Five of Witches

7 Capítulo 7- Quarto escuro


Notas iniciais
Sim mais um capítulo, espero que gostem!!

Abri meus olhos devagar... A luz que vinha da janela quase me cegou, mas não me importei com isso, passei minhas mãos pelas pernas, elas não pareciam feridas, pera... Eu estava viva! Respirei fundo sentindo o ar em meus pulmões, me sentia como se fosse um antigo brinquedo eletrônico sendo religado depois de anos sem ser usado. Era tão bom sentir o ar entrando saindo pelo meu nariz.

—Eu estou viva. -Disse mais como se fosse um suspiro.

Nem eu mesma acreditava, aquilo tudo foi tão real, eu realmente senti a dor e o medo, não era um simples pesadelo, parecia mais um "universo paralelo" onde a pessoa pode manipular o que acontece... Mas porque ou como a Kenna fazia isso eu já não sabia.

—Bem... Eu sou uma sereia já que perguntou. -Respondeu ela encostada na parede do quarto que eu acredito ser do Samuel.

—Meu Deus você está bem. — Falou Matheus esfregando a mão no rosto como se fosse uma surpresa eu estar viva.

—Eu disse que ela estaria. -Respondeu San, mas o ignorei. Ele estava lá e não fez nada! Me deixou sozinha pensando que iria morrer!

—Pera...Sereia?- Perguntei sem dar muita atenção ao fato do Matheus ter ficado preocupado comigo.

Eu ainda não tinha olhado para Kenna... Mas quando olhei, uma raiva entrou em mim, nunca pensei que sentiria tanta raiva de uma pessoa. Consegui perceber que meu corpo havia ficando mais quente, não existia um porque dela ter feito isso comigo ela fez por que quis... Mas também estava com medo, se Kenna fiz isso uma vez poderia fazer outras.

—Você é meio lerda não é? -Perguntou ela. –Você acha que só existem anjos e vampiros, porque não pode existir sereias?! Ou bruxas? Fadas... Lobisomens?

—Cala a boca Kenna, ela ainda não sabe de tudo. -Olhei para o dono da voz, desta vez não consegui ignorar sua existência. Meus olhos se encheram de lagrimas, eu tinha confiado nele, achei que com ele estaria segura, e mesmo assim Samuel me deixou achar que tinha morrido.

—Won, você achou que seu príncipe iria te ajudar? Desculpa estragar seus sonhos. -Continuou ela com a cara inocente percebendo que eu estava quase chorando.

—Cala a boca vadia! -Falei entre dentes deixando algumas lagrimas caírem.

—Quem você pensa que é para me xingar?! Olha que eu faço outro showzinho.

—Faça! Eu não me importo! Cansei!- Levantei da cama e a fuzilei com o olhar.

Na verdade eu não sabia no que estava me metendo, estava morrendo de medo dela entrar na minha mente novamente, mas estava cansada de todos me acharem frágil...

—Ah parem de brigar, parecem duas crianças! -Interveio novamente San me encarando.

O olhei, como ele pode? Eu não devia confiar tanto em uma pessoa que eu não conhecia, ele era só mais um garoto com olhos bonitos e ar de babaca, não tinha nada de mais, pare de achar que todo mundo é bom como você Hale!

Estava brigando comigo mesma, mas esse sentimento que eu sentia era terrível. Era como se meu estômago estivesse revirado, minha garganta queimava, eu queria gritar, ninguém parecia realmente preocupado comigo, eu pensei que estava morta e todos agiam como se fosse algo normal! Talvez no mundo deles fosse, mas no meu... Não era.

—Ela que começou! Não venha por a culpa em mim Samuel!- Disse Kenna em sua defesa.

Continuei calada, o que iria adiantar falar?

—Ah Kenna, não me venha com essa! Eu te conheço. –Disse ele.

Parecia briga de casal... Bem talvez fosse.

Senti algo tremendo em meu bolso era meu celular, dizia "Oliver" na tela, então atendi.

—Oi Oliver.

—Olaa, tá tudo bem? Você saiu mais cedo da escola, o que aconteceu? -Ele parecia preocupado.

—É, estou bem... Tive um problema familiar. -Não era bem essa palavra que eu queria usar.

—Ata... Então, eu e uns amigos da escola que você conheceu mais cedo vamos numa lanchonete perto da escola, quer vir?

—Claro, estou aí em um minuto.

—Oky.

Ouvi a ligação terminar, então encarei os três que também me encaravam.

—Eu vou sair. — informei. — E preciso de um carro.

—Além de lerda é folgada, só o que me faltava. — Falou Kenna rindo sarcasticamente.

Como essa garota consegue ser tão irritante?! Dá vontade de bater nela até não sobrar nem um fio daquele maravilhoso cabelo, como San a aguenta?

—Eu não vou te emprestar meu carro. -Falou Samuel como se o carro fosse seu xodó.

—Beleza. — Respondi indo em direção a porta.

—Hale. -Chamou Matheus, me virei para ele, pensei por um segundo que talvez ele entendesse o que eu estava sentindo. -Pare de birra, você não morreu, está viva, eu sei que isso tudo é novo para.... -Mas me enganei.

—Não me importo Matheus, eu não pedi isso, eu nunca quis isso. Eu queria uma vida normal...e olha o que arranjei. -Respondi, era meio que mentira.

Eu amava viver em um mundo meio sombrio, mas também amava viver no meu mundo em que eu vivia desde que nasci, não era justo eles me fazerem viver como se fosse como um deles, afinal eu era humana.

Sai de casa e andei até a entrada do bosque, não parecia muito seguro, mas que escolha eu tinha? Entrei no bosque pensando positivo, nada vai me acontecer, nada me aconteceu antes, então nada me acontecera agora.

Era só você decidir não acreditar, por que quando você acredita até as coisas menos prováveis acontecem. As vezes acho que falar que acredita é como se acendêssemos a luz em um quarto escuro, nos achamos que nada existe no escuro, mas quando enxergamos com nossos próprios olhos, vemos estávamos enganados.

Notas finais
E ai o que acharam? Gostaram da Kenna? kkkkk