Fix You
1 Descoberta
CAPÍTULO UM — DESCOBERTA
Konoha, uma bela cidade cheia de atrativos e diversão para qualquer forasteiro, mas naquela noite, num dos bares mais famoso onde as apostas eram altas e a vitória pertencia a somente um só. Dois homens, em uma mesa, a tensão era presente. Shio Haruno, um famoso mau apostador, estava jogando contra o seu inimigo, Fugaku Uchiha, magnata bilionário, que gargalhou mais uma vez por ganhar de Shio.
— Que falta de sorte, meu amigo — Debochou Fugaku — Vamos lá, desista.
— Claro que não! — Shio estava tão enfurecido por sua perda que não queria sair daquela mesa sem nada.
— Por que não desiste? Já não tem mais nada que apostar, Haruno. — Fugaku olhava seu rival com uma indignação pelo fato de estar praticamente falido e continuar jogando.
Silencio se preencheu na mesa, o mais velho procurava uma saída, algo como garantia e em desespero disse a coisa mais improvável que um pai de família poderia falar:
— Eu ainda tenho minha filha.
Fugaku franziu o cenho.
— Ficou maluco? Só pode ser brincadeira.
Shio revirou os bolsos procurando pela sua carteira onde tinha uma foto de sua linda filha de cinco anos, sentada no colo da mãe e o mesmo ao lado, sorrindo, ambos felizes. Quando a encontrou, jogou na frente de Fugaku.
— Não, não estou louco, eu jamais vou perder se tenho minha filha em jogo! — Garantiu.
Mas Fugaku tinha suas dúvidas, quer dizer, queria ver aquele homem implorar aos seus pés, porém, olhando para aquela foto e vi aquela criança, percebia o quão errado era isso.
— Não, é melhor ficarmos por aqui. — Recusou, pronto para se levantar da mesa.
— Por favor, não! — Shio se agarrou ao seu pulso, com os olhos brilhando em desespero — Eu sei que consigo, eu sei que posso ganhar! Você já me tomou todo meu dinheiro, não posso voltar pra casa desse jeito!
— Dinheiro é dinheiro, Haruno, uma filha é outra coisa.
— Porra! Me deixa fazer isso ou Aime jamais me perdoaria!
Fugaku sentiu seu corpo tremer somente com a menção daquele nome.
— Eu só não quero sair dessa mesa perdendo — Falou Shio com orgulho.
O Uchiha encarava aquele homem com pena, pena da filha e da mulher que tinha seu sobrenome, se estivesse na pele dele jamais diria tais besteiras e muito menos colocar em jogo outra vida. Mas, não era esse homem. Era Fugaku Uchiha, com uma família de dar inveja qualquer um e que às vezes gostava de brincar de Deus,
— Tudo bem. — Aceitou voltando a se sentar — Se você ganhar, eu te devolvo tudo que apostou, mas você sabe muito bem o que vai acontecer se perder.
Sim, Shio sabia perfeitamente bem a resposta, mas tinha a convicção e o ego inflamado dentro de seu peito para confiar que isso não aconteceria.
E jogo começou de novo.
A cada rodada se tornava difícil para o Haruno e tão fácil para o Uchiha. Fugaku gargalhava por dentro assistindo seu rival cair igual a castelo de cartas onde precisou apenas assoprar para conseguir tudo dele.
O resultado não podia ser diferente.
— Minha Sakura… — Shio lamentou afundando a cabeça entre as mãos, podia sentir o salgado das lagrimas descer pelo seu rosto e invadir seus lábios — O que fiz?
Fugaku encarava a foto da criança a frente e depois olhava para o outro em prantos.
— Não se preocupe, não tenho qualquer interesse nessa linda menina — Revelou, se levantando da cadeira.
Com um fio de esperança, o Haruno, ergueu a cabeça rapidamente.
— O quê?
— Foi o que me ouviu.
— Vai esquecer essa aposta?
— Calma lá, não foi isso o que eu disse.
E a luz no fim do túnel parecia ter se apagado na mesma rapidez que surgiu.
— Sua filha vai pertencer ao meu filho.
— Como assim? — Shio se ergueu, franzido o cenho que a era possível ver a linha entre as sobrancelhas.
Fugaku colocou o sobretudo com uma calmaria de dar inveja.
— Sasuke será dono de todos os meus bens e então ela será mais um bem para ele, além disso, será divertido ver a filha do homem que me roubou, a mulher que eu amava, ser esposa de meu filho — Fugaku pegou a foto de Sakura que estava mesa e então disse a Shio — Você vai sentir tudo o que eu senti.
O desespero era evidente nos olhos do Haruno, o impacto da realidade caia diante de seus olhos.
— Daqui a 12 anos ela vai se casar com meu filho.
— Casar? Ela terá apenas dezessete anos! É uma menina!
— Devia ter pensado nisso quando apostou a própria filha. Nem mesmo eu chegaria tão baixo quanto você foi, Haruno. Sinceramente? Tenho pena dessa garota por ter um pai como você. — O Uchiha disse cada palavra entre dentes, deixando evidente sua raiva e nojo do outro homem — Amanhã iremos oficializar isso de modo legal, meus advogados vão até sua casa. Nós vemos em dez anos, até lá, não ouse fugir.
Shio deixou lagrimas cair pelo rosto, estava desolado sem saber o que fazer, havia apostado a própria filha por orgulho e agora tudo desmoronado na sua frente pelas suas próprias decisões. Como pode? O que havia feito? Onde estava com a cabeça? Essas perguntas o torturavam enquanto voltava para casa.
