Filha da guerra
45 43. Irmãs • Jacob Black
22 de abril de 2001 — 11:00 AM
Seattle — Mansão Black — Sala de Reuniões
O cheiro pesado de charuto e café forte impregnava o ar da sala de reuniões. Debruçado sobre a mesa de carvalho, eu encarava o mapa de Seattle, mas a minha cabeça estava dois andares acima, cravada no perigo que eu tinha trazido para debaixo do meu próprio teto.
Ao meu redor, a cúpula do clã estava reunida: Sam, Solomon, Rebecca e Emily.
— A transferência da carga do porto de Forks tá concluída, Jacob — informou Solomon, ajustando os papéis sobre a madeira. — Mas os Volturi ainda têm batedores rondando a divisa. A tensão tá no limite.
— Não é a divisa que tá me preocupando agora — interrompeu Rebecca, cruzando os braços e me encarando com uma frieza cortante. — É a cobra que você deixou entrar na nossa casa. A garota Swan tá há dois dias aqui e já tá agindo como se fosse da família. Ela não sai de perto da Renesmee.
Soltei um suspiro pesado, passando a mão pelo rosto. O pior de tudo era saber que Rebecca tinha razão, mas por motivos muito mais profundos e dolorosos do que ela imaginava.
Nestes últimos dois dias, vi Bella agir com uma precisão cirúrgica. Como boa manipuladora que sempre foi, ela notou exatamente o que faltava a Nessie. A gravidez de seis meses dos gêmeos tinha deixado minha mulher mais sensível, carente e emotiva. Embora os Cullen ainda estivessem vivos, eles mantinham uma distância fria e prudente, sem fazer qualquer esforço real para se aproximar ou dar o suporte que uma mãe jovem precisava.
Nessie estava sozinha. E Bella, percebendo que agora também não tinha ninguém no mundo após a morte de Charlie, usou essa brecha. Ela se aproximou fingindo buscar consolo e oferecendo a única coisa que Nessie desesperadamente desejava: a ilusão de um laço familiar real, de uma irmã que finalmente parecia se importar com a sua existência.
— A Bella é uma cobra, Jake — reforçou ela, com o tom azedo de sempre. — E a sua esposa é ingênua demais para ver que tá sendo usada.
A minha paciência, que já estava por um fio, arrebentou de vez. Ergui o corpo num tranco, espalmando as duas mãos na mesa e encarando Rebecca e Emily com o olhar queimando em fúria.
— E de quem é a culpa de a Nessie estar tão vulnerável assim, caralho? — rosnei, a voz ressoando forte pelas paredes da sala.
Rebecca travou, surpresa com o meu tom, enquanto Emily abaixava os olhos.
— Vocês duas estão me ouvindo bem? — continuei, apontando o dedo na direção de Rebecca. — A culpa dessa situação também é de vocês! Desde o dia em que a Renesmee pisou nesta mansão de volta, você e a Rachel não fizeram nada além de virar a cara, soltar piadas tortas e tratar a minha mulher como uma estranha. Vocês nunca facilitaram as coisas para ela. Nunca deram um pingo de acolhimento!
— Jacob, nós só estávamos protegendo nossa família — tentou intervir Emily, com a voz mansa
— Protegendo o cacete! — interrompi, impassível. — Vocês isolaram a Nessie. Deixaram a garota num vazio enorme dentro da minha própria casa. Agora não me venham reclamar que ela se agarrou à única pessoa de sangue que estendeu a mão para ela, mesmo que seja a porra da Bella. Vocês abriram a porta para essa manipulação acontecer.
O silêncio caiu como uma rocha sobre a sala. Sam e Solomon se mantiveram calados, sabendo que eu estava coberto de razão. Rebecca trincou os dentes, a cara queimando de vergonha e raiva, mas sem coragem de devolver uma só palavra diante da verdade escancarada.
— A Bella vai embora assim que o casamento com o Cullen estiver selado — decretei, a aura de Don pesando no ar. — Mas até lá, se eu ver mais um olhar de desdém de vocês para a minha esposa, a conta vai ser cobrada diretamente de mim. Estamos conversados?
