Fire With Fire

4 Ruivos batem em mãos enquanto são derrubados.


Notas iniciais
MUUUITO OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS GENTE! Escrevi esse hoje correndo porque vi que tinham bastante!
Icegirl vai ficar meio parado, porque nao tem comentários suficientes, então foi escrever pra qual tiver mais. Se as duas tiverem, pras duas.

Agradecimentos a duas pessoas, será que vocês sabem quem são?

Ontem foi um dia excelente! Consegui a inscrição, consegui um baterista, passeei com Matt e ainda toquei uma música e todos gostaram. Depois que eu acabei a música, Matt disse que tinha que ir e eu compreendo. Ele não era um sem emprego como eu. Não que isso fosse durar muito tempo, uma vez que eu só precisava encontrar mais membros.

Eu e Kylari estávamos em um shopping, Sting estava nos acompanhando, mas era bem quietinho. O movimento estava bem grande, mas o lugar era tão grande que eu podia me mover sem me sentir mal – afinal, eu tinha claustrofobia, sutil – ou ficar sem entrar AM alguma loja.

Comprei lentes de contato variadas, porque eu não podia ter meus antigos olhos castanhos, Cam ao podia suspeitar que eu fosse Clarissa. Entramos em uma loja com roupas e itens específicos para o nosso estilo, precisávamos de um visual, e Kylari gostava muito de comprar. Mesmo ela tendo todo esse talento e esse estilo, cuidava de uma creche pela manhã. Sting era incrivelmente bonito e tinha estilo, mas era do tipo que poupava. O que desencadeou o apelido “Padre”.

- Vamos comprar algumas peças – Digo assim que entramos na loja, com diversas sessões e coisas bonitas ao estilo gótico – E depois comer, por favor – Falo faminta.

- Estou indo – Sting caminha mecanicamente até uma área com diversas camisas com uma placa escrita “em promoção”, com aquela expressão de indiferença.

Eu e Kylari rimos e nos separamos, procurando por coisas que gostássemos. Eu ainda estava com aquela sensação maravilhosa de ter comprado algo legal, sabendo que diversas lentes estavam sacudindo em minha bolsa estilizada para parecer um teclado. De certa forma, com as minhas roupas e meu visual, eu me sentia protegida, porque as pessoas comuns temiam. Velinhas detestavam meu cabelo, embora Amélia tivesse gostado. Trajava uma blusa tomara que caia azul-marinho com preto; Uma espécie de sobretudo voava com meus passos precisos e rápidos, eu estava mais alta por causa do coturno preto.

Passo de blusa a blusa, “folheando” o cabide em busca de algo que me agradasse. No momento que meus olhos brilham de felicidade por ter achado algo legal, uma mão masculina também toca a mesma peça. Ergo meu olhar até o infeliz que queria a minha preciosa camisa do Winged Skull e me surpreendo ao encontrar um ruivo muito bonito. Mas é claro que eu não ia desistir da minha camisa por um rosto desses.

- Uma garota que conhece Winged Skull? – Ele ergue uma sobrancelha, mas vejo que sua mão não solta a camisa.

- Fazer o que – Dou de ombros – O guitarrista é simplesmente demais – Me empolgo, esquecendo que ele era meu inimigo de camiseta.

- Eu me inspiro nele para tocar – Ele tira as mãos dele da camiseta e meus músculos relaxam – É pequena demais pra mim – Ele maneia a cabeça em direção à camisa.

- Obrigado – Pego a camisa antes que mais alguém faça, e estendo minha mão e ele aperta – Sou Mizeria.

- Castiel – Sua voz era firme, e eu tive vontade de chamar Kylari para dar uma olhadinha nele. Ele já estava indo embora quando chamo a atenção dele novamente.

- Cara, estamos formando uma banda para entrar tentar entrar na agência Red Star, — Digo com o meu novo tom imponente e do tipo que sabia das coisas – Tá a fim de tentar? Isso é, se você é bom.

