Five of Witches
4 Capítulo 4- Sangue... Sangue... Sangue!
Notas iniciais
—E se eu tiver lido? Você vai sei lá, me matar?! –Disse com um pé atrás.
Matheus soltou uma risada.
—Claro Hale eu irei te matar e jogar seu corpo no mar, por que não?
—Isso não tem graça! Você não é humano, e eu não sei o que você é. E eu estou com medo, afinal eu moro na sua casa! -Falei rápido de mais sem ter pensado antes, isso em voz alta parecia muito sem sentido.
O sorriso de meu primo se desfez. –Para quem é a carta?
—Para mim não é óbvio? –Disse outra voz ecoando pelo meu quarto. A mesma voz de meu sonho... Como seria possível?
Virei rapidamente... E lá estava ele, um cara que deveria ter seus 18 anos, cabelos escuros e olhos verdes, mas não era um verde qualquer, era como se aquele tom de verde só fosse dele, como se fosse “criado” para ele.
—Quem é você? -Perguntei me afastando.
—Se eu fosse você não gostaria de saber. –Respondeu Matheus.
—Acho que você sabe quem eu sou... Afinal leu minha carta. –San sorriu, mas seu sorriso não mostrava alegria, era um sorriso estranho como se sorrir fosse um hábito e não um sentimento.
—Me desculpa... Mas eu estou confusa. Você é Matheus Monroe e você é San Monroe, são parentes?
—Você é um pouco lerdinha né? -Concluiu San, o encarei incrédula. A pessoa nem me conhece e já vai me julgando?! –Sou Samuel Monroe, mais chamado de San Monroe. Irmão do Matheus Monroe.
Eu ainda o olhava incrédula. Minha cabeça estava confusa, não que isso fosse difícil de entender, era fácil. Mas por que raios ninguém me falou de um segundo primo existente?
—Meninos! Desçam aqui. –Gritou minha mãe.
Virei-me rapidamente para a porta, então minha mãe sabia que San estava aqui... Mas como? Senti a carta sendo puxada de meus dedos, como o papel era fino cortou meu dedo. Oky podia ser apenas um cortezinho... Eu não ligava, tudo o que corta minha pele sou contra.
—Aí! –Gritei me virando para San.
Ele me olhou, depois olhou meu dedo, que deixava uma gota de sangue pingar até o chão. E parecia que Samuel observava cada movimento que o meu sangue fazia.
—San? –Perguntei estranhando seu comportamento.
Meu coração pulsava cada vez mais rápido. Parecia que tudo estava em câmera lenta... E eu odiava isso.
Mas quando Samuel me olhou, seus olhos não eram mais verdes, eram vermelhos. Arregalei meus olhos e saltei para trás, Matheus entrou na minha frente e segurou seu irmão antes que ele conseguisse me alcançar. Cai no chão, às coisas não estavam mais em câmera lenta.
O medo tomou conta de mim, San mudou a cor dos olhos de repente apenas com... Com o meu sangue. Respirava ofegante... O que a família Monroe era?!
—Samuel você está louco! Ela não pode saber! –Gritou Matheus.
—E eu ligo? –Parecia que ele tinha voltado ao normal.
Minha cabeça girava, parecia que ao invés de duas pessoas no meu quarto... Existiam viárias e todas diziam a mesma coisa. Tudo girava agora, as vozes de San e Matheus ecoavam por todos os lados me deixando mais confusa.
Vi quatro pares de olhos me encararem ou talvez fossem oito... Ou dez... Não estava bem, não me sentia bem.
—Ela tá bem? –Perguntou Samuel franzindo a testa.
Tentei me levantar, mas por algum motivo minhas pernas pareciam gelatinas. Como se meu cérebro tivesse derretido... Eu não tinha batido a cabeça, fisicamente estava bem, sem contar o corte no meu dedo, mas um simples corte não me faria ficar parecendo bêbada?
Cai novamente, mas desta vez alguém me segurou... Não me lembro quem. Estava borrado de mais, as cores se misturaram, como se fosse tinta recém-pintada. A última coisa que eu vi foram dois pares de olhos, olhos verdes.
“Pode parecer cliché... eu não ligo.
As pessoas podem pensar o que quiser, mas aqueles olhos eram lindos, não era um lindo qualquer... Não sei explicar. Mas acho que se outra pessoa tivesse aqueles olhos não seria o mesmo.
Eu sabia o que ele era... Mas não podia ser verdade.
Ah quer saber! Para! Para de falar que não pode ser verdade! É verdade e ponto! Se conforme.
Matheus e Samuel não eram humanos e isso estava na cara.
Acho então que meu choque de realidade veio mais rápido que o de costume.
Parecia que eu estava brigando comigo mesma, uma parte de meu cérebro concordava e a outra discordava. Mas as duas podiam estar certas...
Cansei de estar errada ou certa, desta vez não existe certo ou errado. Só existe e isso já é o suficiente.”
Fale com o autor