Filhos da Lua e a Ascensão dos Corajosos.
88 Impares-pares -Parte 2.
Notas iniciais
Na mansão de Dukan, ele tinha encontrado o funcionário administrador da casa na mesma noite em que voltou. No começo os funcionários se espantaram com o ressurgimento dele, já que não sabiam que ele estava envolvido com o Estado e achavam que ele tinha fugido de alguma confusão de Badboy. E Beatrice foi de boa ajuda para controlar os funcionários que o questionava sobre o que ele estava fazendo nesse tempo fora, os pondo no lugar. No dia seguinte (o mesmo em que a formula do reversor era finalizada), Dukan descobriu que os funcionários avisaram seus pais, se explicando que tiveram que pedir a autorização deles para começarem a arrumar a casa. O problema para Kan era que eles estavam vindo por acharem que ele estava criando confusões demais e chegariam com longos discursos e sermões o ameaçando com cortes de mordomias que ele já tinha deixado. No resto do dia ele teve que compreender o que estavam fazendo na casa, ouvindo o que os empreiteiros contratados estavam fazendo, o que os funcionários disseram para as autoridades e tantas outras confusões administrativas que os pais dele o questionariam quando chegassem. Beatrice queria ficar ao lado dele, mas algumas coisas a entediavam, pois a lembrava que ela também tinha os funcionários dela para lidar, e em alguns momentos ficava em algum lugar lendo algum livro, ou fazendo outra coisa, deixando o loiro se virar sozinho. Quando a noite chegou, as coisas estavam resolvidas na mansão de Dukan, o que lhe deu a chance de sair para um jantar com a garota que ele amava e que estava ao lado dele.
Na manha seguinte, a casa tinha uma voz diferente e logo Dukan acordou sabendo quem era. A mulher falava sobre as cores de algum cômodo que a desagradou, mas ouvindo a conversa alta que vagava pela casa ele resolveu se levantar da cama e ir intervir em favor do funcionário que tentava argumentar. Ainda com a roupa de dormir e do alto do patamar da escada, ele disse o argumento a favor do funcionário “Mas vocês estão sempre ocupados demais para ouvirem o que acontece aqui”, e a mulher de longos cabelos amarelados em uma trança o olhou com espanto. A seguir o pai dele surgiu vindo do escritório com um olhar severo, mas então amenizou ao observar alguém mais acima da escada. Kan sabia quem era, e aproveitou a distração de seus pais em Bea, que impediu que eles já despejassem sermões, para falar sua historia do porque sumiu e ele não mentiu. Os pais deles não gostaram da ideia da briga grande que ele arrumou, mas também tinham uma consciência que não tinham muitas coisas para impedir o rapaz da idade. Depois tiveram interesse em conhecer Beatrice, e com um leve orgulho Kan apresentou-a aos pais. Após algum tempo de conversas Kan disse que tinha que levar Bea para um lugar e a tirou do meio dos questionamentos e avaliações visuais dos pais dele.
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–Gaspar! Gaspar! — era o que dizia a voz dentro do quarto vizinho ao de 177.
Pouco depois, ainda debruçado no peitoril da janela do segundo andar, Philipe chamou novamente seu gato e alguém bateu na porta. Ele se espantou pensando que era o gato e foi abria-la rapidamente. Mas acabou sendo atingido na testa pela mão de 177, que ia bater uma ultima vez na porta. O rapaz pediu desculpas assim que percebeu o que fez, vendo Phil se afastar esfregando a testa e resmungando que ele não era o gato dele. Subitamente Philipe ficou quieto ao notar a presença dos sentimentos daquele que ele nunca tinha visto e estava o olhando fixamente.
–Ãnh... Você esta procurando alguém?- perguntou 177 um pouco sem jeito.
Philipe apenas balançou a cabeça. Depois olhou o quarto atrás do gato novamente, mas logo voltou a encarar o garoto com estranheza:
–Porque você gostou de mim?
–O quê?- 177 ficou confuso. –Eu não... -e ficou quieto estranhado Phil saber.
