Fix You.

11 Capítulo 11 - Talvez.


Notas iniciais
Opa, voltei, gatas. Enfim, tenho tanta coisa pra dizer, que sinto que essa nota inicial vai ser grande, hein?! Haha, pois vamos lá. Primeiramente, quero fazer um super agradecimento as leitoras autorlo e a mhenares pelas lindas recomendações! Eu fiquei muito feliz com as duas novas recomendações super lindas e incríveis. Fiquei tão feliz que resolvi fazer uma coisa que já não faço faz um bom tempo: responder reviews. Eu sei, eu sei. Eu deveria responder todos, mas nem sempre dá e dessa vez, eu me empolguei! Então, se você, leitora de Fix You que deixou review no capítulo passado (cap. 10), ele foi respondido pela autora! Eba õ/ Além de tudo, obrigada! Enfim, leitoras que tem instagram: Me passem o insta de vocês pelos reviews. Eu acho legal a ideia de conhecer vocês, nem que seja por foto. É interessante saber quem lê FY. Vou deixar meu insta aqui: juliesousas. É desse jeito, ok meninas? Letras todas minúsculas. "Mas tia Júlia, eu não tenho instagram e mesmo assim, queria te ver. Como faz?". É simples, gatinhas. Pegue esse link "http://instagram.com/juliesousas" e cole na sua url. Tcharãn! Só estou passando isso, porque acho que muitas leitoras tem curiosidade em saber como eu sou, já que a foto do perfil no Nyah! não é minha, assim como eu tenho curiosidade em saber como minhas leitoras são c: Mas vamos parar de enrolação, né?! A nossa MDC é do Ed Sheeran. Sim, de novo. Ah, leiam a tradução de "Drunk" quem quiser, e aí vocês perceberão a semelhança do capítulo com a música. Opa, até lá embaixo.

(Ed Sheeran — Drunk)

01h30 AM – Meus olhos ardiam. Mal pude abri-los, mas os forcei. Minha visão estava turva e parecia que eu havia perdido os sentidos. O quarto estava parcialmente escuro. Apenas a luz em neon do relógio de cabeceira estava ligada. Ao me acostumar com a escuridão, percebi que estava em um quarto de hospital. Flashes de algumas noites atrás invadiram a minha mente. Espremi os olhos, tentando afastar qualquer lembrança ruim. Eu estava totalmente fraca e cheia de cortes e arranhões pelo corpo. Nada grave, eu acho.

No pequeno sofá de couro que havia no quarto, percebi alguém se mexer. A pessoa me observava e suspirava pesadamente. Só pude ver uma sombra. O escuro não permitia que eu identificasse quem estava lá. Conforme a sombra ia chegando mais perto, consegui sentir seu cheiro e ver os fios escuros bagunçados. Sua cara estava pálida e eu sabia que o moreno estava cansado. Segurou minha mão carinhosamente.

– Acho que agora entende quando eu digo que Brooke Maxwel não é para você. – Engoliu seco. – Ele pôs a coisa mais importante para mim em risco. Sabe o que é isso?! Eu deveria matá-lo, mas se a vida for justa, fará isso por mim.

– Não diga isso, Connor. – Disse, baixinho. – Onde ele está?

– Shh, não diga nada, tudo bem? – Colocou o dedo indicador sobre os meus lábios. – Se ficar quietinha, tudo ficará bem. Apenas descanse, Lauren. – Acariciou um pequeno corte acima da minha sobrancelha direita. – Olhe só o que esse babaca fez com você! Ainda dói?! – Perguntou, suspirando.

– Um pouco. – Cruzei os braços. – Você ainda não respondeu minha pergunta. Onde Brooke Maxwel está?! Ele está bem...?

– Ele está no quarto ao lado. – Finalmente respondeu, resistente. – Deve estar dormindo. Mas saiba, Lauren, que a minha vontade é de quebrar todos os ossos do seu namoradinho, até desfigurá-lo. – Cuspiu as palavras, irritado. – Eu poderia ir no quarto ao lado e desligar cada aparelho daquele. Mas não saio daqui, enquanto você não melhorar, Vaughan.

– Espere, aparelhos?! – Ergui uma sobrancelha. – Está me dizendo que ele está ligado a aparelhos, Connor? Ah meu Deus! – Mordi os lábios e forcei meu corpo a levantar. – Me ajude aqui, Hayes.

– Não, você não vai a lugar nenhum! – Segurou meu rosto com as duas mãos, me forçando olhar para as suas órbes escuras. – Ele vai ficar bem. Não há nada de errado com ele, a não ser o cérebro pequeno. Eu te prometo, Lauren. Vai ficar tudo bem. Ele está bem.

Afastei suas mãos do meu rosto, irritada. Deitei, me virando na direção contrária, evitando sentir a presença de Connor Hayes.

– Vá dormir e me deixe em paz, Connor. – Senti meus olhos arderem. – Não me diga mais nada.

Um misto de raiva e dor me invadiram. Pude sentir toda a raiva se acomular na minha garganta e fazer meus olhos lacrimejarem. Não sabia ao certo o porquê daqueles sentimentos. Só esperava que pela manhã, eles sumissem...

[...]

