Fix You.

10 Capítulo 10 - Fora de controle.


Notas iniciais
Amores da minha life ♥ Demorei, porém estou aqui. Com um capítulo consideravelmente grande. Já estou de férias - amém -, o que significa que irei postar mais rápido agora. Fora que minha escola me entupiu de trabalhos para fazer nas férias, mas ok. Vou ter que dar atenção para os trabalhos, para vocês ♥, para o meu boy ♥ e várias outras coisas. Ou seja, minhas férias vão ser uma loucura! Porém, sempre vou ter um tempinho para as melhores leitoras do Nyah! Sei que vocês gostam muito da minha história e eu curto escrever demais, então não tem como ficar longe disso aqui. A nossa MDC de hoje é do Ed Sheeran. Já falei que amo as músicas dele?! Nossa, são perfeitas demais. Apenas viciada. Por isso, hoje The a Team é a Música do Capítulo. Aproveitem!

(Ed Sheeran — The A Team)

00h10 AM – O toque de recolher havia soado pelo campus da Eastern pela terceira vez. E lá estava eu, com meu sétimo copo de bebida. Desses copos coloridos e descartáveis usados nas festas de fraternidade. Não havia colocado uma gota de álcool sequer na boca, até o terceiro copo. Como a aluna politicamente correta da faculdade, achei que seria difícil beber algo que pudesse me deixar tonta, ou desobedecer o toque de recolher. Na verdade, foram poucas as vezes que quebrei minha regra pessoal de não beber vodka, ou algo do tipo.

- Está tudo bem, amorzinho? – Pude sentir o gosto do álcool, assim que Brooke encostou nossos lábios. – Quer mais alguma coisa?

- Quero ir embora. – Mordi os lábios, receosa. – Está tarde e isso está uma bagunça.

Sabia perfeitamente que Brooke Maxwel não estava tão conciente. O loiro não parecia ser do tipo de garoto que chama suas namoradas de “amorzinho”. Com certeza, estava fora de si.

- Sabe o que eu acho? – Me abraçou, me balançando delicadamente, no ritmo da música. – Que está divertido, baby. Aproveite! Sei que sempre há festas nas fraternidades, mas na minha fraternidade é raro. Nossas festas são históricas! – Acariciou meu rosto. – Prometo que hoje, você irá dormir como um anjo.

Assenti e devolvi o abraço. O loiro estava quente, tornando o seu abraço mais gostoso ainda. Ficamos por um tempo sentindo um ao outro no meio da bagunça de copos e pessoas suadas.

- Vai ficar tudo bem. – Beijou o topo da minha cabeça. – Já volto.

Antes mesmo que o loiro pudesse se virar, senti uma pressão sobre o meu pulso e logo em seguida, um puxão. Connor Hayes estava ofegante, os fios lisos estavam grudados na testa e ele parecia querer dizer algo.

- Por que seu namoradinho não está com você?! – Disse, grosso. – Quer dizer, passou metade da festa sozinha. Se estivesse comigo, isso não teria acontecido. – Soltou meu braço e seu dedo indicador fazia carinho na minha bochecha. – Está tão linda. Como aquele babaca te deixa sozinha, me diz?! Ah Lauren, não me faça perder o juízo, por favor... – Fechou os olhos e mordeu os lábios.

- Não estava sozinha. Eu só... – Antes que eu pudesse explicar, o loiro me puxou devagar pela cintura, me afastando do moreno.

- Estou vendo que não posso te deixar um segundo sequer longe de mim, não é?! – Ergueu a sobrancelha.

- Brooke, eu preciso conversar com o Hayes. – Murmurei. – Não vai demorar, eu prometo. – Suspirei. – Uma semana, lembra?!

Pude ver a expressão perturbadora de Connor Hayes. O moreno não entendia nada, mas eu devia ser cautelosa ao explicar como seria dali para frente.

- Tudo bem, baby. – Beijou a minha testa. – Aproveite, Hayes. Não vai ver a Lauren por muito tempo.

Suspirei. Como Brooke Maxwel estava sendo infantil! Connor pareceu ignorar e apenas segurou a minha cintura, mantendo uma distância considerável entre nós dois. Seu olhar cruzava com o meu, às vezes. Mesmo estando sobre o efeito da bebida, Connor Hayes ruborizava.

- O que ele quis dizer com “Não vai ver a Lauren por muito tempo” ?! – Perguntou, com a voz embargada. – Ele vai te sequestrar, por acaso? – Brincou.

