Filhos da Lua e a Ascensão dos Corajosos.
34 Festa-parte 1/2: Divirta-se.
Notas iniciais
Com o céu de fim de tarde alaranjado e violeta, as pessoas na mansão estavam agitadas. As meninas estavam se arrumando e os meninos já prontos foram para o salão de jogos passarem o tempo.
Alec tinha uma máscara metade preta e outra parte branca que ele usava do lado da cabeça, a roupa era comum seguindo as cores da mascara, uma blusa de manga longa branca, calças escuras e o tênis allstar direto branco e o outro preto.
Aaron tinha uma máscara que cobria apenas um lado do rosto em uma cor verde cintilante que combinava com seus olhos. Sua roupa não era extravagante, mas combinava minimamente com a máscara: uma camisa com um blazer esverdeado escuro, jeans e sapatos.
Brian e seu irmão conseguiram mascaras coloridas, e eles não se importavam, pois deu para eles escolheram qualquer roupa. Brian tinha uma camisa floral sobre uma regata branca e o irmão dele uma blusa com estampa de muitos círculos coloridos que pareciam focos de luzes.
Cadius não estava animado, mas ainda tentava se convencer que conseguiria participar e se divertir, ele tinha um sobretudo de cor azul-escuro grosso, as calças jeans não chamavam atenção e um tênis. Sua máscara cobria os olhos e tinha um pequeno bico curvo sobre o nariz e detalhes que lembravam uma águia de cor azul, uma menção de Kan ao medo de altura do garoto.
Lucas, não sabia o que esperar daquela festa, mas como grande parte da mansão estava decorada ele sabia que teria muitas pessoas para preenchê-la, e não se sentia bem ao pensar nisso. Seu convite era uma simples máscara de rosto inteiro branca, que se adequou as roupas que gostava: o moletom cinza com a blusa branca em baixo, e a calça ele mudou para uma branca e o allstar branco.
Philipe, que estava junto de Yan, tinha se dedicado um pouco mais no que iria vestir. Sua mascara branca tinha a forma da cara de um gato e ele arrumou orelhas e luvas peludas, bagunçou um pouco mais os cabelos e vestia um colete felpudo branco sobre a camisa branca de mangas curtas pretas, calça jeans escura que tinha alguns rasgos e allstar vermelho que sempre usa.
Yan tinha recebido um ajuda de Kan para compor uma roupa que combinasse com sua máscara marrom com uma pena branca azulada, estava com uma blusa de algodão de manga cumprida e corte simples e medieval que era larga para ele, a calça jeans era grossa e castanha escura e usava botas de couro nos pés.
Aos poucos a casa ficou cheia e a musica foi aumentada gradativamente. Alguns carros estacionaram no gramado iluminado da frente da mansão e outros conseguiram um lugar no canto da estrada que levava a entrada. A maioria dos garotos se espalhou quando os estranhos chegaram até o salão de jogos. Lucas subiu as escadas se afastando das pessoas, que ainda não explorava a casa, e ficou o observando de lá do alto. Ele não estava se sentindo bem com tantas pessoas o cercando e o lugar ficando cada vez mais sem espaços. Decidiu que ficaria ali até o quanto suportasse e depois ia para o quarto. Leno havia pedido que todos mantivessem os quartos trancados durante a festa, assim como todos os cômodos estariam e os elevadores desligados.
Cadius e Aaron arrumaram um sofá no salão de jogos e faziam companhia um para o outro no meio do mar de estranhos agitados que se divertiam.Um tempo depois Kan surgiu com algo para eles beberem e se sentou perguntando o que estavam achando. O loiro tinha uma roupa feita sob medida verde escuro do tipo príncipe de contos de fadas mais moderno e tinha uma pequena coroa de ouro refletindo no meio dos cabelos loiros. Aaron o observou rapidamente e em resposta só comentou de como alguns estavam estranhos vestidos com quase uma fantasia completa. Kan lhe lançou um olhar suspeitando que ele falasse dele, mas então Aaron apontou os mais estranhos que estava vendo no salão, fazendo os dois ao seu lado rirem e concordarem como que viam.
–Vocês não viram o Flecher por aqui, viram?- perguntou Kan e os dois negaram, ele ficou pensativo e se levantando disse:- Se divirtam rapazes, é um dia importante. — se misturou na multidão falando rapidamente com um ou outro.
De repente alguém segura às mãos de Cadius e o puxa do sofá.
–Olá!- diz Diana com um sorriso olhando o menino de pé na sua frente. -Kan disse que você esta calado. -ela estava agitada — E eu estava te vendo, e esta mesmo! Não sei como alguém pode se divertir parado desse jeito tomando cuidadosamente o refrigerante,– ela imitou um gesto lento e cuidadoso –e apenas observando as pessoas felizes.
