Notas iniciais
Vocês devem estar pensando: Ué, a autora deu o nome de usuário dela ao capítulo? Bem, para quem assiste Agents of SHIELD, essa é a história da agente May adaptada a minha fanfic. Para quem não assistiu, assista! Não sabe o que tá perdendo! Na capa, os agentes da SHIELD (AH VÁ!) que aparecem nesse capítulo.

— Ok, então é isso! Eu perco minha mãe, vou morar em um orfanato, sou convocada pela S.H.I.E.L.D. para trabalhar para vocês, me apaixono por um infiltrado da H.Y.D.R.A., fico seduzida e transo com meu próprio pai, descubro que tenho superpoderes, sou perseguida e estuprada pelo meu próprio namorado... Qual outra desgraça pode acontecer em minha vida? – pergunto deixando Coulson e Fury boquiabertos, enquanto Stephen abaixa a cabeça, envergonhado por eu ter revelado que fizemos sexo. – Vou procurar a May, ela precisa me contar mais detalhes sobre a morte de minha mãe... – falo e já saio andando apressada pelos corredores da S.H.I.E.L.D. deixando Coulson me chamando.

P.O.V. Stephen Strange:

Eu nunca gostei de Victória. Agora mais do que nunca, tenho a certeza de que quando eu olhava para ela, via o reflexo de Bianca… Ou melhor, Paola. Aquele dia em que transamos, ela disse que queria ser o que eu mais desejava, logo, pensei na única mulher por quem me apaixonei. É isso que os poderes dela fazem! Um tipo de telepatia que transmite o que ela sente e ainda te faz obedecê-la... Por este motivo, a H.Y.D.R.A. estava tão interessada nela. Todavia, isso não muda o fato de que nós fizemos sexo, sendo que eu sou pai dela, de qualquer forma, tivemos uma relação incestuosa.

— Doutor Estranho... – Fury me chama, tirando-me dos meus devaneios. – Sei que tudo isso é um choque para você. Se quiser, podemos pedir um exame de DNA, mas de acordo com nossas provas...

— Eu sou o pai! – completo. – Acho que no fundo eu sempre soube... – murmuro. – Sempre senti que Victória e eu tínhamos uma conexão, só que nos conectamos de outra forma. Agora eu entendo porque desde a primeira vez em que a vi, fiquei encantado com sua semelhança à Bianca. Digo, Paola! – corrijo.

— Deve estar sendo difícil para ela ter que aceitar que você é o pai, já que a mesma acabou de revelar que se sentiu atraída por você... – Coulson tenta me consolar.

— Ela achou que estava atraída por mim... – explico. – Na verdade, as nossas mágicas se atraem! É por isso que os poderes dela se manifestaram depois que me conheceu. Foi de mim que ela os herdou! Quando nos conhecemos, nossos poderes se agregaram, isso fez com que nos atraíssemos. Eu me atraí por me apegar à imagem de Paola projetada nela. Ela se atraiu por algo em mim, que na verdade eram nossas misticidades! – expliquei e Fury gravou tudo o que falei. Disse que era para ajudar Victória nos treinamentos. Depois, ambos voltaram a tentar me consolar.

P.O.V. Victória Gelardino:

Fui até a sala de treinamentos, onde May conversava com Bobbi, Fitz, Simmons e Daisy. Interrompi a conversa indo chamá-la diretamente. No começo, a chinesa tentou se esquivar, mas persuadi, até que saímos da sala, deixando os outros curiosos.

Fomos até o café da base, pedi a ela que me contasse sobre minha mãe. Foi a primeira vez em que vi essa mulher expressar alguma reação em seu rosto. Seus olhos marejaram e sua face se entristeceu, contando-me sobre algumas missões, até mesmo algumas vezes em que ela e minha mãe saíram juntas. Disse-me que eram melhores amigas! Depois, fui direto ao assunto, pedi que me contasse sobre o dia da morte. Basicamente ela repetiu a mesma história do Fury. Só acrescentou dizendo que tentou dar um sinal para minha mãe de que era uma armadilha, mas a mesma não percebeu. Disse também que tentou lutar contra os capangas que levaram sua equipe para a tal câmara, mas eram muitos e conseguiram detê-la.

— Eu ouvi os gritos deles quando foram eletrocutados! – Melinda tinha uma expressão agoniada. – Sua mãe, ficou próxima de uma janela, eu a vi fritar! – mordeu os lábios a fim de segurar uma lágrima persistente que acabou rolando pelo seu rosto. – Depois, tirei forças de dentro de mim e jurei que mataria cada um, agente por agente da H.Y.D.R.A. para me vingar... Só que eu queria mesmo o Caveira Vermelha, esse eu não consegui alcançar. Fugiu em um helicóptero, então só restei eu, contra vinte e oito agentes da H.Y.D.R.A.!

