Fire With Fire
5 Cachorro, tatuagem e coisas indecentes.
Notas iniciais
A musica eu vou deixar só o nome dessa vez, e a pergunta final estará no... final?
Capitulo 5 — Cachorro, tatuagem e coisas indecentes.
Admito que imaginei um cachorro indo buscar um graveto no instante que o vi correndo. Era engraçado, ele até mesmo me derrubou como um.
Saio do chão com dificuldade, passei as mãos suavemente pela saia do vestido removendo a sujeira. Depois de uns minutos esperando, o garoto aparece junto com baixo. É, valeu a pena esperar.
- Pronto – O garoto sequer havia cansado, mas eu podia ver que ele tinha ido um pouquinho mais longe. Mesmo ele tendo demorado alguns minutos, o suor e seus cabelos negros bagunçados entregavam.
Ele começou a tocar algumas notas, eram simples, mas eu estava gostando. Lembrava-me de meus momentos felizes, quando eu ficava de baixo de uma árvore, deitada, ouvindo música. Os únicos momentos em que eu não servia Cam.
A melodia dele continuava serena e calmante, não demorou muito, senti minha voz subir e finalmente sair pela boca, tranquilamente. Eu tinha que acompanha-lo. Antes, ele estava concentrado nas cordas, mas quando eu comecei a cantar, seu olhar se volta para mim, e ele sorri.
Doces sonhos são feitos disso
Quem sou eu para discordar?
Viagem ao mundo e os sete mares
Todo mundo está procurando por algo
Alguns deles querem te usar
Alguns deles querem ser usados por você
Alguns deles querem abusar de você
Alguns deles querem ser abusados por você
O nome do garoto era Haru. Ele não me disse seu sobrenome, e se quer saber, “Mizeria” também não tinha um. Obviamente eu não poderia colocar o meu, uma vez que meu pai que me passou esse sobrenome tinha uma grande empresa, bem conhecida por sinal.
Perguntei a Haru sobre sua vida, e ele me disse que no momento está morando “sozinho”, não quis mais ficar em casa e se mudou. Não gostava muito de ir à escola, mas ia às vezes. Concordou em ser baixista da minha banda, e é claro que eu fiquei muito feliz, agora só faltava o tecladista.
O problema é que o teste já estava batendo na porta, exatamente cinco dias de distância. As pessoas do bar noturno – chamam assim porque algum esperto não deu nome ao lugar – que tocavam teclado, não estavam interessados ou já tinham uma banda. Minha criatividade e sorte estavam acabando, porque eu achei vários integrantes apenas passeando, mas a porcaria de um tecladista não esbarra em mim, por mais que eu não olhasse por onde ando.
Eu reuni todos em um lugar específico para bandas como nós treinarmos. Foi um momento bem legal, comemos algumas coisinhas durante os intervalos, nos conhecíamos melhor a cada minuto, piadas para todos os lados – bullyng rolando a solta com certo “padre” – e o assunto principal: Onde achar um tecladista. Chegamos à conclusão: Não podia ser um pianista de jeito nenhum, tinha que ser um tecladista MESMO. Que pudesse alternar os sons de órgão até flauta. Pensamos em diversos lugares, e então eis que Kylari tem uma solução brilhante.
- Que tal aquela escola de música? – Ela disse pensativa, descansando os dedos sob as cordas da guitarra, seu corpo estava ereto – Qual o nome mesmo?
- Não é a Utopia High School? – Comentou Sting – Passei por lá esses dias. Era uma escola só de garotos antigamente, e agora é mista.
- Então é tranquilo de ir lá – Comentei – Homem não fica intrigado o suficiente para se queixar para o diretor.
- A escola é privada, ainda sim é difícil de entrar. – Disse Castiel – Até mesmo Sweet Amoris não permite que estranhos entrem.
- Vish, se “Sweet Amoris” é assim, imagine uma escola de elite como aquela?
- Bom, então vamos bater um papinho com o diretor – Rio maliciosamente, e quando a ficha cai para todos, fazem o mesmo.
No mesmo dia, me encarreguei de fazer a bendita tatuagem. Optei pela fênix nas costas embora tivesse pensado muito sobre fazer uma borboleta. Elas eram bonitas e tinham um bom significado – coisa que era importante – mas eram boas demais para o meu eu de agora. A fênix simplesmente é como eu me senti quando mudei completamente minha personalidade.
Assim que saí do estúdio, tratei de pintar meu cabelo em uma mistura linda de azul e preto e coloquei as lentes azuis que eu havia comprado. Eu estava adorando pintar o cabelo da cor que eu queria. Mudar a cor de meus olhos e o meu estilo. Há essa altura, eu podia ser quem eu quisesse.
Dois dias depois, marcamos de nos encontrar em frente à escola Utopia, onde todos trajavam uma roupa um tanto social. Sting estava com uma roupa preta e certinha, com calças sociais e tudo mais. Seu brinco habitual agora tinha um parceiro: Um colar com um crucifixo prateado. Kylari trajava uma saia curta, botas com saltos e uma camisa social com gravata; Combinava com seus cabelos negros e o batom vermelho. Haru estava com a roupa de sua escola – começo a pensar que ele só veste isso – e Castiel usava um casaco marrom, uma blusa preta com botões e alguns deles estavam abertos.
E finalmente, eu. Minha missão era encontrar o garoto e me mandar com ele enquanto eles batem um belo papo com o diretor, – um de cada vez – sendo assim, meu cabelo estava preso, com cachos nas pontas. Minha roupa era uma camisa social de mangas curtas e gola alta, que desabrochava no início do meu pescoço. Um laço preto dava uma sensação de aperto; Uma saia preta de camadas e cintura alta deixava minhas coxas à mostra, o que no caso era intenção. Nos pés, um sapato simples escolar, meias longas que cobriam meus joelhos. Perfeito.
