Filhos da Lua e a Ascensão dos Corajosos.

93 O Estado pela primeira vez se tornava sólido e real.


Notas iniciais
Minha mente estava divagando para outros mundos, talvez ainda comemoremos o aniversario da fic se eu continuar assim. E eu descobri coisas importantes que procurava desde que entrei nesse site: 1- eu achei meu dom, sim minha irmã é elogiada sempre pelos desenhos impressionantes e eu buscava o meu (afinal somos gêmeas e os meus desenhos não chegam perto dos dela). Eu amo, tipo apaixonadamente e por toda a vida, escrever historias. Tanto que penso seriamente em fazer Letras aqui na minha cidade. 2- Meu estilo, eu não sabia o que era isso no começo, e queria entender, mas descobri que é algo natural, e só escrevendo é que se pode encontra-lo. E no caso o estilo de escrever envolve a organização das palavras no texto, o vocabulário que se usa, a forma de descrição ou como se põe a imaginação em palavras, tudo isso junto é onde eu acho que achei meu estilo. E me traz felicidade saber que esse meu estilo esta agradando e sendo útil para mostrar esse mundo. ^-^ Depois de expressar isso: Boa leitura.

Dukan assumiu os controles por estar mais familiarizado. Nia ainda permanecia próximo a ele para dar assistência em alguns procedimentos. Beatrice e Marlene ocuparam assentos diante dos controles dos dois canhões sob a nave, prontas para usa-los se fossem necessários. Lucas, Yan e Clark resolveram ficar na sala de comando para assistir o tudo o que ia acontecer. Cadius, Diana, Philipe e Charlie também estavam lá, mas eles tinham a função de monitorar alguns painéis previamente estudados. No compartimento de carga abaixo, Flecher ia se recuperar mais um pouco descansando nas poltronas destinada aos soldados que havia lá, Taz o seguiu sem ter muito o que fazer se não esperar e fazer companhia a ele. Téo também estava no mesmo espaço, do outro lado, sendo tratado por Destiny. Aaron e Brian andavam uma ultima vez no compartimento verificando uma ultima vez se os equipamentos e bagagens estavam bem presos, para que não colidissem ou saísse do lugar em algum momento de turbulência.

O Totem saiu do solo e depois do galpão, vagou sobre a cidade em silencio e invisível. Assim que ficaram distante da cidade, próximo da rota em que sequestraram a nave verdadeira, Dukan informou a todos que estavam no momento de reativarem os rastreadores e saber se os planos deles tinha dado certo. Flecher e os que estavam no compartimento de carga se juntaram aos outros na sala de controle. Lucas, Diana e Nia reativaram o equipamento apertando diferentes botões ou puxando alavancas. Logo eles esperam com expectativa.

Luzes novas se acenderam no painel diante de Dukan, que ainda mantinha a concentração no controle da nave. Por alguns minutos não houve nada de diferente além de uma estática abafada e fraca que ecoava pelo salão. Flecher e os outros se entreolharam rapidamente pouco antes de serem surpreendidos com uma voz diferente e com sotaque leve que soava aparentemente de algum radio.

–7GTT12L, estamos com problemas de receber o vídeo de sua estação... –ninguém respondeu por alguns segundos. –É de protocolo que explique o que esta houve para essas seis horas de desaparecimento. Se não corresponder imediatamente estamos enviando um suporte... 7GTT12L responda.

–Diga que tivemos uma falha no motor C que afetou o sistema D4-A e que é necessário que retornemos antes que os estragos sejam maiores. Conduzindo ao abortamento da missão. -Vinte falou em um sussurro no meio do silencio, e se direcionando à Flecher.

Estranhando um pouco o moreno se aproximou de um painel indicado por Nia e ao apertar um botão, repetiu as palavras do outro enquanto todos mantiveram um silêncio absoluto.

Compreendido. O relatório geral deve ser enviado assim que chegarem. 7GTT12L informe o código do envio, dos danos e a sequencia de identificação veicular para o formulário de aborto.

Sem entender muito quais códigos seriam Flecher foi cercado por Nia e Vinte, cada um de um lado pesando nos códigos. Nia puxou um papel e anotou alguns números debaixo das palavras danos ou outros códigos Flecher sabia. Vinte observou concentrado o que ela fazia, até que eles discutiram um dos quatro códigos que ela escreveu:

–Esse não é possível. Não estivemos perto de nada com radiação para danificar isso. — falou ele sério olhando a menina do outro lado de Flecher, e ela sem muito tempo para discutir riscou o código da lista.

Assim que terminaram deixaram o papel na frente de Flecher, que começou a narrar o que estava escrito. Alguns segundos e ouviu-se um ruído, o homem ia dizer alguma coisa mais parou bruscamente fazendo uma expectativa mais pesada tomar a sala de comando. Após alguns minutos ouviram:

7GTT12L retorno autorizado. Caso necessite de apoio durante a volta entre em contato... O hangar provavelmente estará limpo, as outras missões estão avançando com sucesso. Encerrando comunicação.

