P.O.V. Autora:

— Dá pra vocês pararem de se pegar aí, por favor? – Daisy interrompeu a pegação entre Ward e Victória que a olharam confusos.

— D-Daisy! – gaguejou Ward. – P-posso explicar!

— NÃO QUERO PORRA NENHUMA DE EXPLICAÇÕES!!! – ela gritou e pisou fundo caminhando para mais perto dos dois. Uma multidão já se formava ao redor dos três para acompanhar a briga.

— Eu achava que o que havia rolado entre nós era passageiro... Não sabia que ia te irritar tanto assim! – Ward tentava se explicar, enquanto Victória estava confusa.

— CALE A BOCA, SEU OTÁRIO! – ela começou a perder o controle de seus poderes e fez a casa noturna tremer.

— Daisy, pare! – pedia Ward, enquanto Victória se acuou, amedrontada.

— PARE O CARALHO! – ela jogou uma onda sísmica em Ward que o jogou contra a parede, fazendo-o bater a cabeça e apagar.

Logo a luz acabou devido ao efeito do terremoto que Daisy causava e ela ia partir para cima de Victória, que a cada passo que a inumana dava para mais perto dela, dava um passo para trás, até chegar ao limite da parede.

— Me desculpe Daisy! Eu não sabia! – ela tentava se desculpar, mas a Tremor se aproximava cada vez mais.

Só que Peter Parker se colocou no meio das duas tentando apartar a briga:

— Daisy, pare!

— Sai da minha frente Peter! – ordenou em meio aos dentes trincados com certo ódio em sua fala.

— Daisy, escuta... – ele colocou a mão em seu braço, porém, rapidamente ela o tirou.

— SAI DA MINHA FRENTE, CARALHO! – falou alto e fez tudo tremer novamente.

Com o tremor causado por Daisy, Peter acabou caindo no chão. Logo, a inumana voltou a encarar Victória e aproximar-se dela novamente. Todavia, um pensamento começou a entrar em sua mente: “Por favor, não faça isso! Eu não sabia que você namorava o Ward... Desculpe-me... Meu Deus, mal cheguei aqui e já estou arrumando confusão...". Ela percebeu que a voz em sua mente era de Victória. Mas como? A garota sequer abriu a boca para falar! “Por favor Daisy... Pare! Perdoe-me por tudo!”. Aquela voz... Daisy sacudiu a cabeça para os lados pensando estar louca, mas a voz continuava a falar em sua mente e pedir perdão.

— Eu estou ficando louca! – disse Daisy quase inaudível. Parecia estar falando para confortar-se a si mesma. Porém, a voz ainda estava lá, aflita, pedindo misericórdia. – EU ESTOU FICANDO LOUCA!!! – Daisy gritou e como numa explosão, o salão tremeu novamente. Suas ondas sísmicas estavam tão fortes ao ponto de quebrar todos os vidros dos copos, janelas, bebidas e abriu uma fenda que dividiu o salão no meio.

Assustada com o que estava acontecendo consigo mesma, saiu correndo dali para buscar ajuda com Phillip Coulson, enquanto Ward começou a acordar e ver o caos causado na festa. Todos se entreolhavam e comentavam sobre os poderes daquela garota.

— O que você fez com a Daisy? – perguntou Peter se reerguendo do chão e estendendo a mão para Ward fazer o mesmo.

— E-Eu não sei... – ela falou baixo em meio a algumas lágrimas. — Eu senti o que ela sentiu! De alguma forma, é como se meu medo tivesse passado para ela!

— Ou vice versa... – T’Challa falou aproximando-se. – Amanhã cedo vamos para Wakanda te estudar!

— M-Mas por quê? – Victória gaguejava ainda confusa com tudo aquilo.

— Não sabemos do que você é capaz... Você não pode simplesmente entrar para a S.H.I.E.L.D. sem ser estudada...

— Eu só posso estar bêbada mesmo! – a garota expressou com sarcasmo e saiu andando em direção à saída.

— Vick... – Ward chamou-a. – Precisamos conversar!

— Não tenho nada para falar com você! – ela olhou para trás com certa mágoa.

Depois prosseguiu seu caminho, até que Tony parou em sua frente:

— Gatinha, não sei o que você fez, mas estragou sua festa, estragou o salão e me fez passar uma vergonha do caralho... E agora, como fazemos? – perguntou Tony bravo.

— Não sei... você é meu pai esqueceu? Quero que se foda! – deu uma piscadela irônica e saiu andando em meio aos olhares horrorizados de todos os civis, paparazzi, repórteres, Vingadores etc.

— Acho que você vai precisar de carona... – Ela andava sozinha pela calçada, até que viu um rosto conhecido dentro de um carro que vagarosamente abriu a janela e revelou o rosto de Doutor Estranho.

— Stephen! – exclamou aliviada por saber que não teria de achar a base da S.H.I.E.L.D. sozinha ou voltar para a longínqua base dos Vingadores, ou talvez como última opção, dormir na rua após arruinar o pouco que havia conquistado durante aquele próprio dia.

— Entre, por favor! – Stephen abriu a porta do passageiro e Victória sem relutar sentou-se e bateu a porta enraivecida.

Estranho ficou apenas observando-a por um bom tempo. Olho na rua, olha em suas grandes coxas. Olho na rua, olho em seus pequenos e delicados seios. Olho na rua, olho em seus lindos olhos azuis lacrimejantes.

— Sinto muito pelo que aconteceu! – ele informou e ela virou a cabeça rapidamente para encará-lo.

— COMO SAB... ah, esquece! – ela se lembrou de que ele podia ver as coisas através de sua bola de cristal, afinal ele é um mago.

— Sei que a culpa não foi sua!

— Pois é, — ela suspirou. – Agora, tente explicar isso ao Stark! Explique isso àquela garota-coisa que faz tudo tremer! Todos acham que sou uma putinha agora... – ela deu um forte soco no porta-luvas que deixou Stephen assustado olhando-a com os olhos arregalados.

— Vai quebrar a mão! – ele riu e ela sorriu de canto.

— Desculpa Stephen! Você foi o único que veio me buscar e não me julgou por nada e ainda estou sendo grosseira com você! – ela colocou a mão em seu joelho, distraindo-o e fazendo-o quase bater o carro.

— PUTA MERDA, ESSA FOI POR POUCO! – ele falou alto e ela caiu na gargalhada. – Algum problema, pequena?

Ela parou instantaneamente e o olhou com raiva:

— Me chamou do quê?

— De pequena! – ele riu. – Ué, você só tem um metro e 54 de altura, queria que te chamasse de gigantona?

— EU DETESTO QUE... – Victória ia gritar com ele, quando sentiu seu dedo indicados sobre seus lábios.

— Eu sei... – Sorriu. – Eu leio mentes, esqueceu? – arqueou a sobrancelha encarando-a.

— Palmas, muitas palmas para o Doutor Estranho! – expressou sarcástica, batendo palmas. – Então, no que estou pensando agora, Doutor? – ela apertou seus olhos encarando-o.

Stephen freou bruscamente e encostou o carro próximo a uma viela escura.

— Está pensando na mesma coisa que eu! – ele sorriu malicioso, tirou o cinto de segurança e jogou seu corpo em cima do dela, encostando seus lábios e dançando com a língua rapidamente dentro de sua boca.