Five of Witches

6 Capítulo 6- Morrer?


Notas iniciais
Oiii minha genty! Mais um capítulo para vocês, genty se vocês estão gostando me falem e se vocês acham que eu devo melhorar me digam como.

Para minha felicidade o dia estava passando rápido. Logo veio a primeira aula, depois a segunda e a terceira. Sem nada de muito especial acontecendo, acho que depois de um tempo ninguém mais notou que eu era aluna nova ou que era parente dos Monroe.

Oliver só estava nas minhas aulas de física e história, então nas outras aulas eu tive que tentar conhecer algumas pessoas, mas sou péssima em começar uma conversa com quem não conheço.

Estava viajando mentalmente durante a aula de geografia, olhava para a janela que dava no corredor, a musica do Justin Bieber não saia da minha cabeça, acho que até estava cantando ela baixinho. Mas meus pensamentos estavam em outro lugar.

Até que San apareceu na janela falando algo para mim, ele me desconcentrou totalmente, nem lembrava mais que musica estava cantando. O olhei franzindo a testa tentava ler seus lábios, mas a única coisa que entendi foi “agora!”. Ele parecia bravo, e isso me assustava, um vampiro bravo? Não queria nem imaginar isso.

Levantei a mão.

—Sim? –Perguntou o professor.

—Eu não estou passando bem, posso ir ao banheiro? –Odiava mentir, mas acho que Samuel não podia esperar nem eu me levantar, ele era meio impaciente.

—Claro, mas você não prefere que eu chame a enfermeira? –O professor soava preocupado, mas sua expressão era de quem nem se importava.

—Não precisa.

Levantei-me e sai da sala de aula, olhei em volta do corredor e nada. Onde San tinha ido? Andei pelos corredores tentando encontra-lo, mas tudo parecia um labirinto.

—Onde você estava com a cabeça? –Gritou uma voz atrás de mim.

Virei me para ele. –Ahan? Do que você está falando?

—Para quem você contou? -San se aproximou de mim, minha respiração ficou acelerada.

Contei? O que eu tinha contado? Será que eu falei algo que não devia para o Oliver? Mas o que eu tinha falado para ele? Por que eu não conseguia lembrar? E cada segundo que eu demorava para responder mais Samuel se aproximava. Até que seus olhos mudaram de cor, senti cada membro do meu corpo congelar, era como se eu não conseguisse meche-los.

—San... O que eu fiz exatamente?

—Você contou sobre...

—Mim. –Outra voz apareceu, era a voz de uma mulher. Ela estava um pouco longe, mas quando se aproximou...

Meu Deus ela era linda, seus cabelos morrões iam até metade das costas, sua pele era meio bronzeada e seus olhos eram de um marrom diferente, talvez mais claro que o normal em um tom meio avermelhado.

—E quem é você? –Perguntei enquanto me afastava de San.

—Sou Kenna. –Disse ela me dando uma mão para cumprimenta-la.

Ela não era alta, mas por causa de seus saltos ficava do meu tamanho. Peguei sua mão, era fria e me passava uma sensação estranha... Uma sensação de...

—Não fique com medo. –Continuou Kenna soltando minha mão.

Pisquei algumas vezes até conseguir sair do transe que estava, ela leu minha mente? –O que eu disse sobre você?

—Nada. –Respondeu ela com um sorriso irônico.

—Nada?! –Gritou Samuel indignado.

—Pare de gritar querido! Se as pessoas aparecerem não irei poder fazer meu show.

Querido? Quem ela pensa que é? Pera... Na verdade quem era eu para ficar tirando satisfações? –Show? –Perguntei me afastando dela. –Que show?

—Esse. –Respondeu ela piscando os olhos mais inocentemente possível.

Eu não estava mais na escola, o lugar era tudo escuro, não conseguia ver nem mesmo a palma da minha mão era como se eu fosse completamente cega. Não queria andar. Queria voltar para a escola! O que ela era? Achei que fosse uma vampira! Mas... Vampiros conseguem fazer isso?

Meu coração acelerava, por que isso estava acontecendo comigo? O que de tão errado eu fiz? Ouvi um barulho atrás de mim, virei me rapidamente, outro barulho, pensei em virar novamente mas não conseguia definir de onde ele vinha, eram muitos sons ao mesmo tempo, comecei a me sentir um pouco tonta, olhava para todos os lados em questão de segundos mas a unica coisa que eu via realmente era o escuro. Eu soava frio. O que estava por trás de tanta escuridão?

—Kenna! Tira-me daqui! Por favor! –Gritei, mas minha voz só ecoou.

E o som se aproximava cada vez mais, tropecei em algo e cai com tudo, mas eu não cai no chão, eu ainda caia, não existia chão... Eu só caia em alta velocidade, mas tinha que ter algo depois, ou eu iria cair eternamente? E isso só me apavorava mais, por que eu sai da sala de aula?! Deveria ter ficado lá!

Senti meus olhos se enchendo d’agua. –Kenna... Por favor!

De repente cai em algo denso, não conseguia respirar, percebi que era água... Tentei chegar à superfície, mas não existia superfície. Entrei em pânico, eu ia morrer sufocada, eu nadava e nadava, estava escuro de mais, não sei se era um mar ou um lago, só estava torcendo para não ter nenhum tipo de alma viva que me puxasse para baixo.

Pera... É só uma ilusão, isso não existe!

—Tem certeza? –Disse uma voz parecida com a da Kenna.

Tentei procura-la, mas não conseguia ver nada, até que entendi. A voz veio da minha mente, ela estava controlando a minha mente.

Senti algo puxando minha perna só porque eu disse, tentei me soltar... Mas falhei, essa coisa me puxava para o fundo, eu precisava respirar, precisava de ar. Senti minha pele sendo rasgada, gritei, mas isso só adiantou para entrar água pela minha boca.

Kenna deveria estar vendo o que tem na minha mente, vendo meus reais medos e os usando contra mim. Que tipo de coisa uso o mal para se sentir feliz?!

Eu não controlava mais meu corpo, me sentia mole e fraca, meu sangue se dissolvia na água densa e a água entrava pela minha boca e nariz...

Nunca pensei em morrer assim, mas eu não podia morrer. E meus pais? Eles nunca saberiam o que realmente aconteceu consigo? E meus amigos? E o Oliver? O Matheus? Eu iria morrer vivendo quase nada? Não iria me apaixonar? Nem ter uma família? Nem dirigir... Nem nada?

E como eu seria lembrada? As pessoas sentiriam minha falta?

Senti minha alma sendo tirada do meu corpo... Sendo puxada pouco a pouco... É eu realmente iria morrer assim.

Notas finais
Obrigada por lerem, comentem, favoritem e etc.