escorrer pela sua testa, Naruto lambeu-a, para logo após beijar a maçã do rosto do rapaz abaixo de si.
– O que foi? – questionou, com a voz igualmente tensa. Uma resposta não veio. Naruto foi até o ouvido do outro e lhe sussurrou de forma provocativa. – É bom, não é, Teme?
Naruto começou a distribuir sensuais toques pelo pescoço do Uchiha, sorvendo a pele para depois morder e beijar, vendo-a ficar rubra devido ao contato. Em seu âmago um desejo quase compulsivo crescia a cada instante desmanchando alguns de seus pensamentos. Queria retirar todo o tecido que cobria o corpo do rapaz de tez pálida, ansiando unir seu corpo ao dele o mais rápido que pudesse.
– Urgh... – grunhiu. A carícia incessante no seu sexo o estava distraindo do mais importante, não queria chegar ao orgasmo daquela forma, não podia! – Sasuke... – o loiro pediu, fazendo Sasuke interromper as carícias.
– Hum...?! — Quando abriu os olhos e contemplou a face acima da sua, o moreno sentiu um relâmpago frio transpassar sua coluna fazendo cada pelo de seu corpo eriçar.
Havia algo muito diferente ali!
– Vamos terminar logo com isso... Ah! Não aguento... Mais. – declarou. A voz rouca, repleta de uma luxúria intensa que era transpassada pelos anises. Sasuke entreabriu os lábios em surpresa.
Um nó se formou na garganta do mais velho, aqueles olhos e aquela voz expressavam sentimentos tão intensos e lascivos que estremeceram cada fibra do corpo que estava repousado no colchão.
– Nem eu... – admitiu o mais velho.
Tudo o que ardia dentro de Naruto era tão forte que não conseguia expressar em palavras. Então uniu novamente os lábios exigindo ser correspondido com a mesma avassaladora emoção, entrelaçou os dedos nas belas madeixas pretas, sentindo sua cintura ser envolvida ternamente.
– Ótimo... – murmurou com um pequeno sorriso na face, colocando as pontas dos dedos sob o tecido que cobria o corpo de Sasuke, começando a deslizá-lo, levando também a peça íntima, pois não estava com paciência para retirar uma de cada vez.
Um novo beijo teve inicio.
Naruto dedilhou o peitoral forte, alisando cada pedaço da pele exposta que conseguia. A língua adentrando mais a boca do Uchiha, entrelaçando-se à do outro rapaz. As mãos trêmulas do Uchiha desceram das costas, passando ambas as mãos nas nádegas amorenadas, apertando-as, fazendo o Uzumaki alargar o sorriso sensual. Logo as mãos de Sasuke já se encontravam no cós do short de Naruto, querendo livrá-lo daquela roupa e deixa-lo igualmente exposto. O de olhos azuis o ajudou a se livrar daquela maldita peça de roupa.
E assim, as mãos pálidas acariciaram a bunda exposta, alisando o local por ele tão cobiçado. O aperto nas bochechas da bunda se intensificou e Naruto gemeu de leve com a surpresa.
–Sasuke...? – chamou Naruto, confuso com a atitude inesperada. Na expectativa, mordeu o lábio inferior encarando o Uchiha. Os olhos cor de ébano, brilhantes de volúpia, se ergueram para vislumbrar a bela e corada face.
Sasuke puxou mais o corpo do Uzumaki para si, roçando os membros descobertos, e alisando o traseiro amorenado, um de seus dedos tomando um caminho perigoso, onde Naruto nunca havia sido tocado, e ele nem sabia se desejava aquele contato.
Um pequeno e ininteligível gemido escapou dos lábios do loiro ao sentir sua região mais intima ser acariciada.
O teme... Ele quer... Oh, merda!
– Espera! – pediu, segurando o pulso do Uchiha, o suficiente para este afastar os dedos daquele lugar. – Onde você pensa que está indo com essa mão?! – questionou nervosamente, corando de vergonha.
Sasuke franziu o cenho, confuso com a reação do rapaz de olhos claros.
– O que quer dizer? Não foi você que estava dizendo que não queria esperar... – o outro rebateu, ainda confuso e com os orbes presos aos do Uzumaki.
– Eu sei o que eu disse, Teme! – ralhou, bravo pelo moreno estar fazendo-o sentir um idiota. – Mas isso não responde a minha pergunta!
– Você quer fazer isso, não quer? – franziu o cenho. – Eu li que se não fizer com cuidado e preparação pode doer muito. – explicou com calma. Achando estranha a forma evasiva do Uzumaki perante o seu toque.
Os olhos azuis confrontaram os escuros; nada ameaçador, apenas uma forma de buscar respostas em seu próprio cérebro.