— Shio que demora! — Disse Aime reclamando de início, mas quando se levantou do sofá e viu o estado que seu marido se encontrava, um arrepio percorreu sua espinha — O que houve?
— Me perdoe, Aime, me perdoe… — O homem começou imediatamente a implorar, caindo em prantos.
— Por quê? O que fez dessa vez?
O homem da família não conseguia dizer, não tinha coragem, como poderia dizer para sua esposa a monstruosidade que havia acabado de fazer?
— Pelo amor de Deus, Shio, fala de uma vez! — Aime ordenou com o coração batendo dolorosamente dentro do peito.
— Eu… Eu apostei a nossa filha em um jogo contra Fugaku e… Meu Deus, Aime… Eu perdi! Eu perdi a Sakura para aquele homem.
Não havia chão para a mulher diante daquelas palavras, sua garganta se fechou e as lagrimas se acumularam ao redor de seus olhos.
— Não, isso não é verdade. — Negou, em transe, balançando a cabeça negativamente.
Shio caio em seus pés.
— Me perdoe, Aime, me perdoe!
As lagrimas deslizaram pelo rosto de Aime uma atrás da outra, caindo em seu colo, molhando sua roupa. Ela virou o rosto na direção do quarto onde a filha dormia. Não podia gritar, mesmo querendo, porém, ela estava dormindo e não queria acordar a pequena daquela forma.
— Como pode? — Murmurou, ainda em transe.
Shio não falava nada, apenas chorava.
— Sua própria filha… Você apostou sua própria… Você — Lagrimas e mais lagrimas, a dor na garganta, a fraqueza nas pernas, não podia gritar, repetia isso mentalmente, não podia gritar — Deus… Shio, c-como… COMO PODE FAZER ISSO?
O grito de sua mãe acordou Sakura, diferente das vezes que chorava quando tinha um pesadelo, ela se levantou sonolenta, coçando os pequenos olhinhos verdes e caminhando até a porta onde girou a maçaneta com suas mãos minúsculas e a abriu silenciosamente, mas, imediatamente parou.
Olhou confusa para a cena à sua frente e se perguntou: por que eles choravam?
~*~
12 anos depois
— Sakura ele é lindo! — Exclamou Ino Yamanaka, melhor amiga de Sakura, enquanto elas olhavam para Sai, melhor jogador do time de basquete — Você tem que ver ele sem camisa!
— E você por acaso já viu?- Sakura perguntou enquanto tomava seu suco de caixinha.
— Quase todas as tarde de quinta-feira durante meus passeios para beber água.
— Você anda espionando ele? — Sakura quase cuspiu o suco na cara de Ino.
— Estava analisando apenas o porte físico, é você quem gosta dele. — Confessou, dando uma mordida no seu sanduíche — Aliás, seu pai melhorou da paranoia?
— Ah, quem dera, ele está piorando a cada dia.
O pai da rosada tornou-se mais nervoso depois dela completar seus dezessete anos, não podia ninguém tocar a campainha que ele suava frio e tremia da cabeça aos pés.
Sakura olhou as horas e viu que já estava na hora de ir para casa, então se despediu de Ino e foi embora andando pela calça enquanto escutava música no seu MP4. Cantarolava no ritmo da música, sentindo-se feliz com esses pequenos momentos.
Quando chegou a casa, encontrou seus pais sentados no sofá com uma expressão pálida e preocupada.
— O que foi? Aconteceu alguma coisa? — Ela perguntou, fechando a porta atrás de si.
Os pais de Sakura não responderam, apenas se entreolharam e foi então que ela percebeu a presença de uma terceira pessoa na sala, sentado na poltrona ao canto, onde geralmente gostava de ficar.
Havia um homem em um terno preto, cabelos negros e os olhos tão escuros quanto uma noite sem estrelas, detalhe que fez à rosada sentir um arrepio na nuca, ao mesmo tempo, em que ele era tão bonito, era assustador.
— Não sabia que tínhamos visita. — Disse, meio envergonhada pela forma que ele a encarava.
— Eu sou mais que uma visita — A voz rouca e sexy do homem fez Sakura sentir o coração quase parar — Então você é a Sakura?
A mesma apenas acenou levemente com a cabeça, brincando com os dedos, nervosa.
— Sou Sasuke Uchiha, seu noivo
Os olhos verdes se arregalaram com aquela frase inesperada, quase fazendo-a gritar.
— O que disse?
Aquele homem só podia ser louco ou estava fazendo uma piada de tiozão, pois não se lembrava dele ter pedido ela em casamento nesses anos de sua vida e muito menos ter o visto. A rosada ficou olhando para o homem e então se virou para seus pais, ambos com uma expressão triste.
— Estou vendo que não contaram nada a ela — Disse Sasuke dando um suspiro impaciente.
A pequena tentou levar como uma brincadeira, esperava alguma reação dos pais, mas nada eles diziam e muito menos impedia aquele homem esquisito de continuar falando.
— Mãe? O que está acontecendo?
Novamente silêncio.
— Mãe?!
Sasuke virou o rosto para os pais da garota, também esperando por uma atitude, olhar esse que era carregado de frieza.
— Sakura, querida… — A mãe da pequena não conseguia formar palavras certas para dizer algo. Como poderia? Que mãe foi treinada para isso — Ele está falando a verdade.
— O quê? Como assim?
— Filha… — Shio também tentava explicar, em vão.
— Deixa que eu explique — Disse o Uchiha já impaciente — Seu incrível pai apostou em você em um jogo com meu pai e perdeu. Agora você é minha noiva e não sairei daqui até que entenda isso.
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