Vinte acabou sorrindo pelo sucesso de Flecher e o rapaz retribui até estranhar e parar.

–Mas você podia ter falado mais firme. -Comentou o ex-soldado vendo o moreno se afastar.

Nia foi até Charlie e Philipe, que ocupavam as cadeiras na frente um painel de navegação e falou como eles iam definir a rota de retorno até a nave maior. A menina tinha estudado os manuais e parecia ser a pessoa que melhor conhecia o funcionamento da nave.

[...]

Horas depois, o Totem dos combatentes chegava próximo á localização da nave maior. O Estado pela primeira vez se tornava sólido e real na frente da maior parte dos combatentes, flutuando entre a terra e a lua. A estranha visão os deixava com algumas certezas: estavam próximos do objetivo de todos esses meses, aquela nave realmente existia e que iriam ter a oportunidade nenhum governo da terra conseguiu alcançar: atingir a nave. Apesar de eles serem uma organização pequena, e sem chamar atenção nenhuma por isso, chegaram mais longe do que qualquer outro, que tinham muito mais apoio, chegaram.

Dukan tinha uma sensação estranha enquanto guiava a nave até a entrada do hangar. Há algum tempo ele havia saído sem imaginar que acabaria voltando. Então subitamente a mesma voz tediosa e com sotaque chiou uma sequencia de coordenação, e a seguir todos assistiram a entrada protegida com escudo de energia branco e solido se desfazendo como vapor.

A entrada deles foi hesitante e calma. Assim que o Totem atravessou o arco da entrada, o escudo se refez atrás deles. O hangar estava tranquilo e vazio, apenas alguns mecânicos de macacão sujo de graxa ou óleo atravessaram o corredor entre as pouquíssimas naves estacionadas ao verem o Totem de Dukan avançando pelo enorme espaço. Um homem de roupa colorida apareceu indicando uma das vagas com sinalizadores ao mesmo tempo em que alguém informava o numero da vaga pelo rádio. Quando o Totem deles pousou o homem que falava com eles através do radio comunicou que os esperaria na recepção para encerrar o registro. Mas eles não abriram a rampa de acesso.

–Não foi muito difícil entrar. -comentou Taz olhando o hangar em uma das telas com imagens de uma câmera externa.

Vinte foi até ela e começou a mexer nos botões, mudando as câmeras e analisando o espaço.

–A maioria das missões desta época é apenas para buscar suplementos e despejar lixo. — comentou o ex-soldado ainda olhando as pessoas no hangar. -E digamos que deram sorte, nesse horário não tem ninguém, pois estão no meio da missão. Se esta tudo indo bem, não tem porque voltarem.

–E quem são esses homenzinhos?- perguntou Philipe vendo um grupo de pessoas de macacão próximo de uma nave.

–São mecânicos. –Nia respondeu impedindo Téo. -Estão concertando as naves.

–O que vamos fazer agora? Só estou vendo aquela saída. –e Beatrice indicou uma passagem em uma das enormes paredes do Hangar. –A coisa tá acontecendo bem mais tranquila do que planjamos. Vamos simplesmente sair e passar na cara deles?

–Não. Quanto mais tempo não chamarmos atenção melhor. -Falou Flecher.

–Mas nem todos estão vestidos para serem confundidos como dos homens deles. -agora Yan pensava com o grupo. -Se fosse uma missão de cobaia dava para passar dizendo que fomos capturados.

–E se criarmos uma distração? Algo que exija mais a atenção dos guardas do que nós. E nos dê tempo de passar pela única saída sem nem notarem.

–Quem sabe uma explosãozinha? — Dukan sugeriu com um leve sorriso.

–Há, sim! Eu posso cuidar disso. -Falou Brian empolgado, pronto para buscar sua bazuca.

–Acho que ele esta falando de usar o armamento da nossa nave. -Marlene olhava Dukan interpretando a intenção do rapaz.

–Claro, para que melhorar as armas desse Totem se nem a usarmos. — Beatrice concordou com Kan e foi se acomodar na cadeira de controle de uma das armas.

Enquanto ela mirava, Nia indicou uma nave com um tipo de carro com tanque logo abaixo e disse que era de combustível. Quando Bea ia atirar Lucas entrou na frente e mexeu no painel rapidamente. Assistindo o que ele fazia em silencio Nia narrou que ele diminuiu a potencia do tiro. Uma boa ideia, pois se ela atirasse no tanque na potencia anterior o projetil ia causar uma explosão destruidora, e com a potencia mais leve ia atingir o tanque e o combustível entraria em combustão, fazendo o fogo ser a distração. Depois disso Bea finalmente atirou e o plano deu certo, exceto que o tanque virou e o combustivo em chamas se esparramou pelo chão do hangar. Os mecânicos estranharam, mas se preocuparam mais em conter a correnteza inflamada do que a razão do Totem disparar.

