Notas iniciais
Gente, eu fiquei muito tempo sem postar novos capitulos por causa da semana de recu na minha escola - não, eu não fiquei de recuperação em português. Por favor, eu espero que me perdoem e não tenham abandonado a fic. Eu teria postado esse capitulo ontem (22/09/2015), porém não conseguir finaliza-lo. Me perdoem e espero que gostem desse capítulo. Bjs ♥

Acordei com alguém me chacoalhando.

Apertei mais os olhos e abracei forte meu travesseiro, resmungando algo que nem eu mesma entendi.

–Vamos, guria! Temos só mais dez minutos!

Virei-me na cama e abri os olhos. Stephy estava ajoelhada ao meu lado, de braços cruzados. Ela usava jeans e a camiseta roxa do acampamento. O cabelo estava puxado para trás por uma tiara da mesma cor que a camiseta.

–Dez minutos para que? – perguntei grogue. Cobri a boca com a mão enquanto dava um bocejo daqueles.

–Café da manhã. – Stephy levantou-se e colocou alguma coisa em cima da cama. Era a minha mochila – Isaac trouxe isso há uma meia hora.

–Como você sabia que era ele? – sentei-me e abri a mochila.

–Ele me ligou antes de vocês chegarem no acampamento. Disse que você era bem importante. Vou estar esperando lá fora, venha logo.

–Tem banheiros aqui? – levantei da cama abraçando uma muda de roupas minhas.

Stephy apontou para um canto vazio do quarto. Passei por entre os beliches e entrei em um banheiro simples. Tomei uma ducha fria o mais rápido que consegui, vesti-me e sai com os cabelos ainda molhados. Stephy estava me esperando na varanda do alojamento, e assim que sai ela pegou meu braço e correu em direção ao refeitório, me arrastando com ela. Ela sentou-se em um pufe da primeira mesa que viu, forçando-me ao seu lado. Quase imediatamente uma tigelinha de cerâmica com minhas frutas favoritas voou sobre a mesa, parando na minha frente.

–Bem legal, né? – disse Stephy cortando um pedaço de salsicha.

–Já tinha ouvido falar do serviço daqui, mas não tinha ideia de que era desse jeito – peguei um mirtilo e coloquei na boca. Era sem dúvida muito mais doce do que aqueles que minha mãe comprava em Nova Iorque. Ao lembrar de minha mãe a frutinha não pareceu mais assim tão boa.

–O que foi? – Stephy parecia preocupada. Ela baixou a voz – Você está chorando?

Fiz que não com a cabeça e enxuguei a lágrima que descia pela minha bochecha. Afastei a tigela de cerâmica e afundei no pufe, apoiando os cotovelos na mesa longa.

Nesse momento a estrutura de mármore do refeitório sacudiu, como em um terremoto leve. O copo ao lado do prato de Stephy tombou derramando suco de laranja pela mesa. As garotas ali perto levantaram-se reclamando das camisas molhadas.

–O que aconteceu? – perguntei me segurando a mesa caso aquilo acontecesse de novo.

–Isaac – Stephy me lançou um único olhar e se levantou comigo em seu encalço. Saímos do refeitório correndo em direção à pequena cidade.

Corríamos pela via praetoria– a estrada que levava à Nova Roma — nos apoiando uma na outra ocasionalmente quando o chão tremia.

–O que Isaac tem a ver com isso? – perguntei ofegante quase tropeçando em uma pedrinha solta.

–Netuno é tanto deus dos mares quanto dos terremotos, certo? – Stephy me puxou para que eu não esbarrasse em um fauno – Bem, agora pense em um filho de Netuno muito, mas muito irritado mesmo!

Meu rosto esquentou com a ideia de Isaac poder levar um acampamento romano inteiro a baixo. E eu não duvidava nada de que ele pudesse. Corri mais rápido deixando Stephy para trás e cheguei perto da cidade assustando um garotinho que perseguia um gato gordo e laranja. Antes que pudesse entrar em Nova Roma bati a cara em algo duro que aparecera na minha frente do nada.

Cai sentada no chão e cobri o nariz com as mãos em concha. Senti mãos me segurando por baixo dos braços e me levantando. Pus-me de pé cambaleante e olhei para cima ainda cobrindo o nariz que começava a inchar.

Parado diante de mim havia uma estátua de mármore... ou melhor, um homem de mármore. E bem carrancudo. Estava nu da cintura para cima e a parte de baixo era apenas um pedestal polido. Os braços terminavam um pouco antes dos ombros e os cabelos de pedra eram encaracolados.

–Como ousa... – começou ele e aposto que se pudesse estaria cuspindo enquanto falava.

–Ela não teve culpa, – Stephy apertou meus braços antes que eu pudesse dizer umas boas verdades – nunca veio aqui antes.

