Five of Witches

13 Capítulo 13 - Pai?


Estava na escola, era aula de história e eu não conseguia parar de pensar nos lábios do Matheus... Eu queria beija-lo de novo e de novo... Aquilo foi tão bom, me deixou tão mais leve. Como se um sonho tivesse sido realizado.

-Hale será que minha aula é tão entediante? -Perguntou o professor me despertando da transe.

Senti todos os olhares em mim, odiava ser o centro das atenções. Não sabia o que responder a voz simplesmente não saia como se não existisse voz alguma.

Senti um frio interno passar por todas as partes do meu corpo, era como se o frio fosse um líquido percorrendo todas as minhas veias junto com o sangue, não sabia dizer se isso era medo ou vergonha.

De repente o sinal tocou avisando que a aula havia acabado.

-Salva pelo congo. -Disse ele por fim.

Coloquei todo meu material dentro da mochila e sai da sala o mais rápido que pode. Era hora do intervalo, ainda não tinha visto o Oliver ele deve ter faltado ou cabulo aula, se fosse eu fingiria estar doente só para passar o dia inteiro na cama.

Fui até o refeitório, se eu não podia falar com o Oliver, tinha que falar com a Alice. Eles são os únicos sobrenaturais que eu conhecia que não me assustam tanto quando meus primos e Kenna.

Apesar de que o Matheus não me assusta, não mais.

Fui até a “nossa” mesa e sentei, todos estavam lá. Tudo parecia normal, tirando o fato que Selena e Justin estavam trocando saliva na frente de toda a escola. Tirei minha visão deles, Oliver estava sentado na minha frente e mexia no celular, era como se o mundo a sua volta não existisse.

Não havia me perguntado antes porque ele mexe tanto nesse celular.

-Oliver? -Perguntei.

-Ah olá Hale. -Ele sorriu e guardou o celular em seguida.

Franzi a testa, será que só eu tenho piti com qualquer coisinha?!

-Tá tudo bem?

-Porque não estaria?

-Você sabe o porque! -Falei num tom um pouco mais alto.

-Não é uma boa ideia falar sobre isso aqui. -Informou ele olhando para as pessoas a nossa volta.

-Tem razão. -Me levantei, eu era muito curiosa... E quando mais a pessoa não me contava mais eu pensava sobre o assunto e inventava coisas que normalmente não eram reais.

-Aonde você vai? -Perguntou ele franzindo a testa ainda sentado .

-Vem logo.

Saímos do refeitório e fomos para um dos corredores. Virei-me para ele, Oliver parecia o mesmo Oliver e ele era o mesmo... Só que agora era um lobisomem.

-Como você é um lobisomem? -Perguntei a única coisa que eu ainda não entendia.

-Achei que você teria um piti primeiro.

-Eu sei o que existe. Meus primos não humanos, Matheus é anjo e Samuel é Vampiro.

-Eu duvidava. Bem... O sangue de lobisomem está na minha família a décadas, mas nós só conseguimos virar um lobisomem depois que matarmos um humano. -Respondeu ele.

-Ah... Você já sabia?

-Duvidava.

-E o Met? -Perguntei com certo medo na voz, talvez com medo da resposta.

-Esta morto. -Falou ele como se fosse óbvio.

-Sim... Mas... Você... Ele... Sabe! Morreu.

Senti algo vibrando no meu bolso, era meu celular e dizia “Mãe” na tela.

-Só um minuto. -Falei para o Oliver e atendi o celular.

-Oi mãe.

-Oi... Cadê seu pai?

-Meu pai? Como assim “cadê seu pai”?

Meu coração começou a bater mais rápido.

-Eu acordei num hotel sem lembrar de muita coisa.

-Oky... Mãe vai para casa, te encontro lá.

Desliguei o celular, por isso Kenna e Samuel estavam tão preocupados, era porque algo tinha acontecido com meu pai! Mais o que?! O que eles tinham feito? Eu não irei suportar se alguma coisa acontecer com meu pai!

-Oliver. -Eu encarava o chão tentando juntar as peças... Mas nada fazia sentido, era como se alguma coisa faltasse. -Me dá uma carona até em casa?

Notas finais
O que acham que aconteceu?? Até o próximo!!! Comentem, favoritem e etc.