O ruivo pisca e caminha em direção à saída da loja. Levo aquilo como um “me siga”, então deixo a camisa meio escondida e o sigo. Logo ao lado da loja em que estávamos, havia uma loja de música. Ou seja, testar instrumentos de graça! Sem rodeios, ele pegou a guitarra e ajustou-a como ele queria.

Olhei para o dono da loja e ele fitava Castiel com um ar de companheirismo. Quantas garotas você trouxe aqui, Castiel? Ri de meus pensamentos, que foram estilhaçados por Castiel, que tocava maravilhosamente. Ele simplesmente estava lindo, com seus olhos cerrados pela concentração na música, seus dedos correndo livremente pela guitarra, fazendo sons coerentes.

Sinto as mãos tocarem meus ombros suavemente, e pelas unhas vermelhas bem feitas, soube que se tratava de Kylari.

- Achamos nosso segundo guitarrista. – Digo a ela, sorrindo vitoriosa.

Ruivos batem em mãos enquanto são derrubados — Parte 2:

Estávamos em uma praça de alimentação saboreando batatas-fritas – exceto Sting que comia carne loucamente – e uma boa coca-cola. Antigamente, eu jamais faria isso. Divertir-me e comer esse tipo de coisa. Cam manipulava tanto meu coração quanto meu estomago. Queria que eu comesse exatamente o que ele comia. Maldito, me fez perder o lado bom da vida por anos!

Castiel era emancipado porque os pais viajavam muito. Junto com um amigo, ele compõe e toca algumas músicas em um colégio chamado Sweet Amoris. Lógico que todos rimos daquele nome estranho, mas ai ele veio com uma piada tipo “O Sting está comendo o corpo de cristo” e a piada fez com que não tirássemos mais as suas custas.

Percebo que o movimento de um horário para o outro aumenta drasticamente, pessoas indo de lá pra cá, se amontoando em filas para comer com uma velocidade monstruosa.

- Porque todo esse movimento? – Pergunto, e Kylari faz uma expressão de que estava com essa duvida também.

- Provavelmente é aquele cantor novo dando autógrafos – Diz Castiel, dando de ombros.

Meu coração começou a bater descompassado, eu fiquei subitamente nervosa, e sinceramente, acho que sei por quê. Medo de ver Cambriel?

Meu outro lado provavelmente tinha medo e ao mesmo tempo uma vontade insaciável de vê-lo. Entretanto, meu eu atual queria o ver derrotado, voltando para sua casa com o rabinho entre as pernas. Amor não era mais uma vontade minha; Não tinha tempo para essas coisas.

Ruivos batem em mãos enquanto são derrubados — Parte 3:

- Alias Mizeria – Começa Castiel – Que instrumento você toca? Baixo?

HOHOHO! Garoto ingênuo! Não notou minha voz maravilhosa? Se bem que... Quando eu falava, minha voz era “normal”, apenas quando eu cantava meu fôlego se tornava infinito e minha voz de serena a mais rude. Era divertido variar isso entre as músicas. No entanto, eu precisava da ajuda de Kylari em algumas partes das músicas, e ultimamente eu estou querendo que um vocal masculino me ajude.

- Sou a vocalista. – Digo como quem não quer nada.

Andavamos lado a lado, parecia que estávamos promovendo um arrastão naquele bando de gente. Estava tarde, e elas esbarravam uma nas outras – sem nos tocar – querendo ir embora. Algumas ficavam de tocaia, esperando a porcaria do Cam, que aliás, eu não queria ver ne-

Vejo o teto descer e subir ao mesmo tempo, não era certo, o fato é que eu estava de bunda no chão, e graças a minha bota, seria um parto me erguer sozinha. Uma mão muito familiar foi estendida em minha direção, e eu imediatamente a recuso com um tapa.

- Me desculpe – Diz Cam, disfarçado de idiota, dito apenas disfarçado. — Posso te dar um autógrafo de consolação, acho que não pode pegar não é? Lembraria-me se tivesse lhe visto.

