Fill Me, Drill Me, Fulfill Me
4 Consequence
Notas iniciais
Duas semanas tinham passado desde que Rachel e Quinn tinham se tornado um casal, para a apreensão dos membros do Glee. Sam e Finn estavam perplexos com o que estava acontecendo entre suas ex-namoradas, como em um dia elas não gostavam uma da outra e no outro estavam se pegando contra os armários. Não que a maioria da população masculina e algumas garotas se importassem. Os garotos agora estavam sempre alertas, porque “Faberry” tinha uma tensão sexual que irradiava em ondas e se espalhava pelos corredores do McKinley.
Quinn e Rachel não tinham feito sexo desde a última vez no auditório. Seus horários e atividades extracurriculares estavam interferindo e impedindo que elas tivessem tempo, mas elas realmente tinham tempo para sair em encontros e darem alguns amassos na escola.
O casal andava de mãos dadas sempre sorrindo timidamente uma pra a outra, sendo o típico novo casal apaixonado. Às vezes Puck se metia entre elas, braços por cima dos seus ombros e um sorriso safado no rosto, se alimentando da áurea sexual delas. Elas eram como um afrodisíaco. Isso, e ele queria se certificar de que ninguém mexesse com sua judia gostosa e sua sexy Q.
As partes íntimas de Quinn já tinham voltado a sua anatomia feminina, mas ela ainda ficava inconfortavelmente excitada perto de Rachel. Era difícil não ficar quando a morena ficava acariciando a parte interna da sua coxa, quase chegando ao seu destino sob a saia das Cheerios, enquanto ambas sentavam juntas durante o almoço, conversando com seus amigos.
Quinn estava chateada, no entanto. Ela estava esperando para mostrar a Rachel suas outras habilidades sexuais, as que não envolviam um membro completamente ereto, mas Sue Sylvester e as várias sessões de treinamento vocal da diva e suas aulas de dança que eram ‘necessárias para alcançar seu estrelato na Broadway’ estavam deixando Quinn com a única opção de se satisfazer na solidão do seu quarto.
E Rachel era uma expert em provocar. Ela usava a tecnologia para os seus propósitos malignos, deixando mensagens eróticas, mensagens de voz com a voz rouca e até mesmo um e-mail muito safado e detalhista com uma foto em anexo dela sentada provocativamente na beirada da cama usando somente sutiã e calcinha. Na maioria das vezes o cérebro de Quinn entrava em curto-circuito e a deixava se contorcendo, numa completa bagunça, incapaz de responder de uma maneira compreensível que não envolvesse babar, o que agradava a diva, sabendo que mais cedo ou mais tarde Quinn iria com toda certeza começar também a usar a tecnologia para os mesmos fins.
Outra semana passou rapidamente, preenchida por sessões quentes de amasso – no sofá, no banco do parque, às vezes até mesmo dentro no armário do zelador, contra as mesas do laboratório de química, no banco traseiro do carro de Quinn, mas de um jeito ou de outro alguém ou algo sempre as interrompia antes que Quinn ou Rachel tivessem a chance de mover suas mãos para posições mais comprometedoras dentro das saias uma da outra.
Mas então um dia Rachel parou com suas provocações. Algo tinha acontecido. Alguma coisa estava errada com a diva e Quinn não tinha certeza do que era. Rachel não falava com ela. Ela começou a evitá-la, inventando desculpas para não estar com ela. Se desviando de beijos e abraços, para a completa surpresa de Quinn, já que a morena amava esse tipo de contato.
Foi num dia antes do Glee começar quando tudo ficou ainda mais confuso para Quinn. A líder de torcida estava rindo e brincando com Artie e Brittany quando uma morena angustiada e com os olhos lacrimejantes apareceu na sua frente.
