Five of Witches

12 Capítulo 12- Borboletas de ácido.


Notas iniciais
Oiii, mais um capitulo minha genty!!!!

Resolvi tomar um banho quente para ver se acordava de uma vez por todas... Parecia que eu vivia num grande pesadelo sem fim.

Tinha me esquecido completamente do Met, será que ele realmente morreu? Coloquei meu uniforme, mesmo com tudo acontecendo ainda tinha que ir á escola, era um jeito prático de sumir de todos esses problemas sem solução.

Pude ver pela janela Matheus falando com uns policiais, acho que Kenna havia usado seu querido poder de sereia para convencer todo mundo a não ir atrás do Oliver. Passei uma maquiagem leve e desci as escadas, precisava saber se meus pais estavam bem...

-Oi querida. -Falou Kenna indo na minha direção.

Não sentia mais raiva dela, um dos meus grandes defeitos, não consigo ter raiva de uma pessoa por tanto tempo. Mas mesmo assim ela não me parecia confiável.

-Não me chame de querida. -Respondi revirando os olhos, se essa idiota não tivesse dado uma festa nada disso teria acontecido.

-Esta bem então princesinha. -Ela sorriu como se fosse inocente. -Mudando de assunto, já hipnotizei todo mundo, dizendo a seguinte frase “ninguém viu ninguém, ninguém ouviu nada e ninguém vai procurar por nada”.

-Oky, mas... E a garota que estava com o Met?

-A ruiva?

-Ela mesma.

-Disse a ela que o namoradinho dela era um idiota e que se meteu numa briga... A e também disse para não procurar o culpado.

-Ótimo... -Respondi enquanto Kenna se virava e andava até a porta. -Ei, cadê meus pais?!

Ela parou bruscamente, como se temesse que eu perguntasse isso. -Devem estar voltando.

-Kenna se eles não voltarem eu acabo com você! -Gritei dando um passo para frente.

-Isso é uma ameaça? -Perguntou se virando, ela gostava de estar no controle de tudo e quando não estava... Kenna virava um monstro.

-E se for? -O problema é que eu era muito teimosa.

-Olha aqui Hale Moon, um sobrenatural só morre se você arrancar o coração dele ou se você ferir o coração dele... E vejamos bem, você não consegue nem manter sua sanidade quanto mais me matar.

Kenna não tinha medo e também... Não tinha por que ter medo, apesar de tudo ela estava certa. Eu não conseguia manter minha cabeça no lugar, nunca iria conseguir acabar com ela.

-Mais que merda aconteceu na minha casa?! -Perguntou Samuel enquanto entrava na casa.

-Vamos dizer que a situação saiu do controle. -Respondeu Matheus andando lentamente, ele parecia pensativo como se tentasse entender algo.

-Percebi... Eu saí por algumas horas e um idiota mata outro idiota. -San deu aquele sorriso de hábito.

-Ele não é um idiota! -Respondi me aproximando dele.

-Kenna... Meu amor... Da próxima vez que você tiver uma ideia brilhante de dar uma festa na minha casa eu corto o seu pescoço. -Continuou ele me ignorando.

-A culpa não foi minha! Como eu ia saber que a Hale iria trazer um lobisomem?!

-Não vamos culpar os lobisomens por seus planos idiotas. -Respondeu Matheus me defendendo.

-Cala boca anjinho! –Gritou Kenna.

Como eles ainda não se mataram?

Bufei, olhando Samuel assim eu até me sentia mal por ter fugido dele, eu nem o conhecia e já comecei julgando. Ele é um vampiro e por mais bizarro que isso seja vampiros bebem sangue humano para sobreviverem... E eu tenho que pelo menos tentar entender o motivo dele ter escolhido viver assim, afinal existe um motivo para tudo.

-San me desculpa ter corrido daquele jeito. -Falei o mais sincera possível, mas ele nem me olhava, como se tivesse medo... Ou se sentindo culpado, como se escondesse algo.

-Tudo bem. -Samuel me encarou por alguns segundos, seus olhos queria dizer alguma coisa...

Franzi a testa, o que todos estavam querendo esconder? -Oky... Isso foi estranho. Eu vou para escola.

-Quer que eu te leve? -Perguntou Matheus, sua expressão era de preocupação, mas ele sorria docilmente, e era como se todos meus problemas pudessem ser solucionados com aquele sorriso.

-Cla...

-Não você não pode. -San me interrompeu.

Eu tinha ouvido aquilo mesmo? Nós três o encaramos franzido a testa.

-Desculpa, acho que não entendi. -Aquilo tinha sido ciúmes? Pera não! San não sentiria ciúmes de mim.

-Eu preciso muito falar com meu irmão... Uma coisa meio seria. -Samuel parecia preocupado, ele não era o tipo de cara que se preocupava, parecia mais o tipo de pessoa que diz “foda-se o mundo”. E toda essa preocupação me assustava.

-Oky... Já que insiste. Mas antes... Eu preciso fazer uma coisa.

Matheus se aproximou de mim, ele estava muito perto, perto de mais. Eu podia sentir sua respiração. Meu coração batia rápido, ele iria me, me beijar? Mas o que?! Não... Não... Isso não estava certo! Eu não podia beijar meu primo! Por mais que ele seja lindo, atraente e tivesse um sorriso que me traz tanta segurança...

Quem eu estou querendo enganar? Eu quero beija-lo, e aqueles lábios tão próximos de mim só me fazia querer mais e mais ainda.

Tentava achar motivos para não beijá-lo, só que não existia motivos para isso. Ele ser meu primo já não me importava mais.

Esqueci que Kenna e Samuel também estavam na sala, simplesmente ignorei suas presença. E beijei Matheus, foi um beijo calmo e apaixonado... Ele pediu passagem com a língua e eu deixei, suas mãos estavam na minha cintura e ele a apertava de leve.

Meu estômago revirava como se existissem várias borboletas dentro de mim... Borboletas feitas de ácido, que queimava e perfuração... O problema era que essas borboletas davam uma sensação boa de mais.

Notas finais
Matheus e Hale? Será???