No silencio entre eles o miado veio de algum lugar não muito longe.
–Gaspar?! — falou Philipe espantado e depois saiu do quarto com os ouvidos atentos.
–Espera. Gaspar é o que chamam de gato? -177 o seguiu. –Katrina me mostrou um ontem. –dizia ele enquanto Philipe chamava o gato pelo corredor. -Acho que tinha um no... – E Philipe abriu a porta do quarto de 177, e o gatinho saiu o olhando acima e miando. -No meu quarto.
Philipe pegou o gato do chão e se virou para 177 de repente:
–Esta com fome? -E o garoto assentiu. –Vamos ver se encontramos pudim!
Na cozinha o ex-cobaia perguntou por que o animal se chamava daquele jeito enquanto saboreavam um bom pedaço de pudim rosado. Phill explicou com uma longa historia com criatividade demais e comparações estranhas sobre a inspiração do nome e até mesmo como conseguiu o gato, e 177 escutou-o sem o interromper. Logo quando terminou de falar Philipe emendou a pergunta de qual era o nome de 177, mas não gostou da resposta, e o gato, que estava sentado na cadeira ao lado dele, miou o olhando.
–Boa ideia Gaspar. -Então Phil se voltou para 177. -Nós vamos escolher um nome para você.
–Nós?- indagou o garoto com leve sorriso.
Philipe concordou se levantando e buscando papel e caneta que tinha em uma das gavetas dos vários armários da cozinha. Escreveu uma lista e depois cortou cada nome e o dobrou. Curioso 177 apenas observou, viu Phil pegar o gato da cadeira e coloca-lo sobre a mesa, o bicho parecendo interessado no que ia acontecer. Juntando os papeis nas mãos, Philipe os jogou na frente do gato, e o bichano caçou os por brincadeira, até ficar com um entre as patinhas de filhote. Philipe sorriu pela relutância do gatinho de permitir que ele pegasse o papel, mas logo, sem desdobrar, deu o pedaço de folha ao garoto na frente dele e perguntou:
–Qual o seu nome?
Inseguro o ex-cobaia desdobrou o papel e leu, então sorriu e olhando para Philipe respondeu:
–Charlie.
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Diana tinha acordado cedo, se sentia bem melhor depois que aquela formula incomodou seu estomago, e quando pode correu para a cozinha. Encontrou os dois garotos se olhando com um sorriso, e estranhou, mas seguiu para a geladeira apanhando um par de potes de sorvete e as colheres. Subiu as escadas e andou pelos corredores, chegou à porta do quarto com Yan saindo.
–Como ele esta?- perguntou ela.
–Esta bem. Mas mesmo com os analgésicos ainda esta com dor de cabeça...
–Beleza. -e ela entrou no quarto deixando Yan de fora.
Cadius estava na cama, coberto pela coberta macia e pronto para voltar a dormir, mas a menina salto/sentou na cama o chacoalhando e dizendo que trouxe sorvete. Ele se sentou preguiçosamente e a olhou um pouco irritado pela dor de cabeça, e ela percebeu que falou alto, então em remição estendeu o pote para ele.
–Eu não gosto muito desse. –falou ele depois de interpretar a embalagem.
–Eu também não. — disse ela dando de ombros e olhando o pote.
–Da próxima traga algo que você goste, é mais provável que eu goste também. -Ela sorriu concordando e o olhando. –Tipo esse outro. -e ele apontou o pote meio oculto ao lado da perna de Diana.
Um pouco relutante eles fizeram o acordo de dividir o sorvete.