— Não eram trinta? – perguntei.

— À essa altura eu já tinha matado dois! – deu de ombros. – Chutei a cabeça de um agente que carregava uma bazuca. Tomei a arma dele, comecei a atirar nos outros. Até a hora em que a munição acabou e ainda restavam vinte e dois agentes. Então, comecei a lutar com todas as forças de meu corpo. Alguns tentavam atirar em mim, mas eu tomava as armas de sua mão e lhes dava coronhadas na cabeça até que os visse morrer. Assim foi minha luta, até que restou apenas um homem em pé. Ele me implorou para que eu tivesse misericórdia. Chorou, ajoelhado aos meus pés. Aproximei-me dele, lhe dei um soco que fez seu nariz sangrar. Depois, pisei em seu peito, até que ouvisse seu tórax quebrar. Minha vingança estava concluída! Voltei à S.H.I.E.L.D. e fiquei afastada, na parte burocrática por um bom tempo. Disseram que o meu psicológico devia estar abalado depois da chacina que eu cometi... Mas quer saber a verdade? Eu não me arrependo nenhum pouco! – sorriu de forma assustadora. – Aí, a S.H.I.E.L.D. fez exames psicológicos comigo que deram como normais, então eles me chamaram para a equipe do Coulson. Só que só me chamaram por causa dessa guerra de inumanos que a H.Y.D.R.A. está tramando! O Fury sabe, que eu, mais do que ninguém, daria minha vida para acabar com a organização. Principalmente com o Caveira Vermelha!

— Então entra na fila! – debocho e rimos.

— A S.H.I.E.L.D. pode não ter aprovado o que eu fiz. Mas eu tenho orgulho disso! É por isso que me chamam de A Cavalaria! – ela dá um sorriso orgulhoso.

— Vai, Fitz, pode me passar os 100 dólares! – ouvimos vozes atrás de nós e vemos Fitz, Simmons, Daisy e Bobbi com cara de “IH, FODEU!”

— Vocês estavam ouvindo nossa conversa? – May pergunta, levantando-se furiosa.

Os três agentes mais jovens se recuam atrás da loira.

— É que... Bem... Nós... Ficamos curiosos! – ela gagueja.

— Harpia, você fez uma aposta com as crianças para descobrir por que sou chamada de A Cavalaria? – a chinesa pergunta.

— Desculpe May... Eu já tinha ouvido boatos, então, eu apostei 100 dólares com o Fitz e a Simmons... E bem... Eu ganhei! – explicou-se dando um sorriso amarelo no final.

— Não só você, né miga, eu também! – Daisy fala saindo de trás da loira. – Anda Fitz, quero meus 100 dólares! – ela estende a mão para o garoto que engole a seco.

May me encara, enquanto ainda estou sentada na mesa, me divertindo com a situação:

— Por que você quer saber de tudo isso? – questiona.

— Preciso falar com vocês em particular... Confio em vocês, afinal, somos uma equipe! – afirmo sorrindo para eles e os levo até a sala de treinamento, onde há pouco fui chamar a May.

Conto para eles que descobri sobre Doutor Estranho ser meu pai, falo sobre nossa relação incestuosa e causo uma discussão de teorias entre Fitz e Simmons.

Ela defende que eu não tive culpa de me sentir atraída pelo meu próprio pai, afinal, eu não sabia e ainda avalia dados estatísticos que comprovam que qualquer mulher o acharia atraente. Ele defende a hipótese de termos nos conectado através dos meus poderes, que provavelmente foram herdados do mesmo.

Enquanto os dois discutiam, Fury, Coulson e Strange adentram à sala. Ou eles ouviram a conversa, ou Stephen usou sua telepatia para saber do que falávamos. Logo, esclareceu que ambas as teorias estavam corretas e os cientistas fizeram um “high five”.

— Agente Gelardino, — Fury me puxa para fora da rodinha de conversa que se formou. – Coulson levará o Doutor Estranho e você de volta à base dos Vingadores. Eles precisam saber o que está acontecendo e...

— O que? – pergunto, interrompendo-o. – Para que? Eles não precisam saber que meu pai e eu somos incestos! – falo revoltada.

— Desculpe, mas será necessário que ele explique por qual motivo está saindo dos Vingadores! – Fury exclama um tanto irritado.

— Ele o quê? – questiono mais confusa ainda.