Caminhamos tranquilamente portões adentro, com todos os olhares em nós cinco. Era legal fazer isso, parecia que nós éramos da Elite também. Eu estudava em uma escola de riquinhos também, nada mal. Sem falarmos absolutamente nada, nos separamos. Eu sabia onde ficava o corredor em que eles usavam para praticar, por isso marchei até lá, ignorando o jeito como as pessoas me olhavam de cima a baixo.
- Provavelmente é aqui – Murmurei.
O corredor era largo, repleto de portas. Em cada porta havia um vidrinho a prova de som, provavelmente para que soubesse sem a sala estava livre ou não. Começo a passar uma a uma, mas a maioria era vocal, violino, guitarra, trompete... E finalmente piano.
Mas o que eu encontro não é um rapaz tocando piano tranquilamente, e sim um cara sendo chupado por uma garota qualquer; Ele estava sentado e ela ajoelhada diante do seu amigão. Suspiro longamente e finalmente arrombo a porta, assustando os dois. A garota sai correndo com algumas peças de roupas nas mãos, completamente vermelha, enquanto o garoto permanece tão indiferente quanto eu.
- Você me atrapalhou – Acusa o garoto de cabelos dourados e olhos castanhos. Seus dedos tocam três teclas do piano, como se aquilo representasse sua frustração. – Como pretende me recompensar, mulher?
O desdém e sua forma sensual de falar sequer me causou algum arrepio. Eu estava ali, e sabendo o que eu sabia sobre ele, ia leva-lo comigo de qualquer jeito. O garoto fazia sons incríveis com o teclado e outros instrumentos.
Ele se encontrava sentado em um banco largo, especifico para pianistas. Ele me fitava como quem me convidava para terminar o que eu mesma tinha interrompido, e com o meu novo eu de agora, aquilo não era vergonhoso ou ameaçador. Da forma como ele estava, eu o olhava de cima, obervando sua expressão.
- Eu a-do-ro pianos – Digo de forma sensual, olhando-o com desafio – E você tem dedos longos como os de um pianista.
Muito vagarosamente, uma perna depois a outra, sento-me ao lado dele, me certificando de que “sem querer” minhas coxas ficaram à mostra. Ele me olha e sorri maliciosamente, uma de suas mãos desce até minha coxa, mas eu a pego antes e coloco em cima das teclas do piano. Meus dedos suavemente deslizam pela mão dele, forçando-o a afundar seu dedo em uma tecla.
- O que... – Ele começa, mas eu faço “shii” e sorrio.
- Toque.
Aparentemente eu fui bem persuasiva, uma vez que agora ele tocava o piano com excelência. Era como o que eu havia lido, ele simplesmente criava uma trilha sonora para o momento com apenas uma mão. A melodia que ele tocava era simples, mas daquelas que te deixavam arrepiada. Era ele.
Podia jurar que tinha visto um teclado musical portátil assim que entrei na sala...
Virei meu rosto discretamente, e quando o encontrei, caminhei até ele como uma modelo, e me abaixei vagarosamente, para provoca-lo.
- Que tal esse agora? – Olho para o teclado e depois para ele, minha boca e meus olhos permaneciam com o desafio que ele aparentemente gostava.
Ele também se levanta e vem até mim. Sem ser grosseiro, ele toma o teclado de minhas mãos e o ajusta. Foi simplesmente incrível a forma como ele fazia tudo rápido, mudava para um som completar o outro, e ainda era bonito, — eu tinha escolhido todos bonitos – o que era perfeito para atrair fãs.
- Tudo bem gata, — Ele para de tocar – Quando vamos para o que interessa?
- Precisamente? – O vejo ficar levemente curioso com o que eu disse. Olho para o meu relógio, e estava na hora. 6hrs – Agora.
No mesmo instante, toda a minha banda aparece, com aquela mesma aura imponente de antes. Eles disfarçam a entrada falha dele muito bem, — Quase se embolaram na porta - porque o garoto não percebe. Antes que ele tivesse algum tipo de surto, afinal ele era rico e nos não devíamos estar ali, trato de assumir o que queríamos.
- Se junte à nossa banda – Digo, já no meio da minha banda – E faça uma coisa melhor do que ficar em um colégio de certinhos em tempo integral, sem ninguém reconhecendo seu real talento.
Antes surpreso, e agora ele estava com aquela expressão de convencido de antes. Eu tinha que fazer parecer algo completamente atraente, e que ele não era a ultima bolachinha do pacote.
- E porque eu faria isso? – Ele jogou o cabelo longo para o lado – Até porque, você me deve algo, azulzinha.
- Mizeria – Pigarreei levemente estressada pelo apelido – Além do mais – Volto a minha pose de Bad Girl e aproximei meus lábios da orelha dele – Se entrar na banda, vamos treinar tooodos os dias. Treinamento intensivo. – Minha vou estava um pouco rouca, mas percebo que ele estava com pelos eriçados – E as fãs fazem muito melhor que aquela vadia que estava com você.
Sinto meu corpo sendo virado e empurrado, e logo todos estavam sendo empurrados para fora da sala. Para minha surpresa, ele estava indo junto com um sorriso estampado no rosto.
- Vamos lá, meus colegas de banda!
Notas finais
Música: Sweet Dreams ( are made of this )da Emily Browning /perdão se eu escrevi errado.
Aqui uma imagem! http://data.whicdn.com/images/43007014/tumblr_m6hrwuoGR51rvc1qlo1_500_large.jpg
E A PERGUNTA É:::::::::::: QUAL O NOME QUE A BANDA DEVERIA TER?
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