Firsts Months
3 Terceiro Mês: Celebração Mais Do Que Especial.
Elisa estava esperando Callen na frente do tribunal. A audiência de Eric havia terminado e Elisa havia conseguido uma vitória sobre o ex. olhando para frente do prédio, ela viu Hetty e Eric, descendo com uma pasta nas mãos.
— Vocês perderam o show. – Elisa desceu a escada até Hetty e a abraçou. – Eric pode pegar um tempo bem considerável de prisão. E se isso que você tem na mão é o que eu estou pensando, então não vamos ver ele por muito tempo.
— Sim, eu acho que ele vai ficar um tempo bem longo na prisão. – Hetty passou a pasta selada. – Dentro dela, você vai encontrar fotos da tela de um site que Eric usa muito. É um site da Dark Net dedicado a compra e venda de maconha. Tem de tudo. Seu ex criou um império e o pai dele nem sabe.
— Germano é um homem bom. – Elisa suspirou ao ver as provas. – Ele vai ficar arrasado.
— Fico feliz que ele tenha a neta. – Eric Beale sorriu. – Pelo menos ele vai poder se dedicar a ela.
Elisa sorriu e os três entraram no tribunal. Eric olhou para a pasta nas mãos de Elisa, no sorriso e no andar confiante da ex namorada e nos dois agentes que a acompanharam na entrada.
— Meritíssimo, peço que a sessão seja reiniciada. – Elisa viu Callen se sentando, com um sorriso estampado no rosto. – Tenho provas que eu desejo que sejam anexadas.
— E com base em que você pede isso, doutora? – Maison se levantou irritado. – Ele já foi condenado de qualquer forma.
— Peço isso com base na lei vigente desde 2009 que diz que qualquer julgamento pode ser reiniciado se ou alguma prova foi deixada de lado ou esquecida de ser anexada em um prazo de duas horas do final da sessão original. – Elisa jogou o código da ordem na mesa de Maison. – E as provas que tenho aqui vão deixar a imagem de bom moço que o Sr Eric tentou futilmente passar neste tribunal.
— Bem, se Elisa tivesse ficado comigo nada disso estaria acontecendo. – Eric olhou com raiva para Callen. – Quero dizer, um agente federal tem armas, ele pode acidentalmente disparar contra ela e se livrar.
— Respeito seu posicionamento, Eric, mas é um posicionamento estupido. – Callen deu um olhar decidido. – Se caso eu atirasse em alguém por acidente não seria em Elisa. Acredite em mim, ela sabe muito bem atirar com uma arma. Eu seria baleado por ela.
Todos olharam para Callen. Eric claramente ficou incomodado ao perceber que Elisa fora ao campo de tiro com Callen.
— Achei que você não gostava de armas. – Eric a questionou.
— Bem, Callen me explicou os procedimentos de segurança e agora tenho porte. – Elisa sorriu. – Quem sabe quando alguém quer tentar se fazer de macho comigo.
— Podemos voltar ao debate inicial? – O juiz pensou por um momento.
Depois de pensar, ele fez sinal para Elisa que se aproximou e abriu a pasta. Seu rosto mudou de aborrecido para chocado e enfim, para “com vontade de jogar aquele homem na cadeia”.
— Senhor Eric. – O juiz abriu a pasta para que o pai de Eric, o advogado dele o próprio réu vissem seu conteúdo. – Você realmente mantem um cartel na Dark Net?
— Bem, você sabe... – Eric olhou para a porta e literalmente saiu correndo.
— Eric, volte já aqui! – Germano se enfureceu ao saber o que o filho fazia. – Você não vai ter minha proteção se cruzar essa porta.
— Vá para o inferno, papai. – Eric abriu as portas e saiu do tribunal.
— Acho que serve como uma confissão de culpa. – Callen disse. – O que vai acontecer?
— Eu não quero saber. – Germano respirou fundo. – Aquele rapaz que fugiu não é mais meu filho. Se ele for preso, jogue a chave fora.
