P.O.V. Sophie Triz:

Já disse que tenho medo de agulhas? Bem, apesar de ter tatuagem, odeio tirar sangue. Mas quando se trata de salvar um amigo, o que não fazemos, não é mesmo?

A principio, quando disse à Jemma que doaria sangue, Fitz, que já estava com ela, avisou que meus genes inumanos poderiam rejeitar no corpo do Strange. Mas a jovem nos explicou que o sangue inumano misturado ao sangue humano não afetaria em nada, pois não mudaria os genes de Stephen, transformando-o em pedra.

A doutora colocou a enorme agulha em minha veia, ligada à enorme bolsa de sangue e começou a puxar.

Depois de uns cinco minutos tirando sangue, já estava ficando com tontura, então avistei Wade, que começou a falar várias coisas que não entendi.

— As árvores são como nozes... – respondo a ele.

— Você tá bem louca, hein! – ele ri. – Espero que o Sherlock fique bem, se não quem vai consertar meu rosto? – comentou.

— E você vai ver, fazendo tudo com carinho vai acontecer... – começo a cantar.

— Sophie, fiquei sabendo que a filha do Doutor Estranho é bem gostosa, é verdade isso?

— Gostosaaaa... Ela é gostosaaaa... – continuo cantando e rindo, enquanto minha visão vai escurecendo, até que se apaga.

P.O.V. Wade Wilson:

Não acredito que estava conversando com Sophie e a filha da puta dormiu... mas espera aí, olhando bem, ela não está roncando... Então ela desmaiou. Fui procurar a Doutora Simmons para avisá-la e a mesma saiu correndo como uma louca a fim de acordar a Sophie.

Tentei segui-la, mas acabei esbarrando no Demolidor e gritei:

— Olha por onde anda! – depois que me dei conta de que ele é cego. – Ah, me desculpe Murdock. Sei que você não tem olhos para mim!

Ele ficou completamente sério, então dei de ombros e voltei a seguir Simmons, mas novamente esbarrei em alguém. Dessa vez, era Tremor.

— Desculpe Wade, estava indo avisar ao Fitz que a Simmons quer falar com ele... – ela diz.

— Ah, tudo bem, agora preciso ir. Minha amiga está loucona! Tchau... – digo, enquanto volto a caminhar. Dessa vez espero não esbarrar em ninguém.

P.O.V. Daisy Johnson:

Estava andando pelos corredores, quando vejo aquele anjo, conhecido como Matt Murdock, conversando com Fitz. Talvez esta fosse minha oportunidade de falar com ele. Nós já havíamos conversado algumas vezes e foi o suficiente para que eu me apaixonasse.

— Fitz... – chamo meu amigo. – Jemma está precisando da sua ajuda! – aviso.

— Sabe me dizer o que aconteceu? – questiona.

— Parece que a Sophie foi doar sangue e passou mal, entoa, ela está precisando de você para verificar se a quantidade de sangue na bolsa é o suficiente! – dou de ombros e ele sai correndo em direção à sala onde sua namorada estava.

— Daisy! – Matt cumprimenta e meu coração dispara. – Soube que foi ver a senhorita Gelardino. Como ela está? – pergunta.

— Ainda está confusa... Não se lembra de mim, apenas de termos lutado no dia da invasão. Ela não conhece ninguém, além do Stephen! Ela o reconheceu como seu pai, mas todos os outros Vingadores e nós, somos somente a missão dela. Portanto, vai ficar em observação pelos próximos dias, caso tenha algum ataque, devido ao controle da H.Y.D.R.A., estará num lugar onde será controlada! – explico.

— Vamos tomar um café? – pergunta com um sorriso e não consigo negar.

P.O.V. Peter Parker:

Ouvi Daisy comentando sobre Victória no corredor ao lado, então, parei para escutar. Ouvi-a dizer, que Vick está perdida, confusa. É que não sabem como eu estou...

A garota pela qual acabei me apaixonando, teve problemas sérios na vida. Quando finalmente achei a oportunidade de ficarmos juntos, foi engolida por um buraco negro e até então, acreditava que ela havia morrido.

