Five of Witches

3 Capítulo 3- A Carta


Notas iniciais
Oiiii novamente!!! Espero que gostem!

Passei o resto todo do dia no meu quarto, não planejava sair dele nunca mais. Meu primo não era quem eu pensava que era... Mas se ele não era um humano ele era o que?! Como alguém não pode ser humano? Não conseguia acreditar nisso, era impossível, mas a verdade não parecia mais certa.

Sabe quando a verdade é uma ilusão? Era como se eu acreditasse em algo que nunca tivesse existido... Talvez o mundo seja mesmo um lugar sombrio e assustador que nunca saberemos todos seus segredos. Como se você vivesse em um lugar escuro, você nunca sabe o que se esconde por trás de tanta escuridão.

Ouvi a porta se abrir e estremeci, se fosse o Matheus agora seria minha sentença de morte.

—Você está louca Hale?! Vai embora e me deixa lá sozinha? Achei que tinha sido sequestrada! – Gritou minha mãe como se eu fosse uma inconsequente.

Fechei os olhos, como eu posso ter esquecido de avisar lá? Culpa de quem?! Claro, do Matheus! Foi ele que decidiu virar um mostro de olhos brilhantes. Mas se ele não tivesse aparecido o que teria acontecido?

Odeio quando penso assim, são muitas perguntas para poucas respostas... Se eu tivesse feito diferente o que teria acontecido? E se eu não tivesse feito nada? Como eu estaria agora? Será que melhor ou pior?

—Desculpe mãe... Esqueci completamente. –Respondi abrindo os olhos delicadamente.

—Ah esquece! Já te matriculei na escola e você começa na segunda. –Minha mãe falava enquanto andava até a porta e a batia com força, estremeci com o barulho.

Ela não parecia tão feliz como estava quando chegamos... O que será que aconteceu nesse meio tempo?

Às vezes eu gostaria de ter um livro que me falasse o que a vida me espera... Assim eu não ficaria tão surpresa quando as coisas simplesmente explodissem do nada. Senti uma pontada de sono, mas não queria dormir... E se algo acontecesse enquanto eu dormia?

“Estava deitada no sofá da sala olhando para o teto parcialmente branco... Por que nós sempre acabamos olhando para o teto? Antes de dormir olhamos para o teto, quando choramos olhamos para o teto, quando pedimos algo para teto também... é como se dele fosse cair à chave dos nossos problemas.

De repente senti como se estivesse sendo observada, me levantei rapidamente e olhei em volta. Nada.

Entrei em um pequeno desespero, isso é só um sonho Hale, não seja burra, nada pode te acontecer em um simples sonho.

Então por que eu não conseguia me convencer disso? O que está acontecendo comigo? Um dia eu tenho uma vida normal de adolescentes e do nada tudo muda e meu mundo vira de cabeça para baixo, esse tipo de coisa não existe... Eu devo estar ficando louca. Meu primo não pode não ser humano... Isso não seria possível.

Senti um arrepio em todo meu corpo, começou a escurecer como se a noite estivesse chegando mais rápido do que o normal.

Eu olhava para todos os lados a procura de algo que anormal... Virei minha cabeça rápido de mais que a minha visão ficou embaçada por alguns segundos, sentia minha cabeça girar, acabei me deparando com dois pares de olhos verdes me encarando, que logo depois sumiram, não sabia definir se eles realmente estavam lá ou era efeito da minha tontura. Isso não foi real, olhos não desaparecem nem reaparecem do nada.

Eh só um sonho... Tudo é possível em um sonho.

—Esta me procurando? –Escutei uma voz grave vindo de algum canto da casa.

—Quem é você? -Perguntei tentando achar de onde vinha à voz.

—Sou eu que devo perguntar isso!

—Ah eh? E por quê?

Ficou se um silêncio por alguns minutos... Esse silêncio me assustava.

—Por que você está na minha casa. –Ele cochichou em meu ouvido me arrepiando inteira.”

Acordei com uma forte luz que logo depois se apagou. Parecia um farol de carro ou algo do tipo, esfreguei meus olhos por alguns minutos até meu sono voltar. Nem me questionei o porquê dá luz, estava cansada de mais e também isso já não me importava.

“Quem procura, acha” e talvez eu não quisesse achar.

Quando eu iria votar para meu querido sono... A campainha tocou me acordando de vez. Saltei da cama, barulhos muito altos de manhã me assustam, na verdade qualquer coisa em qualquer horário me assusta.

Desci as escadas xingando o indivíduo de tudo o que é nome possível, devia ser umas 10 da manhã em um pleno domingo, essa pessoa não deve ter o que fazer.

