Filha de um Estranho - Duas Temporadas
64 Até que a morte nos separe
Notas iniciais

P.O.V. Stephen Strange:
Como todo casamento, deveríamos fazer um pequeno suspense para que Sophie e eu entrássemos.
Então, mantive-me na porta do hotel, esperando que todos entrassem.
Um dos músicos que já havia tocado com Sophie, entrou primeiro, tocando violino. Todos os convidados se colocaram de pé e o acompanharam até que chegasse à frente do púlpito, montado sob um arco de flores na orla da praia. Wong é o segundo a entrar e se posicionar atrás do microfone.
Em seguida, Tony entrou cantando o início da música, escolhida por ele, dizendo que combinava conosco. Deixo meu nervosismo de lado um pouco para apreciar sua excelente performance:
“Eu perco o controle por causa de você, meu amor
Eu perco o controle quando você olha para mim desse jeito
Há algo em seus olhos
Que está dizendo essa noite
Eu não sou mais uma criança
A vida abriu a porta
Para uma nova vida emocionante”
(Scorpions – You and I)
— Doutor Estranho, você vai adorar a música que eu escolhi para o momento que você for entrar! – Wade sai saltitando, acompanhando os outros padrinhos que iriam entrar. Depois de ele insistir comigo nos dois últimos meses em que planejávamos o casamento, resolvi deixá-lo escolher minha trilha sonora de entrada. Espero não me arrepender disso!
Stark continua cantando, acompanhado do músico conhecido de Triz e os padrinhos começam a entrar. Murdock usa sua bengala para “enxergar”. Em seguida entra Rogers e por fim, Wade, carregando uma placa com a frase “Contemplem o mago com seus poderes. Incríveis poderes!”.
A música para, mas em seguida, Tony canta o tema criado para o Homem-Aranha:
“Homem-Aranha, Homem-Aranha, faz tudo o que uma aranha pode
Faz uma teia de qualquer tamanho pega ladrões como moscas
Cuidado... aí vem o Homem-Aranha”
(Ramones – Spiderman)
Peter havia colocado seus lançadores nos pulsos, então jogou uma teia em um dos postes de luz ali próximo, balançou-se no ar e pousou em cima do púlpito com sua famosa pose de aranha. Foi ovacionado por todos, colocou-se à frente dos padrinhos e novamente a música parou. Era minha vez de entrar.
— Por favor, senhoras e senhores, gritem, aplaudam, tirem as roupas e pisem em cima, façam barulho, para o Sherlock... Ops, quero dizer... Doutor Estranho! – pede Wade no microfone e a bagunça começa.
Logo, Stark coloca para tocar a música escolhida pelo tagarela e fico com vontade de matar o Deadpool.
“Ih Ih Que que isso
Que que isso
Se o mágico faz mágica
Feiticeira faz feitiço”
(MC Mágico – Que Que Isso)
Já que eu havia deixado-o fazer merda, entrei dançando e arranquei boas risadas de todos. Não pude deixar de observar Wanda, que usava um longo vestido preto, maquiagem escura. Parecia que estava em um velório! Ao seu lado, Visão trajava roupas sociais emprestadas por Tony e ambos pareceram se divertir quando joguei-lhes um beijo no ar. Paro somente quando chego ao meu destino.
A música suspende e todos ficam apreensivos, aguardando a entrada das mulheres.
Logo, uma nova música volta a tocar:
“Amor, por favor,
Não desligue o telefone
Eu sou sua mulher
E você é o meu homem!”
(DJavú – Não Desligue o Telefone)
Daisy é a primeira a entrar e passa dançando, rebolando na frente dos convidados que acompanham a música com palmas e alguns até dançam. Depois, entram Natasha e Hill, que descem até o chão e em seguida batem os quadris.
Por fim, Jessica e Vick rebolam de um jeito sensual e também dançam. Cada uma para ao lado de seu par e aguardamos ansiosamente a entrada de Sophie.
Meu coração fica acelerado, volto a suar frio, minhas pernas ficam bambas e tudo fica silencioso.
Praticamente dois minutos que as garotas entraram se passam e os convidados começam a comentar sobre sua possível desistência.
— CARALHO, OLHA ELA ALI! – Wade grita e aponta, fazendo com que todos olhem para a porta do hotel. – TÁ LINDA PRA PORRA, HEIN! – ele bate no meu ombro e sorrio orgulhoso.
Começa a tocar o tema de abertura de Star Wars e por alguns instantes, achei até que os votos de casamento fossem passar em letras amarelas subindo, num telão.
Seu pai, senhor Geraldo, está de braços dados com ela e caminham vagarosamente, aumentando minha inquietação. Sophie está com um enorme sorriso no rosto, o mesmo que me encantou e faz meu coração desembestar até hoje.