A porta da sala de reuniões se abriu com um baque firme, interrompendo o silêncio pesado que eu tinha acabado de impor.
Rachel e Claire entraram na sala, seguidas de perto por Paul e Quil. Os dois traziam as feições serenas de quem cumpriu uma ronda sem sobressaltos, mas era o olhar direto de Claire que anunciava que ela não estava ali a passeio.
— O que foi agora? — perguntei, ajeitando a postura na cabeceira da mesa sem aliviar a rigidez no rosto.
— Notícias da fronteira norte, Jacob — disse Paul, encostando-se no batente da porta e cruzando os braços musculosos. — O comboio dos Cullen cruzou a linha da cidade há menos de vinte minutos.
— O Edward está de volta a Seattle — completou Claire, olhando diretamente para mim. — Exatamente como prometeu. Ele já se instalou na propriedade da família no distrito financeiro e aguarda o seu sinal para selar o acordo.
A informação caiu como uma gota de água fria em meio à fervura do meu peito. Soltei um suspiro longo, sentindo uma fração da tensão muscular ceder. A presença de Edward Cullen em solo de Seattle significava que o casamento com Bella finalmente poderia sair do papel sem mais delongas, arrancando-a da minha casa e cortando a teia de manipulação que ela começara a tecer ao redor da Nessie.
— Finalmente uma boa notícia — comentou Quil, tirando o chapéu e jogando-o sobre o aparador de madeira. — Quanto mais rápido o Cullen assumir o compromisso com a garota Swan, mais rápido consolidamos seu poder em Seattle, e colocamos a mão em Aro Volturi.
Rachel caminhou até o lado de Rebecca, varrendo a sala com o seu olhar habitual de desconfiança, até travar os olhos em mim.
— E você acha mesmo que a Bella vai aceitar isso sem dar trabalho, Jacob? — provocou Rachel, erguendo uma sobrancelha. — Ela acabou de perder o Charlie e com a sua esposa na palma da mão.
— A Bella não tem querer nesta conversa, Rachel — respondi, o tom caindo para uma frieza cortante que fez até mesmo Paul se empertigar. — Ela é herdeira de um território quebrado. Amanhã mesmo eu coloco o Edward e ela na mesma sala.
— E a Renesmee? — perguntou Emily, a voz baixa, buscando o meu olhar com genuína preocupação. — Como você vai explicar para ela que a irmã tá sendo enviada para um casamento de conveniência tão rápido?
— A Nessie vai entender que é para a própria segurança da Bella — declarei, olhando nos olhos de cada um dos presentes naquela mesa.
— 12:30 PM
Deixei a sala de reuniões para trás com a mente ainda fervilhando, mas o peso nas minhas costas pareceu aliviar no instante em que girei a maçaneta do nosso quarto. O silêncio acolhedor do ambiente era quebrado apenas pelo som suave da água caindo no banheiro privativo.
Tranquei a porta atrás de mim, tirei a jaqueta pesada de couro e desabotoei os botões da camisa social. Caminhei a passos lentos até a porta de vidro fosco do banheiro, que já estava entreaberta, deixando escapar um vapor quente e cheiroso de essência de baunilha e lavanda.
Renesmee estava sob o jorro forte do chuveiro. A luz fraca desenhava as curvas do seu corpo banhado pela água: os cabelos longos e úmidos colados à pele e a curva linda, pronunciada e perfeita do seu ventre de seis meses, onde nossos gêmeos descansavam.
Tirei o restante das minhas roupas ali mesmo, deixando o tecido cair no chão, e dei um passo para dentro do box espaçoso.
O calor da água me atingiu primeiro, mas foi a visão do corpo da minha mulher que fez meu peito arfar. Aproximei-me por trás sem fazer barulho, envolvendo a cintura dela com meus braços largos. Colei meu peitoral quente e úmido contra as costas dela num abraço firme e devoto.
