Filhos de Morgana
2 Familia Weasley
Notas iniciais
Um mês depois...
Era mais um dia anormal como todos os outros, eu e minha irmã Ana juntamente com o meu irmão Samuel, fugíamos dos nossos abrigos, agora estamos aqui, numa cidade ao sul do Brasil e que nem sabemos o nome. Como de costume, todas as noites fazíamos uma patrulha na região, estava tudo normal, até que senti uma coisa diferente em tudo ao meu derredor.
Tudo ficou mais frio, as plantas morrendo, e a tristeza reinando em todo lugar, as luzes piscavam... Eu vi a alguns metros um ser magro, de vestes negras, sair da floresta ao meu lado.
Outros dois foram se espalhando e meus irmãos sentiram também.
– Dementadores. – a simples palavra e atormentadora saiu sussurrada de meus lábios e já tínhamos nossas varinhas apontando em direção a eles.
Deveríamos ter imaginado!
Estavam nos caçando feito animais, o Ministérios de Londres e Búlgaro, que estavam no comando de Voldemort e de comersais da morte. Eles eram os culpados, pois nossos familiares foram mortos.
Um dos Dementadores foi em direção a minha irmã, e ela assustada, olhos esbugalhado vendo o terrível ser perto de si, caiu no chão e eu via a essência dela indo embora. Com medo mais um dos meus morrerem gritei.
– EXPECTO PATRONUM. – Da minha varinha saiu a minha corsa dourada e foi jogando aquela besta para longe da minha irmã. Corremos até ela e a ajudei a levantar do chão e saímos correndo para despistá-los. Eu via minha irmã se debulhando em lagrimas por ter acontecido aquela coisa horrível.
– Vamos sair daqui logo... AGORA. – Disse meu irmão e aparatamos, sumindo de uma vez daquele lugar.
(...)
Andamos por algum tempo pelas ruas de um bairro trouxa em algum lugar da Inglaterra, à medida que o tempo passava ficava mais frio é Ana começou a tremer fazendo eu e Samuel preocuparmos.
Caminhamos por longos minutos, e acabamos encontrando um beco vazio, o que foi muita sorte já que os outros estavam abarrotados de homens sujos e fedidos ou mulheres imundas com trajes minúsculos.
– Vamos ficar aqui por enquanto. – Sugeriu Samuel olhando para mim, esperando uma decisão final.
Meu olhar recaiu sobre minha irmã que se abraçava na inútil tentativa de tentar aplacar o frio.
– Sim, mas alguém tem que ficar de guarda. – Respondi pronta para me oferecer.
– Tudo bem eu fico. – Disse meu irmão sorrindo desafiador para mim.
– Não eu fico. – Respondi no mesmo tom.
Samuel e eu logo começamos uma leve discussão sobre quem ficaria de guarda, porém ela logo terminou quando Ana se pronunciou.
– Se vocês dois vão ficar de guarda eu também fico.
Eu e Samuel nos entre olhamos, sabíamos que ela precisava descansar, eu e Samuel éramos os mais velhos e precisávamos cuidar da nossa caçula, eu havia prometido ao meu pai horas antes de sua morte que cuidaria dos dois.
– Não, as duas vão dormi e descansar eu fico acordado para proteger vocês. – Daquela vez nem me atrevi a discutir.
Ana retirou de sua mochila duas mantas, uma ela colocou no chão, me fazendo revirar os olhos com aquele cuidado desnecessário a outra assim que nos sentamos por cima de nós, inibindo o grande frio que sentíamos.
Da mochila minha irmã também tirou duas fatias de pães e uma garrafa com suco de abóbora o meu preferido, comemos em silêncio, nem de longe aquilo chegava ao baquete que tínhamos todos os dias antes dessa maldita perseguição começar.
Após comermos minha querida irmã encostou a cabeça no meu ombro e pegou no sono, enquanto Samuel olhava pra tudo atentamente com sua varinha na mão, mesmo sabendo que não podíamos fazer magia ou o ministério nos encontraria, ver meu irmão na defensiva me fez ficar mais tranquila e sem perceber acabei caindo no sono.
Da mesma forma que dormi acordei. Samuel cochilava encostado na parede suja daquele beco enquanto Ana dormia encostada a mim, meus olhos percorreram o lugar vendo que ainda era de noite talvez madrugada, não sei ao certo.