Fracamente, que tipo de homem se sentiria a vontade de ceder o seu... Hn... “Intimo”, para outro cara?
Decerto o Uzumaki já havia feito sexo anal com garotas, o que parecia ser bem desconfortável de inicio, mas depois de um tempo elas pareciam até mesmo gostar da sensação, mas quando o parceiro sabe como fazer. E Sasuke não era lá muito experiente...
Droga! E agora? O que eu faço?
Sasuke aguardava uma resposta, Naruto ainda segurava seu pulso com força, impedindo de continuar a tocá-lo. Quando o menor saltou de cima de seu corpo, o Uchiha assustou-se e passou a encarar a movimentação do mais novo.
O Uzumaki saiu nu pela porta do quarto e seguiu até o banheiro às pressas. Ficar com uma ereção em estado crítico de excitação não era nada fácil. Ele abriu o armário de cosméticos, jogando tudo que via na pia.
– Ora, nem adianta Neji, sei que deve ter ao menos um... – o loiro resmungou, vasculhando o armário com pressa. Suspirou em alivio quando viu o que procurava.
Logo Naruto voltou às pressas para o quarto, levemente ofegante da corrida que dera para chegar ali. Sasuke notou que o loiro tinha uma das mãos atrás das costas, e com a outra fechava a porta.
– Ok, se formos fazer isso, vamos fazer direito. – avisou, tirando a mão das costas e mostrando uma embalagem prateada para o de olhos escuros, este piscou algumas vezes analisando o frasco na mão do loiro. – Me dê sua mão. – pediu o loiro.
Meio desconfiado o Uchiha cedeu ao pedido. Naruto tomou a palma do Uchiha para si e com a outra mão levou o frasco a boca, abrindo a tampa com os dentes, e despejando um liquido transparente e viscoso nos dedos longos. Sasuke olhou-o sem entender.
– Certo. Agora – debruçou-se para colocar o frasco sobre o criado mudo que havia ao lado da cama. – Aqui. – guiou o pulso do Uchiha para onde seus dedos estavam anteriormente. – Devagar. – falou receoso.
Sasuke ainda com os olhos atentos, guiou seus dedos, agora úmidos de uma substancia gelatinosa, para a fenda entre as bochechas da bunda. Ouvindo o loiro soltar um grunhido que se assemelhava a um miado de um gato. Ele tocou, tocou aquela parte...
– Ai! – o loiro exclamou.
– Eu nem fiz nada! – o outro rebateu apreensivo, pensando tê-lo machucado com aquele mínimo toque. Pronto para afastar seus dedos, mas foi impedido.
– Ah... Não foi nada. – retorquiu em meio a uma careta de desconforto. – Faça de uma vez! – ordenou, querendo saber se realmente era possível sentir prazer daquela forma. Pois aquela sensação de invasão em si o estava deixando nervoso. O Uzumaki debruçou-se passando os braços envolta do pescoço do Uchiha, soltando pequenos sons próximo ao ouvido de Sasuke.
Sasuke sorriu pela confiança que lhe fora dada. E então forçou o dedo mais para dentro daquele belo corpo, sentindo uma leve resistência, porém facilmente adentrou naquele interior quente e agradável, sentindo as ondulações internas, então começando a se mover lentamente em movimentos circulares, ansiando o momento de possuir Naruto plenamente.
– Hnnnn... – Naruto gemeu baixo, porém, longamente, mordendo o lábio inferior. Sasuke ergueu uma sobrancelha, gostando do som que o Uzumaki reproduziu.
– Dói? – questionou receoso.
– Iie... – negou com a cabeça ao mesmo tempo quê respondia. O rosto, antes escondido na dobra do pescoço do Uchiha, ergueu-se, os lindos anises transbordando tantos sentimentos que o moreno nem conseguiu definir. Naruto deu-lhe um selinho carinhoso nos lábios rosados. – Faça de uma vez...
Sasuke aprofundou mais um dedo no orifício, abrindo e fechando ambos, tesourando o interior, ia e voltava com o polegar e o dedo médio. Naruto tratou de tatear o corpo do outro a procura do órgão do maior, tentando dar prazer a ambos, passando a tocá-lo no mesmo ritmo que o Uchiha lhe acariciava.
– Aaah! – gemeu o loiro mais uma vez e Sasuke parou mais uma vez.
– Você está sentindo dor! – acusou, parando o movimento com os dedos.
– Argh! – o Uzumaki brigou. – Se você parar mais uma vez eu juro vou trocar de lugar com você! – avisou. – Não está doendo, porra!