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Yan ainda andava pelos corredores da mansão quando Taz finalmente o encontrou e falou que Flecher estava de pé. Ele agradeceu e foi para o quarto do amigo, mas ela o seguiu reclamando de ter ido procura-lo no subsolo antes de subir de novo. Eles entraram no quarto encontrando Flecher terminando de vestir a ultima peça de roupa. Ele logo perguntou para eles o que aconteceu. Taz começou explicando o que houve na batalha da escola, mas na parte que falou que Vinte surgiu para ajuda-los, Flecher encarou Yan, que se pôs a explicar o motivo de ter deixado o soldado ir. Não muito contente com a descoberta, ele pediu para Taz continuar. Por fim só restou falar do ressurgimento de Dukan, nem Yan ou Taz sabiam explicar com certeza tudo o que aconteceu, mas basicamente disseram o que sabiam.
–E onde esta Dukan?- perguntou Flecher ansioso para poder conversar com ele e descobrir com mais detalhes tudo o que o loiro viu e aconteceu.
–Acho que foi para a casa dele e até agora não voltou. -Yan respondeu.
Flecher ficou um pouco desapontado, então se lembrou do Totem que se encaixou como a peça mais importante no seu plano de ataque, e pediu para Yan convocar os dois que Kan trouxe para conhecê-lo no subsolo, onde ele iria começar a avaliar a aeronave; Taz o acompanhou curiosa para ver e conhecer a nave.
Marlene estava acompanhando Nia pela mansão, as duas falavam bastante sobre a vida no Estado e trocavam algumas informações. Então elas encontraram Yan, descendo as escadas para o hall de entrada.
–Nia, Flecher quer conhecer você e o... o 177. Esta esperando no galpão do subsolo.
A menina concordou e começou a ir para os elevadores, sozinha.
–Nia! -John surgiu de um das passagens e se aproximou dela. –Posso te mostrar algumas coisas? Sabe jogar vídeo game? Ou musica?
A menina continuou andando e negando com a cabeça, até que conseguiu falar em meio as diversas perguntas dele:
–Eu tenho uma coisa importante para fazer agora. Mas mais tarde me pergunte de novo.
John acabou parando de segui-la, e observou ela sumir para dentro de um elevador.
Marlene e Yan acharam 177 na cozinha.
–117, Flecher quer conhecê-lo. Esta esperando no galpão subterrâneo.
–É Charlie. -corrigiu Philipe olhando Yan e Marlene, que não entenderam, mas ele encheu a boca de Pudim sem poder se explicar.
–Ele escolheu meu nome: Charlie. Acho até que é bonito. -explicou o garoto renomeado. -Um-sete-sete é estranho de usar aqui. –e Philipe concordou.
Charlie seguiu Yan e Marlene até o subsolo. Flecher conversou com eles coisas do Estado nave, deles e também sobre a fuga. Nesse tempo Dukan voltou para a mansão com Beatrice e logo foi convocado a se unir ao grupo e falar do que sabia.
No resto do dia, Flecher, Aaron, Nia e seus manuais e Brian e Taz como ajudantes, fizeram uma manutenção e vistoria no Totem. Alguns itens novos seriam instalados ao mesmo tempo em que peças arruinadas ou gastas teriam que ser concertados para terem uma viagem mais segura. E tudo isso levariam um tempo.
Vinte/Téo foi aconselhado a não estar na vista de Flecher, se queria continuar livre, e na maioria das vezes ele ficava bem longe da onde o moreno ia.
Em menos de um dia Dukan e Beatrice reassumiram os treinos de luta e estratégia. Kan sabia que era melhor prepara-los mais, já que os soldados que iam encontrar tinham mais experiência e treino.
Nia e Charlie passaram a transmitir o que conheciam do Estado em aulas, e depois ajudaram todos a estudarem o que estava nos diversos manuais de Nia. A garota levava isso mais a sério que Charlie, mas ele foi mais útil quando começara a discutir estratégias, onde ele usou a habilidade desenvolvida no setor de raciocínio, em que era cobaia. Charlie também não deixava os irmãos Jalaska felizes quando disputavam algum videogame, pois ele vencia, mesmo sem ter jogado o jogo antes.
Leno, o avô de Flecher, superou a doença que o afligia nos dias que passaram. Mas mesmo assim Flecher passou a tentar não envolvê-lo muito com esses assuntos da batalha.
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