Fix Me
58 Invasão
Danny estava dormindo num pequeno sofá que havia no canto do quarto, Thomas estava na cama dormindo enquanto eu estava encostada na parede de madeira o encarando dormindo até ele começar a gemer de dor e abrir os olhos aos poucos. Sentei ao seu lado na cama e o encarei preocupada.
— Thomas?Ele me olhou perdido e não falou nada. Fui tocar em seu rosto quando ele se afastou e mostrou medo e desconfiança. — Tommy, não se preocupe, não vou te machucar. Ele foi levantar mas gemeu de dor e colocou as mãos na barriga caindo no chão. Corri para o outro lado e tentei ajudar ele, mas o mesmo se afastou até a parede e se encolheu com medo.— Thomas, fale algo!Falei preocupada. Nessa hora Danny já havia acordado e estava esfregando os olhos.— O que houve?Falou se levantando. Eu o encarei preocupada.— Danny, o... o Thomas está estranho.Ele olhou para meu amigo e se preocupou. — Vou chamar o Charlie. Fique de olho nele.Assenti enquanto ele fechava a porta e corria nas escadas. Era a manhã do dia seguinte quando descobri que meu marido teve amnésia novamente e perdeu sua capacidade de falar ou confiar em alguém. *** Já era três horas da tarde quando eu estava no quarto de Alex com ela e Lauren. Eu estava deitada no colo de minha cunhada chorando enquanto ela tentavam me consolar. Danny e Charlie haviam aparecido hoje de manhã e quando Thomas viu Charlie, logo tentou fugir desesperado. Danny foi obrigado a atacar e deixar ele inconsciente novamente para levá-lo para o celeiro. Eu implorei que não fizessem isso, mas eles disseram que não tinha escolha pois era perigoso., já que não tinham certeza de que o antídoto funcionou. E eles me proibiram de vê-lo para meu próprio bem. Aquilo era uma tortura então fui tentar me acalmar com as meninas, mas elas também não sabiam como me acalmar além do fato de que elas são mães agora e precisam dar atenção à suas crianças. Tentei me acalmar e sai de lá dando uma desculpa qualquer e deixando elas em paz. Fui para o celeiro encarar Danny e exigir ver Thomas. Ao entrar ouvi alguém gritar, era meu amigo sofrendo. Logo corri para o porão onde estavam prendendo ele na jaula novamente. Corri e comecei a gritar para pararem. Thomas caiu e eu fiquei na sua frente o defendendo. — O que estão fazendo?! Não era para ajudar ele?! Deixem ele em paz! Não o machuquem!Falei entre choro. Os dois se assustaram ao me verem. — Alice, saia de perto dele! É perigoso. — Danny, como pode dizer isso de seu amigo?! Ele confiava em você! — EU FUI TOTALMENTE CONTRA, MENINA! FOI ELE... — Danny respirou fundo. — Ele que pediu para que fizéssemos isso! — O que?Minha voz saiu como um sussurros. — Depois que ele te viu inconsciente na cama da enfermaria, ele queria tirar a própria vida por ter ferido quem amava, de novo. Então pediu para que eu ficasse aqui, de olho nele, e a próxima vez que ele estivesse em crise, prendesse ele aqui. Mesmo que todos sejam contra, é melhor que machucar alguém. Olhei para trás e encontrei Thomas assustado sem saber o que estava acontecendo.— Tommy, por favor, fala comigo.Tentei tocar em seu rosto mas ele se afastou apavorado. Os meninos o prenderam lá dentro e ele apenas gritava desesperado. Eu não podia fazer nada a não ser assistir."Onde estava o meu Tommy? Onde está aquele meu amigo por quem me apaixonei e me casei?"Charlie percebeu que eu estava tendo uma crise de ansiedade e me fez tomar um chá na qual dormi na hora. Acordei no meu quarto. Um quarto vazio que estava gelado sem a presença dele.Danny tinha que sair com urgência, nossos pais necessitavam de seus