Filhos da Lua e a Ascensão dos Corajosos.

81 Não vai ser como os outros.


Notas iniciais
Sem perder muito tempo, seguimos a seguir com o capitulo! Boa leitura!

Bem antes do por do sol Flecher tinha o grupo reunido no galpão subterrâneo, sendo observados por Phantom à distancia. Eles estavam prestes a impedir um ataque em uma escola um pouco distante de onde da cidade, mas Yan iria ficar na mansão de olho no prisioneiro e em Clark.

Todos estavam prontos para ação: Beatrice Herondale, vestida de preto e couro, carregava seu chicote especial enrolado e preso em seu cinto, que tinha três facas, e nas costas estava uma arma maior que provavelmente ela não usaria. Brian Jalaska tinha apenas sua bazuca e uma bolsa de munição, pois acreditava que não precisaria de mais nada com o poder que tinha. Destiny Rose Armor, que estava mais quieta que o normal naquele dia, também estava pronta com coturnos nos pés, uma jaqueta de jeans grosso para se proteger, um arco no ombro com uma aljava de flechas e com um par de machados pequenos. Cadius Harrison carregava duas pistolas em um suporte sob o seu moletom escuro, tom de toda a roupa que vestia, e uma espada na bainha pendia ao lado de sua perna direita. Diana Donowell, vestida com uma calça skin azul escura, um colete rosa opaco e uma camisa amarelada com milhares de pequenas flores violetas estampada, tinha preparado os dardos de sua zarabatana com uma solução paralisante e também carregava em uma bolsa uma coleção de facas de lançamento. Lucas Riviolli, inseparável de seu gorro escuro e do largo moletom cinza, verificava a lamina de sua espada especial que se adaptava ao oponente, e também já tinha arrumado nas costas um arco com flechas. Taz Lopez já tinha conferido seu jogo de facas de lançamento e seus coturnos de cano-alto bem amarrados e colocados sobre a barra da calça larga e cheia de bolsos que constatava com a regada branca do tamanho certo; E agora ela encarava a pontas de ferro das munições de sua besta, a arma que ela tinha ganhado mais intimidade desde que a usou pela primeira vez; e seus pensamentos estavam focados na batalha de modo que ignorava a presença de alguns ali. Philipe Pires e Marlene Beatrice Lee estavam equipados com os kits de primeiros socorros, mas apenas a garota carregava uma adaga e uma pistola, já que Phill negava a possibilidade de ter que usar armas, mesmo tendo a vaga ideia de que era perigoso não tê-las. E Aaron Lancaster terminava de ajudar Flecher a colocar equipamentos uteis no helicóptero esbranquiçado do galpão, no qual iriam viajar, e não carregava nada além de uma pistola, pois pretendia fazer bom uso de seu poder.

–Flecher, eu não... Não posso ir nisso. -comentou Cadius se aproximando acanhadamente dele.

–Mas é o jeito mais rápido que temos, Cadius. A não ser que você fique...

–Eu não quero ficar.

Flecher o encarou pensando, então perguntou se ele sabia dirigir. O menino corou, sem graça, e fez um gesto de mais-ou-menos com a mão. Flecher só pensou que não podia emprestar um dos carros para alguém que dirige mais-ou-menos, e em voz alto perguntou quem dos outros sabia. Beatrice, Aaron, Destiny, Brian e Diana levantaram a mão.

–Diana você me disse que não era boa nisso, que até bateu em um carro sem sair do lugar? -Falou Brian olhando a menina com estranheza e um sorriso fino por expô-la.

–Disse sim. – confirmou ela. -Mas Flecher perguntou quem sabia dirigir, e tecnicamente eu sei.

Os dois amigos riram um para o outro, enquanto Cadius apenas franziu o cenho olhando a cena.

–E quem de vocês sabe dirigir rápido?- perguntou Flecher, tentando filtrar o time de motoristas.

Então Destiny abaixou a mão, pois era responsável demais no volante, se juntando a Diana e a Brian que já tinham desistido de ser uma escolha.

Aaron olhou quem restava: ele e Beatrice.

–Deixa ela levar ele. –disse Aaron para Flecher, que estava do seu lado, e voltando a se distrair em arrumar as bolsas no helicóptero. -Talvez chegue a tempo de nos ajudar a arrumar a bagunça.

