Notas iniciais
MELDELS, a quanto tempo eu fiquei de atualizar isso aqui! XD...EU peço perdão, é que ando sem tempo ;^;'''. Enfim, aproveitem e vejam como eu escrevia diferente aos 16 ''XD...

Não era a primeira vez que via Katara interessada em alguém, Haru e Jato (que Deus o tenha), também lhe despertaram sentimentos, mas, como nos outros casos, achei que fosse apenas uma paixonite, passaria com o tempo. Só agora percebo o quanto me enganei...

Uma vez, alguns dias (ou semana, não me recordo bem) da grande batalha final, fomos assistir a uma peça sobre nós!!! Fiquei bastante animado, seria uma hora ótima para segurar a mão dela no escuro, talvez até me declarar, com muita coragem, claro, mas nosso “amigo” príncipe acabou com todos os meus sonhos, pois Katara estava sentada no meio de uma fileira, Toph estava ao seu lado,e eu me encaminhava para o outro assento.... mas Zuko foi mais rápido. No fim, a peça era um fracasso e acabei pensando em sair mais cedo, mas uma coisa tomou toda a minha atenção: A mão de Zuko!!! Não, não é isso, sei muito bem o que estão pensando, o grande problema era o que ela estava segurando: A mão dela!!!Sim, os dois estavam de mãos dadas, e ao que pude perceber, sorriam. Como muitos dizem, perceber que algo não saiu como você queria é frustrante. Por isso, saí em disparada, não estava disposto a ver aquela cena tão (argh) romântica. Ela me seguiu, então discutimos. Não me lembro muito bem o que foi dito, mas no fim acabei beijando-a, mas, ao contrário da outra vez, fui repelido imediatamente. Foi ali, naquele exato momento que eu soube: Seu coração não era meu, pelo menos, não mais. Entretanto, como muitos, recusei-me a aceitar a verdade.

Com a aproximação do cometa, as coisas melhoraram um pouco. Zuko estava preocupado demais com os planos de seu pai, não dando muita atenção a Katara, pelo contrário, mostrava-se até hostil algumas vezes a simples idéia de falar com ela, que sofria. Suki foi a única que percebeu. Uma noite, flagrei as duas conversando, entretanto estava muito longe para saber do que se tratava. Só pude perceber duas únicas palavras ditas por minha amada, que naquele momento chorava no ombro da amiga: “Zuko” e “amor”.

Entrei em choque. Aquilo era a confirmação do que sentia?Eu não poderia conseguir a resposta de Suki. Com certeza, ela jamais diria algo sobre o assunto. Então, o que fazer?

Finalmente, o grande dia. Cada um realizaria uma tarefa: Coube a mim derrotar o senhor do fogo, e naquele momento ainda pensava em como fazer isso sem matá-lo; Sokka, Toph e Suki se responsabilizaram pela aniquilação da tropa de batalha de Ozai; Zuko finalmente decidiu confrontar-se com a irmã.Eu sei, eu sei, onde a dobradora de água se encaixaria?Pois bem, adivinhem quem o príncipe convidou para ajudá-lo?Cerrei os dentes de ciúme quando o vi pegar sua mão e subirem em Appa rumo a capital da nação do fogo.

Hoje, aqui estou. O grande avatar, que derrotou o temido senhor do fogo e garantiu a paz entre os quatro povos, pelo menos é o que gostam de dizer. Sei que vai soar como brincadeira, mas trocaria toda a tranqüilidade de hoje pelos tempos de outrora, quando estava ao meu lado... Agora, posso contar nos dedos as vezes que nos vimos nesses cinco anos. Ela me mandou várias cartas, a última, ainda penso em responder.

XxXxXxX

“Caro Aang;

Por que se recusa a nos visitar?Estou começando a achar que não quer mais ser nosso amigo. Queria muito que viesse, estou com saudades. Não me diz mais nada da sua vida, o pouco que sei é através de Toph.

Gostaria muito que viesse nos ver, tenho uma grande surpresa para você, garanto que vai adorar. Bom, é isso, sabe que nunca fui boa nesses assuntos.

Te espero;

Katara.”

XxXxXxX

Durante esse tempo, tenho evitado ao máximo estar com ela, é doloroso ver que seus olhares e beijos não são destinados a mim, mas uma pergunta ecoa em minha mente: O que será que ela quer dizer com “surpresa”?Devo ir, sabendo que certamente sofrerei ao vê-la feliz com dele?No fundo, já sei a resposta. Sim, tenho que encontrar Katara. É preciso enfrentar esse sentimento que cresce desmedido em meu ser, e se possível, expulsá-lo.