08h30 AM – Tudo fazia mais sentido agora. Os sentimentos de ódio e tristeza não haviam sumido mesmo depois de algumas horas de sono. Sabia que depois de tudo, não iria – e nem queria – morar com Brooke Maxwel. Difícil de admitir para mim mesma, mas tive que fazer. Minha relação com o loiro também iria mudar, de alguma forma.

Ouvi a porta bater atrás de mim. O moreno parecia mais calmo e segurava uma pequena mala azul. Senti uma pontada de arrependimento ao perceber que a raiva que eu sentira noite passada não tinha nada a ver com Connor Hayes e mesmo assim, fui grossa com o moreno.

– E então?! – Sorriu. – Pronta para voltar para a Eastern?

– Está me dizendo que já posso ir?! – Perguntei, sorrindo torto. – O Brooke também vai com a gente, não é? Quero muito vê-lo!

Connor deixou a pequena mala de lado e balançou a cabeça negativamente. Senti meu coração doer. Sabia que alguma coisa estava errada. Hayes chegou mais perto de mim e suspirou. Sentei na cama e o moreno me puxou para mais perto de si e afagou minhas bochechas.

– Por enquanto, só você sai. – Mordeu os lábios. – Desculpe se te irritei noite passada, ao dizer todas aquelas coisas. Hoje mais cedo, passei na Eastern e peguei algumas roupas suas. – Apontou para a mala. – Não se preocupe, Lauren. Ele vai ficar bem.

– E se não ficar?! – Engoli seco. – Quer dizer, e se ele não melhorar tão rápido como eu?

– Não é nada grave, meu bem. – Beijou minha testa. – Logo ele sai. E aí, vocês vão poder ficarem juntos, está bem?

Assenti. Eu não tinha certeza se era isso mesmo que eu queria. Não depois de tudo isso. Mas não disse nada para o Connor.

Caminhei até o banheiro e liguei o chuveiro. A água quente batia sobre os meus cortes, fazendo-os arderem. Alguns deles eram profundos. Fechei os olhos e pude sentir a água batendo com força sobre as minhas costas. As vezes, um leve gemido de dor e frustração escapava dos meus lábios. Minhas pernas mal conseguiam me manter de pé e boa parte do meu corpo doía. Era fácil de me lembrar da força do impacto jogando meu corpo pequeno para frente. Faziam exatamente uma semana que eu não via Brooke Maxwel.

[...]

Eu encarava a porta branca sem ter certeza de que queria abri-la. Não sabia se estava pronta ver o loiro imóvel, naquela cama totalmente desconfortável. Até então, não sabia em que situação Brooke se encontrava, mas mesmo assim, senti que ele precisava de mim. Não cogitava a possibilidade de deixá-lo só, naquele hospital – e eu não faria isso. Empurrei a porta com delicadeza. Maxwel estava acordado, porém seus olhos estavam semicerrados, talvez pela claridade do quarto.

O loiro estava pálido e as órbes tão lindas que eu conhecera perfeitamente, estavam sem brilho. O braço direito estava engessado, mas mesmo assim, Brooke forçou um sorriso assim que me viu. Senti meus olhos arderem, então olhei para cima, tentando – inutilmente – segurar as lágrimas.

– Me desculpa, me desculpa... – Maxwel sussurrava, quase inaldível. – Eu nunca quis nada disso. Nunca!

– Vai ficar tudo bem. – Murmurei de volta, sentando ao seu lado. – Está tudo bem.

– Não, não está nada bem, Lauren! – Engoliu seco e fechou os olhos. – Olhe só o que eu fiz com você. Não é justo! – Suspirou.

– Olhe o que você fez com você, Brooke. – Acarciei um pequeno corte no seu lábio inferior. – Olhe o que você fez com a gente.

Ficamos um tempo em silêncio, trocando olhares. Tirei uma caneta preta da bolsa e escrevi um “Eu te amo” com um coração torto no gesso do loiro. A cada letra que eu escrevia, ia sentindo meu coração apertar. As vezes, Brooke fazia uma careta de dor, mas sorriu ao ler a frase.

– Agradeça ao Connor por ter cuidado tão bem de você. – Fungou. – Sei que ele cuidou melhor do que eu nas últimas noites. Mas agora preciso que me escute, antes de ir. – Forçou seu corpo para frente, sentando na cama. – Sei que tenho sido um perfeito idiota, mas não tem mais que se preocupar com isso. – Segurou minha mão. – Talvez eu esteja me precipitando um pouco, mas veja Lauren, vai ser melhor para você se afastar de mim. – Beijou minha testa. – Eu também te amo.

Brooke estava certo. Talvez seria melhor nos afastarmos por um tempo, mas só talvez.

Notas finais
É, galera. A coisa tá ficando difícil. Recebi váaarias "reclamações" nos reviews sobre como o Brooke foi imprudente, irresponsável e etc. Porém, esse capítulo foi meio pequeno mesmo, sorry. Era só pra tranquilizar vocês, já que muitas ficaram com medo de que algo ruim acontecesse com nossos lindos personagens. Agora vocês já sabem os resultados. Braço quebrado, arranhões, cortes e etc. Até porque, na vida real, dependendo da gravidade do acidente, sabemos que não é assim. Porém, aqui foi uma batida um pouco preocupante, porém nada grave. Obrigada mesmo, meninas ♥ O incentivo de vocês me faz cada vez mais feliz.
Até a próxima, gatinhas ;*