–Ou a tempo de salvar a seu pescoço, só pra te meter um tiro depois. -Bea encarou-o invocada, ela era muito boa motorista, mesmo em alta velocidade, e seu humor não estava do bem naquele dia.

****

Yan tinha conseguido se despedir de Lene quando entregou o kit de primeiros socorros, tinha confiança na esperteza e na mira que ela tinha com as armas, mas não deixou de preocupar e pedir que Philipe ficasse de olho se ela se machucasse, e em resposta o menino avoado apenas balançou a cabeça sem muito interesse em saber de quem ele falava.

Após todos partirem, com Cadius, Beatrice, Destiny e Diana em um dos carros de motor alterado de Flecher e os outros no helicóptero, Yan seguiu para a sala onde deixou Clark. Encontrou o cão bem acomodado dormindo e jogado sobre o sofá, até parecendo gente, e o garoto não quis perturba-lo. Depois foi verificar o soldado/prisioneiro.

Vinte estava deitado na cama do quarto/prisão com as mãos apoiando a nuca, enquanto encarava o teto com cara amarrada. Desde depois do almoço, Flecher estimulou a todos a se preparem para a luta, não permitindo que alguém levasse alimento para o prisioneiro ou informações.

–O que esta acontecendo?- disse o soldado quando Yan abriu a porta e o observou de longe verificando os hematomas e machucados.

–Um ataque a uma escola. –respondeu ele sem dar muita importância. Mas Vinte se sentou rapidamente ao som da segunda palavra.

–E onde está Destiny?

–Ahn... –Yan hesitou com a reação do prisioneiro. -Foi com eles.

O soldado então se levantou da cama sem tirar os olhos do garoto menor, e com uma expressão preocupada misturada com séria encarou Yan fixamente.

–Como é que vocês souberam desse ataque?

–In-interceptamos as mensagens que chegaram. -Yan cedeu rapidamente a pergunta, mas logo depois achou que disse demais.

–Não era para ter ataques nessa época... -murmurou o soldado desviando o olhar para o piso e pensando no que poderia estar acontecendo. –Yan, eu quero ver essas mensagens!

–Você não pode.

–Vamos, Yan. Destiny e todos podem estar em perigo. E eu digo sério: é uma coisa muito estranha, e acho que seu comandantezinho não analisou essas coisas direito.

Encarando os olhos determinados do soldado, Yan se lembrou da parte que nenhum deles soube entender, então concordou.

Depois de ir buscar os papeis, entregou-os ao soldado explicando o que eles tinham interpretado das partes grifadas, Vinte apenas concordava com as conclusões deles, confirmando que estavam corretas. Então chegou a parte que eles não sabiam e Yan deixou que o soldado observasse as linhas pelo tempo que precisasse.

Vinte levou vários minutos para decifrar os códigos, mas ao mesmo tempo em que avançava na leitura de toda aquela parte da mensagem, sua expressão se contaminava com mais e mais tensão e estranheza. Então ele parou e encarou Yan sentado sobre o braço do sofá do quarto.

–Yan, isso aqui está claramente ordenando a presença de proteção para o Totem. – e voltou a olhar a folha. -Acho que essa parte diz que a quantidade de guerrilhas acompanhando, acho que duas ou mais, eu não lembro bem das sequencia dos números, era uma aula chata de códigos... Mas, de qualquer forma, esse ataque não vai ser como os outros que vocês já enfrentaram.

Notas finais
Não se espantem, eu ainda tenho ideias que foram pensadas no começo da fic, hehehe. E estamos próximos de mais ação e destas ideias, depois de tanto tempo de blábláblá. Será no próximo capitulo. Trechos chamuscados: -“... o Colégio Marktown.” -“... um vulto passou muito rápido sobre o helicóptero” -“ O homem respondeu um sim, suspeitando da inteligência do menino por ter perguntado aquilo.” -“ Os alunos se levantaram bruscamente, convencidos e assustados, e começaram a sair da sala com pressa.” -“... chegando ao seu interior e então explodiu de dentro para fora.” Espero que tenham gostado deste cap! Nós veremos no vosso comentário, Lord! Hahaha Ps.: Aqui choveu! Bom, porque estava derretendo mais que picolé com cobertor semana passada, ¬¬ e a agua fria do chuveiro tava morna...Kkkk Então minha mente só gostava de imaginar coisas frias e sem movimento, pois tava um calor de fritar ovo sem frigideira.