Filhos da Lua e a Ascensão dos Corajosos.
94 Preocupação com uma luz e a conquista de uma primeira ajuda.
Notas iniciais
Os 17 combatentes (Flecher, Dukan, Yan, Vinte/Téo , Taz, Beatrice, Marlene, Destiny, Diana, Brian Jalaska, Lucas, Cadius, Philipe, Aaron, Charlie, Nia e Clark) estavam no elevador do Estado, e tudo parecia que ia bem.
Após alguns minutos Nia atravessou o espaço e foi até o painel de controle clicando em um dos botões. Ninguém a interrompeu, pois sabiam que ela estava guiando-os por um caminho mais livre até a área das cobaias, onde eles os libertariam e tentariam arrumar mais forças para assumir o controle da Nave. Logo as portas se abriram e Dukan e Téo deram o primeiro passo para fora, para analisarem o corredor branco em qual estavam. Confirmando que não havia movimentos suspeitos, ou do inimigo, indicaram que o grupo poderia prosseguir.
–Lucas esta achando que um grupo do tamanho do nosso vai chamar muita atenção. -Subitamente Cadius disse estando logo atrás de Flecher, que olhou o menino mencionado no meio do grupo e um pouco incomodado com Cadius.
–Eu também. Precisamos nos separar.
–Acho que sei por onde estamos indo. Conheço um caminho também. -Téo comentou querendo ajudar.
Flecher concordou com ele, e sem muitas discussões eles decidiram quem iria com Téo e quem iria com Nia.
Em uma das passagens que surgiu no corredor Nia virou sendo seguida por Dukan, Beatrice, Charlie, Philipe, Yan — com o Clark, Marlene, Diana e Cadius. E Téo continuou em frente, sério e tentando não ser enganado pelos corredores parecidos, sendo acompanhado de perto por Flecher, que possuía uma pistola pronta para ser usada no cinto, e os outros. Os dois caminhavam com atenção, observando o corredor vazio que se estendia na frente deles e por vezes fazia uma curva, até que subitamente o corredor acabou no meio de outro. Téo e Flecher por impulso entraram no novo corredor e pararam bruscamente olhando para o lado esquerdo. Taz, Destiny, Brian, Lucas e Aaron estavam alguns passos afastados deles, mas pararam no mesmo instante que notaram a reação deles, permanecendo ocultos no corredor. A expressão séria e fixa de Flecher foi momentânea, logo ele puxou a pistola e atirou. Revidando os disparos dos inimigos e dando alguns passos para o lado, para voltar ao corredor junto com os outros. Mas Téo manteve a posição, pacientemente mirando com uma pistola que segurava com as duas mãos e quando um tiro do inimigo atingiu seu colete foi a vez dele, três tiros e tudo ficou calmo.
Enquanto Téo dava uma olhada onde os disparos o atingiram, que eram percebidos pelas marcas chamuscadas em sua roupa, o grupo se uniu a ele no corredor para entender o que houve. Quatro soldados jaziam no chão, a maioria com tiros fatais em áreas descobertas.
–Eles não deviam se desfazer?- Brian se aproximou do grupo de inimigos caídos os olhando de cima.
–Dentro da nave não tem porque o mecanismo ficar ativado. -Respondeu Téo. –É melhor andarmos logo que alguém pode ter ouvido isso.
–Espera. -Flecher disse pegando uma das armas do inimigo e observando as roupas. -Acho que podemos nos disfarçar melhor com isso.
Téo teve um trabalho, mas achou um deposito não muito longe, onde puderam trocar a roupa. Infelizmente eram apenas quatro roupas de soldado. Taz não tinha o tamanho de nenhum deles e Téo ganhou um olhar raivoso ao confirmar que seria estranho encontrar um soldado com roupas largas e tão pequeno. Destiny, Lucas, Aaron e Brian foram escolhidos, restando para Flecher acompanhar Taz sem o disfarce.
Melhores camuflados o grupo seguiu pelos corredores com Taz e Flecher no meio, pois apesar das mochilas não combinarem com o uniforme se as deixassem de lado a tempo podiam inventar uma historia e serem confundidos com soldados escoltando os dois.