Decidir não acordar o Sammy, ele devia estar tão cansado quanto eu, passei alguns minutos em alerta, mas logo minha guarda foi cedendo, porém um clique baixo me despertou.
Três homens se materializaram a minha frente me assustando.
Um com vestes surradas e até mesmo remendada de cabelos ruivos e olhos azuis nos olhava com pena, o outro eu reconhecia como o Ministro da Magia vestia um terno preto de aparência cara e nos olhava amedrontado e desdenhoso, o outro era bem mais velho que os outros dois e tinha uma barba longa muito branca, vestes de cores vibrantes e óculos meia lua, porém nos olhava por cima deles curiosamente era Alvo Dumbledore.
Não esperei eles nos atacarem, me levantei assustando o sono leve de meus irmãos que me imitaram é se colocaram em posição de ataque, prontos para se defenderem.
– São esses vândalos que você chama de crianças Alvo? – A voz do ministro era desdenhosa e sem humor, ele não demonstrava medo nem muita coragem mais sim muita ignorância.
– Ah Cornélio eles são só crianças assustadas. –A voz calma e ao mesmo tempo severa de Dumbledore se fez presente.
– Crianças inocentes Ministro. – Falou Arthur fazendo Alvo sorrir em concordância a suas palavras.
– Abaixem suas varinhas crianças, viemos ajudar vocês. – Fudge disse irritado.
– Como ajudaram nas últimas semanas com os dementadores e aurores? — Perguntou Samuel desdenhoso.
Fudge empalideceu e olhou sobressaltado para Dumbledore que fingiu não ver o olhar apavorado e assustado de seu antigo amigo.
– Isso foi um equívoco senhor Dewler estamos aqui para ajudar e não para atacar, abaixem as varinhas e venham conosco. – Pediu Alvo com um olhar sábio e curioso sobre nós que nos entre olhamos.
– E pra onde nos iríamos? – Minha pergunta saiu despretensiosa mais ainda sim curiosa.
– Para a minha casa com meus filhos e minha e esposa, depois vocês irão para Hogwarts. –Respondeu o ruivo, de vestes velha me olhando avaliativo
Eu sabia que Dumbledore era confiável, meu pai me contou, no entanto esse homem ruivo não me passava tanta segurança.
Naquele instante Hogwarts era um dos únicos lugares que não estavam sobre o comando dos comensais e ir para lá talvez não fosse uma má ideia, mas ficar na casa desse senhor não me parecia sensato...
– Esse e Arthur Weasley, Harry Potter está lá, assim como outros amigos meus. — A voz do velhinho soou misteriosa, mas uma vez olhei para Samuel que retribuiu meu olhar, esses amigos devia ser o pessoal da Ordem e encontra Harry Potter com certeza não era uma má ideia.
– Se formos qual é a garantia que ficaremos bem? – A voz de minha irmã saiu baixa e trêmula, ela estava assustada mais ainda sim continuava firme.
– Vocês têm a minha palavra.
Tínhamos a palavra do maior bruxo que já existiu, acho que isso bastava e pelo visto meus irmãos pensavam igual a mim.
– Mas e o Ministério? Ele irá nos deixar em paz? – A voz do meu irmão saiu dura e firme chegando até mesmo a me assustar.
– Isso tudo não passou de um grande equívoco meu jovem, não é mesmo Cornélio? – Mas vez Alvo respondeu.
– Sim Alvo, eles nem mesmo serão indiciados por usar magia fora da escola. – O homem de preto respondeu tremendo, ele estava com medo de Samuel o que não era estranho, já que meu irmão era corpulento e alto.
– Bom você já pode ir meu amigo, eu e o senhor Weasley seguimos daqui.
Como se esperasse aquilo desde o primeiro instante o homem aparatou rapidamente com um clique alto.
– Eu e Alvo tomamos a liberdade de passar na antiga casa de você e pegar seus pertences os levando pra minha casa. – O homem ruivo falou olhando para nós.
– E o dinheiro de vocês já está seguro em Gringorts. – Dessa vez quem falou foi o diretor de Hogwarts.