Resolvi dar uma chance a outra garota em minha vida, pela qual também estou apaixonado, agora, Victória aparece viva e ninguém quis me contar. Para piorar, desde que apresentei Gwen como minha namorada, Doutor Estranho me odeia, agora, ele está à beira da morte.

Sem pensar muito, decidi ir ao quarto da Vick visitá-la. Eu precisava saber como ela estava!

Ao bater a porta atrás de mim, seus olhos que estavam vidrados na TV, se encontraram com os meus e sua expressão era confusa.

— Oi Vick, talvez você só me veja como um alvo. Provavelmente não se lembra de mim... – começo a conversar com ela. – Não sabe o quanto desejei que estivesse viva! – finalmente desabafo e algumas lágrimas escorrem pelo meu resto.

— Quando eu desejei que aquele buraco negro se abrisse, era para ter engolido Hive e sua turma. Só que o filho da puta, acabou me arrastando junto... Quando percebi que meu pai não conseguiria me segurar mais, apenas desejei que eu fosse para um bom lugar. E bem, quando acordei, estava em Asgard, ainda com a roupa que usei no baile. – fico boquiaberto. Ela estava se recordando. – Thor e Banner ficaram próximos de mim, então assoprei o colar que meu pai havia me dado e chamei a Macabra. Depois, pedi a ela que nos ajudasse a consertar a ponte mágica que liga Asgard à Terra, chamada Bifrost. Macabra, por ser um ser mágico, resolveu isso rapidamente e finalmente voltamos para cá. Caímos como se fossemos um meteoro e a H.Y.D.R.A. deve ter nos localizado assim. O Motorista Fantasma nos colocou dentro de seu carro, amordaçados e amarrados. Quando finalmente acordei, estava presa em uma máquina em frente a uma TV com luzes coloridas. Caveira Vermelha passou bambu debaixo de nossas unhas. Levamos choque, chicotada, banhos de água com gelo. – respirou fundo. – Depois de tantas torturas, Banner e eu acabamos nos entregando e fomos controlados.

— Daisy disse que veio agora há pouco aqui e você não se lembrava de nada. Como pode ter lembrado agora? – questiono, desconfiado.

— Eu li sua mente. Lembrei dos momentos que vivemos juntos. Recordo perfeitamente dos olhares descrentes seu e do meu pai quando me soltei para ser engolida pelo buraco negro. Também sei que está apaixonado por outra pessoa agora e não te julgo por isso, porque você merece ser feliz! – conclui, dando um pequeno sorriso.

— Nós fizemos uma cerimônia, um velório, ficamos de luto por causa sua! – falo, um pouco irritado e deixo as lágrimas se libertarem. – Depois que você se foi, eu fiquei sozinho... Voltei para casa, fiquei um tempo longe desse lugar porque cada canto me lembrava você. Voltei para a escola e graças a ela conheci a Gwen que virou minha melhor amiga e agora é minha namorada. Eu sinto muito Vick, mas quando você se soltou da mão do seu pai naquele dia, não levou com você somente a sua vida... Levou a minha e do Doutor Estranho também! Você não sabe o quanto choramos, sofremos... Ele ficou em depressão, sabia? Inclusive, há alguns dias atrás, ficou vomitando porque abusou dos feitiços que estava fazendo para trazê-la de volta.

— Peter, eu fiz o meu sacrifício! – tenta se explicar.

— Que ótimo que fez seu sacrifício, mas graças à sua atitude, pessoas sofreram. Graças à sua atitude, eu larguei tudo...

— E graças à minha atitude, finalmente você voltou a estudar e está feliz com a Gwen! – completou e eu fiquei sem palavras. – Fico feliz por você, Peter! Você merece ser muito feliz... – diz.

Saio de seu quarto nervoso, batendo a porta.

Caminho pelos corredores da S.H.I.E.L.D. até que dou de cara com o senhor Stark.

— Pirralho, pegue seus lançadores de teia, preciso de sua ajuda! – diz, enquanto corre em direção à garagem, onde estavam hospedadas suas armaduras.

— O que está acontecendo? – questiono, acompanhando-o.

— Thor nos achou e está aqui. Precisamos nos preparar, pois não sabemos se está controlado pela H.Y.D.R.A.! – avisa e corro para meu quarto para buscar meu uniforme.