Um tempo depois uma marca vermelha e embaçada surgiu no alto da parede do lado esquerdo do corredor branco. Téo a notou, olhando-a rapidamente ao passar, mas continuou andando sério e tentando se lembrar da marca no caminho que conhecia. Sete metros à frente e uma segunda marca surgiu, dessa vez laranja. E ainda de longe eles viram uma luz verde que piscava sozinha no alto da parede.
–O que são essas marcas? –Taz disse curiosa e desconfiada, vendo a luz piscar mais a frente.
–Eu não sei. -Téo respondeu sem enrolação e passando a andar mais devagar encarando o brilho.
O grupo ficou olhando a frente, observando a luz verde chamando a atenção deles, até que além de piscar ela começou a descer a parede branca à medida que eles se aproximavam. Os combatentes resolveram parar de andar e a luz também ficou imóvel. Téo deu um passo para testar encarando a luz verde que se moveu na mesma medida, assim como recuou quando ele desfez o passo.
–Mas que porcaria é essa?! Que irritante. -falou Taz encarando a parede. -Porque tem essa luz maldita aí?
Téo repetiu sua ultima resposta. De fato o mecanismo podia ser qualquer coisa, mas ele não sabia o que era, porque quando conheceu aquele lugar, aquilo não estava lá.
Taz puxou uma faca e foi se aproximando, Flecher tentou mantê-la no lugar, mas ela seguiu firme, passando por Téo. A luz descia à medida que ela e o moreno a escoltando se aproximavam. Ela parou e se agachou quando estava aproxima o suficiente da luz, que parecia uma lâmpada sob a parede e estava há vinte centímetros de encontrar o piso. Logo atrás dela Flecher olhava o corredor procurando alguma mudança e subitamente ouviram uma risada cuspida e impedida no meio do grupo para mais atrás. Sob o olhar de Flecher, Téo e os outros, Brian se recompôs e se explicou:
–Seria uma pegadinha e tanto estarmos preocupados com uma luzinha, que provavelmente não faz nada demais, não seria? – os outros continuaram o olha-lo. –Eu só estava pensando... — e ele tentou desfazer o sorriso bobo dando de ombros.
Entretanto Taz riu rapidamente, concordando com a cabeça e sob o olhar de Flecher, que estranhava ela se descontrair em um momento tenso como aquele.
–Ou pode ser uma coisa bem ruim. E vamos descobri logo. –A voz rara de Aaron soou enquanto ele olhar fixamente a luzinha seguir até o chão sem a aproximação de ninguém, mudando gradativamente para um vermelho até que tocou o chão.
Taz ficou de pé estranhando. Ela e Flecher encarando onde a luz havia desaparecido. E os outros olharam o corredor à frente esperando o que podia acontecer. Um minuto tenso se passou e de repente o piso sobre os pés de Taz desapareceu, sumindo sob a parede. Ela se segurou em Flecher que tentou mantê-la ali, mas logo o piso sob ele também desapareceu e os dois caíram para o calabouço escuro. Eles caíram na vertical por alguns segundos até que o túnel escuro se curvou e eles passaram a escorregar, como se estivessem em um escorredor íngreme e fechado, no fim foram jogados em um chão duro e, ao tato, sujo.
Flecher se sentou ainda perturbado pela decida veloz. O lugar era bem escuro, apenas uma luz extremamente fraca e amarela brilhava e desaparecia em intervalos de minutos, deixando que ele notasse que estavam em uma sala quadrada, com tubos que saiam e entravam por todo o teto e outros que passavam verticalmente grudados nas paredes. Não havia portas ou janelas distinguíveis. Em um dos longos intervalos completamente sem luz, Flecher ouviu Taz e a sentiu encontrando-o ao segurar a manga de sua jaqueta.
–Droga. Onde viemos parar?-perguntou ela ainda sem conseguir enxerga-lo.
Depois de um som de metal, Flecher falou:
–Acho que não devia ter tirado aquela faca para ameaçar a luz.
Quando Taz recebeu a faca a luz piscou e ela notou um pouco da umidade escura na faca e na mão dele.
–Você esta bem?
–Estou. –ele respondeu com a luz já desaparecendo, e logo se moveu buscando um neon do tamanho de uma caneta que estava dentro da mochila e o acendeu. -Foi só um corte ao pegar a faca do chão. E como você esta?
–Bem. -respondeu ela podendo o ver com a luz do neon.
Então Flecher se levantou, ajudando a garota, ambos com algum incômodo da batida no chão, e analisaram como poderiam sair de lá.