Nessie soltou um pequeno suspiro de surpresa, mas relaxou imediatamente ao sentir o meu cheiro e o toque familiar do meu corpo. Ela encostou a cabeça no meu ombro, deixando a água lavar nossos rostos enquanto minhas mãos desciam lentamente para a sua barriga arredondada.
— Você demorou lá embaixo... — murmurou ela, a voz manhosa e abafada pelo ruído do chuveiro, os dedos dela entrelaçando-se nos meus sobre o ventre.
— A reunião demorou mais do que devia — sussurrei contra a curva macia da sua nuca, roçando os lábios ali antes de depositar um beijo lento e profundo na sua pele quente. — Eu precisava sair de lá e vir buscar a única coisa que me mantém são neste lugar.
Senti o arrepio percorrer o corpo dela. Suavemente, girei o corpo de Nessie até colocá-la de frente para mim. Seus olhos castanhos brilharam sob as gotículas de água.
Espalmei as duas mãos com cuidado nas laterais da sua barriga de seis meses, sentindo a firmeza daquela gestação avançada. Baixei o olhar para a curva perfeita do seu ventre e, em seguida, encarei os olhos dela com uma fascinação quase religiosa.
— Você tá a coisa mais linda do mundo assim, sabia? — murmurei, a voz grave e embargada por uma admiração genuína. — Me deixa completamente louco por você, Nessie.
Um sorriso tímido e iluminado surgiu nos lábios dela, enquanto a cor subia para as suas bochechas.
Ajoelhei-me devagar sob a água morna, ficando exatamente na altura do seu ventre. Acariciei a pele quente da barriga dela com as duas mãos, colando meus lábios ali num beijo demorado e apaixonado, sentindo o calor denso daquela curva abençoada.
— Olha como você tá gostosa, meu amor... — sussurrei contra a pele da barriga dela, subindo uma Trilha de beijos úmidos até o seu umbigo, arrancando de Nessie uma respiração curta e entrecortada.
Ergui-me devagar, sustentando o olhar maduro e queimando em tesão que se acendeu entre nós. Segurei o rosto dela com uma das mãos, puxando-a para um beijo denso, quente e faminto. Nossas línguas se encontraram num ritmo envolvente e arrastado que fez o peito de ambos arfar.
A virei de costas devagar, com todo o cuidado para não tensionar o seu corpo. Renesmee espalmou as mãos nos azulejos do banheiro, buscando apoio, enquanto a água morna escorria pelas suas costas e contornava a curva saliente e linda do seu ventre de seis meses.
Afastei as pernas dela com delicadeza, segurando firme na sua cintura para ajudá-la a manter o equilíbrio perfeito. Minha mão grande espalhou-se pela lateral do seu quadril, sentindo a pele quente e úmida sob meus dedos. Me inclinei por trás, colando meu peitoral contra as costas dela, sentindo a respiração de Nessie falhar no mesmo segundo.
— Tá confortável, meu amor? — sussurrei junto à orelha dela, roçando meus lábios na sua pele macia antes de descer uma Trilha de beijos molhados até a curva do seu ombro.
— Tá... tá perfeito, Jacob — a voz dela saiu num fio de ar, rasgada pelo desejo que já nos consumia por completo.
Acomodei seu corpo com total suporte, garantindo que o peso da barriga estivesse completamente protegido e livre de qualquer pressão. Me alinhei a ela por trás e me encaixei devagar, numa estocada lenta, profunda e contínua.
Nessie soltou um gemido agudo e dengoso que ecoou pelo banheiro vaporoso, cravando as unhas na parede de azulejos enquanto a cabeça dela tombava para trás, buscando o meu ombro. A sensação da pele dela extremamente quente, úmida e apertada ao redor do meu membro fez meu sangue pulsar nas têmporas.
Comecei a me mover num ritmo pesado, arrastado e ritmado. Cada investida minha buscava o fundo, mas mantinha uma cadência calculada para não machucá-la. Minha mão livre desceu da sua cintura e contornou a barriga de seis meses, espalmando com uma firmeza protetora sobre a curva onde nossos gêmeos descansavam, enquanto a outra mão mantinha o seu quadril preso ao meu movimento.
