Filha de um Estranho - Duas Temporadas
65 Thinking Out Loud
Notas iniciais

P.O.V. Sophie Triz:
Stephen e eu resolvemos sair logo de manhã no dia seguinte para podermos aproveitar a praia. Após atravessarmos o portal, deixamos nossas malas no hotel, coloquei meu biquíni, ele colocou sua bermuda e corremos para a praia.
— Lembre-me de agradecer todos os dias ao T’Challa e ao Stark por isso! – aviso ao meu marido, enquanto passávamos protetor solar e ele ri.
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Após brincarmos um pouco na água, resolvemos tomar um banho de sol, que é interrompido quando uma criatura enorme surge do mar.
— Sério que vamos ter que bancar os super-heróis hoje? – ele questiona, abaixando um pouco seus óculos de sol para observar melhor.
— Somos Vingadores, é o que fazemos! – respondo, tirando os óculos e o boné, deixando-os em cima da cadeira de praia. – Vamos acabar com isso logo! – chamo-o, caminhando em direção ao monstro.
— Já disse que você ficou linda nesse biquíni verde-água? – interpela, dando um sorriso. – Combina com sua pele branquela! – dá um pequeno empurrãozinho em mim.
— Se derrotar essa criatura mágica direitinho, poderá me ver sem ele hoje a noite! – sorrio maliciosa. Começo a empurrar a criatura de volta para o mar para que não machucasse alguns civis que ainda estavam na praia, correndo em desespero.
Strange evoca uma de suas magias que pulveriza a criatura, acabando com a luta em segundos.
— Pronto, agora posso te ver sem biquíni! – exclama, correndo de volta para nosso guarda-sol, enquanto tento segui-lo.
P.O.V. Victória Gelardino:
Peter fazia uma ronda no centro da cidade, então, resolvo encontrá-lo por lá. Disse a Wong que iria à casa de Daisy para assistirmos uns filmes e ele pareceu acreditar.
Assim que vejo Peter, já usando roupas civis, corro para beijá-lo.
— Vick, tem certeza que quer ir nesse lugar? Nunca fui num desses antes! – explica.
— Para tudo tem sua primeira vez! – dou-lhe um selinho e o arrasto para a entrada de um motel próximo.
Assim que entramos no quarto, ficamos abismados com o tamanho da cama e sua decoração.
— Preciso tomar um banho antes. Estou suado! – ele exprime, enquanto entra no banheiro.
Ouço-o ligar o chuveiro, enquanto começo a me despir para esperá-lo. Entretanto, ele demora. Então, resolvo entrar no banheiro.
— V-Vick? P-Por que não espera? – indaga, mas não o respondo. Apenas avanço em seus lábios, beijando-lhe com desejo.
Ele envolve suas mãos em meus cabelos e os puxa para trás, beijando meu pescoço e descendo aos meus seios, chupando-os e me fazendo arrepiar com prazer.
Desço meus dedos do seu peitoral, até o final de sua barriga. Acaricio seu membro, lentamente, fazendo-o soltar um gemido e agarrar minha cintura com uma das mãos. Com a outra, aperta minha bunda, enquanto entrelaço minhas pernas em sua cintura.
Separamos o beijo por alguns instantes. Ele se recosta na parede, enquanto me posiciono, fazendo-o penetrar.
Seus braços fortes me seguram, enquanto faço o movimento de vai e vem, acelerando o ritmo aos poucos. Logo, sinto o prazer me dominando e não demora muito para que chegue ao meu ápice, sendo seguida por Peter que já se desmanchava e gemia com os lábios colados aos meus.
Depois disso, voltamos para a cama, onde continuo a beijá-lo, com meu corpo molhado sobre o dele. Não demorou muito para que fizéssemos amor mais uma vez.
Uma semana depois:
Meus pais acabaram de chegar da lua de mel e já tinham vários compromissos. Sophie e eu fomos convocadas pelo novo diretor, Sam Wilson para uma missão, enquanto meu pai, tinha uma reunião com Stark e T’Challa.
Decidimos ir de carro, para sermos uma família normal pelo menos uma vez na vida. Durante a viagem, Triz me contou sobre como se divertiram no Beto Carrero World, como a praia era linda, como derrotaram um monstro marinho etc.
Logo estávamos na S.H.I.E.L.D., então caminhamos até a sala do diretor. No meio do caminho, encontramos o casal mais amado, May e Coulson, instruindo nosso segundo casal mais amado, Fitz e Simmons sobre uma missão. Eles não conversaram muito conosco, pois estavam atrasados.
Ao chegarmos à sala de Sam, ficamos boquiabertas, ao vê-lo beijando uma loira. E ficamos mais estupefatas ainda, quando vimos em outro canto, Wanda e Visão se amassando na parede.