Ela também não estava vestindo suas roupas de sempre. Ela estava usando jeans e uma blusa com a jaqueta de Quinn cobrindo seu corpo delicado, pequenas mãos enterradas dentro dos bolsos da calça e seus ombros caídos, num evidente desânimo.
Seus olhos estavam vermelhos e inchados, transparecendo para todo mundo que ela tinha chorado sem parar por algum tempo.
A sala do coral caiu num inquietante silêncio.
“Olá, colegas de Glee.” Rachel cumprimentou. “Hum, Quinn, eu posso falar com você em particular?” Ela perguntou, sem fazer contato visual com a loira preocupada.
“Pode, Rach, claro.” Quinn consentiu, pegando na mão de Rachel e a guiando para fora da sala do coral. O coração de Quinn estava batendo rápido, uma energia nervosa se instalando no seu estômago. Ela não estava gostando daquilo. Ela não estava mesmo gostando daquilo.
“Eu tenho que te contar uma coisa e eu não quero que você surte.” Rachel disse, sua voz quebrada e lábios tremendo enquanto ela tentava refrear as lágrimas que brotavam em seus olhos.
“O que é, baby? O que foi?” Quinn tentou fazer contato visual, seu coração se partindo com a visão de uma morena que parecia quebrada. Ela tentou se aproximar, mas Rachel impediu o movimento com um brusco balançar de cabeça.
“Q-Quinn... Eu... Eu acho que estou grávida.” Ela sussurrou, perdendo qualquer controle sobre suas lágrimas quando elas começaram a escorrer pelo seu rosto.
Foi quando o mundo de Quinn pareceu escurecer.
....
Ela acordou, lentamente piscando e se adaptando à claridade. Por causa da sua dieta ridícula e da rotina de exercícios que a Treinadora Sylvester imprimia às Cheerios, ela era uma visitante regular na enfermaria da escola e facilmente reconheceu o horroroso papel de parede e o cheiro de hospital que impregnava o lugar.
A próxima coisa que a líder de torcida notou foi que seu rabo-de-cavalo estava desfeito e alguém estava passando os dedos entre suas mechas e que provavelmente essa mesma pessoa também tinha coberto seu corpo com sua jaqueta para aquecê-la.
Virando sua cabeça para a esquerda, ela viu Rachel sentada ao lado da sua cama com um sorriso fraco e o olhar preocupado.
“Essa certamente não era a reação que eu esperava de você.” Ela sussurrou, mãos ainda correndo pelo cabelo loiro.
“Rach...” Quinn tentou, mas foi silenciada pela diva.
“Não diga nada, por favor.” Ela olhou para Quinn, seu amor, sua melhor amiga. “Nosso sexo sem proteção teve consequências e a culpa é de nós duas por termos deixado nossa excitação e paixão falar mais alto.” Ela disse. “Eu marquei uma consulta com uma ginecologista numa clínica que eu pudesse arcar e ter privacidade e lá tem todos os equipamentos necessários para verificar se eu estou ou não grávida.”
“Rach...” Quinn tentou falar mais uma vez, sem sucesso.
“Não, eu sei o que você vai dizer. Eu não quero que você vá.” Ela disse com a voz quebrada. “Porque eu amo você demais para deixar que você lide com isso também.” Ela acariciou o rosto de Quinn. “E eu sei que você quer ficar ao meu lado porque você me ama e também se sente responsável pelas nossas ações, mas eu estou dizendo pra você: eu não preciso de você. Eu vou cuidar disso sozinha, não importa o resultado e eu quero que você deixe eu fazer isso. Pelo menos por enquanto.” E com isso, ela pressionou seus lábios contra os de Quinn por um momento, as lágrimas se misturando em seus rostos, antes de rapidamente deixar o quarto sem olhar pra trás.
Quinn estava quebrada. Isso realmente tinha acontecido? Sua namorada e possível mãe do seu filho tinha acabado de terminar com ela? Não. Não, isso não está acontecendo. Eu não posso deixá-la lidar com isso sozinha! Nós temos só 17 anos, pelo amor de Deus! Os sonhos dela. Oh, Deus, os sonhos dela!
