Notas iniciais
Aviso: ZUTARA (zuko + katara) o.o/...

Aqui estou, indo novamente para a nação do fogo. Appa está feliz, gosta muito de Katara e quer reencontrá-la. Gostaria de dizer que ele é o único...

XxXxX

Podia ver as bandeiras. A praça principal estava muito agitada, uma multidão começou a gritar vendo meu bisão voador. Havia um tapete vermelho, marcando o caminho que eu deveria seguir. Deixei Appa aos cuidados de um dos soldados e fui em direção ao palácio, cumprimentando a todos. Aquele lugar sempre me trouxe lembranças ruins.

O corredor principal continuava o mesmo, o ar intimidador era presente em cada centímetro, embora mais iluminado que antes, com certeza por intervenção de Katara, que sempre odiou a escuridão, mas um dos serviçais orientou-me que o senhor do fogo me esperava na sala do trono. Zuko e suas formalidades...

Enquanto me dirigia ao cômodo, notei o quão mudado o palácio estava. Todos os passantes se inclinavam por educação, não mais pelo medo, além da luz. Havia muita luz em tudo.Finalmente cheguei ao meu destino. Zuko estava a minha espera, sentado de forma imponente.

“Seja bem-vindo Aang.”

“Ora Zuko, deixe de formalidades, sabe que sou seu amigo. Como está?”

Ele pareceu relaxar ao ouvir aquilo. Minha impressão foi de que ele estava farto de tanta pompa. Sentei-me nas escadas a frente do trono.

”Estou ótimo, mas pensei que havia se esquecido de nós.”

“Não é isso...” – fiquei um pouco sem jeito. Como conseguiria falar sem contar-lhe os reais motivos? Mas não precisei, as grandes portas escuras se abriram de novo. Era ela...

“Aang!”

Deus... Que beleza — foi o que pensei no momento. Estava linda. Seu longo vestido vermelho ressaltava a pele amorenada e os belos olhos azuis. Um pequeno coque no topo da cabeça e o resto dos cabelos soltos lhe conferiam um ar mais maduro, mostrando o quanto havia mudado. Pensei em abraçá-la, mas uma coisa ofuscou minha visão: A luz havia batido em sua coroa. Sim meus amigos, estava diante da Senhora do Fogo. É até meio irônico que uma dobradora de água tome essa posição.

“Olá Katara”

Levantei-me. Pensei que fosse ganhar um beijo (nas bochechas, claro), mas ela simplesmente apertou minhas mãos e se dirigiu a Zuko, sentando a seu lado. Não pude deixar de admirá-los, formavam um belo casal, e a forma como se olhavam... Mostrava o quanto eram felizes.

“Vocês parecem bem” – tentei disfarçar ao máximo minha tristeza.

“Estamos ótimos. Cada vez melhores. Não só nós, como o país todo, não é?” – olhou para ele de uma forma que invejei.

“S-sim, c-claro” – me pareceu um pouco envergonhado por falar essas coisas na minha frente.

“Então Zuko, falando em país, como vai o tratado de paz com a Tribo da água?”

“Excelente. Katara está me ajudando. Sokka quis alguns incentivos que não pude concordar, e contei com minha bela esposa para convencê-lo.”

“Sorte sua, se eu não fosse irmã dele, com certeza teríamos outra guerra.”

Nós rimos. Aquela cumplicidade era tão... Não sei o que dizer, mas presenciá-los unidos dessa forma não me fazia bem. Deus, eu a amava! Como poderia suportar aquilo? Tive que ser forte e, para escapar, mudei de assunto.

“Incrível não é, sempre achei que Sokka sairia pelo mundo em aventuras, mas a primeira coisa que fez foi voltar ao pólo sul e casar com Suki, e agora é chefe da Tribo da água do Sul, extraordinário.”

“Sim, meu irmão amadureceu bastante, mas todos nós crescemos.”

“Tem razão querida.”

Querida?! Eu não podia, não queria ouvir mais, tinha que sair dali ou acabaria fazendo algo de que me arrependeria para sempre. Bendito autocontrole.

“Ah! Você não quer ver a surpresa?”

“O que?”

“Vai logo Aang, ela passou o dia inteiro me amolando com isso.”

“Pára Zuko! Vem Aang, eu vou te mostrar.”

Aquela pequena discussão me fez lembrar os velhos tempos, e aundo pegou na minha mão... Olhei para trás, o grande Senhor do Fogo nos seguia, mais algre, se quer saber.

“O que estamos fazendo aqui?”

“O que foi? Achei que gostasse de jardins.”

Aquilo, sem dúvida, não era um jardim, me parecia mais uma floresta inteira. Ela me guiou até o centro.

“Olhe, não é linda?”

“Uma.... Uma piscina?”