- Não é bem isso. – Dei uma risadinha. – Estou indo por vontade própria. Sei que prometi não me afastar de você, mesmo mudando de dormitório, mas agora é diferente, Hayes. – Suspirei. – Antes de trocar de quarto, o loiro havia feito uma proposta para mim, mas eu nem cogitei aceitar. Parecia loucura. – Dei uma pausa. – Estou indo morar com o loiro no centro de Oklahoma, daqui uma semana.

- É loucura, Lauren! – Disse, irritado. – Vocês nem tem um namoro oficial! Brooke Maxwel tem medo de relacionamentos, sabe que é verdade. O que vai ganhar indo morar com ele?! – Cruzou os braços e suspirou. – Não seja idiota, garota! Maxwel nunca assumiu nenhuma namorada. Por que faria isso com você? – Fechou os olhos por alguns segundos. – Não me leve a mal, Vaughan. Só quero o seu bem! Quero que fique perto de mim, não quero te perder para um cara que mal sabe sobre você. Já pensou se realmente é isso que você quer?! – Afastou minha franja da testa. – Sei o quanto sonhou em estar aqui. Não quer acabar com isso por causa de um babaca, não é?! Deixa eu te ajudar. – Limpou as lágrimas rapidamente, para que eu não pudesse as notar.

- Por que está dizendo isso? – Recuei alguns passos. – Sabe que não é bem assim. Brooke pode ser meio complicado, mas eu gosto. Eu gosto de tudo nele. Ele me conhece como ninguém! – Suspirei. – Estou certa do que eu quero, Connor. Só peço que me entenda, como amigo. Achei que... – Fui interrompida.

- Está vendo?! – Mordeu os lábios. – É aí que está o problema, Lauren. Quer que eu te entenda, como amigo. – Deu uma risada irônica. – Amigo, amigo... Desde quando eu quero só a sua amizade, garota?! Não enxerga nada do que está a sua frente, não é mesmo? – Sua respiração ficava cada vez mais descontrolada. – Pare de me procurar e esfregar na minha cara o quanto está feliz com o Brooke. Não me machuque mais do que você já faz todos os dias.

- Só está dizendo essas coisas porque está bêbado! – Prendi as lágrimas. – Você não é assim. Não é esse o Connor que eu conheço! Vá para o seu dormitório e descanse. Está fora de si. – Me afastei. – Sei que nunca diria esse tipo de coisa para mim, se estivesse sóbrio.

- Ah, é?! – Bagunçou os fios castanho-escuro. – Estou totalmente sóbrio, Vaughan. Não acho que deva me dizer o que fazer, já que você não está qualificada para isso. Mal sabe o que fazer da sua vida e acha que pode me dizer o que fazer. – Deu uma risada. – Ah, por favor, não me faça rir. Só te peço que não me procure mais. Esqueça que um dia, essa amizade já existiu.

Estremeci. Não sabia o que dizer. Na verdade, eu não tinha mais nada para dizer e também, não foi preciso. Connor Hayes foi sumindo do meu campo de visão – e da minha vida – aos poucos. Sinceramente, não esperava que o moreno me apoiasse nessa decisão. Sabia que ele não faria e também sabia dos riscos que a nossa amizade corria. No fundo, eu sabia que boa parte do que Connor havia me falado, era verdade. Mas eu não ligava. Estava abrindo mão de tudo por Brooke Maxwel.

[...]

- Já podemos ir embora? – Choraminguei, ao lado do loiro. – Meus pés estão doendo, estou cansada.

- O quê?! – Deu mais um gole na bebida que segurava. – Nem pense nisso! Ainda está cedo. Quando disse que queria vir, achei que era para valer.

- Cedo? – Ergui uma sobrancelha. – Já são duas da madrugada, Maxwel. Mas quer saber?! Não vai me custar nada atravessar o campus. Posso ir para o meu dormitório sozinha. – Cruzei os braços. – Boa noite, loiro.

Antes que eu pudesse me mover, Brooke jogou o copo de plástico no gramado, derramando boa parte da vodka, misturada com alguma outra bebida colorida. Sua expressão indicava insatisfação. O loiro se colocou na minha frente, impedindo a minha passagem. O cheiro do álcool em sua respiração, me deixava tonta.

- Tudo bem, baby. – Suspirou, impaciente. – Se quer ir embora, nós vamos. Mas antes, vamos em outro lugar. – Sorriu, torto. – Bem rapidinho, eu prometo. Só quero que conheça a sua nova casa. Não quero que precise esperar uma semana.

