Firsts Months

4 Quarto Mês: Decisões Em Casal.


Apesar de Elisa ter dito que procuraria sua antiga amiga, ela desistiu disso. Ela descobriu que a garota havia sumido e deixado a filha com o avô. Ela sabia disso porque Germano havia sido notificado pela promotoria e ela foi a advogada dele.

Depois de tudo o que ela e Callen passaram juntos, eles decidiram ir em busca de uma nova casa para os dois. Apesar dela amar seu primeiro apartamento, ela sabia que logo eles teriam um bebê juntos e precisariam de uma nova casa.

Eles visitaram quatro casas antes de entrar em contato com a dona de uma casa estilo antigo no centro de Los Angeles. Era a dez minutos do prédio da promotoria e há apenas duas quadras do prédio da NCIS.

— Essa casa foi muito usada para cenas de filmes. – A corretora disse. – Mas não filmes de ação, então felizmente as paredes ainda estão todas intactas.

— Menos mal. – Elisa olhou para Callen segurando uma risada. – E você gostou, G?

— Não. – Callen a olhou nos olhos. – Eu a amei. É perfeita e perto de nossos trabalhos.

— Desculpe-me perguntar, mas o que vocês dois fazem? – A funcionaria viu Callen hesitar. – Não é algo ilegal, certo?

— Não vendemos drogas. – Elisa riu. – Eu sou promotora e ele é empresário e investe em ações para empresas que o contratam. Tipo um cafetão de ações.

Aquela frase fez Callen cair na gargalhada. Tudo bem que seu real trabalho era algo que ninguém deveria saber por motivos óbvios, mas descrever ele como um cafetão de ações foi um pouco demais.

— Ainda bem. – A mulher sorriu. – Então, financiamento?

— A vista na verdade. – Callen abriu a mala e mostrou as notas. – Como dissemos, não vendemos drogas. Sou um cafetão de ações.

— Certo. – A mulher tinha que fazer um telefonema antes de fechar o negócio.

— Cafetão de ações? – Callen puxou a namorada para seus braços e deu um beijo na boca dela. – Estamos fazendo a coisa certa? Morar juntos?

— G, eu sei que você ainda tem medo de ser abandonado e tudo bem, mas eu vou estar com você para sempre. – Elisa sorriu. – Acredite em mim. Para mim vai ser sempre o meu homem, o homem que esteve comigo quando aquilo tudo com Eric e eu tenho certeza.

— Acho que eu vou ter que garantir isso. – Callen sorriu. – Vamos jantar no nosso terraço pela última vez antes de nos mudarmos?

— Vamos. – Elisa o beijou. – E essa casa, tem um terraço também.

— Bem, eu falei com o dono da casa e ele está vindo. – A corretora viu a paixão dos dois aflorar. – Parabéns.

Pride, o pai de Elisa desceu em Los Angeles vindo de New Orleans, louco para ver a filha. Ela estava esperando no aeroporto com Callen. A abraçando e depois abraçando Callen, eles foram para um bar em Los Angeles.

— Eu já volto. – Elisa beijou Callen e deu um aceno ao pai. – Se comportem meninos.

— Então, como estão as coisas entre você e minha filha? – Pride não fazia rodeios. – Você sabia que iria vir essa pergunta.

— Sim. – Callen se virou para ele. – Dwayne, eu quero sua benção para pedir Elisa em casamento.

O outro homem cuspiu a bebida que tomava, quase se engasgando ao mesmo tempo.

— Desculpe, o que? – Pride não podia deixar de ficar feliz com essa frase. – Você quer que eu te de permissão para casar com Elisa? Ela é já de maior.

— Eu sei. – Callen mostrou o anel de diamante oval que ele havia comprado para Elisa. – Eu só achei que seria uma coisa convencional eu a pedir em casamento.

— Callen, por mim vocês dois já podem começar uma família. – Pride sorriu. – Só não se esqueça que eu sou agente federal. E ela é promotora. Geralmente isso basta.

— Sem dúvidas. – Callen sorriu. – Quer ajudar a gente na mudança? Compramos uma casa grande que tem seis quartos.

— Espero que todos fiquem ocupados. – Pride olhou para Callen. – O que? Eu quero netos, não me culpe.

— Aqui, mais bebidas para meus dois homens. – Elisa sorriu para o pai e depois beijou Callen. – Então, os meninos se comportaram?

Os dois sorriram, porque Callen queria fazer algo apenas para os dois.

No dia seguinte, todos os agentes que trabalhavam com Callen resolveram ajudar na mudança. As chaves só deveriam ser entregues ao novo dono dois dias depois. Durante a mudança, Callen montou uma mesa de jantar na cobertura, com direito a vinho e um rádio tocando as músicas românticas que ele e Elisa adoravam.

Enquanto isso, Elisa foi ao banheiro e pegou um teste de gravidez que fora deixado depois de todo o resto ser guardado em uma caixa. Ela fez xixi e colocou o bastão dentro. Cinco minutos se passaram e ela suspirou. Ainda não foi dessa vez.

— Fazendo um teste de gravidez? – Callen entrou no banheiro e olhou. – Ainda sem sorte?

— Bem, com todo o sexo que praticamos, achei que seus soldados haviam invadido meu forte. – Elisa brincou. – Talvez a gente tenha que praticar mais um pouco.

— Sim e vamos fazer isso. – Ele a vendou. – Mas primeiro, eu tenho uma surpresa para você.

A ajudando a subir com aqueles sapatos de salto que ele adorava e ela também, ele tirou a venda dela e Callen pode ver o amor nos olhos dela.

Pegando a taça de vinho, Elisa o beijou. Callen sabia como fazer ela se sentir especial. Havia rolinhos primavera, um belo prato de massa tipo espaguete e também um monte de morangos cobertos com chocolate.

Os dois comeram e riram, sabendo que o novo dono iria usar o terraço como sua área de lazer e nunca descobriria seus segredos sexuais.

— Eu vou sentir falta desse lugar. – Elisa olhou para ele. – Foi aqui que tudo começou. Nosso primeiro beijo, nosso começo de namoro. Eu tenho lembranças lindas daqui.

— E eu quero fazer mais uma. – Callen sorriu enquanto Inside Of Love tocava no rádio. – Elisa, todos os nossos beijos, nossas noites se amando no quarto e agora vamos nos mudar juntos. Mas não quero que sejamos mais namorados. – Ele tirou uma caixinha de anel de dentro do bolso e ergueu até ela. – Elisa McGee Pride, você fez de mim um homem feliz, me daria a honra de ser seu marido? Quer se casar comigo?

— Não preciso pensar duas vezes. – Elisa o beijou se levantando. – Sim! Sim! Eu quero me casar com você.

— Deus, você acabou de me fazer o homem mais feliz do mundo. – Ele colocou o anel no dedo dela e sorriu. – Eu acho que uma última vez aqui nesse terraço não vai matar ninguém.

— Não tenho dúvidas disso, meu amor. – Elisa o beijou e tirou o casaquinho fino que usava no ar fresco. – Venha e me pegue, bonitão.

— Eu sempre pego. – Ele a beijou, a deitando sobre o concreto do terraço.

Podia ser a última noite nesse terraço, mas a nova casa também tinha um.