P.O.V. Peter Parker:

Após colocar meu uniforme, sigo o senhor Stark para a porta de entrada da base, onde Thor está com a roupa completamente rasgada, o corpo queimado, rosto sujo e completamente machucado.

— Stark, a H.Y.D.R.A. tentou me controlar, todavia não conseguiu. A inumana, Mulher-Aranha também estava lá. Tirei-a dos escombros junto comigo, após a explosão da base, porém ela fugiu. Provavelmente o tal Motorista Fantasma irá atrás dela...

— Como podemos saber que não está sendo controlado? – questiono.

— Acham que eu ia contar os detalhes, caso estivesse sendo controlado? – rebateu.

— Venha, iremos levá-lo para receber cuidados médicos! – o senhor Stark o guia pelos corredores da agência, enquanto todos o olham espantados pelo seu estado.

Simmons que já havia deixado Sophie em repouso, guiou o asgardiano para um dos quartos. Eu a acompanhei para garantir que ele não fizesse nada contra ela.

— Como está minha garota? – ele questionou.

— Que garota? – Simmons questionou confusa.

— Victória... – murmura.

— Desde quando ela é sua garota? – pergunto enciumado.

— Enquanto estávamos na H.Y.D.R.A., aconteceram muitas coisas... Acredito que eu não deva explicações a ti! – responde grosseiro.

Saio de lá zangado, então, decido ligar para Gwen a fim de desabafar!

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Aproveitei que estava uniformizado, me balancei pelos prédios e fui até sua casa. Era tão bom saber que ela me aceitava tendo essa vida dupla!

— Peter, o que aconteceu? – pergunta, me dando um beijo.

— Um fantasma está me perturbando... – exclamo.

Antes de desabafar, precisava abraçá-la, precisava de conforto, carinho. Ela me beijou suavemente, mas tudo que eu queria era chorar.

Entretanto, enquanto estávamos distraídos, sentados na porta de sua casa, ouvimos um ronco alto do motor de um carro. Separamos o beijo e olhamos em direção ao barulho. Uma caveira flamejante desceu do carro e nos envolveu em suas correntes.

— Vocês vêm comigo! – disse sorrindo maleficamente e nos colocando dentro de seu carro.

Por sorte, antes, consegui mandar uma mensagem de texto avisando ao senhor Stark. Depois, Robbie bateu em nossas cabeças com uma espécie de barra de metal, fazendo-nos desmaiar.

No dia seguinte:

P.O.V. Sophie Triz:

Acordei ainda meio tonta. Daisy estava ao meu lado, quando abri meus olhos, sorriu para mim.

— Olá Bela Adormecida! – cumprimentou.

— Cadê o Stephen? Já está bem? – pergunto, preocupada.

— Você se preocupa bastante para quem diz que só o quer comigo amigo, hein! – ela dá uma risada maliciosa e mostro a língua. – Ele está se recuperando bem, graças a sua doação. Ontem você apagou, mas acho que não era só por tirar sangue não, você estava era com muito sono...

— Não tenho dormido direito nos últimos dias! – explico. – Já que falamos da minha vida amorosa, falou com o Matt? – pergunto sorridente.

— Falei! – ela sorri. – Ontem fomos tomar um café e acabamos descobrindo que vivemos nossa infância no mesmo orfanato, Santa Agnes, acredita nisso? – conta mantendo um sorriso bobo no rosto.

— Que fofa, a Day tá apaixonada! – brinco apertando suas bochechas e ela me dá um tapa de leve.

— Sophie! – Simmons entra no quarto, exclamando. – Está se sentindo melhor? – pergunta.

— Acho que sim... – coço a cabeça.

— Daisy, pode nos dar licença? Preciso fazer alguns exames de glicemia e se estiver tudo bem, irei liberá-la! – Jemma pede com seu sorriso simpático de sempre e a inumana assente.

P.O.V. Tony Stark:

Solicitei a Coulson que fizesse uma reunião com Fury, Hill, Morse e May para resgatarmos o pirralho.

— Sei que nossa equipe está desfalcada, – começo. – a maioria dos nossos heróis estão em tratamento e Doutor Estranho está na UTI. Mas precisamos urgentemente descobrir para onde levaram Peter e sua namorada.

— Como vamos saber se não há nada que o rastreie? – May questiona.