–Muito obrigado, Stephanie. – disse a estátua olhando feio para mim – Mas eu quero que essa perturbadora da paz responda!

–Perturbadora da paz? – avancei um passo ignorando o aperto nos meus braços – Olha aqui, seu...

–Daya! – olhei por sobre os ombros da estátua e vi Sirena correndo em nossa direção. Ela parecia extremamente preocupada e seu cabelo estava mais curto. Antes chegava ao joelho, mas agora não passava da metade das costas.

–O que aconteceu com seu cabelo? – perguntei me livrando de Stephy.

Sirena ergueu a mão impaciente.

–Sem comentários, ok? – ela fuzilou a estátua com os olhos – Vem logo, estamos com problemas!

Passei pela estátua que disse uma série de xingamentos bem ruinzinhos e eu e Stephy seguimos Sirena pelas ruas até uma área fechado e retangular. Só podia ser o Senado, então entramos.

O interior do senado parecia uma sala de aula do colegial. Havia um semicírculo de assentos enfileirados diante de um trono com um pódio e mais duas cadeiras. As cadeiras estavam vazias. Os assentos estavam lotados de pessoas e fantasmas roxos translúcidos, a maioria berrando e agitando os punhos no ar enquanto o resto permanecia quieto e parecia fazer anotações. Olhei a volta e encontrei Isaac a um canto conversando com Peggy. Ele estava sem dúvida com raiva, o rosto começando a corar. O garoto estendeu o braço e fez um movimento indicando todos no recinto e Peggy apenas deu de ombros. Isaac passou a mão pelos cabelos e bufou exasperado. Ele olhou para a entrada do Senado e seus olhos brilharam ao encontrarem os meus e ele fez um gesto para que eu me aproximasse. Mordi o lábio inferior enquanto meu coração dava um pulo. Fui em direção ao pódio e as pessoas por quem eu passava paravam de conversar e cochichavam, mas o barulho ainda era tanto que eu não podia ouvir nada do que diziam.

Parei ao lado de Isaac e comecei a brincar com uma mecha de cabelo, quando ele me puxou e me colocou entre ele e Peggy. A garota me olhou como se fosse voar no meu pescoço.

–Silêncio! – gritou ela e as pessoas nos assentos calaram a boca e se sentaram.

–O que está acontecendo? – perguntei baixinho quando Isaac me empurrou de leve para o lado de Peggy.

–Fica calma. – ele murmurou no meu ouvido me causando arrepios – Não é de você que eles estão com raiva.

–Como todos aqui sabem, — começou Peggy – nossos exilados voltaram dizendo ter uma boa razão para isso.- o chão tremeu um pouco, mas a garota continuou — Eles disseram que tem uma arma mais poderosa do que...

–Não foi isso que dissemos – resmungou Isaac.

–Desculpe, mas você não foi aclamado a falar ainda.

Ele ergueu uma sobrancelha.

–E você ainda se pergunta por que terminei com você?

Algumas pessoas riram e deram assovios baixinhos enquanto o rosto de Peggy ficava vermelho. No entanto eu mantive-me séria. Não gostava nem um pouco de saber que os dois já tinham namorado.

–Eu disse silêncio! – a voz da garota saiu trêmula.

–Pensando bem, seria uma boa ideia se você tambem ficasse em silêncio, não acha? – disse Isaac sério e se virou para as pessoas que observavam atentamente a briga – Sinceramente, vocês acham mesmo que eu voltaria se não tivesse um motivo? Se não fosse por ela – ele meneou a cabeça para mim – eu nunca mais colocaria os pés nesse lugar, nem que isso valesse minha vida. Mas essa garota precisa da nossa ajuda, ela está correndo perigo, nós estamos!

Um garoto entre a multidão ergueu a mão tremendo.

–O que você quer dizer com nós?

–Licáon tem alguma coisa a ver com isso. — Isaac apoiou-se num pilar – Algum cara tinha um medalhão que continha o mesmo fogo que Dayannya produz, e acho que Licáon o roubou.

Outro garoto se pronunciou:

–Mas que medalhão é esse?

–É por isso mesmo que estamos aqui. Não achamos nada nos registros do Reformatório, pensamos que vocês poderiam ter alguma coisa.

–Talvez tenhamos. – disse uma menina que corava – Pode ser um objeto que nunca foi importante para que aprendêssemos sobre ele.

Justo quando estava tudo correndo bem, Peggy tinha que abrir a boca:

–Você acreditam mesmo nesse traidor? – ela deu um passo para fora do pódio – Caso não se lembram, foi ele que começou com a nossa desgraça. E além do mais, ele não tem nem uma prova sobre os poderes dessa garota.

Quase metade do Senado concordou, enquanto o resto olhou para nós com pena.

