Notas iniciais

P.O.V. Sophie Triz:
Fico perto do quarto de Stephen, andando de um lado para o outro, atônita, esperando que Jemma me chame.
Finalmente, depois de algumas horas, que mais pareceram uma eternidade, vejo-o sair de cadeira de rodas, sendo empurrado pela Doutora.
— Sophie, preciso falar com você! – diz, apressado. – Obrigado por tudo Doutora Simmons! – agradece à médica que sai, nos deixando a sós.
Sento-me nas cadeiras, enquanto ele para de frente comigo e o espero falar. Antes que comece, Wade surge cantando e trazendo duas xícaras de café em uma bandeja.
— É o amoooooor, que mexe com minha cabeça e me deixa assiiiiiim... – canta. – E aí, meu casal favorito, como vão vocês? – pergunta e o fuzilo com os olhos. Deadpool, havia se tornado um dos meus melhores amigos aqui e resolvi contar para ele que estou apaixonada pelo Doutor Estranho. Nat e Day já desconfiavam, então só confirmei, mas pedi que não contassem à filha dele. Não sei como isso foi acontecer, ele só é meu mentor e companheiro de equipe. Ele me acha nova demais, ou seja, nunca terei chance!
— Wade, deixe o café e saia! – o Mago pede. – Precisamos conversar em particular. – avisa.
— Claro... Só vim fazer esse agrado ao meu casal favorito! – diz, fazendo coração com as mãos e sai cantando.
Balanço a cabeça e sorrio. Stephen ri também, enquanto dá um gole no café.
— Pelo menos ele faz um excelente café! – brinca e eu concordo. – Agora, falando sério... Eu recebi um alerta de outras dimensões. Durante este tempo em que estive apagado, minha forma astral passeou por várias dimensões e todas as criaturas estão temerosas do que pode acontecer a este mundo se a H.Y.D.R.A. tiver Victória e o meu anjo nas mãos.
— Anjo? Quem é esse anjo? – questiono, franzindo o cenho.
— Você é meu anjo! – admito que fiquei impressionada e meu coração disparou quando ele falou aquilo. Parecia uma declaração de amor. – Bem, a Simmons me disse que você salvou a minha vida, e o Ancião me disse que eu tinha um anjo que me protegeria de tudo e eu também deveria protegê-lo. Esse anjo só pode ser você, afinal, doou sangue para mim! – sorrio abertamente e seguro suas mãos. – Sophie, deixe-me retribuir o que fez por mim e por minha filha... Se ficar aqui, Reyes achará vocês duas e irá sequestrá-las.
— E para onde vamos, Doutor? – encaro seus lindos olhos verde-azulados.
— Sanctum Sanctorum! – explica.
Meu telefone começa a tocar e sou chamada à sala de reuniões por Coulson. Stephen diz para eu ir, enquanto ele iria falar com Victória, e é o que faço.
P.O.V. Stephen Strange:
Minhas mãos estavam mais trêmulas do que nunca. Após Sophie me deixar, percebo que elas não estão tremendo por fraqueza, ou por causa do meu acidente, mas sim, por eu ter ficado na presença daquele anjo. Por Vishanti... Eu disse que não queria me apaixonar por mais ninguém depois do que passei com Bianca!
Tento empurrar minha cadeira de rodas, mas estou num ritmo bastante lento. Por sorte (ou não) Wanda surge oferecendo ajuda. Digo à ela para que me leve ao quarto de Victória. Contudo ao invés disso, percebo que ela para comigo, no meio do corredor.
— Stephen, nós precisamos conversar! – fala e reviro os olhos. – Você disse que sou nova demais para você, mas a Sophie também é. E todos percebemos o quanto você ficou preocupado com ela depois que foi sequestrada... Fala a verdade, vocês estão tendo um caso? – indaga, cruzando os braços.
— Wanda, em primeiro lugar: não te devo satisfações. Em segundo lugar: Triz é minha amiga, portanto, tenho o direito de me preocupar. Em terceiro lugar: faça logo o que pedi e me deixe na porra do quarto da minha filha! – ordeno.
Ela bufa e volta a empurrar a cadeira de rodas. Quando estamos perto do quarto, me derruba no chão, fazendo com que eu caia em cima de uma pessoa. Fico um pouco atordoado e logo percebo que essa pessoa, era Sophie.
— Stephen, tá tudo bem? – pergunta, se levantando e limpando a roupa, enquanto levita minha cadeira e eu para nos ajeitar.
— Está sim... A Wanda que é louca! – aviso.
— Sua vagabunda... Já estou perdendo a paciência com você! Nesses últimos dias, desde que você acordou, vive me fazendo ameaças... Por que não me mostra que é mulher e parte logo pra cima de mim? – Triz falava com a voz alterada e partiu para cima da Feiticeira, empurrando-a.
Maximoff jogou Sophie contra a outra parede, com seus poderes, o que a deixou mais irritada, fazendo com que caminhasse depressa na direção da rival, colocando seu escudo de gravidade ao seu redor para que ficasse imune dos ataques. Gravidade estapeou várias vezes o rosto de Wanda, que por sua vez, a agarrou pelos cabelos. Eu até gritava, tentando separar, mas a briga só parou quando Visão atravessou a parede e agarrou a Feiticeira.
— Wanda, acalme-se! – o sintozóide pedia, mas ambas continuavam a trocar ofensas.