Seus pensamentos estavam a todo vapor e sem o seu consentimento as palavras da morena estavam ecoando em sua mente. “Eu não preciso de você... deixe eu fazer isso... eu não preciso de você...”
Quinn começou a soluçar, sentindo como se seu coração estivesse sendo rasgado em pedaços e pisado. Rachel não a queria ou precisava dela e estava sozinha tendo que lidar com as consequências do sexo irresponsável que haviam feito. Quinn abafou seu choro no travesseiro da cama, abraçando sua jaqueta que ainda estava com o cheiro de Rachel.
Rachel, pela primeira vez em sua vida, não foi ao Glee, decidindo achar refúgio em uma das cabines do banheiro. Ela trancou a porta, escorrendo pela parede enquanto soluços rasgavam do seu peito. Imagens de uma Quinn quebrada flutuando em sua cabeça. Partir o coração do seu amor tinha sido a coisa mais difícil que ela teve a infelicidade de ter que fazer.
Ela levantou os joelhos e abraçou suas pernas, descansando sua cabeça neles e chorou. Chorou por Quinn, pelo seu próprio coração partido e pelos seus sonhos e futuro.
Se ela realmente estivesse grávida, ela ia continuar com a gravidez. Ela não teria a coragem de acabar com a vida de uma criança que era uma parte de Quinn Fabray. O filho delas ia ser lindo, especialmente considerando o fato de que ele teria genes excelentes. O talento e obstinação de Rachel e a aparência e inteligência de Quinn fariam de seu bebê uma força incontrolável. Outro soluço escapou pela sua garganta ao pensar em dar à luz aquela criança. Um futuro hipotético onde ela teria que criar o bebê sem Quinn, porque ela estaria por aí conquistando o mundo com a sua beleza e charme, sendo uma arquiteta ou pintora, ganhando o reconhecimento mundial que ela mesma nunca iria ser capaz de alcançar. Rachel ficaria presa em Lima com o filho delas, que seria um lembrete constante do que ela teve um dia com Quinn e de todas as oportunidades que ela havia perdido.
Com um trêmulo suspiro, a morena espantou essas visões deprimentes e tentou recuperar sua compostura. Se apoiando contra a parede, ela olhou para todos os desenhos na parede a sua frente.
Um pequeno sorriso se formou em seus lábios quando ela olhou para um desenho cruel e pornográfico que tinha sido desenhado com uma caneta permanente por Quinn. O desenho era um retrato impreciso do seu corpo nu. Ela não tinha seios gigantes ou uma vagina completamente cabeluda e certamente não tinha também essa aparência grotesca. Mas lá estava ela – embora em uma versão inexata – desenhada na parede daquela cabine do banheiro numa posição comprometedora, para todo mundo ver. Acima do desenho, em grandes letras estava escrito ‘Man Hands’ e bem embaixo dos dizeres, escrita numa pequena e reconhecível caligrafia estava ‘Eu amo você :)’
A visão de Rachel ficou borrada quando novas lágrimas passaram a cair pelo seu rosto.
...
O dia seguinte era um dia nublado, chuvoso, o clima perfeito para dois corações quebrados.
O clima no McKinley estava entediante e cheio de melancolia, ninguém sabia o porquê.
Quinn tinha escolhido não usar seu uniforme aquele dia, optando em vez disso por uma camisa com um enorme emoticon de cara triste, jeans escuros, sandálias e sua jaqueta. Ela estava pouco se fodendo para o que a Treinadora Sylvester diria. Seu coração estava quebrado, droga! Seus olhos inchados de chorar por horas na noite anterior. Entre os intervalos do choro, ela fez um acordo consigo mesma de que ela ganharia Rachel de volta e convenceria a morena a deixá-la continuar ao seu lado e o único jeito que ela conseguia pensar para fazer isso acontecer, claro, era cantando. E por cantando ela queria dizer fazer uma serenata para a morena com a canção mais romântica que ela pudesse achar, uma que pudesse mostrar para Rachel o que ela estava tentando dizer. Então ela pediu para Puck ajudá-la e ele rapidamente concordou com o plano, sem querer deixar Quinn mais chateada ainda.