Diana tinha os cabelos castanho-claros com as pontas repicadas espetadas e soltos, os olhos verdes-água contornados por um sombra verde com glitter. Sua máscara era rosa-choque com uma flor no alto da testado lado direito. Usava um vestido degrade e tomara que caia, onde no busto era branco e na saia solta, que chegava aos joelhos, mudava do branco para o rosa-choque, e nos pés sapatilhas vermelhas.
–Estou bem aqui. –disse ele a observando indiferente.
–Acho que não esta não... -Ela faz um careta discordando. -Vamos! Eu vou te ajudar a se divertir um pouco menino-sem-bateria!
Ele sorriu do que ela o chamou e ela o arrastou dali para se misturar no espaço improvisado onde muitos dançavam de acordo com a música. Cadius não tinha muito jeito para dançar e nem estar no meio de tanta gente, mas Diana o ensinava a dar alguns passos e ocupava sua atenção fazendo-o ignorar os outros em sua volta.
Aaron tinha sido abandonado sozinho e o espaço do sofá logo acomodou um casal de jovens. Ele resolveu sair dali quando o espaço se tornou insuficiente para os desconhecidos, foi para a varanda que dava na piscina, um lugar onde tinha mais espaço. Apoiou-se na coluna e observou a piscina refletindo as luzes da casa, até aquele momento as coisas estavam calmas e a piscina vazia, mas ele sabia que mais no final da noite podia não ser bem assim. Ele reconheceu a sombra Kate sobre a estranha estrutura de pedra que despejava uma cascata artificial de água para a piscina e se juntou a ela sem falar nada.
A menina de longos cabelos pretos e lisos estava com uma máscara que cobria os olhos e era um pouco mais longa do lado direito cobrindo a bochecha, era coberta com uma renda cinza grafite com um pouco de brilho e tinha uma flor com fitas no alto da testa. Suas roupas era um casaco curto de veludo cinzento, uma bata branca comprida, um jeans cinza-azulado justo e a bota preta de cano alto. Kate não gostava de lugares cheios de gentes, e depois que Diana arrastou todas as meninas para a festa, ela saiu da casa sem a capacidade de atravessar o amontoado de desconhecidos para voltar para seu quarto. Ali fora, e sobre aquele lugar, ela estava confortável com o barulho de água caindo, a noite fria e o fato do lugar ser pouco acessível aos outros — menos para Aaron-, assim não seria perturbada. Aaron tinha se acomodado perto dela, mas logo os dois se acertaram sem palavras e ficaram apenas observando tudo, sem interesse em mais que isso.
Já era noite á horas. Flecher se preparava, como se nada estivesse acontecendo, para ir dormir. Apesar de o som alto estar tocando nos andares de baixo e a casa estar iluminada ele tentava relaxar depois de um banho e mais um dia realizando seus projetos. O menino estava em sua escrivaninha fazendo suas costumeiras anotações finais antes de se jogar na cama quando de repente a porta é escancarada e o som alto entra. Mas Flecher não se assustou ou abalou-se, sabia quem sempre fazia aquilo. Girou a cadeira para ver Kan enfrente a porta.
–Você ainda não esta pronto?!
–Eu já disse que não vou. -Ele observou a roupa verde e fofa em algumas partes do outro. –Você esta muito idiota com essa roupa.
Kan se olhou rapidamente e deu de ombros indo até ele.
–Melhor que você vestido de pijama... — Sorriu e puxou Flecher da cadeira, o arrastando em direção a porta, mas ele se soltou e encarou o loiro em desafio.
Então Leno apareceu no quarto vestido como um rei: com uma coroa grande e cheia de pontas na cabeça e uma capa vermelha cintilante se arrastando atrás dele. Ele tirou a mascara que combinava bem com a roupa amarela com detalhes dourados e prata.
–Vim te buscar garoto. -disse ele.-Vamos logo, esta perdendo a musica e as pessoas chegando!- chamou-o com um gesto de mão. O velho parecia bem feliz, assim como Kan, e sorria.
–Eu estava arrastando ele do jeito que esta.–disse o loiro ainda sustentando o olhar de Flecher.
–Não. -disse o velho indignado olhando para o Kan. Depois observou Flecher dos pés a cabeça. -Ele não pode aparecer assim. Ele é o meu neto.
Leno seguiu para o closet do quarto e voltou trazendo um cabide com uma roupa protegida:
–Aqui esse vai dar. -entregou para Flecher. -Se arrume, estou mandando. Não vai querer estragar a noite, não é?