— Ah... Oi meninas! – Sam pigarreia, fazendo a Feiticeira se separar do sintozóide com o rosto corado. – Essa é Sharon Carter, minha namorada e agente da S.H.I.E.L.D.! – a loira nos cumprimenta. – Preciso que vocês quatro fiquem um tempo em Los Angeles estudando sobre alguns crimes que têm acontecido por lá e o acusado se chama Treinador. Parece que ele consegue copiar os movimentos das pessoas. Por isso, vou mandar vocês que possuem poder, assim ele não conseguirá imitá-los!
Um mês depois:
P.O.V. Autora:
Victória e Sophie não ficaram muito tempo longe de Stephen, mas foi o suficiente para que sentissem saudade. O Mago lhes explicou que Stark decidiu montar uma equipe com as maiores mentes do mundo, onde tomariam decisões importantes para a humanidade, chamada Os Illuminati.
Até o momento, a equipe era composta apenas por Homem de Ferro, Pantera Negra, Doutor Estranho, Raio Negro (um novo inumano recrutado por Tremor para os Guerreiros Secretos) e Bruce Banner ainda estava decidindo se faria parte disso.
Victória havia acordado passando muito mal, sentindo enjoos e vomitando sem parar. Strange ficou preocupado, principalmente quando Wong disse:
— Eu avisei! – Stephen se lembrou da revelação que recebeu no dia de seu casamento.
A campainha toca e Sophie levita até a porta. Quando abre, vê Peter:
— Oi senhora Strange! Posso ver a Vick? – cumprimenta.
— Entre! – ela dá passagem. – Ela não está nada bem. Está em seu quarto, indisposta. – Triz o guia pelas escadas e ao chegarem à porta do quarto, Stephen parte para cima de Peter.
— SEU FILHO DA PUTA, VOCÊ ENGRAVIDOU MINHA FILHA! – O bom doutor grita, não sendo tão bom assim, levantando o garoto pelo pescoço.
— D-Doutor E-Estranho... N-Não sei do que está falando... – Parker gagueja e ao mesmo tempo tenta recuperar o fôlego.
— STEPHEN, PARA! – Sophie berra e coloca as mãos sobre os ombros do esposo, que coloca o jovem no chão. Em seguida, Strange ajeita a roupa.
— Obrigado Sophie! – o cabeça de teia agradece, mas é surpreendido pela garota que lhe agarra os ombros e o chacoalha.
— VOCÊS NÃO SABEM O QUE É CAMISINHA? NÃO SABEM O QUE É ANTICONCEPCIONAL? NÃO SABEM FAZER SEXO ANAL, NÃO? – ela esgoela-se.
— QUÊ? (N/A: peguei a mania da @KazWho) – todos perguntam em uníssono. Com essa gritaria, Victória e Wong decidiram ver o que estava acontecendo.
— Esqueçam a parte do sexo anal! – Sophie levanta as mãos. – Mas deveriam ter se prevenido! – aponta o dedo no rosto do jovem.
— Como podem ter tanta certeza que estou grávida? – a loira pergunta.
— Eu sei de tudo! – Wong diz. – Mas é bom irem ao médico para confirmar... – Strange concorda e coloca todos em seu carro para irem ao hospital.
Algumas horas depois:
Todos estavam sentados em umas cadeiras, esperando os resultados de Victória saírem. Peter balançava os pés em desespero, Victória brincava com os cabelos, Sophie batia as unhas na parede e Stephen andava de um lado para o outro. Apenas Wong estava calmo, pois já sabia o resultado.
— Senhorita Victória Gelardino Strange? – a enfermeira chama e a garota se coloca de pé, em sua frente. – Parabéns, o teste deu positivo! – ela responde com um sorriso, que se desfaz ao ver Stephen caminhando na direção de Peter.
— SEU. FILHO. DA... (N/A: Insira uma tela de “fora do ar” aqui)
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P.O.V. Wade Wilson:
— Então crianças, essa é a história da família de vocês! – concluo. – O que aprenderam com essa história? – interrogo, sentando de pernas cruzadas na frente dos pequeninos.
— Eu aprendi que não se deve fazer sexo sem camisinha! – Jimmy responde.
— E eu aprendi que o vovô Strange é muito bravo! – Sky fala.
— Eu entendi que sexo é muito ruim! – Rainbow explica.
— Boa, Rainbow... Continue pensando assim até você ter pelo menos uns... – faço as contas de cabeça. – Trinta anos! – as crianças gargalham. – Agora podem descer para brincar com seus amiguinhos, se quiserem! – assim que falo isso, os pirralhos saem correndo e gritando.
Resolvo descer também e vejo aquela casa mal-assombrada cheia, como nunca havia visto antes.
Os trigêmeos de Victória e Peter começam a correr atrás do pequeno Brian Hill Stark. Enquanto Robert Jonhson Murdock chora no colo de sua mãe, que reveza com o esposo.
— Você acertou que Victória engravidaria, mas não previu que viriam três de uma vez! – comento com Wong que servia uns salgados.