–E o que você pode dizer quanto a isso? – gritou Sirena acima dos murmúrios – Nem filha de um deus você é e também não tem o direito de dar as ordens. Além do mais nunca fez nada de importante, diferente de Isaac. Tudo bem, as coisas deram errado uma vez, mas isso foi há quatro anos! E no pouco tempo que ele esteve aqui fez muito mais do que você sua vida toda.

A parte da assembleia que olhara para nós com pena gritou em aprovação.

–Você consegue, não é? – gritou um garoto para mim.

Assenti, mas não tive a chance de dizer nada.

–Então vai lá. – Peggy estava mais vermelha que nunca – Prove que consegue.

As palavras não saiam da minha boca. Todo o senado estava em silêncio me olhando com expectativa. Ergui a cabeça e, desesperada, encontrei os olhos de Isaac.

–Não é porque você diz, que algo vai acontecer apenas para satisfazer sua vontade – Isaac fuzilou Peggy com o olhar – Ela ainda não controla isso, aconteceu só duas vezes.

–Vocês tem três dias. Até lá se nada acontecer, considerarei mentira de vocês e serão jogados no Tibre. – Peggy cutucou o peito de Isaac – Sei que pode sobreviver a água, mas e quanto aos cães?

Ela se virou e saiu do Senado, com todas as outras pessoas em seu encalço, sobrando apenas eu, Isaac, Stephy e Sirena.

–Ela não pode fazer isso, pode? – murmurei com as mãos nos bolsos da calça.

O garoto apenas assentiu calmamente e saiu do recinto. Troquei um olhar com Sirena e Stephy e elas me disseram para tentar falar com ele.

Sai do Senado e corri atrás do garoto, que ia em direção à um coliseu reconstruído e pouco menor que o original.

–Isaac! – chamei e ele me ignorou completamente.

Passamos pela entrada no coliseu e nos encontramos em um campo de areia vazio exceto por alguns bonecos em tamanho real feitos de trapos com alguns galhos secos sando pelas costuras. Sem aviso, Isaac deu um chute giratório em um boneco, tão rápido que mal pude acompanhar o movimento, e arrancou a cabeça dele. Prendi a respiração enquanto via a cabeça voar até atingir as arquibancadas.

O garoto passou as mãos pelo rosto e fechou os olhos, dando alguns passos para trás.

–Isaac... – falei suavemente me aproximando dele.

–Eu já esperava que fosse ruim, mas isso... – ele suspirou e abriu os olhos.

–Não foi tão mal assim. – eu não acreditava em minhas próprias palavras, como ele acreditaria? Desisti de tentar conforta-lo e encarei o boneco decapitado – Belo chute.

–Meu plano era arranca-lo inteiro do chão. Preciso treinar mais.

Aquele comentário me fez rir um pouco.

–Sabe, quando minha amiga está deprimida, a gente se entope de sorvete de chocolate.

–Primeiro: eu não sou sua amiga. – ele sorriu – Segundo: eu prefiro café.

–Você é esquisito. Quem prefere café a sorvete de chocolate?

Ele fingiu pensar profundamente no assunto.

–Ahn... eu?

Dei um soquinho de brincadeira em seu braço de sai do coliseu.

–Só tem uma coisa: – falei me virando para ele — eu não sei onde fica a cafeteria.

O sorriso dele se abriu ainda mais.

–Sorte sua que ainda me lembro. Senão você ficaria me devendo.

–Eu também não tenho grana.

–Que tipo de pessoa – Isaac parecia estar indignado, mas eu sabia que era só brincadeira – chama alguém para tomar café e não paga?

–Ahn... eu?

Ele passou por mim sem dizer nada e caminhou até o centro de nova Roma, onde o movimento era muito maior. Nos esprememos por entre as pessoas e paramos em frente a uma barraquinha de café onde um senhor limpava o balcão.

–Isso não é uma cafeteria – murmurei enquanto Isaac pedia dois copos de café com creme.

–É o melhor que temos – ele respondeu depois de pagar. Nos sentamos a uma mesa em frente a barraquinha. O guarda-sol roxo da mesa bloqueava os raios que começavam a ferir meus olhos.

–Eu não queria tocar no assunto, — falei tirando a tampa de proteção do copo – mas o que você fez de tão ruim?

Ele girou o seu copo entre as mãos e abriu os lábios algumas vezes, hesitando, antes de responder.

–Você sentiu os minis terremotos hoje mais cedo?

Assenti bebericando o café.

–Há quatro anos depois de um jogo de guerra, minha coorte venceu. E a mesma coisa dos terremotos aconteceu, mas um pouco pior.

Quase cuspi o café.

–Como assim?

Ele respirou fundo.

–Estávamos comemorando a vitória quando um garoto colocou uma faca nas minhas costelas. Acho que ele queria acertar a espinha, mas por sorte estava escuro. Foi instintivo, na verdade eu não sei porque aconteceu, mas houve um terremoto de magnitude 7.9. Praticamente devastou o acampamento.