Então ali estava ela na sala do coral, encarando longamente Rachel, que estava sentada o mais longe possível dela, com seu rosto descansando no ombro de Mercedes.
Obviamente ninguém sabia o que realmente estava acontecendo com o novo casal, mas estava claro que algo tinha acontecido entre elas e agora tinha um elefante grande, rosa e gay sentado no canto da sala, junto com uma curiosidade e tensão patentes.
Mr. Schue entrou na sala, sobrancelhas se juntando em confusão ao ver seus alunos usualmente agitados e barulhentos sentados em total silêncio.
“O que está acontecendo?” Ele perguntou, olhando para todos.
“Faberry acabou.” Brittany simplesmente disse, a voz cobrindo sua tristeza pelo fato.
“O que é Faberry?” Ele perguntou desnorteado.
“Quinn e a Berry.” Santana disse com escárnio, cruzando os braços e olhando para o chão, tentando parecer não se afetar.
“Oh.” Ele disse, a realidade o atingindo como um barril cheio de macacos.
Ele observou o olhar angustiado de Quinn para Rachel, seus lábios tremendo numa tentativa de não chorar, enquanto a outra estava estranhamente quieta e com um olhar triste no rosto.
Um silêncio estranho preenchia a sala.
“Mr. Schue, se você não se importar, tem uma música que eu gostaria de cantar com Puck.” Quinn disse, quebrando o silêncio e finalmente desviando o olhar de sua ex-namorada.
“O ‘palco’ é todo seu, Quinn.” Mr. Schue respondeu, aliviado que a tensão tinha momentaneamente se desfeito.
Quinn parou no meio da sala, seguida por um Puck segurando sua guitarra e acenando para a banda começar a tocar de acordo com o que a líder de torcida havia planejado. A loira se colocou atrás do microfone, sentindo o começo das batidas da música ‘I Want You To Want Me’ do Cheap Trick ressoarem em seu peito. Depois de algumas batidas, Puck começou a tocar sua guitarra. Quinn limpou o nó que havia se formado em sua garganta e fixou seu olhar em Rachel, segurando firmemente o microfone antes de começar a cantar, sua voz rouca preenchendo a sala.
I want you to want me
I need you to need me
I’d love you to love me
I’m beggin’ you to beg me
Ela cantou para a sua pequena diva, implorando para que ela a aceitasse de volta e a deixasse ficar com ela, para elas poderem lidarem juntas com tudo que o mundo jogasse nelas. Ela queria que Rachel precisasse dela, porque de alguma forma no último mês, ela tinha se tornado o centro do universo de Quinn.
I want you to want me
I need you to need me
I’d love you to love me
I’ll shine up the old brown shoes, put on a brand-new shirt
I’ll get home early from work if you say that you love me
Ela estava prometendo a Rachel que ela faria qualquer coisa para que elas ficassem juntas, incluindo brigar com Sue Sylvester para que ela pudesse sair no meio do treino das Cheerios só porque seu bebê estava desejando um sanduiche de abacate com atum acompanhado de um muffin de blueberry e que ela fosse pro inferno se a Treinadora pensasse que ela iria ignorar as vontades do seu filho.
Didn’t I, didn’t I, didn’t I see you cryin’?
Oh, didn’t I, didn’t I, didn’t I see you cryin’?
Feelin’ all alone without a friend, you know you feel like dyin’
Oh, didn’t I, didn’t I, didn’t I see you cryin’?