- Mas tem que ser agora?! – Encolhi os ombros. – Não vê que está tarde? Temos aula amanhã bem cedo. – Mordi os lábios. – Podemos ir amanhã, depois do almoço. O que acha?!

- Péssima ideia. – Fez biquinho. – Dorme comigo hoje, Vaughan?! Só essa noite, até nos mudarmos. – Acariciou meu rosto. – Sei que é toda certinha, mas quebra essa regra por nós, vai? Juro que voltamos amanhã bem cedo e ninguém vai perceber. – Sussurrou. – Não vai precisar manchar seu histórico escolar e prometo que vai ser bem divertido.

Assenti. Talvez não fosse tão ruim assim. Brooke entrelaçou nossos dedos, me levando até o estacionamento da faculdade. Antes de sair do amontoado de pessoas dançando, dei uma olhada rápida por cima do meus ombros, para ver se encontrava Connor Hayes. Nada.

- Está tudo bem?! – Brooke perguntou, assim que entrou no carro. – Está esquisita.

- Vai ficar tudo bem. – Assenti. – Acha que consegue dirigir?!

O loiro tombou a cabeça para trás e afundou-se no banco. Fechou os olhos por um tempo e suspirou, como se estivesse tentando entender algo. Minha mão alcançou a sua e fiz carinho com o polegar sobre a sua mão. Brooke se mostrou resistente e continuou na mesma posição.

- Não acho. – Afastou sua mão da minha rapidamente. – Tenho certeza.

Assim que deu partida no carro, o loiro não disse uma palavra. Ficamos metade do caminho calados – e eu mal sabia o porquê.

- O que tanto conversou com Connor Hayes?! – Quebrou o silêncio, parecendo bravo. – Achei que já tinha deixado as coisas bem claras para ele. Quer dizer, conversaram por tanto tempo que parecia que não se viam há anos.

- O fato de morarmos juntos daqui há uma semana ainda não havia ficado claro para ele. – Olhei para as minhas mãos. – É complicado, na verdade. Não esperava uma reação tão negativa do moreno, mas também, não esperava algo positivo.

- E desde quando ele tem que aprovar alguma coisa?! – O vento forte bagunçava o cabelo dourado, fazendo os fios ricochetearem com força em sua pele. – Baby, você não deve satisfações para o babaca do Connor. Só nós sabemos da nossa vida.

- Não é bem assim, Brooke. – Suspirei, tombando a cabeça para trás e deixando o vento forte e gelado tomar conta da minha pele. – Alguma hora, todos vão saber. Vão nos julgar e eu só queria que alguém me entendesse. Um amigo. Mas parece que isso é tão errado. – Fechei os olhos. – É tão estranho porque, não estamos juntos oficialmente.

- O que quer que eu faça, Lauren?! – Gritou, aumentando a velocidade do carro. – Quer que eu me case com você, é isso? Já pensou o quanto é difícil para mim ter que abdicar das coisas que eu gosto por você? – Suspirou. – É, acho que ainda não pensou nisso.

A cada segundo que se passava, Brooke Maxwel fazia o ponteiro do velocímetro subir. Eu não conseguia mais pensar, só conseguia sentir o vento forte fazer o meu cabelo bater na minha pele.

- Pare o carro, Brooke! – Gritei, limpando as lágrimas. – Agora!

E depois disso, só vi uma luz forte e senti um impacto sobre o meu corpo.

Notas finais
Opa, que triste :c Juro que o primeiro plano para o capítulo não era esse e no meio, veio na minha cabeça essa ideia cruel e eu pensei logo em descartar, mas algo em mim insistiu em colocar esse acidente e eu tive que fazer. Não sei porque, mas fiz :c Bem triste, mas eu tive que fazer. Sorry, girls. Mas o próximo capítulo promete, haha. Já pensei em bastante coisa. Aliás, só quero agradecer as meninas que deixam reviews - e as que não deixam também. Geralmente, os reviews são bem bonitinhos. Mas sabe do que eu estou sentindo falta?! De recomendações. Mas enfim, só tenho a agradecer pelas minhas leitoras! c: Até as que vão no meu instagram para pedir capítulo novo, haha. Gosto muito quando vocês me surpreendem por MP aqui no Nyah! ou em outras redes sociais. É bem legal receber esse carinho de vocês ♥ Só tenho mesmo que agradecer, não é?!
Até a próxima, gatinhas ♥