— Você é gostosa demais, Nessie... — murmurei com a voz rouca, rosnando baixo contra a nuca dela enquanto acelerava o ritmo dos quadris com uma precisão avassaladora. — Cada centímetro do seu corpo mudando assim me deixa completamente louco.
— Jacob... mais... — pediu ela, arfando alto, rebolando devagar contra o meu corpo para encontrar o ângulo certo.
O som do jorro de água se misturava aos estalos úmidos das nossas peles se chocando e aos gemidos ritmados de Nessie. Senti a musculatura interna dela começar a pulsar com violência, apertando-me num ritmo descontrolado à medida que o orgasmo dela se aproximava.
Apertei a sua cintura com mais força, mantendo o encaixe firme e profundo, e continuei a guiá-la até que o corpo de Nessie estremeceu por inteiro num espasmo intenso de prazer. Ouvir o choro contido do orgasmo dela foi o meu limite: dei duas estocadas finais, profundas, e me derramei inteiramente dentro dela, soltando um rosnado alto que rasgou a minha garganta.
Continuei colado a ela por alguns momentos, sustentando todo o seu peso enquanto nossas respirações descompensadas desaceleravam sob o fluxo morno da água.
•••
Depois do banho, nos vestimos e nos deitamos na cama espaçosa da suíte. Nessie estava apoiada no meu peito, com a cabeça descansando no meu ombro enquanto minhas mãos desenhavam círculos vagarosos na curva da sua barriga. O ar estava tranquilo, até que a expressão dela mudou de leve.
— Jacob... — começou ela, a voz baixa, hesitante. — A Bella me disse uma coisa hoje mais cedo, antes de você chegar.
Esquivei o olhar para o teto por meio segundo, sentindo o meu corpo tensionar no mesmo instante.
— O que ela te disse, Nessie?
— Ela não quer se casar com o Edward — respondeu ela, virando o rosto para me encarar com aqueles olhos castanhos cheios de uma preocupação sincera. — Ela parecia desesperada, Jacob. Falou que esse casamento é uma imposição, que ela está sendo forçada contra a vontade... Isso é verdade? É certo obrigar a minha irmã a se casar logo depois de ter perdido o pai? Eu sei que o nosso casamento foi assim, mas de certa forma eu tive sorte, talvez ela não tenha a mesma sorte que eu...
Soltei um suspiro pesado, travando a mandíbula para conter a raiva que subia ao ouvir o nome daquela mulher.
Sentei-me na cama devagar, puxando Renesmee comigo e segurando as mãos dela com firmeza. Encarei os olhos da minha esposa com a expressão mais dura e séria que consegui produzir.
— Nessie, escuta bem o que eu vou te dizer agora — falei, a voz grave e pausada, carregada com a autoridade. — A Bella não é uma coitada desamparada. Ela nasceu e foi criada no topo da cúpula da máfia. Ela sabe exatamente como o nosso mundo funciona, quais são as regras e qual é o preço de uma derrota.
— Mas Jacob, um casamento arranjado...
— Não se mete nisso, Renesmee — interrompi de pronto, o tom firme cortando a fala dela sem dar margem para discussão. — A Bella vai se casar com o Edward Cullen porque é o único caminho que resta para ela.
Nessie piscou, surpresa com o meu tom cortante, mas sustentou o meu olhar.
— Eu só não quero que você cometa uma injustiça— murmurou ela, a voz fraca.
Aproximei meu rosto do dela, selando um beijo rápido e protetor na sua testa, suavizando a postura antes que a tensão voltasse a tomar conta do quarto.
— Não tem injustiça nenhuma aqui, meu amor — sussurrei perto do ouvido dela.
•••
Esperei até que a respiração de Renesmee ficasse profunda e ritmada contra o meu peito. Acomodei-a com cuidado entre os travesseiros, cobri o seu corpo e me levantei em silêncio. Vesti uma calça escuro e uma camisa, pegando a minha Glock de cima do criado-mudo. A fúria que eu tinha sufocado no quarto agora queimava sem freios.