Nós três suspiramos aliviados, nossas coisas estavam salvas e agora estávamos seguros.
– Bom já está tarde e minha mulher e filhos devem estar nos esperando. – A voz do senhor Weasley nos tirou dos nossos devaneios.
De certa forma fiquei apreensiva, eu e meus irmãos iríamos para a casa de estranhos, no entanto conheceríamos o menino que sobreviveu e assim teríamos uma maior chance de derrotar Voldemort.
– Vamos meus jovens, não temos tempo a perder. – Dumbledore estendeu o braço pra nos assim como o senhor Weasley Samuel tocou o braço dele enquanto eu e Ana pegamos um braço de Alvo, e em segundos sentimos a familiar e desgastante sensação de aparatação.
Quando tocamos no chão conseguir visualizar uma pequena casa que devia ter algum feitiço extensor, ao redor da pequena cabana não havia nada, mas eu podia sentir feitiços protetores fortes a nossa volta.
Esperando-nos haviam três pessoas, um home alto, magro e com uma aparência doente e duas mulheres a primeira ruiva e gordinha, a segunda de estatura mediana e cabelos rosa, com certeza uma metamorfomaga.
– Bom agora que vocês estão em boas mãos, os vejo no dia primeiro. – Dumbledore falou e logo sumiu.
– Garotos esse é Lupin um grande amigo, aquela é Molly minha esposa e a outra e Ninfadora Tonks. – O homem chamado Arthur apresentou os três a nós.
Quando ele chamou a metamorfomaga de Ninfadora os cabelos dela ficam vermelhos denunciando que ela não gostava daquele nome.
– Só Tonks, por favor. – Pediu ela nos olhando tentando disfarçar sua raiva.
– E um enorme prazer conhece-la Tonks, eu me chamo Samuel. – Comentou meu irmão dando alguns passos à frente depositando um beijo castro na mão dela deixando-a corada com tamanha beleza do meu irmão.
Mesmo com nossa fuga nós não estávamos tão sujos ou desarrumados, os cabelos pretos e lisos de Samuel estavam perfeitamente alinhados contrastando perfeitamente com o azul mar dos olhos dele, meus cabelos loiros assim como os de Ana estavam bem acentuados, e se não fossem por nossas roupas um pouco sujas e amaçadas ninguém diria que estávamos fugindo há dias.
Mas uma vez usando de seu charme Samuel cumprimentou a senhora Weasley que corou assim como Tonks, deixando Lupin e Arthur um pouco enciumados.
– É um prazer conhece-los eu me chamo Ana e essa é a Valentina minha irmã. – Falou Ana acanhada e envergonhada com o atrevimento de Samuel.
Após os cumprimentos nos entramos na casa modesta daquela família, a senhora Weasley nos instruiu a tomar banho e a trocar de roupa, depois disso comemos algo delicioso que não me preocupei em perguntar o nome.
Lupin quis saber sobre tudo que passamos e sem acanhamento ou vergonha contamos tudo aos três, mas a senhora Weasley deduziu que estávamos muito cansados é que precisávamos descansar e assim terminamos de comer ela nos mostrou o pequeno quarto em que dormiríamos naquela noite, pois segundo ela no dia seguinte Samuel deveria dormir em outro quarto, claro que ela sabia que nós éramos irmãos mais deduzi que aquilo era uma questão de valores para ela por isso não discutir.
Dormimos depois de uma pequena conversa sobre confiar neles, decidíamos dar um voto de confiança e acabamos dormindo tranquilos e contentes por termos nossos pertences de volta.
(...)
Quando acordei na manhã seguinte meus irmãos estavam só me esperando para irmos até a sala, me vesti e descemos juntos, lá encontramos três garotos ruivos e uma menina tomando café da manhã, dois era gêmeos e os outros pareciam ser mais novos, sentados em volta de uma mesa pequena na mesa também estavam Arthur e Molly, Lupin já devia ter ido embora com Tonks já que eles demonstraram grande desconforto ao passar a noite ali.
Os três garotos devoraram a mim e a minha irmã com os olhos assim como a garota fez com meu irmão que estava agora a nossa frente de uma forma protetora e ciumenta.