Finalmente, ele a entrega para mim, me cumprimenta e sussurra um “Cuide dela ou te mato!”. Assinto pegando sua mão e por fim, Wong dá início à cerimônia.
— Pela autoridade instituída a mim, gostaria de dar início a este matrimônio! – ele diz. Wong foi um dos alunos do Ancião junto comigo, um dos que mais me apoiou na minha jornada de Mago Supremo e como eu gostaria de casar além da forma formal, na forma astral também, tive de solicitar sua ajuda. Ele concordou de bom grado e não quis aceitar nenhum dinheiro.
[x]
Peter nos entrega as alianças e de acordo com o ritual, sou o primeiro a começar:
— Sophie Lemos Triz, receba esta aliança em sinal do meu amor e da minha fidelidade. Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel em todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe. – concluo e coloco a aliança em sua mão direita. (N/A: Nos Estados Unidos, a aliança de casamento é colocada na mão direita e do noivado da mão esquerda.)
— Stephen Vincent Strange, receba esta aliança em sinal do meu amor e da minha fidelidade. Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel em todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe. – ela sorri e coloca a aliança em minha mão direita.
— Se houver alguém aqui contra esta união, fale agora ou cale-se para sempre! – Wong explica e Wade levanta a mão.
— EU TENHO ALGO CONTRA! – todos o olham com espanto e fazem um “OH” em uníssono. – É brincadeira, porra, podem continuar! – ele ri e Jessica lhe dá uma cotovelada.
Wong revira os olhos e prossegue:
— Neste caso... Sophie Lemos Triz... Stephen Vincent Strange... Eu vos declaro marido e mulher! Podem se beijar! – orienta e finalmente damos um beijo. Todos comemoram, gritam, aplaudem, assoviam...
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Após uma longa sessão de fotos, falarmos com todos os convidados, comermos um pouco, era hora de Sophie jogar o buquê.
Ela se reúne com todas as solteiras embaixo do arco de flores e dá as costas. Algumas mulheres começam a se empurrar, enquanto ela ameaça jogar. Quando finalmente lança o buquê ao ar, vejo-a se virar e levita-o para que pare nas mãos de Victória que festeja.
— Ela trapaceou, então nem pense nisso! – digo ao Peter que estava ao meu lado.
— Prometo fazer sua filha muito feliz, Doutor! – responde. Olho para ele e sorrio altivo. Por fim, retribuo seu carinho com a Vick, abraçando-o.
Victória e Sophie voltam gargalhando, enquanto algumas mulheres protestam dizendo que trapacearam.
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Sophie e eu dançávamos abraçados e conversávamos sobre nosso futuro, quando Wong vem falar conosco.
— Senhor e senhora Strange, peço licença a vocês... – começa. – Agora que vão morar no Sanctum Sanctorum, acredito que precisarão da minha ajuda para cuidar da casa de vocês, enquanto cumprem suas missões como heróis. – explica. – Como um bom conhecedor das artes místicas, também posso ajudá-los com perigos de outras dimensões!
— Quanto você vai querer receber por isso? – Sophie pergunta.
— Acredito que um salário de base de um empregado doméstico. A senhora sabe que não é muito, mas já ajuda! – Wong parecia ser um tipo de vidente, pois sabia muito sobre nossas vidas, sem que tivéssemos lhe contado. – Além do mais, precisarão de ajuda quando o bebê nascer!
— BEBÊ??? – perguntamos em uníssono, perplexos.
— Senhor... Deve estar se enganando! – Triz começa. – Não tem como termos um bebê, pois eu não posso ter filhos. – esclarece.
— E quem disse que esse bebê será de vocês? – replica.
— QUÊ? – novamente, questionamos em uníssono, mais desarranjados ainda.
— Parabéns, futuro vovô! – ele bate no meu ombro e sai andando com naturalidade, enquanto tentamos processar a mensagem.
— Ah, eu vou matar esse filho da puta do Parker... – ameaço, raivoso, mas ela segura meu braço.
— Stephen, para! Hoje é um dia feliz. Sem brigas, por favor! – solicita, então bebo um pouco de champanhe para me acalmar, todavia tento ao máximo não desgrudar meus olhos de Vick e seu namorado.
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P.O.V. Victória Gelardino:
No dia seguinte, meu pai e Sophie já estavam com as malas prontas para viajarem e ele mandou Wong cuidar de mim, enquanto estivessem fora.
Após nos despedirmos, corri para meu quarto e liguei para o Peet:
— Oi Vick! – ele cumprimenta.
— Oi amor! Será que podemos sair hoje? – pergunto.
— Claro, minha linda! Para onde pretende ir? – interpela.
— Estava pensando em fazer algo diferente hoje... – mexo nos cabelos e penso. – Que tal irmos ao motel?
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