Notas iniciais
Olá, agradeço algumas ajudas que tive para escrever esse capitulo. Embora tenha muito mais tempero de romance (que eu não sou a mais indicada a escrever), tem certos detalhes uteis. Provavelmente teremos uma segunda parte, ou um pouco mais, de "impares-pares" no próximo. ( # = mudança de assunto) Espero que seja um capitulo bom . E boa leitura!

A chegada ao galpão subterrâneo da mansão foi um pouco complicada, a nave tinha apenas uma única passagem grande o suficiente para ela passar, e ainda sim era estreito.

Yan foi recebê-los já questionando sobre a presença do Totem. Depois de explicar mais uma vez como sobreviveu e tudo que passou, Dukan apresentou Nia, que informou que podia ajudar no desenvolvimento do Reversor que acordaria os combatentes. E a partir daquele momento ela e Yan foram trabalhar na solução. Os outros se ocuparam para levar os inconscientes para seus quartos na mansão. Quando terminaram Destiny foi abordada pelas irmãs que estavam acompanhadas dos irmãos de Brian e de Diana, e ela que contou o que houve e confortou-os dizendo que eles logo voltariam.

Dukan, assim que ficou livre, foi para a cozinha e arrumou algo para ele e 177, que o seguia junto com Beatrice, comer. Bea apenas o assistiu preparar tudo.

–Eu vou para minha casa. -falou o loiro entre as mordidas de um sanduiche completo, parecido com o que era consumido por 177. –Você quer ir comigo?

Beatrice que apenas estava ali em um canto, recebeu o olhar dele e concordou com um sorriso fino; Ela não tinha intensões de deixa-lo sozinho.

–Eu posso ir?- perguntou o garoto que sobrava entre o casal.

E Kan negou.

–É melhor você ficar aqui. Vou para resolver algumas coisas da casa, pode levar um tempo. Pergunte para alguém onde você pode ficar. Yan já arrumou um lugar para Nia no subsolo, mas você pode escolher um dos quartos daqui, ninguém vai se importar.

O garoto hesitou olhando Kan terminar o lanche e se levantar da mesa. Depois ele olhou Bea que já se encaminhava para a saída. E logo 177 ficou sozinho em um lugar estranho.

Na garagem escurecida pela noite da mansão, Dukan procurou pelo interruptor em algum lugar que ele não estava se lembrando. O tempo todo segurando uma das mãos de Beatrice, o escuro o deixava nervoso. Subitamente a garota estalou os dedos e algumas luzes se acederam. Ele riu a olhando e seguiu para o carro dele; a Mercedes estava bem cuidada e exatamente onde ele deixou. Antes de chegar ele parou, soltou a mão de Bea e começou a procurar algo na roupa.

–Que é? Perdeu a chave?-perguntou a morena achando um pouco de graça.

–Não. -respondeu ele. –É algo mais importante... Aqui. –E Dukan segurou o pingente de dragão de prata brilhante na frente do rosto da menina. -Isso é seu.

Beatrice pegou o objeto um pouco atordoada. Aquilo era algo importante que ela achou que estava perdido para sempre como o garoto que o segurou pela ultima vez.

–Queria te devolver desde aquele dia... -e Bea o impediu de continuar falando.

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Naquela hora da noite Taz e Lucas já estavam descansando em seus quartos e Nia, Yan e Marlene ainda estavam no laboratório pesquisando.

Destiny resolveu ver como Vinte estava antes de ir dormir. O rapaz tinha tomado um banho para se livrar do sangue do Mediador e estava sentado na cama do quarto/prisão com um kit de primeiros socorros ao lado para tratar dos arranhões e cortes, mas seus pensamentos o distraíam.

–Quer ajuda?

Ele levantou o olhar, reconheceu a ruiva na porta e concordou. Destiny se aproximou e passou a tratar dos machucados com cuidado.

–Você esta bem?

–Estou. –e a ruiva parou o que estava fazendo lhe lançando um olhar de desconfiada. –Sério Destiny, sei superar as perdas de uma batalha. Fui treinado pra isso.

Logo ele desviou o olhar para o chão, viajando no que pensava. Sabia de algo, mas não se decidia se devia contar aos combatentes.

–Você pode conversar comigo, se quiser. –insistiu a ruiva o olhando depois de alguns segundos.

Ele sorriu lisonjeado.

–Eu não quero falar sobre isso. –E encarou fixamente os olhos dela, naquele momento entre o azul-gelo e o verde. Então mudou de assunto: –Você me ajudou, não foi? Mandou o garoto mestiço ir impedir a minha queda.