O mais velho o penetrou o último dedo, que fez o loiro gemer de desconforto, Sasuke não deu ouvidos, afinal sabia como Naruto era determinado, e a ultima promessa do Uzumaki parecia ter total determinação a ser cumprida. Além do mais, o loiro já parecia estar gostando. Os movimentos ganharam força, e um ritmo intenso e menos dolorido.
Oh...
Um mar terno de sentimentos invadia o corpo bronzeado, a sensação prazerosa era cálida e dominava seus sentidos, arrepiando os pelos de seu corpo, nublando qualquer pensamento racional que tentasse emergir.
Sasuke ia e voltava com os dedos dentro do rapaz.
– Sasuke! – chamou necessitado. Onde, em toda sua vida, o Uzumaki pensou que conseguiria rebolar daquela forma que fazia ao sentir um lugar de seu corpo ser tocado daquela forma? – Ah! Espera! – pediu.
O loiro segurou o braço do Uchiha, virando-se tirando os dedos de dentro de si. Curvou-se sobre o corpo do moreno, abrindo a gaveta do criado mudo, e pegando um envelope pequeno e laminado. O loiro rasgou com os dentes, tirando a camisinha. Sasuke abriu os olhos, fascinado.
Agora quem estava tremulo era Naruto. O loiro levou o objeto viscoso para o membro excitado do Uchiha tentando colocá-lo corretamente.
É mais fácil quando faço isso em mim! – pensou ele.
Sasuke ajudou-o. Com as mãos, ele auxiliou o loiro a descer a borracha pelo órgão excitado.
– Você está pronto? – questionou o de olhos claros, olhando o ônix.
– Você devia perguntar isso para si próprio. – rebateu, tentando sorrir de forma provocativa, mas ao mesmo tempo Naruto posicionou o membro em sua entrada, ergueu o quadril e sentou-se devagar. O de olhos escuros sentia o suor brotar-lhe a epiderme, suspirou vendo o loiro posicionar-se em cima dele.
É quente... – pensou o moreno.
Esperou pacientemente até que o loiro começasse a se movimentar sobre seu membro já quase inteiro dentro dele. Aos poucos Naruto foi se entregando aos gemidos, sentindo o órgão adentrar seu corpo cada vez mais.
Apoiou as mãos no peito de Sasuke, que o segurava na cintura. Forçava seu quadril contra o membro crescente e já escondido dentro de seu âmago.
O loiro abaixou seu corpo e a cabeça, aproximando os rostos fazendo sua respiração, já normalizada, tocar a pele do amado, fitando aquelas esferas negras.
– Você vai se mexer ou pretende me deixar fazer isso sozinho? – provocou, sem fôlego, tomando os lábios de Sasuke para si, mordendo o lábio inferior com força.
– Foda-se! – rebateu irritado.
– É o que estou tentando, mas com você parado fica meio difícil, sabe... – comentou com uma falsa casualidade.
Sasuke segurou-o pela cintura, o corpo maior finalmente deixou o repouso. Com as mãos ele ergueu Naruto minimamente, e investiu contra o orifício dando início ao cadenciado movimento, entrando e saindo parcialmente daquele corpo apertado.
– Aaaah! Sasuke! – chamou longamente, enrolando os dedos nos cabelos pretos, unindo suas bocas novamente, intensificando o beijo.
O moreno sorriu, retribuindo o beijo com a mesma intensidade, sentia o corpo aquecendo a cada instante e não conseguia pensar em algo que não fosse Naruto e aquele momento. Nada mais existia, nada importava, apenas queria oferecer ao jovem todo o prazer do mundo, desejava estar com ele, juntos.
Naruto não podia negar, aquilo era sim muito bom. A dor presente começava a se misturar com uma sensação nova e intensa, seus corpos se chocavam, um som indecente era causado...
– Mais... Sasuke... Preciso de mais... Aaah! — pediu, agarrando-se ao Uchiha, arqueando levemente para trás, ainda de olhos fechados.
E o pedido foi prontamente atendido pelo jovem Uchiha, que impôs um ritmo um pouco mais intenso, estocando com firmeza, indo fundo dentro do outro, se perdendo completamente naquela emoção.
– Naruto... – como era bom, se soubesse que fazer aquilo era tão fodidamente delicioso, teria feito muito antes. Ele estava perdendo muita coisa, tinha de admitir. Se bem que, talvez, se não fosse com o dono dos anises, ele não teria coragem de ir tão longe. – É bom...
Sasuke agarrou as nádegas com força, alisando com carinho, e não resistindo, deu um audível tapa, o que fez o Uzumaki dar um risinho para o gesto desavergonhado e prazeroso. O moreno levou o indicador para a região anal do Uzumaki, sentindo seu sexo sendo tomado pelo buraco apertado.