serviços urgentemente. Ele e Kristen saíram uma semana depois do ocorrido no celeiro. Eu, Charlie e Nicolas fomos encarregados de cuidar de Thomas enquanto Danny estivesse fora. O chaveiro de emergência dele ficou com o ruivo que nunca ficou tão sério como agora. Todos viviam normalmente, mas eu havia emagrecido muito, além de ter vários enjôos e não queria sair para nenhum lugar. Nicolas, revoltado, jogou um balde de água em cima da minha cama e me puxou para a sala de esportes, onde me treinou por quinze dias e controlou minha alimentação para eu não morrer de fome.Durante esse tempo eu era a única que conseguia entrar e alimentar Thomas, que mesmo sem falar, estava menos assustado que nos primeiros dias. Abri a porta da jaula e entrei com seu almoço. — Oi, Tommy. Trouxe comida.Coloquei a comida no meio do lugar e me afastei e nas sombras se apresentou o meu querido marido. Ele não mudou muito, apenas estava um pouco pálido por causa da falta de sol. Thomas pegou a comida e comeu ali mesmo sem trocar, nem por um segundo, um olhar comigo. Aquilo me matava aos poucos, mas eu tentava ser forte por nós dois.Fiquei sentada encarando até ele acabar, se levantar e voltar para as sombras onde eu só podia ver aqueles lindos olhos azuis claros me encarando.— Tommy, — minha voz saiu falha. — Você não me ama?Ele ficou surpreso mas não falou nada. Não ouço sua voz desde o acidente aqui no celeiro. Sua voz já estava me fazendo falta. Fiquei lá encarando ele por um tempo até sentir aquele preguiça que vem depois de uma refeição me pegar, mas eu não podia dormir. Danny me proibiu de dormir enquanto eu estivesse aqui, pois ele tinha medo de Thomas ainda ter uma recaída e me atacar, então decidi cantar para distrair o sono e logo passeei o dedo no chão enquanto cantarolava a canção da minha mãe, a canção que minha avó criou para afastar "maus espíritos", de acordo com minha mãe. Fiquei distraída com o chão e não percebi que Thomas estava deitado na sua cama descansando com um anjo. Me aproximei, beijei sua bochecha e fui embora com a bandeja.
Quando fui trancar a prisão ouvi um barulho alto vindo de cima, um barulho de bomba. Com medo, deixei a bandeja de lado e corri para ver o que era. Ao sair do celeiro encontrei várias pessoas lutando e outras atirando nos herdeiros com armas especiais, que não mata, mas nos deixa inconscientes. Coloquei a mão na cabeça e logo lembrei de Alex e Lauren. Corri para a mansão, atacando os estranhos a minha frente que estavam vestidos de preto com máscaras de gás. Aquilo era assustados. Durante o ataque eu encontrava alguns conhecido e ajudava eles a se salvar, mandado-os para o avião. Oshio estava com o braço ferido e com o outro havia uma espada japonesa. A mesma logo me deu e foi embora com sua amiga.— Proteja-nos novamente, Salvadora.Assenti sem entender muito e voltei meu caminho para o andar de cima.Ao chegar no quarto de Lauren, não encontrei ninguém. Corri para o quarto de Alex e encontrei as duas escondidas no banheiro com os bebês, que estavam dormindo tranquilamente. — Cadê os meninos?!— Alice! O que está acontecendo?!