Lembrar de Rachel chorando fez o seu peito doer. Ela não queria que Rachel sofresse sozinha, porque o que estava acontecendo com a morena a envolvia também. Ela queria estar ao lado de Rachel e limpar suas lágrimas depois que ela vomitasse por causa do seu enjoo matinal, ela queria beijar suas lágrimas de alegria quando o bebê delas chutasse pela primeira vez dentro da barriga de Rachel. Ela queria limpar as lágrimas de raiva da morena quando ela entrasse em trabalho de parto, gritando com Quinn por deixá-la daquele jeito e depois chorar junto com ela segurando o lindo recém-nascido em seus braços.
I want you to want me
I need you to need me
I’d love you to love me
I’m beggin’ you to beg me
I’ll shine up the old brown shoes, put on a brand-new shirt
I’ll get home early from work if you say that you love me
Quinn estava dando tudo de si naquela música, sua atenção voltada somente para Rachel, que estava assistindo com admiração, sendo a única a não balançar em sua cadeira ou cantar junto com ela.
Didn’t I, didn’t I, didn’t I see you cryin’?
Oh, didn’t I, didn’t I, didn’t I see you cryin’?
Feelin’ all alone without a friend, you know you feel like dyin’
Oh, didn’t I, didn’t I, didn’t I see you cryin’?
Feelin’ all alone without a friend, you know you feel like dyin’
Oh, didn’t I, didn’t I, didn’t I see you cryin’?
Ela agarrou o microfone e o trouxe para mais perto da sua boca, cantando com seu coração, alma e todo seu amor. Fechando os olhos, ela começou a bater os pés no ritmo da música, dançando em volta de Puck, o resto dos membros do Glee levantando das suas cadeiras e se juntando a ela, deixando Rachel sentada sozinha, encantada.
Feelin’ all alone without a friend, you know you feel like dyin’
Oh, didn’t I, didn’t I, didn’t I see you cryin’?
A música continuou enquanto Quinn fez seu caminho até se ajoelhar na frente de Rachel. Seus olhares transmitindo tudo que elas estavam sentindo, mas não podiam expressar através de palavras.
I want you to want me
I need you to need me
I’d love you to love me
I’m beggin’ you to beg me
Os membros do Glee pararam de cantar e a banda parou de tocar, todo mundo batendo palmas no ritmo, deixando só a voz de Quinn cantar para Rachel.
I want you to want me
I want you to want me
I want you to want me
I want you to want me
Ela terminou a música, ofegando, enquanto todo o Glee, incluindo ela mesma, esperava a reação de Rachel.
As duas garotas encararam uma a outra pelo que pareceram horas, até Rachel quebrar o contato e abruptamente sair correndo da sala.
Quinn encarava o assento vazio a sua frente em descrença.
Ela foi levantada por Puck, que a puxou para a saída, porque em sua cabeça não tinha como aquelas duas ficarem separadas e o privarem de ver seus amassos quentes pelos corredores. Além disso, ele achava – talvez – que elas eram boas uma para outra também. Não que ele fosse admitir isso em voz alta.
Ela alcançou Rachel rapidamente, quase pulando nas suas costas quando a outra garota parou de repente. Inesperadamente, a diva se virou e deu um tapa no rosto de Quinn e depois mais inesperadamente ainda agarrou suas mechas douradas e ferozmente puxou a loira ainda atordoada para um beijo apaixonado, empurrando a líder de torcida e a pressionando rudemente contra os armários.
Rachel penetrou sua língua dentro da boca de Quinn, explorando profundamente o território que ela tanto sentira falta.
“Você não pode fazer isso comigo.” Ela murmurou entre beijos, a voz ofegante. “Você não pode cantar para mim uma música de amor estúpida e esperar que eu mude de ideia.”
Quinn não sabia sequer o que estava acontecendo. Ela estava confusa. Num segundo ela estava correndo atrás da morena, depois recebendo um tapa na cara e depois aqui estavam elas, fodendo a boca uma da outra com suas línguas, com todo o Glee assistindo, impressionados.