— Minhas previsões são sobre acontecimentos, não possuem data, nem quantidade... – o velho careca explica, enquanto como uns salgadinhos.
— ATENÇÃO GALERA! – Sophie, minha melhor amiga, continuava a mesma escandalosa, falante de sempre. – JESSICA E EU JÁ PREPARAMOS A MESA, ENTÃO VAMOS CANTAR PARABÉNS PARA A VICK! – grita, chamando a atenção de todos, para que vão até a cozinha.
Agora que minha noiva finalmente estava livre, resolvi agarrá-la pelas costas e dar alguns beijinhos. Depois, acompanhamos os Strange que estavam em volta da mesa. Mas uma ausência naquele lugar me incomoda.
— Jess, cadê o Peter? – interrogo.
— Está preparando uma surpresa! – responde sorridente.
— É 1, é 2, é 3 e... Parabéns pra você... – começamos a cantar em coro e ao final de tudo, Vick dá o primeiro pedaço de bolo a Peter, que surge do nada, pendurado no teto, acima da mesa dos doces.
Antes de ele comer seu bolo e distribuírem aos convidados, Tony puxa um coro de palmas e estralar de dedos para Sophie que começa a cantar:
“Estou pensando em como
As pessoas se apaixonam de maneiras misteriosas
Talvez apenas o toque de uma mão
Eu, me apaixono por você a cada dia
Eu só quero te dizer que eu estou”
(Ed Sheeran – Thinking Out Loud)
Ela canta num tom de voz baixo, permitindo que a voz de Parker se sobressaia.
— Victória, nós somos jovens, somos pais de três crianças lindas, somos super-heróis e por muito tempo tentei negar o que sentia por você. Mas agora que finalmente estamos juntos, temos uma família maravilhosa construída, diante do seu pai, de sua enteada e em memória de sua mãe, quero pedir licença para perguntar: Você aceita se casar comigo? – ele pergunta, ajoelhando-se e tirando um anel de noivado de ouro branco reluzente.
— Eu sempre quis isso! – ela exprime e o beija, enquanto todos gritamos, batemos palmas, assoviamos.
— MAMÃE, A GENTE TE AMA! – os trigêmeos gritam em uníssono e correm para abraçar os pais.
— Que cena mais bonita! – aplaudo, enquanto seco o suor hétero que me escorre dos olhos.
— Está chorando, Wade? – Jessica pergunta.
— Claro que não... Foi um cisco! – respondo e ela me abraça. – Eu te amo, minha aranha! – brinco e ela sorri.
— Também te amo, meu tagarela! – responde e damos um selinho.
Caminho em direção à mesa e fico no meio de Stephen e Victória.
— PESSOAL, QUERO PEDIR UMA COISA A VOCÊS! – todos me vaiam, reclamam para que eu saia de lá.
— Acho que não é uma boa hora, Wade! – Sophie comenta.
— NÃO, GALERA, É SÉRIO! VAMOS TERMINAR ESSA FANFIC DE UM JEITO BONITO! – falo alto e todos se silenciam prestando atenção. – Vamos fazer assim, todos os casais se beijam e quem não tiver namorada, como o Rhodes e o Scott, podem beijar entre si... – eles me olham com estranheza. – Ou vocês podem abraçar as crianças. O que acham?
Todos concordam, então Matt deixa Robert com Lang e oriento às crianças ficarem perto deles. Os casais se viram de frente um para o outro.
— Vamos lá caralho, no final da contagem regressiva! – digo, indo em direção à Jessica. – 3... 2... 1... BORA BEIJAR, PORRA! – No mesmo instante, noto todos os casais se beijando simultaneamente.
Um casal que me chama bastante atenção é Wanda e Visão... Como será que eles transam? Será que o pênis do Visão é um cabo USB?
Após longos minutos de beijo, o ar falta entre Jess e eu, então resolvo parar com a melação:
— Ei, galera, já chega, separem o beijo! – aviso e todos os casais separam. Exceto o senhor e a senhora Strange. – Eu disse para separar! – repito e eles não ligam. – EEEEEI! – eles continuam. – Ah quer saber? Autora, encerra logo essa porra dessa fanfic porque se não vai acabar rolando mais putaria aqui, vai! E você, leitor, imagina uma música romântica tocando de fundo, enquanto a câmera vai enquadrando e focando na Sophie com o Stephen... Vai... Isso... Muito bem... Acabou! Não, não, não... Espera aí! – chego meu rosto mais perto. – Fique sentado em sua cadeira... – cochicho. – Vai ter cena pós-créditos! Tchicá-tchicá!
Flutuo livremente com a força da mente
Pro encontro derradeiro com a paz
A história não dirá, mas prevalecerá
Das verdades, a minha versão
(...)
E o que fazer se a missão que o destino deu
É bem maior que eu?
Eu sinto que não sou capaz
Mas já não posso mais olhar pra trás
(Fresno — A Sinfonia De Tudo Que Há)
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