— Germano! – Elisa saiu correndo até o ex-sogro. – Eu sei que você provavelmente está com raiva de mim, mas eu desejo tudo de bom para você.
— Nunca me conformei pelo meu filho ter traído uma mulher como você, Elisa. – Ele se abaixou e deu um beijo na testa dela. – Vejo que conseguiu um homem bom. Cuide bem dela, agente. Ela vale ouro.
Callen colocou a mão no ombro de Elisa e sorriu. Provavelmente Eric tentaria entrar em contato com Elisa.
— Eu tenho certeza que você vai conseguir uma vaga como juíza federal. – Callen a beijou. – Vamos, Eric vai provavelmente entrar em contato com a gente. E eu quero ter meu papinho com ele.
Elisa abriu a porta e percebeu que um carro havia seguido ela e Callen desde que saíram da rua do tribunal. Callen a olhou com amor e lhe entregou uma arma.
— Elisa! – Eric finalmente saiu das sombras do corredor. – Que bom que agora temos chance de conversar.
— Eu acho que não, Eric. – Callen deu um olhar para ele. – Escute aqui, eu poderia lhe dar um tiro aqui nessa sala, mas acontece que eu não quero manchar o carpete. Então, eu vou lhe dar um aviso. Se algum dia você conseguir a liberdade condicional porque Deus sabe que um dia você vai conseguir dinheiro para isso, se isso acontecer, eu quero que você vá para bem longe. Alasca, talvez.
— Acho que você não deveria ameaçar as pessoas, agente Callen. – Eric disse presunçoso.
— Mas se você realmente tentar se aproximar dela, eu vou cortar um por um dos seus dedos e depois vou enfiar eles em um lugar onde você nunca mais vai conseguir retirar. – Callen pegou uma maça da cesta de frutas e se sentou. — E depois, eu vou levar você para um precipício qualquer, te jogar de lá e fingir demência quanto ao que aconteceu.
Eric olhou para Elisa, calmamente decorando um bolo na cozinha. Saindo do apartamento de sua ex, ele se viu cercado por mais de uma dúzia de policiais e os amigos de Callen.
Ele resolveu se entregar. Olhando para o pai dele, que se virou para Hetty e depois saiu, ele descobriu que estava acabado. Drogas, ameaças e é claro, traição. Eric já estava percebendo todas as burradas que fez na vida.
— Já disse que eu te amo hoje? – Elisa beijou Callen. – Porque se eu não disse, estou dizendo agora.
— Você diz isso todos os dias. – Ele sorriu para ela. – E nunca fica ruim. Eu amo.
— Sabe como eu descobri que Eric me traiu? – Elisa disse, precisando desabafar um pouco. – Eu encontrei uma peça da Giovanna na minha gaveta. E quando eu a confrontei, ela disse que Eric jogou o charme dela. Acho que vou ligar para ela e pedir para que ela me perdoe por eu ter sido muito rude e que ela volte a ser minha amiga.
— Onde você andou toda a minha vida? – Callen beijou Elisa nos lábios.
— Só esperando você. – Elisa beijou Callen e enquanto eles andavam até o quarto se beijando, ela acabou batendo no rádio que se ligou e começou a tocar Thank U, Next da Ariana Grande. – Eu adoro essa música.
— Eu também. – Callen a deitou na cama e os dois fizeram amor.
Na manhã seguinte, Elisa acordou e depois de um banho, abriu o armário do banheiro e pegou uma caixinha cor de rosa dele. Ela fez suas necessidades e colocou o graveto dentro, suspirando e torcendo que ela estivesse grávida.
Apesar do resultado negativo, ela sabia que teria mais oportunidades e claro, se dependesse dela e de Callen, logo haveria uma criança correndo pelo apartamento. Ela anotou as especificações dele e falaria com Callen sobre uma mudança.
Ele ainda estava dormindo quando ela terminou de se vestir. Deixando um muffin de coração na mesa, ela beijou o namorado e saiu pronta para mais um dia de trabalho.
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