Notas iniciais
Essa é a roupa da Victória, Boa leitura :*

— Chegamos à Nova York! – avisou Pantera Negra que pilotava a nave.

— Obrigado por avisar, T’Challa! – agradeceu Coulson e ele apenas sorriu.

— Você é quietinha assim sempre ou está tímida? – perguntou-me Homem-Aranha enquanto eu tentava me soltar do cinto de segurança.

— É que... eu não conheço ninguém, sabe... – tentava me explicar enquanto soltava o sinto que estava emperrado, porém, não saía de jeito nenhum. Bufei, irritada.

— Deixa que eu te ajude! – Aranha colocou a mão em cima da minha para que eu parasse de forçar a trava do cinto.

Tirei minhas mãos e ele se aproximou para ver a trava mais de perto. Sem fazer força nenhuma, o cinto se soltou.

— Obrigada Homem-Aranha! – agradeci sorridente.

— Pode me chamar de Peter... – ele tirou a máscara e percebi que se tratava de um garoto extremamente jovem como eu.

— UAU, podia jurar que você era mais velho! – afirmei observando-o cuidadosamente.

— Pois é... Algumas pessoas acabam descobrindo pela minha voz... – ele tentou se explicar com o rosto levemente corado.

— É muito legal ver alguém extremamente jovem salvando as pessoas que nem sequer conhece! – quando falei isso ele levantou os olhos e sorriu.

— Sério? Porque meus companheiros de equipe dizem que eu deveria namorar ou fazer outras coisas de adolescente ao invés de querer bancar o super-herói!

— Você deve fazer aquilo que gosta e te faz bem... – eu inclinei a cabeça um pouco para a esquerda e vi um machucado em sua orelha direita. – Nem que isso te machuque como aconteceu com minha mãe... – a bad bateu quando falei aquilo e tive que me segurar para não chorar.

— Ei, soube que sua mãe era uma grande agente da S.H.I.E.L.D., você deve se orgulhar muito dela, não é? – ele conhece minha mãe! Ela deve ser muito honrada pela S.H.I.E.L.D.!

— Você a conhece?

— Não... Mas Coulson já nos contou sobre as bravuras e atos heroicos dela... Meus pais também morreram pela S.H.I.E.L.D.... – ele abaixou a cabeça e vi a tristeza em seu olhar.

— Eu sinto muito! – coloquei minha mão apoiada em seu ombro. – Mas essa foi a escolha deles!

— E agora é nossa escolha ajudarmos a salvar o mundo! – naquele instante abaixei a cabeça. Eu não estava na S.H.I.E.L.D. para salvar o mundo, mas sim, por um único motivo, egoísta eu sei, mas eu precisava saber quem é meu pai!

— Ei, meninos, está na hora de descermos! – Ward nos informou de um jeito debochado.

Levantamo-nos e os seguimos.

— Com certeza esse é o aniversário mais maluco que você está tendo, né? – Daisy me perguntou falando baixinho para que somente eu ouvisse.

— Já passei piores! – brinquei e rimos.

— HOJE É SEU ANIVERSÁRIO? – Peter falou um tanto quanto alto, fazendo que todos olhassem para mim.

— É... bem... – eu gaguejei, não sabia se poderia falar.

— É sim, — Coulson me interrompeu. — por isso a recrutamos hoje, pois ela completa a maioridade na Itália hoje! – ele sorriu para mim.

— Parabéns! – desejou Peter.

— Obrigada! – ele me abraçou e novamente eu não sabia como reagir.

Logo todos resolveram me dar os parabéns e me abraçarem. Ok, isso já está ficando chato... Chega de abraços!

— Se tem aniversário, tem festa! – exclamou Tony Stark animado.

— Só que não... – informei revirando os olhos.

— Ah, qual é! – ele veio ao meu lado e envolveu o braço em meu pescoço. – Vamos para uma balada hoje a noite. O que acham?

Coulson quis fuzilá-lo com os olhos. Doutor Estranho também.