— Eu não sei. Mas aqui não é mais seguro.Falei triste. Saímos do quarto e fomos para o meu que era no sótão. Lá, abri uma parede falsa onde havia um coldre com duas armas carregadas que Danny havia me dado assim que chegamos. Vesti e peguei uma pequena bolsa onde havia coisas preciosas para mim e Thomas, tirei meu anel e coloquei de volta na caixa preta felpuda, guardando de volta na bolsa e dei para Alex. — Proteja isso para mim, por favor. Ela assentiu sem entender. Ao lado da estante que eu peguei essas coisas, havia uma pequena porta. Abri e pedi para elas segurarem os bebês com firmeza e descessem. Após hesitar um pouco, ouvimos gritos próximos e mandei elas descerem logo. Depois fechei a porta e desci também sem olhar para trás. Escorreguei na mansão inteira até chegar no porão, onde havia várias armas e documentos antigos. Lá estava alguns coreanos e alemães, amigos de Nick. — Alice! Você está bem?Um dos ruivos perguntou enquanto se aproximava. Assenti.— O que houve? ! Quem são eles?— Também não sabemos, mas estão nos levando em um avião há dois quilômetros daqui. — O que?!— Nicolas descobriu isso a duas horas atrás e correu para nos avisar. Nos preparamos e esperamos, mas eles são muito bons. Não fomos treinados o suficiente. Não a ponto de chegar ao nível deles.Respirei fundo.— Cadê o Nicolas? !Alex perguntou preocupada.— Ele está lá em cima resgatando quem pode e levando ao celeiro.— Ao celeiro?!Me preocupei.— Sim, onde está o avião. Ele está preparando para a fuga.Logo ouvi alguém chamar em um rádio. — Joe, está escutando?! Já achou as meninas?!— Sim, chefe. Elas estão conosco. Mas estamos sem saída. — Saiam pelos fundos. Pegarei vocês com os reforços. Já estão quase todos aqui. — Entendido.O ruivo alto e barbudo que atendia por Joe nos guiou até a saída e nos ajudou a sair com segurança. Nicolas logo apareceu enquanto atirava nos inimigos e acordava os bebês, chamando atenção de todos em volta.— Corram!Gritei e corremos para o celeiro onde havia o avião preparado e quase todo cheio. Olhei em volta e percebi que Charlie e Pietro ainda não estavam aqui. Preocupada, sai e fui em direção à casa de vidro, onde imaginei que eles estariam. Lá encontrei tudo destruído. Meu coração acelerou de preocupação. — Charlie?Chamei e só ouvi um choro. — Alice?! Me ajuda!Fui para o fundo, onde estava mais destruído e encontrei Charlie chorando enquanto segurava a cabeça de Pietro, que parecia inconsciente. O mesmo estava preso debaixo de um ferro grande, parte da estrutura da casa.— Charlie, me ajuda a tirar isso dele.Ele enxugou as lágrimas e levantou me ajudando a levantar o ferro e jogar para o outro lado. Cansados, ajudei Charlie a carregar Pietro até a saída onde nos deparamos com cinco inimigos. Peguei a espada que recebi de Oshio e me preparei. — Deixe eles comigo e vá para o avião! Você sabe onde é. — Alice, não. ..— Charlie, se você não for, ele pode morrer. Vai logo. Eu me garanto. Sorri e ele assentiu. O protegi de alguns ataques até ele sair da casa de vidro.— Espero que meus reflexos não me abandonem agora!Resmunguei e peguei a espada impedindo os tiros me atacarem. Mas eram muito e algumas balas vinha de raspão. Havia veneno naquilo e logo minha visão ficou turva e minhas pernas não obedeciam. Os braços já tremiam e a espada não ficava mais na minha mão. Eles aproveitaram e se aproximaram já me atacando e me batendo na barriga e segurando me cabelo enquanto riam.— Ora, ora. Se não é a senhorita Wayne. E pensar que eu consegui o troféu do dia.Falou um dos caras abafado por causa da máscara. — Mostre seu rosto se tem coragem, imbecil! Eles riram mais alto e voltaram a me bater.Tudo ardia e meus olhos ficaram mais pesados até eles pararem e voltarem a atirar para outro lado.— Cuidado!— O que foi aquilo? Um animal?!Os caras falavam entre eles.Logo eles se afastaram de mim e eu abri logo os olhos com esforço encontrando Thomas com as mãos pingando sangue.— Tom.. my.Apaguei enquanto os tiros voltaram com força.
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