O fogo se espalhou para um carro de ferramenta sujo em muitas partes de oléo seco, cujo algum mecânico desleixado não deu atenção em limpar, e depois, em meio às tentativas de extintores, as chamas se espalharam para alguns cabos grossos que carregava a bateria de uma das naves. Logo sinais sonoros e visuais soaram. Dukan abriu a rampa depois que dois guardas da recepção surgiram para tentar ajudar os mecânicos.

Onde o Totem deles parou era próximo da mesma parede com a passagem, então o grupo saiu sem serem notados com uma leve ajuda das roupas escuras e chegaram ao corredor que daria acesso ao interior da nave.

Dukan e Vinte seguiram na frente do grupo, disfarçados com as roupas de soldado. Flecher ia logo atrás deles como se estivesse sendo escoltado. Os demais os seguiam carregando suas mochilas escuras com armas.

–Ainda precisamos encerrar esse negocio para continuar despercebido. — falo Vinte antes de chegarem ao balcão, que agora tinha apenas um soldado atrapalhado para chamar uma brigada de incêndio. -Acho que vai apenas precisar do código da nave e da missão para terminar a ficha.

O grupo diminuiu o passo.

–E como é que você sabe de tudo isso? Não é um simples soldadinho. — Dukan encarou Téo.

–Sou um Ex-soldado. -corrigiu-o. -E isso fez parte do treinamento. Uma semana tediosa das funções burocráticas dos soldados. Aposto que ninguém que trabalha aqui tem animo.

Era uma função chata ficar na recepção. Horas e hora encarando a parede do corredor, fazendo exatamente a mesma coisa, preenchendo coisas comunicando com as naves, e com o tempo essas coisas se tornavam automáticas gerando sonolência e desatenção. Por isso aquele soldado que ficou ali, estava atrapalhado com a súbita agitação.

Flecher tentou fazer Dukan decorar os códigos, já que a roupa dele indicava uma alta patente, mas por via das duvidas Téo também decorou. A seguir os dois seguiram para o balcão para distrair o único guarda e assim o grupo seguiria para o elevador na companhia de Nia e Charlie com suas roupas claras de assistentes de alguma coisa, que assumiriam a dianteira.

Quando o guarda sobrecarregado, interessado de saber a proporção do incêndio, sendo chamado por comunicadores por pessoas que queriam entender o que estava acontecendo no Hangar e tentando dar atenção a Dukan e Vinte, que para Não ajuda-lo falavam coisas rapidamente fingindo um estresse da viagem, Flecher e os outros avançaram sem problemas.

Subitamente o elevador no fim do corredor se abriu e um grupo de dez ou mais homens com casacos longos avançaram com equipamentos que pareciam grandes extintores prateados ou azuis. Flecher reduziu o passo, como os outros, com a surpresa, mas Nia logo disse para continuarem andando normalmente, pois eram apenas os bombeiros da nave, não iam dar atenção para eles. Logo eles pisaram na passarela alta. Diana, Marlene e Lucas caminharam alguns passos até notarem onde estavam e serem tomados pelo medo da altura, Destiny e Yan os incentivaram a se focar no Elevador logo a frene, um lugar seguro e não muito longe. Lucas fez o que eles disseram e seguiu em frente sendo seguido por Marlene e Diana ladeada por Cadius. Em alguns segundos os dois vestidos de soldados se juntaram ao grupo já dentro do espaçoso elevador, e as portas se fecharam.

–Como você conseguiu isso?! -Téo subitamente falou surpreendido e olhando Yan e Clark parado ao lado dele.

–O quê?- Yan não entendeu.

–Não é comum ter bichos desse tamanho, Yan. Se alguém perceber esse... esse cachorro, vão estranhar muito.

Pensando Yan olhou Clark, que notou e o olhou de volta.

–Clark, serpente.

Uma chacoalhada e no lugar do cão escuro uma escamosa cobra escura se enrolava, ainda maior do que uma comum. Vinte deu um passo para longe do animal estranho, uma ação mais leve que a de Brian Jalaska, que correu para o outro lado do elevador e se escondeu atrás de Taz , ele tinha pavor de cobras. Rindo um pouco Yan pegou Clark e colocou dentro da jaqueta escura e larga, o animal se enrolando em volta de seu corpo e se escondendo no lugar aquecido e aconchegante.

Notas finais
Olá! -Vivemos muitas coisas nesse ano combatentes... E estamos nessa ultima e única missão de toooooda essa existência. Tenham coragem nessa batalha, são a esperança para o essa conduta desumana acabar. Espero que tenha tido uma leitura agradável. Eu tinha escrito o próximo á algumas semanas, mas mudei uma ideia e vou ter que escrever tudo de novo. Mas apesar disso fiquem sabendo que eles estão na nave e a verdadeira batalha esta apenas no inicio. Sejam felizes! Lutem com coragem em seu dia a dia! E jamais abandonem o que seu coração grita que ama e o que você acredita! Até um próximo!