–Será que os outros também caíram em algo assim? Não dá para escutar nada.
[Nia e Dukan.]
–Dukan, aquele corredor vai dar no corredor B de cobaias. -Nia disse apontando uma passagem com as letras C2 no alto que dava no tipo de hall pequeno de cinco lados em que estavam. -Acho que o Charlie conhece, é de lá que ele veio.
O ex-cobaia foi olhado pelos outros rapidamente.
–Está dizendo para nós separamos de novo?-Yan perguntou e a menina assentiu.
Dukan pensou um pouco e então concordou com ela:
–Acho que será mais rápido. Vamos.
Dukan foi acompanhado de Beatrice, Charlie e Philipe. Supostamente Philipe não hesitou em expressar que não estava nada a fim de seguir a menina de cabelo claro então foi com eles.
Nia e seu grupo seguiram para o corredor marcado no alto como C1. Não demorou muito para as paredes lisas e curvas ganharem portas e mais portas. Ela parou de andar e se virou para o grupo. Começando com o plano Yan, acompanhado de Marlene, escolheu uma porta, pegou um equipamento feito de fios e outras coisas que desenvolveram, o conectou ao painel de abertura da porta com um cabo e esperou o código para abrir a tranca. Nia separou sua caneta de desativação de traje pronta para ajuda-los. Diana e Cadius seguiram para outra porta, mas Cadius logo segurou a mão de Diana com o equipamento e a arrastou para outra dizendo que aquela cobaia ali não estava apta mentalmente para eles terem uma conversa.
Charlie seguia a frente do trio que o acompanhava, prestando atenção aonde ia. Como o grupo de Nia, as paredes do corredor revelaram portas e logo Dukan reconheceu os corredores e passou na frente de Charlie, que tinha diminuído claramente os passos, completamente apreensivo com suas memorias das vezes que andava por ali sendo controlado. O rapaz assistiu Dukan e Bea escolherem uma porta e com um mecanismo igual ao de Yan tentaram abrir a porta. Observando Dukan com o uniforme de soldado, Charlie permaneceu imóvel com sua mente se desfocando com a tensão do momento e as lembranças. Sua mente o confundia, fazendo-o sentir a situação como se sua liberdade fosse apenas um sonho que teve depois que venceu o trielo e que estava voltando àquela realidade de estar em um corredor indo para outro teste. Um toque fez Charlie tremer rapidamente de susto, mas era apenas o começo de um abraço de Philipe, que estava o tempo todo do lado dele sabendo os sentimentos que o imobilizaram.
–Foi tudo real, Charlie. Nós estamos aqui para provar isso. -disse Phil antes de solta-lo e sorrir gentilmente. Charlie retribuiu o sorriso, e Philipe mostrou a segunda maquina de abrir portas que tinha tirado de sua mochila.
Depois Philipe foi chamado por Dukan e Beatrice, que sabiam da habilidade dele. Os dois estavam dentro da cela que abriram, mas a cobaia se mantia afastada. Phill olhou a menina de cabelos longos e negros, magra e pálida que encontraram.
–Ela parece aquela boneca branquelas e assustadora de filmes...
–Ô Aluado, nos percebemos isso, dá pra dizer logo o que ela tá sentindo? –Beatrice falou impaciente.
–Esta com medo do Kan... Acho que é essa roupa. Ou será que ela não gosta de loiros?
Bea desistiu de falar que claramente era pela roupa de soldado de Dukan, e avançou sozinha para se aproximar da menina, explicando o que vieram fazer e convocando a ajuda dela. Depois de entender a situação a menina concordou hesitante, mas continuou encarando Dukan ao andar em direção à porta. No entanto, antes dela sair da cela, Charlie a empurrou bruscamente para dentro e avisou Dukan do traje que ele tinha se esquecido.
–O que vamos fazer com isso?- perguntou Kan sem muita paciência e sem solução.
–Talvez Beatrice possa dar um choque no sistema do traje, isso sem acertar a menina. Com isso o chip do processador em algum lugar pode ser desativado. -Charlie narrou a solução.
Bea se esforçou para conduzir sua eletricidade apenas para o traje. A menina teve medo, mas logo a pressão do traje se desfez. Eles agora tinham a primeira ajuda de dentro da nave, uma menina de no máximo quatorze anos com o leve pode de movimentar objetos.
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