Meus olhos se arregalaram.

–Mas não foi culpa sua!

–Em parte foi sim.

–Tá, mas... – minha voz falhou. Eu não conseguia acreditar naquilo, não importasse o quanto confiasse em Isaac – Alguém se machucou?

Ele fez que não com a cabeça. Obviamente não queria falar sobre aquilo.

Afundei na cadeira e tentei imaginar um menino de treze anos causando um terremoto tão grande, e depois sendo julgado por algo que não foi sua culpa. No momento eu queria ir atrás da pretora e chutar a bunda de armadura dela, por tanta...

–Injustiça... – murmurei depois de terminar o restinho do café.

–Ninguém nunca disse que a vida tem de ser justa. – respondeu Isaac com um tom quase imperceptível de melancolia, que fora encobrida com amargura. Ele tampou o capo vazio dele e jogou em uma lixeira próxima – Agora que você sabe todos os detalhes importantes da minha vida, está na hora de saber os seus.

–Minha vida não é importante. – entreguei meu copo a Isaac, para que ele o jogasse no lixo.

–Duvido muito, — ele se debruçou na mesa – tipo, os sonhos que você nos contou. Muitas vezes eles envolviam Ártemis. Vocês se conhecem há muito tempo, não é?

Assenti devagar.

–Ela cuidou de mim por um tempo depois de eu nascer. Mas mesmo depois de me devolver a minha mãe ela continuou a me visitar.

–Você já pensou em se juntar a caçada? – a pergunta pareceu um pouco urgente, mas ignorei aquilo.

–Às vezes. – lembrei-me de um garoto que eu gostava na 2ª série, e que consequentemente me rejeitou – Por causa do Noah.

–Noah? – Isaac franziu a testa e o canto dos seus lábios subiu um pouco.

Fingi-me olhar sonhadoramente para o guarda-sol.

–Ele era bonitinho. Só que comia cola. Eu realmente não sei o que vi naquele cara.

Nossos olhares se encontraram e após um momento estávamos rindo de verdade. Durante a risada eu engasguei, fazendo algumas lágrimas rolarem. Isaac cobriu a boca com a mão e tentou se manter sério, enquanto eu respirava fundo e minha garganta doía.

–Não teve graça! – resmunguei apertando os olhos.

–Não. Teve muita graça.

Enxuguei as lágrimas e abri os olhos.

–Não vamos comentar isso com ninguém.

Ele baixou a mão e sorriu. Porém logo em seguida o sorriso suavizou aos poucos até ele estar me olhando nos olhos, com uma expressão que eu só vira uma vez até aquele dia.

–O que foi? – meus pés estavam inquietos e minhas mãos coçavam para mexer em meu cabelo.

Isaac deu de ombros.

–Nada.

–Fala. Tem alguma coisa no meu rosto?

Ele sorriu um pouco.

–Não. É que... deixa pra lá.

Antes que eu pudesse responder ou fazer qualquer coisa, ouvi alguém me chamando em meio as pessoas que passeavam por alí. Ergui a cabeça procurando quem fora e encontrei alguém que eu reconheceria em meio a tantos outros garotos. Callum.

Ergui da cadeira quase a derrubando e corri até ele. Callum me tomou nos braços me apertando tanto que fez-me engasgar novamente.

–Por Zeus, eu estava tão me preocupado! – ele me apertou mais.

–Não consigo... respirar. – falei quase sem voz. Callum se afastou relutante e me segurou pelos ombros, com o rosto radiante. Ia dizer que estava feliz por vê-lo ali, quando ele foi empurrado para o lado e Sierra tomou seu lugar. Ela deu um único gritinho e me abraçou tão forte – talvez até mais – quanto Callum.

–Se você sumir de novo, vou roubar seu pôster daquele ator lindo.

–Valeu por me tranquilizar – desvencilhei-me gentilmente de seus braços – Nunca mais vou ser atacada propositalmente por um manticore.

–Bom mesmo. – depois de um segundo ela parecia ter visto um fantasma – Manticore?!

–Longa história. – olhei para Callum, que sorria feito louco – Você não me disse que ela viria.

–Não queria que eu viesse? – Sierra agora parecia ter visto uma casa inteira cheia de fantasmas.

–Não é isso. É que eu não pude me preparar.

Repentinamente me lembrei de Isaac. Olhei para trás esperando vê-lo e talvez até chama-lo para conhecer Sierra e Callum, mas ele já tinha ido embora. Foi como se tivessem espetado meu coração com uma agulha e toda a alegria vazasse.

–Você tem que esclarecer muitas coisas. – Callum pegou meu braço e ele e Sierra me puxaram em meio as pessoas pela via praetoria.

Olhei novamente por cima do meu ombro, mas toda a esperança de ver Isaac de novo naquele dia desapareceu.