Destiny concordou e levemente ruborizada ao imaginar a cena de quando convenceu Lucas.

–Não pude controlar o meu poder a persuasão. Não sou como Savannah...

–Vocês me salvaram. –ele a interrompeu e depois sorriu convencido. –Aposto que nenhuma de vocês duas queriam continuar vivendo sem mim... Mas eu tenho que te agradecer.

Olhando-a fixamente ele fez suspense, deixando o tempo passar. Destiny ficou em silencio o encarando, e sentiu que Savannah queria tomar conta, mas ela resistiu bravamente. Finalmente ele sorriu dizendo Obrigado, sabendo que deixou a garota tensa. Aliviada Destiny ia dizer um por nada, mas Vinte segurou o rosto dela e a beijou. Depois de alguns minutos Destiny se levantou bruscamente, avermelhada, confusa e hesitante.

–É-é melhor eu ir... T-tenho que ver como os outros estão.

Ainda sentado na cama onde foi deixado sozinho, o rapaz assentiu e depois sorriu para Destiny antes de ela sair do quarto.

Em um dos corredores da mansão Destiny encontrou o garoto que Dukan trouxe. Ele estava perdido e parado no meio do corredor, então Destiny perguntou se podia ajuda-lo e ele ficou feliz por isso. A ruiva o ajudou a encontrar um quarto vago e explicou basicamente sobre as coisas da casa, como quando acordar e onde era o que. A distração a ajudou a esquecer-se um pouco de Téo.

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No dia seguinte, 177 conheceu John Jalaska, Katrina, Hope e Faith no café da manhã. E depois dele contar a historia dele, o grupo o levava pela casa explicando as coisas que o ex-cobaia nunca tinha visto.

Nia e Yan trabalharam na formula do reversor durante a noite com esperança de que estaria pronta antes do anoitecer. Assim que terminaram restava apenas esperar que a reação química acontecesse, e Yan sugeriu que fossem descansar. Nia foi para seu quarto, no mesmo corredor onde estava Vinte, onde ela achava mais pratico já que ficava próximo do laboratório.

Yan encontrou Marlene no saguão de entrada e pediu que ela, Destiny e Taz ficassem de olho nos desacordados durante esse tempo que iam esperar. Mas Taz, depois de ser informada por Lene, não sentiu vontade de fazer a mesma coisa que a ruiva, e resolveu que ficaria de olho apenas naquele que importava para ela.

Após varias visitas ocasionais ao quarto de Flecher durante o dia, Taz foi verifica-lo quando a noite já caia. Assim que abriu a porta encontrou Nia, Yan e Marlene parados ao pé da grande cama.

–O que vocês estão fazendo aqui?- perguntou ela curiosa, ainda perto da porta aberta.

–Terminamos o reversor. -respondeu Yan. –Já passamos no quarto de todos, Flecher foi o ultimo.

E eles ficaram em silencio, olhando Flecher como se esperassem que ele acordasse ou tivesse alguma reação logo depois de aplicar a formula. Então Yan suspirou impaciente.

–A formula pode demorar pra fazer algum efeito. –comentou Nia confortando-o.

O garoto concordou e se virou para Taz.

–Taz, dividimos as vigias para essa noite. Destiny vai ficar de olho em Cadius, Diana esta com a irmã e Brian com o irmão, Marlene vai cuidar de Aaron e eu vou ficar de olho em Philipe, que tem o quarto perto do meu. Será que você pode ficar de olho no Flecher? E quando ele acordar pode me informar?

Taz deu de ombros e concordou, como se não fosse nada, mas ela não aceitaria de outra forma.

–TAZ!- gritou alguém no corredor, chegando à porta, onde ela estava parada, a segurar pelos ombros e a virar para si. -Taz! Diga que é verdade que estávamos em uma luta dentro de uma escola e que eu consegui atirar em um Difusor! Me diga que Não foi apenas uma viagem entre dimensões enquanto eu estava dormindo!

–Se acalma Brian! –disse John que o seguia. -É brincadeira! Vai acabar desmontando a menina de tanto a chacoalhar.

–Me solta!- bradou Taz tirando a mão do garoto de seus ombros. -E eu não vou desmontar! Você tem sorte de eu não estar com nada para jogar em você, John! — Então ela se acalmou e olhou o menino de cabelos bagunçado e pele morena na sua frente. –É claro que estávamos em uma luta, Brian, e você desmaiou com uma munição especial dos Estadenses.

A expressão de Brian indicou que ele se acalmou.