Um suave odor também se espalhou naquele local, era o cheiro que exalava dos corpos excitados que bailavam na concupiscente melodia que teve seu ritmo novamente elevado.
Sasuke abriu os orbes negros, deparando-se com a mais maravilhosa visão de sua vida; a face de Naruto estava rubra, completamente tomada pelo prazer, a mão incessante do Uzumaki em seu órgão, acariciando-o ao mesmo tempo que o moreno o estocava.
– Dobe... – o moreno tomou a face entre as mãos, puxando para perto da sua, vendo os olhos azuis, cobertos pelas lentes, tentarem ficar abertos, mas era quase impossível. Naruto lambeu os lábios de forma provocativa.
Seu corpo rugia na ânsia de chegar ao auge, já não mais podia se controlar e, sem pensar, saiu quase completamente de dentro daquele corpo e penetrou-o com força.
– Aaah! – o loiro gritou enquanto as intensas correntes elétricas elevavam sua consciência a um estado supremo onde apenas pôde sentir o gozo em cada célula de seu corpo e seu sêmen, prova de que chegara ao auge, derramou-se fartamente entre os corpos, ao mesmo tempo em que cada um de seus músculos se retraia violentamente.
Sasuke mordeu o lábio não querendo deixar um som igualmente necessitado escapar de sua garganta. Ter o sexo comprimido daquela forma guiou-o ao mais intenso êxtase que já experimentara, sendo invadido por intensos espasmos que anuviaram todas as existências e unificou os amantes no supremo nirvana.
O de olhos azuis tombou sobre o corpo do Uchiha. Caindo ofegante sobre o rapaz de olhos escuros. Ambos procurando normalizar a respiração.
E assim ficaram até que os braços ternos do Uchiha envolveram o corpo acima do seu, acariciando gentilmente aquele dorso que, agora, subia e descia calmamente.
Ambos se olharam por longos segundos, tentando decifrar suas mentes.
– Está embaçando meus óculos... – o loiro falou, rindo em seguida.
– Hn. – Sasuke cedeu ao impulso de sorrir de leve para a informação, apertando o nariz do Uzumaki, este estapeou sua mão.
Naruto abriu os olhos azuis, apoiando-se no peito tonificado, beijou os lábios cerrados do moreno, aprofundando o contato, não querendo ceder ao protesto de seus pulmões.
– Parabéns... – comentou. Sasuke tombou a cabeça sem entender.
– Pelo o que? – questionou.
– A sua primeira vez, ué! – exclamou. – Foi bem intensa... – comentou, alisando o abdômen nu e melado pela substância perolada. – Muito melhor que as outras vezes... – completou, agora mais para si próprio do que para o Uchiha. – Foi bom?
– Você só pode estar de brincadeira... – retorquiu rindo de leve para a pergunta estúpida. – Eu devia ter feito isso antes... – divagou.
– Se não fosse comigo não teria sido tão bom, Teme! – vangloriou-se o de olhos azuis.
– A modéstia te mandou um abraço apertado. – retorquiu, recebendo a língua do loiro em troca, Sasuke sorriu. – Parece que você realmente conseguiu...
– Consegui? – ficou confuso. – Consegui o que? – questionou.
– Isso é realmente mais relaxante do que o cigarro¹... – divagou, Naruto sorriu. – Se bem que agora me deu até vontade de um.
– Faça isso e eu chuto sua bunda para fora daqui, Bastardo. – o loiro rebateu, se movendo para sair de cima do Uchiha. – Devíamos tomar um banho... – propôs sapecamente.
– Eu dispenso. Você não está com cara de quem quer tomar um banho, Usuratonkachi. – retorquiu, sonolento.
– Eu não sou um coelho, Teme! – rebateu. – Mas você devia ir, e retirar isto. – recomendou, apontando para o preservativo no órgão, agora, flácido.
– Hn... – girou os olhos, retirando a armação do rosto do Uzumaki e colocando em seu rosto. Virou-se na cama a procura de sua cueca no chão.
A pele pálida das costas amostra para si acendeu algo dentro do interior do Uzumaki, ele agarrou o tronco nu e beijou as costas do moreno.
Sasuke retesou quando sentiu aquele toque.
– Hey... – chamou. Sasuke olhou-o por cima do ombro. – Agora que pensei, me lembrei: quando eu era criança talvez fui mordido por um coelho radioativo. Acho que tenho alguns genes dele... – as sobrancelhas loiras se ergueram sugestivamente e um sorriso formou-se nos lábios do Uzumaki. Sasuke arregalou os olhos escuros. – Você bem que poderia me retribuir... – propôs.
E aquela madrugada se pendurou mais do que ambos planejavam.
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