Filha de um Estranho - Duas Temporadas
4 Ela é minha filha

Stephen já aproximava nossos lábios quando num gesto mais que rápido afastei-me e entrei no Box para me secar com a toalha.
— Muito obrigada, STEPHEN! – dei ênfase em seu nome.
— Estou ao seu dispor, gatinha! – ele sorriu abertamente e percebi aqueles brilhantes olhos verdes me encarando.
— Agora já pode sair! – fiz um sinal de “VAZA!” com a mão.
— Achei que eu poderia ficar e...
— Não pode não, tchau! – interrompi-o, enrolei-me na toalha e o empurrei para a porta.
Ah, isso não pode ter acontecido... Um velho, com quase o dobro da minha idade dando em cima de mim! E um detalhe: eu acabei de chegar aqui! Quem ele pensa que é?
P.O.V.’s Tony Stark:
— Mas que droga, essa garota está demorando demais! – comentei e bufei.
— Relaxa Tony... A festa só começa a meia-noite! – Ward tentou me confortar.
— Mas ainda tem a Daisy para tomar banho! – exclamei olhando para ela que concordou.
— E o Vincent? Onde ele está? – perguntou Rhodes sobre o Estranho, meu irmão de bigode.
— Está no quarto. Disse que não vai à balada, está muito velho para isso e essas coisas de sempre... – revirei os olhos.
Logo, Victória apareceu, com os cabelos loiros médios molhados, sendo penteados rapidamente por suas mãos. Usava um vestido vermelho xadrez e botas com saltos, nem preciso dizer que estava linda e pude perceber o queixo dos homens ali presentes, caírem.
— Oi, desculpem a demora... Estava decidindo qual shampoo usar! – riu sem graça.
— Pode usar quais quiser... – sorri e aproximei-me dele, encarando-a de cima abaixo. – Está linda!
— Obrigada! – agradeceu timidamente e corou.
— Parece que não está acostumada com elogios, né? – perguntei e ela corou mais.
— Bem é que...
— Chega de conversa, hora do banho! – Daisy interrompeu-a e entrou no banheiro carregando a toalha e as roupas.
— Sente-se, por favor, senhorita! – afirmou T’Challa dando um de cavalheiro e apontando-lhe o sofá.
Ela sorriu agradecida, sentou-se e comecei a puxar assunto:
— Então, como veio parar na S.H.I.E.L.D.?
— Bem, acredito que seja por causa da minha mãe... – percebi uma tristeza em seus olhos. – Ela faleceu em uma missão de infiltração na H.Y.D.R.A., daí Phillip Coulson me recrutou sem dar maiores detalhes! – disse confusa.
— Na verdade, foi graças a sua mãe mesmo que Coulson te recrutou! – Grant complementou aproximando-se e sentando-se ao seu lado. – Ela era uma das melhores espiãs da S.H.I.E.L.D. e uma das mais conhecidas até hoje! A S.H.I.E.L.D. como sempre, tem acesso a todos os dados das pessoas e não foi diferente com você! Descobrimos que foi levada ao orfanato Santa Querupita após receber uma ligação de Nick Fury que lhe informou sobre a morte de sua mãe e foi levada dos braços de sua babá que gostaria de ter notícias...
— Vocês sabem onde está a Jessica? – ela interrompeu Ward naquele mesmo instante com os olhos azuis arregalados.
— Infelizmente não... A procuramos por anos e nunca apareceu... – o agente fez uma pausa e suspirou. – Voltando ao que eu falava, descobrimos sua localização e sua data de nascimento. E olha que sorte, bem na época em que você completaria a maioridade e sairia de lá... Dai já resolvemos te dar um emprego, não é legal?
Ela simplesmente o olhou com uma cara de poucos amigos. Segurei-me para não rir.
— Olha, Vick, posso te chamar assim? – ela consente com a cabeça. – Você é uma garota de sorte! Trabalhando para a S.H.I.E.L.D. logo ao completar sua maioridade, conhece os Vingadores, vai a uma festa conosco... Não é demais? – eu queria provocá-la, a cara de irritada que ela me olhou foi ótima.
— Bem, não estou acostumada a interagir muito com as pessoas, sabe? Lá no orfanato, eu sempre era a última opção, a rejeitada, sem amigos, antissocial... Mas, não é todo dia que conheço vocês, por isso tenho que interagir! – ela sorriu sarcástica e eu lhe dei uma piscadela. – Mas quanto a minha mãe... Não sei o que ela fazia, mas gostaria muito de saber, pois além de ela não me dar atenção para trabalhar nessa merda de agência ultrassecreta, eu já cheguei a pensar que ela não me amava, pois foram muitas as datas comemorativas sem a presença dela: aniversários meus e dela, dia das mães, Natal, Ação de Graças, Natal... Sem contar que até hoje não sei quem é meu pai, sempre que eu perguntava ela fugia do assunto, não me respondia, desconversava, brigava comigo e me chamava de ingrata muitas vezes por achar que eu perguntava pelo simples fato de não reconhecê-la como meu pai e mãe, mas a verdade meus caros... – Parou e respirou fundo para segurar as lágrimas insistente que começavam a despontar nos olhos. – É que eu via desde criança, todo mundo com seus pais e mães brincando, enquanto eu, fui privada de saber quem é ele! – uma lágrima escorreu pelo seu rosto. – Só queria conhecê-lo e dizê-lo que o amo! – sequei a lágrima de seu rosto.
— Não precisa chorar... Hoje é dia de alegria, hoje é dia de festa! – tentei fazê-la rir, mas ela começou a chorar mais. – Por favor Vick, não fique assim! Se Coulson não achar seu pai... – levantei seu rosto para que olhasse em seus olhos. — Nós o acharemos, eu prometo! – ela sorriu e secou as lágrimas. Num ato quase espontâneo me abraçou e ficamos assim por um bom tempo.
— QUE CENA MAIS FOFOLHA!!! – Daisy apareceu do nada falando alto e nos separamos imediatamente.
— Como tomou banho tão rápido? – perguntou Vick.
— Depois do que você falou das várias opções de shampoo, foi a primeira coisa que procurei e logo achei um que dá brilho nos cabelos! – elas riram.
— Bem, então, já que estão todos arrumados... Vamos? – perguntou Grant se colocando de pé, animado.
— Vamos! – respondemos em uníssono.
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Chegamos à festa com meus dois carros luxuosos. Vick contou algumas coisas ruins que aconteciam com ela no orfanato e Daisy a entendeu, pois também morou muito tempo em um.
— Posso te dar o braço para entrarmos juntos? – perguntei à Vick que me olhou confuso. – É para chamar a atenção dos paparazzi que vão achar que você é minha namorada novinha! – dei uma piscadela. Ela riu e cruzou seu braço direito no meu esquerdo.
Ward entrou de braços dados com Daisy, enquanto Peter empurrava a cadeira de Rhodes (entendeu o trocadilho? CADEIRA DE RHODES kkkk) e Visão entrou ao nosso lado bem trajado com um terno de grife que dei a ele.
Ao adentramos no salão os flashes quase nos cegaram pela quantidade e todos se questionavam sobre Victória que não parecia nada confortável com aquele alvoroço todo.
— Quem é ela, senhor Stark?
— Senhor Stark, é sua namorada?
— Senhor Stark, é sua prima, sobrinha, neta?
— ACALMEM-SE! – falei alto fazendo com que todos se calassem. – Ela é minha filha!
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