–Há, funciona! –Nia falou com comemoração vendo Brian, e sorriu para Yan e Marlene.

–Uou, e quem é você?-perguntou John admirando a menina da porta.

Yan a apresentou, e logo Nia sugeriu animada alguns teste com Brian, para ver se ele estava bem por completo. E John se voluntariou para acompanha-los.

Taz foi deixada sozinha no quarto, atenta em qualquer sinal de movimento no sono inerte de Flecher. As horas iam passando e ela se acomodou em uma das duas poltronas do quarto, mas tarde mudou-se para a cadeira da escrivaninha e explorou algumas folhas antes de se debruçar na mesa o vigiando de longe.

A noite já tinha consumido um tempo quando Taz acordou de um cochilo com Yan abrindo a porta.

–Alguma coisa?-perguntou ele e ela negou. –Os outros já estão acordando. Aaron já esta andado pela casa, Diana e Philipe ainda vão ficar no quarto porque estão com enjoo. Só falto Cadius e ele.

Yan ficou olhando pensativo o amigo sob as luzes fracas dos abajures.

–Acha que ele esta com algum problema?- indagou Taz.

–Não sei. -respondeu Yan. -Se eles não acordarem até amanhã vamos dar outra dose.

A menina concordou voltando a se debruçar sobre a escrivaninha e vigia-lo.

–Você vai ficar aqui?

–Vou.

E Yan a observou, mas ela nem ligou.

–Certo. Qualquer novidade me procura. -ela assentiu preguiçosamente. –Então, Boa noite.

Depois de o garoto sair Taz continuou vigiado Flecher, e seus pensamentos se voltaram para a possiblidade dele não acordar, mas logo ela sacudiu a cabeça para não pensar naquilo. Ele tinha que terminar a batalha que começou. As dores de ficar sentada a incomodou em poucos minutos, então ela ouviu a casa: o silencio indicando que a maioria tinha ido dormir, e olhou as poltronas, buscando um novo lugar para ficar, mas depois viu que tinha espaço suficiente na cama macia, e também pensou que se Flecher acordasse ficaria mais fácil saber. Taz se acomodou com cuidado ao lado do garoto adormecido. Nos primeiros minutos ficou tensa de ser subitamente descoberta por ele, mas depois relaxou, pois não estava fazendo nada de mais. E então o sono a pegou lentamente.

A luz alaranjada da manhã atravessou a camada mais fina das duas cortinas da janela do quarto e iluminou a cama diretamente. Taz despertou despreocupada, pois tinha se esquecido completamente de onde estava e se espreguiçou um pouco antes de forçar os olhos sonolentos a se abrir. O quarto era parecido com o dela, mas foi o peso estranho sobre seu estomago que a fez lembrar onde estava e do porque estava ali, e ela olhou para o lado. Flecher tinha depositado parte do braço esquerdo sobre ela, estava deitado meio de bruços meio de lado e mais próximo do que no começo da noite. Ele ainda dormia como se nada tivesse acontecido e sem preocupações. Sem querer reagir, Taz apenas o observou até que ele também despertou pela luz matutina, abrindo os olhos lentamente e a olhando sem qualquer espanto.

–Oi. –disse ele calmamente sem se mover, e Taz respondeu da mesma forma.

Em seguida, sem que ela pedisse, Flecher ergueu o braço e se deitou de costas na cama passando os olhos pelo quarto. Mesmo com os pensamentos um pouco lentos, ele começava a compreender sozinho o que estava acontecendo.

Taz se levantou da cama e seguiu para a porta.

–Aonde você vai?-ele perguntou a fazendo parar e olha-lo.

–Vou avisar Yan que você já acordou.

A seguir houve um momento que eles ficaram se olharam, como se tivessem coisas a dizer, mas ninguém falou. Então Flecher se levantou da cama falando que ela podia ir, e seguiu para o closet murmurando que precisava de um banho.

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Notas finais
Capitulo enrolador? sim. Desculpe, quando penso em andar logo com essa historia ai empaco. E o que sai? isto... E depois que escrevo fica dificil dispensar, jogar fora... e eu acabo postando. Aviso: Deu empate no nome de 177! Agora eu escolho. ^o^ E ai o que acharam do capitulo? (Mudança drástica não? estávamos em ação e agora nisso...) No próximo tem mais um tiquinho disso e provavelmente vamos saber o nome do ex-cobaia. Obrigada por ler, e um bom quase final de ano! E é isso aí! ;D Sugestão: http://fanfiction.com.br/historia/561029/7_Estrelas