– Bom crianças esses sãos os Dewler, nossos novos hospedes como já havia contado a vocês, aquela é Ana a outra Valentina e o menino é o Samuel, ele ficaram conosco até as aulas começarem. – Se pronunciou Arthur tentando quebrar o clima estranho.
– Esses são Fred, George, Ronald ou Rony e essa e Gina. – Apresentou Molly.
Nós demos a eles nosso melhor sorriso simpático, fazendo o ruivo mais jovem deixar a torrada que estava em sua boca cair enquanto nós nos sentávamos à mesa me fazendo o enojar.
Começamos a nos servi, no entanto minhas mãos e meu corpo pareceram congelar quando um garoto alto e ate mesmo corpulento entrou no ambiente limpando seus olhos e arrumando seus óculos com os cabelos levemente bagunçados, tentei disfarçar mais quando nossos olhos azuis se encontraram um choque correu por todo meu corpo.
– Esse é o Harry meninos. – Eu sabia que ele era o menino que sobreviveu, mas algo estava se revirando dentro de mim e eu não sabia o por que.
– Olá. – Meus irmãos o cumprimentaram enquanto eu tentava me recuperar ele também cumprimentou meus irmãos e eu o fiz também após alguns segundos recebendo um sorriso amarelo em troca.
Um ciúme possessivo tomou conta de mim quando percebi que a ruiva fazia de tudo para tocar nele, mas minha atenção se voltou à entrada da cozinha minúscula quando uma garota de cabelos castanhos e olhos também castanhos adentrou o local vestida um pijama azul claro consistia a uma calça e uma regata, a atenção do Samuel também se voltou a ela, os cabelos dela eram cheios e cacheados diferente dos meus que eram lisos.
A garota não pareceu assustada ou nervosa com a nossa presença ela tinha um ar de sabe tudo, e pelo visto era mesmo, pois nos cumprimentou pelos nomes.
– Pelo visto alguém andou pesquisando sobre os Dewler não e mesmo Hermione? – Falou Arthur sorrindo deixando a menina constrangida.
Ela abaixou a cabeça e começou a comer, porém o moreno falou algo no ouvido dela e usando a super-audição veela conseguir escutar o que ele perguntou:
“- Você descobriu quem são eles e porque são tão importantes?
– Sim, descobrir mais depois te falo.”
Os dois tentavam não parecer cochichar e acho que ninguém além de mim e do Samuel percebemos, ele tinha um olhar assassino para o menino que sobreviveu, e eu acho que sabia o porquê eu e Samuel havíamos encontrado nossos companheiros...
Eles eram o menino que sobreviveu e sua fiel escudeira, como o destino era irônico, dois dos três jovens destinados a ajudar o menino que sobreviveu estavam destinados a ficar com ele e com sua melhor amiga, mas nos não podíamos revelar nossa natureza ou aquilo seria mais um ponto fraco para sermos atingidos.
Olhei para Samuel que me olhou também, ele também havia percebido, nos sabíamos que isso não era bom, mas eu não conseguia deixar de estar feliz por ter encontrado meu companheiro antes de fazer dezoito anos, e agora não o deixaria escapar por nada e nem por ninguém.
Comecei a me concentra na comida no intuito de não voar nos cabelos ruivos daquela pequena puta Weasley que não parava de dar em cima do meu Harry, mas logo levantei a cabeça quando sentir um clima estranho.
Samuel seca descaradamente os seios de Hermione deixando Ronald vermelho, e Harry completamente irritado, a garota parecia realmente constrangida enquanto a ruiva olhava com certa inveja e raiva por ter pedido a atenção de Harry, me fazendo sorrir vitoriosa.
Ana deu uma cotovelada nas costelas de Samuel o tirando do transe, mas mesmo assim ele não deixou de encarar a garota que estava a cada segundo mais constrangida.
– Bom crianças falta apenas um mês para a volta a Hogwarts por isso temos que ir logo compra os matérias, as cartas chegaram hoje inclusive a de vocês senhores Dewler, nos iremos ao Beco Diagonal amanhã pela manhã.
Nem eu nem meus irmãos falamos nada continuamos a comer no nosso canto, quando o café da manhã acabou os gêmeos se despediram dizendo que iam para a loja deles, Arthur logo saiu também, então ficamos só nós.
Com certeza aquele seria um longo mês...
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