“Está vendo? Eu falei...” – o sorriso de vitória estava estampado na face dele.

“Afff... Não é SÓ uma piscina, preste atenção. Além disso, me esforcei bastante para ganhá-la.”

“É, é sua?”

“Sim, não disse que ela tinha me amolado um tempão?”

“Estranho... nunca vi tanta água assim na Nação do Fogo.”

“Humpf! Não tem nada de estranho Aang! Pedi ao meu irmão que me mandasse essa água do pólo sul para poder me sentir mais perto de casa. Aqui faz muito calor... Estou fervendo nessas roupas.”

“Acho que, se não fizesse calor, não estaríamos na Nação do Fogo.”

“Já falei pra parar de sarcasmo perto de mim Zuko.”

Não, de novo não... Eu tive que me meter, do contrário eles acabariam brigando. Por mais que desejasse isso, as conseqüências seriam devastadoras.

“Bom, já que está tão quente assim, vamos tomar um banho.”

“O que?!”

“Vamos Zuko, deixe de pose.” – ela sorriu.

Não vi a hora de entrar na água, parecia perfeita, mas outra coisa me chamou a atenção.

“E aí, seus idiotas, como estão?”

“Sokka?”

“Oi Aang, que bom te ver.”

“Suki?”

“Ah, então está aqui?”

“Toph!!!”

“Até que enfim chegaram!”

“Claro que sim irmã, e aí palito de fósforo?”

“Parece que não amadureceu tanto assim Katara...”

“Zuko, eu vou...”

“Que bom que estão todos aqui!” – cortei – “Assim podemos tomar um banho juntos!”

“Como?”

“Na piscina Suki, está calor.”

“Ahhhh...”

Foi como retornar aos velhos tempos. As brincadeiras, implicâncias, tudo de volta. Estava tão entretido que demorei a perceber a ausência de Katara.

“Onde ela se enfiou?”

Caminhei um pouco, sentindo a deliciosa sensação da água gelada, até que percebi certo movimento na parte da piscina coberta pelas árvores. Rapidamente, me escondi. E lá estavam eles, discutindo.

“Não pode parar com essa ironia nem quando nossos amigos nos visitam? Sabe que odeio isso.”

“Não deveria, já me conheceu assim.”

“Ahhh... Idiota...”

“Mandona”

“Chato”

“Controladora.”

“Humpf!”

Estava enraivecida e tentou sair de perto, mas ele não permitiu. Puxou-a pelo braço, fazendo com que se encostasse em seu peito. Ela gostou, já que o enlaçou pelo pescoço e sentou-se em seu colo, enrolando as pernas ao redor da cintura dele. Aquela cena era chocante, mas tinha que saber até aonde iriam. Zuko a acariciava suas costas, enquanto as mãos de Katara mergulhavam em seus cabelos negros. Os rostos se aproximaram, mais... e mais... até que...

“Aang!Aang! Onde está!”

O grito de Toph não parecia incomodá-los, então me retirei.

“O que houve? Meu bem, por que essa gritaria toda?”

“Já é tarde, precisamos voltar. Sokka e Suki passarão a noite aqui, mas temos as crianças Aang.Viu Zuko e Katara? Queria me despedir...”

“Estamos aqui!” – ela estava vermelha, como se tivesse faltando fôlego, trazia o marido pela mão, que estava em mesmo estado.

“O que andaram fazendo?” – disse Sokka, malicioso.

“Nada.Já vão? Tem certeza que não quer ficar aqui?”

“Não posso, meus filhos...”

“Há, é verdade, então é até breve não é?”

“Claro.”

“Toph, Aang, adeus.”

“Tchau Zuko.”

“Adeus.”

XxXxX

Aqui estou, em casa, deitado ao lado dela. Temos dois filhos, que estão dormindo. Amo muito minha família, e hoje percebi o que deveria ter visto há muito tempo: Esse é o meu lugar. Apesar de tudo, tenho amigos excelentes, uma esposa linda, belos filhos... Então, por que esse vazio?

Não me entendam mal, amo Toph, ela é incrível, mas nunca será Katara. Tenho que me conformar. Amo com todas as minhas forças uma coisa que não posso ter. E ao vê-la mais cedo, me convenci disso. Ela o ama, e é correspondida, é com Toph que devo ficar, mas à noite, especificamente nessa hora, me permito pensar nela.

Katara....e Zuko....estarão sempre juntos, eu admito.

Continuar...

Continuar...

É o que devo fazer.

Notas finais
Reler esse capítulo me fez... rir. Acho engraçado ver coisas antigas (porque eu não faço a menor idéia do que se passava na minha cabeça quando escrei XD QQQ)...AHEM, é o fim, pessoal. Espero que tenham gostado dessa minha primeira fic escrita há milhões de anos... Até breve ^^/...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!