Sua voz era serena e sedutora propositalmente, isso queria dizer que aquele grande filho da putinha seduzia qualquer mulher por ai? COMO EU PUDE AMAR ESSE CRETINO. Eu não podia ser muito rude, não como se o conhecesse, muito menos falar como eu falava antes. Tratei de tornar minha voz mais parecida como ela ficava quando eu estava cantando.

- Não, valeu. – Digo me erguendo com certa dificuldade, mas com orgulho. – Vamos embora. – Digo me referindo a minha banda.

Sem perguntar muito eles seguem o caminho, e eu até iria com eles se Cam não me puxasse pelo pulso, erguendo-o. Estava nervoso porque foi rejeitado? Bem típico. Mantenho meu olhar frio e indiferente, ele não podia reparar em mim. Não podia.

- O que quer cara? – Digo, e ele imediatamente percebe o que havia feito e larga meu pulso no mesmo instante.

Lanço um ultimo olhar para ele, um olhar desafiador e malicioso, enquanto minha boca demonstrava um sorriso desejável e sensual. Isso mesmo Cambriel, sinta isso por uma estranha. Talvez eu pise em você mais cedo do que eu pensava.

Assim que estamos longe o suficiente, conto a todos tudo. Exceto sobre meu verdadeiro nome, isso era melhor ninguém saber mesmo. Era meu ultimo trunfo. O pessoal parecia legal e confiável, então contei sem problemas.

Ruivos batem em mãos enquanto são derrubados — Parte 4:

Ainda faltava um maldito tecladista e um baixista, e eu estava começando a ficar preocupada. Eu por acaso havia encontrado esses três, mas não se acha um tecladista por acaso. Um baixista? Atualmente, todo mundo estava tocando violão ou guitarra, era um saco encontrar um baixista.

Encontraria-me com o pessoal a noite, e estava pensando seriamente em lhes trazer um dos integrantes de surpresa. Estava caminhando em um parque, algo que meu outro eu amaria fazer, mas eu apenas gostava da solidão. Era bom ficar só comigo às vezes, e também, era um ótimo lugar para cantar.

Começo a musica suavemente, depois intensifico toda vez que chego ao refrão.

Fotos para cada lugar

Sem afeição, apenas cale a boca dela

Ela não pode se dar ao luxo de fazer isso

É quente pois ela é muito fria para se arrepiar

Muito fria para se arrepiar

Muito fria para se arrepiar nesse frio

Ela é muito fria para se arrepiar

Sem microfone, eu não fazia questão da minha voz ficar audível, então eu cantava o suficiente para que meus ouvidos ficassem satisfeitos.

Era a segunda vez que eu caia hoje.

Meus olhos estavam fechados com força, eu não tinha certeza, eu estava cantando quando um cachorro pulou em cima de mim e me derrubou.

Abro os olhos temendo por lambidas ou uma possível mordida. Ah, meu rosto não, precisava dele para pisar em Cambriel. E se fosse lambida, eu ia vomitar.

Mas era um garoto.

- Com licença? – Digo, um pouco assustada;

Em cima de mim, um garoto de olhos cinzentos e cabelos escuros me fitava. Seu rosto estava rosa, de forma que eu senti vontade de tirar ele de cima de mim no mesmo instante. Era um pervertido?

- Eu vi você cantar! – Ele falou animadamente, não saindo de cima de mim. – Eu posso tocar com você?

Opa, agora a coisa muda. Ele não estava com as mãos nos meus seios – ou a ausência deles – nem nada, suas mãos seguravam meus ombros com ansiedade, e ele estava praticamente de quatro em cima de mim.

- Vai fundo, garoto – Qualquer coisa para você sair de cima de mim, Arg.

Ele simplesmente sai correndo e sequer me ajuda a me levantar. Eu poderia ter saído correndo, mas isso não me traria beneficio algum. Permaneço sentada no chão, sabendo que teria que limpar meu vestido vermelho assim que levantasse.

Notas finais
Olha a hora que é nana.
http://letras.mus.br/the-birthday-massacre/1456785/traducao.html

Ai a música de hoje, e espero que vocês comentem!

E a pergunta de hoje é: Vocês acham que o garoto maluco é um baixista ou tecladista?