— Tentamos contato com o celular dele e só cai na Caixa Postal! – Hill complementa.

— Tenho certeza que o Motorista Fantasma irá ligar. Ele sempre liga! Foi assim que achamos Victória e Sophie, assim acharemos o pirralho! – digo tentando passar convicção, mas a verdade é que eu estava apavorado por dentro, temente de que Robbie machucasse os garotos.

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Quatro dias depois:

P.O.V. Natasha Romanoff:

Finalmente o doutor Banner já estava recuperado do controle mental, graças ao tratamento psicológico que a S.H.I.E.L.D. o ofereceu. Hoje, eu iria interrogá-lo para saber como foi parar em Asgard e como ele, Victória e Thor voltaram à Terra. Apesar de já ter ouvido a versão da garota, era obrigatório ouvir sua versão tambem.

Cheguei na porta de sua cela e depois de tanto tempo longe, minha vontade era de abraçá-lo e ao mesmo tempo matá-lo de pancadas por ter me abandonado.

— Natasha, sei que você deve estar me odiando por ter fugido sem você! – começa a se explicar. – Mas meu destino é viver sozinho. Você não merece viver com um monstro como eu!

— Seu idiota... – dou um tapa em seu rosto e ao sentir a dor, passa a mão sobre o local. – Eu queria tanto que pudéssemos viver ao lado um do outro, aceitando nossos defeitos, problemas... – explico e deixo um ar de tristeza transparecer em minha fala.

— Vamos logo para você fazer esse interrogatório, depois eu prometo ir embora e nunca mais voltar! – diz.

— Nada disso... Vamos precisar de você aqui para lutar do nosso lado! – aviso. – Vai me dizer que não quer vingança pelo que a H.Y.D.R.A. fez com você? – cruzo os braços esperando sua resposta. Mas em troca recebo silêncio e ele sai andando. Então, somente o sigo.

P.O.V. Stephen Strange:

Abro os olhos devagar, sinto minha cabeça rodando. Sou pego de surpresa ao olhar para o lado e me deparar com Wade, sentado num banquinho, dormindo.

— Wade? – chamo e num salto ele desperta.

— D-Doutor E-Estranho? Finalmente acordou! – começa a saltar e faz uma dancinha bem feia.

— Onde está a Sophie? Preciso vê-la! – aviso.

— Precisa, é? – questiona, coçando a cabeça. – Ah, estou sentindo cheiro de amor no ar... – brinca.

— É sério, Wade... Minha forma astral esteve passeando por este mundo, vendo os perigos de outras dimensões. Eu vi o medo em criaturas mágicas, medo do Kaecilius, medo do espírito de vingança, medo da H.Y.D.R.A.! – explico. – Ela e Victória correm perigo, preciso tirá-las daqui... Roberto virá buscá-las! – explico.

Doutora Simmons entra no quarto e comemora por eu finalmente ter acordado.

— Doutora, ele tá piradinho falando uns negócios esquisitos! – Wade fala e reviro os olhos. – Quer dizer, ele sempre é esquisito, mas hoje está mais que o normal!

— Wade, nos dê licença, por favor! – ela pede e o tagarela sai saltitante, dizendo que vai procurar a Sophie para dar a boa notícia.

— Você é bem forte, Doutor Estranho! – ela diz, enquanto coleta um pouco de sangue meu. – Agradeça à Sophie por ter salvado sua vida!

— Como assim? – questiono, sentindo um forte enjoo.

— Ela doou sangue para você. e seu tipo sanguíneo é bem raro... – esclarece, enquanto mede minha temperatura. – Ela acabou até passando mal, por dar mais sangue que deveria.

“É por isso que o Ancião me disse que ela é meu anjo!”— penso comigo mesmo.

— Stephen! – Sophie adentra o quarto alegre e não contenho dar um enorme sorriso. Ela corre e me abraça, mas sou obrigado a afastá-la, pois acabo vomitando no chão do quarto.

— Calma Sophie, isso é consequência das medicações. – Jemma explica, notando sua apreensão. – Por favor, quando ele estiver bem, mando alguém te avisar! – a doutora pede e ela sai abatida.

— Preciso tirá-la daqui, Jemma! Victória e Sophie correm perigo. – aviso e ela pede que eu lhe conte essa história depois que a faxineira limpar o quarto.