Notas iniciais
Então, faz um tempo que eu não começo nada sozinha, então... Obrigada a Vickie, minha beta. E a Kagerou e a Gêmea por terem lido e dito que gostaram ;A; meninas, obrigada mesmo ♥

Você surge como algo e vai morrer da mesma forma.

Isso foi sentenciado, não há como mudar. Minha existência foi decidida de uma forma e era dessa mesma forma que eu passava meu tempo, cumprindo meu propósito. Eu não podia mudar, ninguém pode.

O meu tempo não importava, o meu mundo no momento girava em volta de uma única pessoa. Era o meu propósito viver a favor de alguém.

Ás ruas de um bairro na área periférica de Tóquio ficavam praticamente vazias de madrugada, eu observava um pequeno grupo de pessoas que cruzavam a rua até entrarem em um edifício grande ali, o barulho de música eletrônica era tão alto que podia se ouvir de longe. Eu estava encostado a outro prédio do outro lado da rua onde o edifício velho e repleto de jovens foi construído. Eu não precisava entrar no prédio pra saber o que estava acontecendo lá dentro.

– Você não deveria acompanhá-lo lá dentro? – Uma voz grossa, porém mansa soou aos meus ouvidos, próximo demais. Mas eu não precisava virar meu rosto pra saber quem estava ali.

– Não é necessário, nada do que eu faça ou vá fazer funcionará certo? – Dessa vez virei meu rosto em direção ao outro, exibindo um sorriso leve.

– Não sei. – Ele me respondeu simplesmente, encostando-se ao mesmo prédio onde eu estava.

Os olhos castanhos transmitiam o mesmo tédio de sempre. Usava um sobretudo negro, luvas de couro da mesma cor, o cabelo repicado na altura dos ombros era loiro, os lábios cheios em um formato tão bonito que faria qualquer um ter vontade tocá-los, a pele branquinha de aparência macia. Eu não me lembrava de ter visto alguém tão bonito quanto ele.

– Você veio de novo, isso quer dizer que a situação tá feia mesmo. – Ri baixo depois da afirmação. Péssima escolha, ele me olhou irritado.

– O que está acontecendo? Eu nunca vi ninguém sobre os seus cuidados precisar tanto das minhas visitas.

– Talvez seja porque eu queira te ver mais, Uruha. – Brinquei rindo sem graça, já o loiro me lançou um olhar irritado. – Não faz essa cara, sabe que eu faço o que posso, mas ele não parece ter vontade nenhuma.

– É minha vez de entrar em cena. – Ele sentenciou, afundando as mãos no bolso da calça e se desencostando da parede do prédio. – Você é o anjo dele, deveria protegê-lo. Não tem medo do que eu possa fazer? – Me perguntou lançando um olhar um tanto malicioso. Uruha não gostava de agir, mas quando agia era difícil fazê-lo parar.

– Você não faria algo muito ruim nessas condições. – Duvidei falsamente e ele riu em voz baixa seguindo pela rua em direção ao prédio, eu o segui.

– Você diz coisas engraçadas, Aoi.

Se havia uma coisa que eu tinha aprendido era não duvidar de um demônio.

Notas finais
E então gente, o que acharam? Essa ideia estava pedindo para sair faz muito tempo até que algumas semanas atrás eu coloquei no papel.
Postei apenas o prólogo pra ver a reação em relação a ela, independente disso eu já tenho capítulos prontos aqui e bem, a resposta de vocês é o que vai ditar o tempo de postagem, mas logo eu venho com o segundo cap.
Beijo para os meus travestis. ♥