Abri a porta com certa brutalidade e encarei a pessoa. Era uma garota de cabelo loiro escuro encaracolado que devia ter uns 15 anos. E me encarava sem expressão nenhuma no rosto, provavelmente se perguntado por que eu estou com uma cara de sono terrível.

—Sim?! –Perguntei.

—Você poderia chamar o San Monroe. –Disse ela com uma certa carta em mãos.

—Desculpe... Aqui no existe nenhum San Monroe. Só Matheus Monroe. Você deve ter confundido.

—Eu não sou burra. Sei ler muito bem. –Ela sorriu ironicamente.

Franzi a testa... Eu não fui grossa.

—Me desculpe... Não foi isso o que eu quis dizer.

—Não me importa. –Continuou ela me entregando a carta e saindo.

Continuei olha-la até sumir completamente da minha vista com a neblina em sua volta. Eu não quis ser grossa, na verdade na minha cabeça eu não fui grossa... Ela se irritou atoa. Bufei e fechei a porta com força.

Senti a casa toda tremer... Ou era apenas minha cabeça surtando. Coloquei a carta em cima da mesa de centro, mas algo me dizia para ler a carta. Acho que sou curiosa de mais às vezes, meu coração pulsava rápido, eu queria ler o que estava na carta.

E não parecia errado abrir la, afinal não existia nenhum San Monroe... Ou será que existia?

Estava quase convencida de abrir a carta...

—Filha! –Disse uma voz atrás de mim.

Virei-me rapidamente... Meu pai era o dono daquela voz.

—Paiiiiiii! –Falei o abraçando como se fosse uma filhinha mimada.

—Oi minha menina... Sentiu saudades? –Meu pai parou de me abraçar e me encarou.

Sorri gentilmente... Ele era maior do que eu, apesar de não ser tão pequena. Odiava o fato de ser alta, queria ser baixinha...

—Claro que sim papai. E você... Sentiu saudades minhas?

—Como não sentir? –Ele sorriu, e por quase um minuto pude esquecer que meu primo estranho existia.

Eu sabia que tinha algo de muito errado com Matheus, ou com essa casa. Mas às vezes fingir que está tudo bem me acalmava, por que afinal finjo tão bem... Que até eu mesmo acredito que é verdade. Acho que sempre espero uma bomba de realidade me atingir, alguém que jogue na minha cara que esta acontecendo, e eu tento não notar.

—Tio. –Ouvi a voz de Matheus descendo as escadas.

Meu Deus esse cara parece um fantasma que me assombra.

—Matheus! Quanto tempo... Você não mudou nada. –Papai o abraçou.

Meu sorriso se desfez, e de fato Matheus notou. Ele me olhava enquanto abraçava meu pai, seus olhos azuis diziam alguma coisa e não era alegria. Não sei por que, mas queria ter lido a carta, queria saber o que meu primo escondia não importa o que custar.

Voltei à mesa de centro e peguei a carta... Estava indo em direção ao meu quarto, meu pai provavelmente havia ido comer alguma coisa e Matheus o seguiu. Ninguém iria me atrapalhar, era a hora exata.

Abri a porta de meu quarto e a fechei em seguida. Abri o envelope com cuidado, ninguém precisaria saber que eu li a carta.

“San... estou chegando à cidade, senti saudades e espero que você também. Não vejo a hora de irmos a festa e beber muito como fazíamos antes.

Espero que nada tenha mudado, afinal sei que sua priminha está na sua casa, não vejo a hora de conhece lá. E tomara que ela não se assuste... Com o que nós somos.

Beijinhos de sua amiga, Kenna”

A carta me parecia normal, tirando um fato “E tomara que ela não se assuste... com o que nós somos.” Estremeci, estou torcendo para que o apelido de Matheus seja San por algum motivo. Não quero outro primo louco me aterrorizando. Desejo tanto a minha vida de volta, minha casa com meu jardim... Minha amigas, mesmo que elas só arranjem problemas, pelo menos elas não são loucas.

As vezes acho que só queria tudo de volta como era antes porque tenho medo de mudanças, elas sempre causam problemas e consequências, mesmo que sejam sempre necessárias.

Ouvi a porta abrir.

—Me devolver à carta. –Matheus falou antes mesmo antes que eu pudesse me virar para vê lo.

—Que carta? –Tentei esconde-lá atrás de mim... O que foi uma tarefa inútil, já que eu estava com cara de culpada e provavelmente Matheus lia mentes.

—Eu não sou burro e você também não. Hale... Você leu a carta?

Engoli seco... Neste momento eu preferia não ter lido.

Notas finais
Se estiverem gostando me avisem!! Obrigada.