E Leno saiu do quarto sendo seguido de Kan, que deu um sorriso vitorioso para o moreno ao fechar a porta. Flecher sabia que não podia contrariar o avô.
Taz andava pelo térreo da mansão despreocupada e, absorvida pela temática de sua roupa, controlava alguns dos jovens bagunceiros com gritos e ameaças que assustavam. Então, após afastar um garoto chato de uma menina desprotegida o jogando no chão e seguindo adiante indiferente, ela olhou para as escadas, havia alguns desconhecidos sentados nos degraus, mas o que chamou sua atenção foi o menino elegante e bem arrumado de máscara escura vestido de smoking. O garoto descia um degrau de cada vez perdido em algum pensamento.
Flecher tentava arrumar um bom motivo para voltar para seu quarto e desapontar o avô e Kan, mas não tinha resultado. Resolveu que estava fazendo aquilo pela insistência de seu avô, para deixá-lo feliz. Ele se sentia irreconhecível, já que ha muito tempo não usava uma roupa como aquela e nem o seu cabelo estava acostumado a ficar comportado em penteado repartido de lado. Mas no fim, quando deu atenção para o que acontecia a sua volta, a máscara foi de seu gosto ao ver as mais estranhas que outros convidados usavam. Observou que muitos dos moveis foram afastados do caminho, para todos os lugares tinha gente e quase todos estavam vestidos de acordo com a máscara que receberam como convite.
Na base da escada uma jovem, que ele não conhecia, de cabelos pretos encacheados segurados por um arco de brilhantes e batom rosa. Ela o observava fixamente com seus olhos castanhos sombreados de preto. A moça sorriu sedutoramente quando ele a olhou, mas ele não tinha interesse e mal tinha chegado, e passou reto indo para o meio das pessoas. Logo percebeu que, apesar de ser uma roupa simples a que usava, alguns dos convidados o olhavam encravam o analisando. Caminhou tendo que esbarrar em alguns ou abrir caminho, chegando até um balcão com bebidas montado na sala de estar. Chamou atenção do garçom que ficava ali e pediu uma bebida qualquer, estava um pouco nervoso com tanta gente e estava começando a se adaptar ao ambiente agitado, então se apoiou no balcão e observou tudo.
Encontrou Philipe, o primeiro dos que reconhecia,agitando suas luvas felpudas no ar e no meio de um grupo que dançava na frente de um palco onde alguma banda tinha seus instrumentos prontos para serem usados. Flecher recebeu sua bebida e continuou procurando conhecidos. Cabelos ruivos lhe chamaram atenção, estavam soltos e garota que os tinha vestia um vestido branco justo com decote ousado e alças finas decorada com pequenas pedras brilhantes, era recoberto por renda até a cintura e depois se separavam, a renda se tornava uma saia franzida com volume e era transparente o suficiente para se notar a continuação do sub vestido justo e branco que ia ao meio das coxas e nos pés sandálias de salto alto claras. E Destiny estava com sua máscara branca perola. Flecher se esqueceu de procurar pelos outros e a observava detalhadamente de longe. Ele sorriu involuntariamente quando a viu rir de algum comentário de um dos garotos que a cercavam encantados. Por um momento ele notou que nunca tinha visto Destiny tão extrovertida, de cabelos soltos e descoberta como estava. E refletiu se só por uma festa a menina seria capaz de descolorir as pontas do cabelo chegando ao branco.
De repente, enquanto estava distraído, sentiu braços lhe envolverem na cintura em um abraço vindo de trás. Ele sorriu e puxou Taz para debaixo do braço se apoiando nela e bebendo o seu drink. A menina continuou o segurando pela cintura com um braço e sorria largamente enquanto o admirava, e ele teve que sorrir de volta:
–Esta se divertindo?
–Sim. -disse ela. -E você está muito bonito. -ele sorriu.
–Você também. — a afastou para vê-la melhor.
A menina de quinze anos vestia uma calça justa camuflada, botas, uma jaqueta do exercito larga e uma boina escura com distintivo na cabeça. Tudo combinado com a máscara de estampa de camuflagem, verde, preto e verde-musgo.
–O que você esta bebendo Taz?-perguntou Flecher intrigado.
–Ponche. -disse a menina naturalmente vigiando alguns dos convidados por perto.
–Me deixa ver isso. -disse ele com o cenho franzido ao pegar o copo colorido da menina e beber, pareceu não gostar. -Taz não bebe mais disso esta bem?
–Mas é só ponche. Ei! — e ele virou tudo do copo dela em um só gole. — Isso era meu...
–Não beba. Alguns amigos de Dukan não são tão comportados.
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