Quinn, finalmente reagindo, trocou suas posições – levantando Rachel pelas coxas e a pressionando firmemente contra os armários, fazendo a pequena morena enrolar suas pernas longas e esbeltas em volta da sua cintura enquanto ela pressionava contra o centro de Rachel, fazendo ambas gemerem em uníssono.
Um extasiado e distante ‘Hell yes!’ foi ouvido de Puck, enquanto um surpreso ‘tudo bem, pessoal, nada para ver aqui’ foi proferido por um envergonhado Mr. Schue enquanto ele fazia com que todos voltassem para a sala do coral, fechando a porta atrás dele.
As garotas, ainda completamente consumidas pelo momento apaixonado, não notaram nada disso acontecendo enquanto seus lábios se fundiam um no outro, antes de Quinn quebrar a conexão, salpicando beijos pelo pescoço de Rachel, chupando furiosamente a pele morena.
“Não faça isso sozinha, baby. Me deixe estar ao seu lado.” Ela pediu em seu ouvido. “Eu quero te ajudar. Me deixe te ajudar. Me deixe nos ajudar.”
Rachel puxou sua boca de volta para o seu pescoço, pendendo a cabeça para o lado e gemendo enquanto os lábios macios de Quinn faziam um caminho pela sua pele sensível, antes de virar a cabeça para sussurrar sensualmente na orelha de Quinn.
“Me leve pra cama.”
...
Quinn nunca tinha dirigido tão rápido em toda sua vida, mas não era sempre que ela tinha uma namorada gostosa e excitada beijando com fome o seu pescoço e acariciando sensualmente suas coxas.
Antes que ela pudesse se dar conta, elas rapidamente chegaram na casa de Rachel, conseguindo alcançar o quarto da morena em questão de poucos segundos e ficando nuas na velocidade da luz.
Quinn envolveu os seios de Rachel com suas mãos, massageando firmemente enquanto a beijava intensamente. Movendo-se para baixo, ela deixou beijos suaves na clavícula e no pescoço da diva, continuando seu caminho entre o vale dos seios – pegando um mamilo inchado com a boca, massageando-o com a língua.
Rachel ofegou com a sensação de ter Quinn lambendo e sugando seus seios. Ela realmente achava que a loira era algum tipo de deusa do sexo, sempre deixando-a sem ar e desesperada, se sentindo como se fosse literalmente morrer se a loira decidisse parar com seus movimentos.
Quinn desceu a mão, acariciando suavemente a pele morena. Ela descansou a mão na cintura torneada da diva, mas a morena segurou a mesma e a botou entre suas pernas, ambas gemendo enquanto Quinn deslizava seus dedos entre seus grandes lábios, abrindo caminho para acariciar a pele ultrassensível escondida entre eles. Ao encontrar o clitóris da morena, ela o acariciou levemente, circulando-o com seus dedos já úmidos da própria essência da morena. Rachel soltou um gemido baixo e desesperado, movendo seus quadris, querendo mais, precisando de mais.
“Deita, meu amor. Eu vou fazer você se sentir tão bem...” Quinn sussurrou roucamente em seu ouvido. Seu plano naquele momento era fazer amor com sua garota, fazer ela gritar e sentir mais prazer do que ela jamais pensou que seria possível.
Com ambas deitadas, Quinn ficou por cima do corpo moreno, beijando seus lábios, descendo novamente e beijando e mordendo levemente sua barriga, passando a língua em volta do seu umbigo. Ela abriu as pernas de Rachel, tendo uma bela visão da intimidade completamente molhada da sua namorada.