— Eu topo! Desde que ganhei meus poderes foram raros meus momentos de curtição! – afirmou Daisy animada.

— Eu também acho uma excelente ideia! – Ward afirmou sorrindo para Coulson.

— Então, divirtam-se crianças! – Coulson falou isso e simplesmente saiu andando.

— Não liga pra ele... – Ward tentou me confortar, pois fiquei abismada com a atitude do Coulson. – Ele é meio mal humorado às vezes mesmo!

— Mas eu não posso ir para a balada... Nem tenho roupa de festa!

— Aaaah, falou isso com a pessoa certa próxima de você! – afirmou Peter batendo no peito de Stark.

— Verdade gatinha... Vamos à loja comprar uma roupa bem bonita para você, afinal é seu aniversário! – todos comemoraram e eu ainda continuei na defensiva.

Eu havia acabado de conhecê-los e já vão me levar para comprar roupa, ir para a balada etc. não estou acostumada com esse tipo de regalias.

Stark, Peter, Daisy e eu fomos à loja de roupas. Os outros foram para a base dos Vingadores procurarem o local para irmos e se aprontarem, pois já estava anoitecendo.

Apostei em um visual bem básico: vestido vermelho xadrez e ankle boots nos pés. Jessica que usava muito esse tipo de sapatos... Resolvi usar só para me lembrar dela.

Depois das compras voltamos à base com o som da minha banda favorita no carro, AC/DC. Tony também era muito fã, então fomos cantando o caminho todo.

Ao chegarmos, vimos que todos já estavam arrumados, nos esperando, exceto Estranho que disse que não ia, e Stark logo me orientou:

— Por favor, vá tomar seu banho, pois sei que mulheres demoram mais... – riu. – Depois vai a Daisy!

Eu sorri, agradeci e fui para o banheiro.

Tomei um banho com a água na temperatura desejada. Coisa que não fazia nos últimos cinco anos, pois no orfanato, se quisesse era água extremamente fria ou extremamente quente. Relaxei embaixo do chuveiro e lavei meus cabelos com um shampoo de marca que estava no banheiro. Há tempos eu não tomava um banho como aquele.

Só que na hora de sair do banho percebi que esqueci a toalha. PORRA! E agora? Só tem homens aqui e eles não podem...

— Com licença... – ouvi alguém abrir a porta e imediatamente tampei meus seios e minha intimidade com as mãos. – Desculpe entrar assim, é que... – era o Doutor Estranho. Ele parou e ficou me encarando avermelhada e tentando tampar minhas partes intimas. – V-você esqueceu a toalha! –gaguejou e mordeu os lábios me olhando de cima abaixo.

— Obrigada! – agradeci, mas fiquei matutando uma estratégia para pegar a toalha sem destampar meu corpo.

— Pode tirar as mãos da frente... tudo que você tem eu já vi! – ele brincou e me deixou mais envergonhada ainda.

— Dá para virar de costas, por favor? – perguntei e ele riu.

— Como vou te entregar a toalha estando de costas? – pensei bem, pensei bastante e bufei. Aí resolvi tirar a mão que tampava meus seios e pegar a porra da toalha.

MAS, o engraçadinho resolveu ficar brincando de não me entregá-la e eu tive que ficar correndo atrás, sendo feita de boba para pegá-la.

— DÁ ESSA PORRA AGORA, CARALHO! – falei alto ficando irritada e ele ria igual um demente. – ESTOU FALANDO SÉRIO, CACETE!

Ele parou e segurou a toalha como se chamasse um toureiro que chama o touro para atacá-lo.

— Afffff – bufei. Tive que tirar a outra mão que tampava minha intimidade e cheguei perto de Estranho para pegar a toalha.

Eu já estava quase conseguindo pegá-la quando o mago me puxou para mais perto dele e encostou seu corpo próximo ao meu:

— O que você pensa que está fazendo, Doutor Estranho? – perguntei e ele olhou fixamente para meus lábios.

— Me chame de Stephen! – me corrigiu e encostou nossos rostos.