— Ah pelo amor de Deus, — Victória sai de seu quarto. – vocês estão fazendo esse barraco todo na porta do meu quarto? – Visão tira Wanda dali, que sai à base de protesto.
— Desculpa, Vick... Não estava mais aguentando as provocações dessa vadi... Digo, da Wanda! – Gravidade responde, aproximando-se de minha filha.
— Tudo bem... Você só fez o que eu queria fazer há tempos! – elas riem.
— Vejo que recuperou bem a memória, hein! – digo à ela.
— PAI! – fala alto. Pelo jeito, nem tinha notado minha presença ali. Damos um abraço bastante apertado e finalmente me permito chorar de felicidade em tê-la comigo novamente.
— Que momento de família mais lindo! – Triz exclama, secando algumas lágrimas. – Victória, Coulson me pediu para te avisar que o psicólogo disse que você já está bem.
— Então era para isso que ele te chamou? – pergunto e acena positivamente com a cabeça. – Vick, precisamos sair daqui. Roberto virá atrás de vocês duas se não sairmos! – ela me olha confusa, então, entramos em seu quarto para que eu lhe explique melhor.
[x]
Já estávamos no final do dia, após informarmos a todos os Vingadores que iríamos passar uns dias em minha “casa”, nos despedimos e saímos.
Abri um portal para que fossemos mais rápido e para que não tivesse que subir as escadarias de cadeira de rodas.
— Sejam bem-vindas ao Sanctum Sanctorum! – digo assim que chegamos. Vick fica boquiaberta com o local. Sophie já conhecia, então não estava tão espantada. – Agora que estamos aqui, posso sair dessa droga de cadeira de rodas... – digo, me levantando.
— Stephen, a Simmons disse... – Sophie fala, mas a interrompo.
— A Simmons me colocou aqui por precaução, eu também sou médico, esqueceu? – questiono e dá de ombros.
— Pai, por que o teto tem olhos? – Victória pergunta, observando os olhos do teto.
— Ah, essa é uma criatura de outra realidade... – digo, encarando-a. – Xô, xô... – expulso-a dali.
“E aí garota!”— uma cobra sai de uma caixa e cumprimenta Sophie.
— Não fale com as cobras! – aviso e ela se mantém em silêncio. – Vou lhes mostrar seus aposentos! – começo a subir as escadas com elas. Durante o percurso, as escadas começam a inverter suas posições, nos deixando de cabeça para baixo.
— Ok, eu sei que eu controlo a gravidade, mas por que estamos de ponta-cabeça? – Sophie pergunta olhando para baixo.
— Não olhe para baixo! – alerto. – Nem para os lados, nem para cima. Ao menos que queira ter seus olhos arrancados! – ela se assusta e continua olhando somente para frente.
Deixo Victória em seu quarto, ao lado do meu. Depois, guio Sophie ao seu quarto.
— Ok, o que tem de anormal aqui? – ela indaga, olhando por todos os lados.
— Nada! Nos quartos de hóspedes eu não deixo as criaturas entrarem! – refuto e ela olha para o teto.
— Por que tem um espelho no teto? – pergunta.
— Ah, é que aqui já foi um motel! – dilucido sem graça. – Essa casa é bem velha, então não quis tirar, pois sei que poderia destruir a estrutura. – clarifico. – Mas é bom para você ver se tem alguma criatura mística deitada do seu lado... – ela ri.
— O que vamos fazer agora? – pergunta.
— Dormir... Afinal, já está tarde! – aviso mostrando as horas no relógio.
— Eu tenho uma ideia melhor... – ela diz com um sorriso sapeca.
— E qual é? – questiono arqueando as sobrancelhas.
— Vamos aproveitar esse espelho no teto! – diz, me jogando na cama e deitando sobre mim.
— S-Sophie... E-Eu n-não posso... – gaguejo.
— Stephen, eu já quero isso há algum tempo. Vai me dizer que não quer também? – pergunta e quando encaro aqueles belos olhos azuis, desço o olhar até sua boca e não resisto em puxá-la para mim e avanço em seus lábios.
Triz puxa minha camisa e sem querer toca nos pontos da cirurgia, me fazendo dar um pequeno grunhido de dor. Ela sussurra um pedido de desculpas e beija o local, descendo até a barra da bermuda que eu usava, arrancando-a junto da cueca e abocanhando meu membro de uma forma que arrepia todo meu corpo.
Quando eu já estava prestes a me desfazer, ela sai e começa a tirar vagarosamente o vestido que usava, de forma que começa a me enlouquecer. Ela tira o sutiã de costas, assim, observo sua bunda praticamente descoberta, pela calcinha vermelha fio-dental. Antes de tirar a parte de baixo, vira de frente para mim e observo seus pequenos e belos seios.
— Diga que sou nova demais para você agora, Stephen! – provoca, aproximando-se de mim.
— Você é gostosa demais... Linda demais... – sussurro passando as mãos em sua intimidade por cima da peça de roupa, que finalmente ela retira e pula sobre mim, cavalgando e penetrando.
Seus gemidos e respiração começam a se acelerar, até que finalmente chego ao meu ápice, percebendo que ela chegou também. Depois, a coloco deitada sobre meu peito, espalhando seus longos cabelos castanhos, os quais acaricio, fazendo-a dormir.
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