Depois de observar cada detalhe, ela beijou o interior das suas coxas e fez seu caminho até sua entrada. Ela deixou um carinhoso beijo nos lábios inchados ao redor, abrindo mais ainda suas pernas e deixando um beijo também em seu centro úmido. Ela então levou sua língua para cima, sentindo o gosto de Rachel pela primeira vez, o qual, ironicamente, lhe lembrava blueberrys. Ela lambeu em volta do clitóris encoberto e pulsante, evitando o contato direto.
Quinn então trouxe seus dedos para baixo, deslizando dois deles para dentro da morena, entrando e saindo enquanto seus lábios brincavam com seu clitóris, estabelecendo um ritmo torturante com a ponta da sua língua. Assim que a loira encontrou o ponto sensível da morena com os dedos, ela começou a se movimentar mais forte.
Quinn subiu o olhar para observar a reação da morena, que tinha as costas arqueadas e a cabeça jogada para trás em absoluto êxtase, sua mão direita acariciava seus próprios seios e a outra agarrava desesperadamente o lençol.
A morena estava se contorcendo, ofegando e gemendo de prazer. Ela tinha plena consciência de que estava fazendo sexo na cama que ela tinha desde criança, mas sentindo muito prazer para se importar com aquilo no momento. Parecia que todos os seus nervos estavam entre suas pernas, onde a boca talentosa de Quinn chupava seu clitóris e seus dedos a penetravam num ritmo alucinante.
“Eu estou tão perto, Quinn, tão perto...”
A calor aumentou entre suas pernas até atingir seu ápice, a levando ao limite. Ela moveu suas mãos para nuca de Quinn, pressionando sua cabeça ao seu encontro – querendo, não, necessitando de mais – pedindo através do gesto que a loira continuasse chupando e acariciando sua intimidade, o que ela obedeceu, avidamente saboreando seu gozo. Ela ainda estava no meio do seu primeiro orgasmo quando uma segunda onda de prazer atravessou o seu corpo. Ela pareceu perder a noção do tempo por alguns segundos, sentindo um intenso prazer romper dentro de si.
“Quiiiiiiiiiiiiiin!” Ela gritou, antes de desabar na cama, arfando em busca de ar e se sentindo deliciosamente exausta.
Quinn, satisfeita com o seu trabalho, escalou o corpo da sua namorada aos beijos, até alcançar seu rosto corado. A morena estava incrivelmente linda depois de dois poderosos orgasmos. A loira estava orgulhosa de si pelo feito.
Ela deitou ao lado da diva, esperando Rachel controlar a própria respiração.
“Você está bem?” Ela perguntou, arqueando uma sobrancelha enquanto tentava, sem sucesso, reprimir um sorriso.
“Estou. Só...” Rachel estava arquejando. “Me dê um minuto.”
Uma vez recuperada, a pequena abriu os olhos e encontrou a loira a admirando. Ela viu amor e devoção transbordando daqueles lindos olhos claros. Naquele momento ela soube que por mais que ela fosse forte, ela ainda estava com medo. Medo do que significava ficar grávida naquela idade, medo de ir ao médico sem ninguém para segurar sua mão e acalmá-la.
Se sentindo emocionalmente sobrecarregada, lágrimas surgiram em seus olhos enquanto ela se inclinava para beijar os lábios de Quinn.
“Me perdoa, Quinn. Me perdoa.” Ela sussurrou, se arrependendo do que havia feito com a loira mais do que ela poderia expressar em palavras naquele momento.
“Está tudo bem, shhh... Está tudo bem.” Quinn disse calmamente, fazendo carinho em suas costas em meio a um forte abraço.
“Não me deixe, meu amor.” Rachel implorou, sua voz trêmula. “Por favor, não me deixe.”
“Eu não vou. Eu sempre vou estar ao seu lado, não importa o que aconteça.” Ela prometeu, segurando Rachel em seus braços enquanto a morena chorava, se sentindo aliviada por elas estarem juntas novamente. Certamente, desde que elas estivessem juntas, tudo iria ficar bem.
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