Caminhei a passos largos pelo corredor do segundo andar até o quarto de hóspedes do fim do corredor. Não me dei ao trabalho de bater; girei a maçaneta e empurrei a porta num baque surdo, fechando-a logo em seguida.
Bella estava sentada na beira da cama, trocando os curativos do ombro. Ela ergueu os olhos num tranco, mas não demonstrou medo.
Antes que ela pudesse abrir a boca, avancei. Num movimento rápido e violento, segurei-a pelo pescoço com a mão esquerda e pressei o cano frio da Glock diretamente contra a sua testa, empurrando a cabeça dela contra a cabeceira de madeira.
— Eu avisei — rosnei, a voz baixa, gutural e trêmula de ódio. — O que você falou para a Nessie sobre o casamento com o Cullen?
Bella engoliu em seco pela pressão dos meus dedos no pescoço dela, mas a expressão indignada rapidamente deu lugar a um sorriso irônico e debochado.
— Ela é tão ingênua, Jacob... Tão manipulável. Acredita em qualquer historinha triste que eu conto. Ela realmente acha que eu sou a irmã desamparada precisando de socorro. É patético como ela não serve para esse mundo.
— Mede a porra da sua língua — pressionei o metal da arma com mais força contra a pele dela. — A Nessie tem mais caráter do que você jamais vai ter. Você vai fechar a boca, vai colocar a porra do vestido de noiva e vai sumir de Seattle com o Edward Cullen. Se tentar usar a minha esposa de novo para cavar uma saída desse acordo, eu estou pouco me fodendo para o fantasma do Charlie: eu estouro a sua cabeça aqui mesmo.
Bella soltou uma risada curta e anasalada, sustentando o meu olhar sem piscar. A audácia dela não tinha limites.
— Você tá muito estressadinho, Don Jacob... — provoca ela, a voz descendo num tom de puro veneno. — Defendendo a garotinha com unhas e dentes. Mas me diz uma coisa... você tá tão cego por esse papel de marido perfeito que nem parou para pensar na matemática desse castelo de cartas?
— Do que você tá falando, caralho? — rosnei, travando a mandíbula.
— Essa barriga de seis meses... — continuou Bella, os olhos castanhos brilhando com uma malícia nojenta. — Você passa tanto tempo na rua resolvendo as guerras do cartaz... Tem certeza absoluta de que esses gêmeos que ela carrega são seus mesmo, Jacob? Ou será que o sangue Black veio de outro lugar?
O ar pareceu sumir do quarto. A fúria cega tomou conta de mim.
— Cala a boca — decretei, a mão tremendo de ódio.
— Ué, não gosta da dúvida? — provocou ela, jogando a cabeça para trás com deboche. — O Jared passa tempo demais protegendo a mansão, não é? O filho da sua irmã Rebecca... o seu próprio sobrinho. A garotinha é ingênua, mas não é tonta. Vai ver ela preferiu a companhia de alguém mais jovem enquanto o Don de Seattle bancava o herói na rua...
Eu não deixei ela terminar. Tomado por um pico de insanidade e ódio puro, puxei o gatilho sem pensar.
O som seco do percussor batendo na câmara vazia ecoou pelo quarto. Eu não tinha engatilhado a bala antes de entrar.
Bella deu um salto na cama, soltando um arfado alto e encolhendo os ombros de susto, a cor fugindo completamente do seu rosto ao perceber que esteve a um milímetro de ter os miolos espalhados pela parede.
— Se você repetir essa calúnia nojenta sobre a minha esposa ou sobre os meus filhos mais uma vez — disse, cada palavra saindo mastigada e carregada de uma promessa de morte —, eu não vou falhar no próximo. Amanhã de manhã o Edward Cullen vem buscar você. Esteja pronta, ou você sai daqui dentro de um saco de lixo.
Dei meia-volta, saí do quarto e bati a porta, deixando-a paralisada e pálida sobre a cama.
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