Filha da guerra

11 10. Evento • Renesmee King



23 de Setembro de 2000 — 18:30



Ajustei a fita de seda vinho no espelho, tentando cobrir a pele que o espartilho deixava exposta, mas minhas mãos tremiam tanto que o nó não firmava. Eu ainda não estava pronta. Meus cabelos caíam em ondas selvagens pelas minhas costas semicobertas, e o vestido desenhava cada curva do meu corpo de um jeito escandaloso.

Minha mãe tentava me ajudar com os fechos, o rosto tenso. Eu era uma garota que até outro dia vestia moletons largos, arremessada sem misericórdia no ninho de cobras da máfia.

A porta do quarto nem sequer esperou uma permissão. Ela se abriu com um baque surdo, e Jacob Black cruzou o batente.

A presença dele preencheu o ambiente como uma tempestade escura. Terno cinza-chumbo feito sob medida, camisa preta aberta nos primeiros botões revelando o início do peitoral e aquele cheiro insuportável de amadeirado, couro e perigo. Ele tinha vinte e sete anos, a autoridade de um Capo e o olhar de um homem que tomava o que queria, na hora que bem entendesse.

Os olhos escuros dele varreram a minha figura. Desceram pelo meu pescoço, travaram nas minhas costas nuas e na curva do meu quadril marcada pela seda.

— Você ainda não está pronta, Nessie — disse ele, a voz tão grave e baixa que fez os pelos dos meus braços se arrepiarem de imediato.

— Jacob, nós precisamos de mais dez minutos para terminar o cabelo e... — minha mãe começou, dando um passo protetor na minha frente.

— Rosalie. Saia — a ordem dele veio fria, cortante, sem alterar um tom no volume, mas pesada o bastante para congelar o ar.

— Jacob, por favor... — ela tentou, o pavor brilhando em seus olhos.

Ele deu dois passos lentos na direção dela, a postura imponente e gélida.

— Eu não fiz uma pergunta, minha sogra. Fora do quarto. Agora.

Minha mãe engoliu em seco, olhou para mim por uma fração de segundo com um pedido mudo de desculpas e passou por ele. O estalo da fechadura trancando o quarto ressoou como uma sentença de morte.

Fiquei estática diante do espelho, o peito subindo e descendo em arfadas rápidas. Pelo reflexo, vi Jacob caminhar com a calma de um predador que sabe que a presa não tem para onde correr. Ele parou tão perto de mim que o calor do seu corpo quase queimava a minha pele fria.

Em um movimento brusco e possessivo, as mãos grandes dele colaram na minha cintura nua, cravando os dedos nas minhas curvas com tanta força que um arquejo escapou dos meus lábios.

— J-Jacob... — tentei gaguejar, mas ele simplesmente me puxou para trás com ignorância, colando minhas costas inteiras contra o peito rígido dele.

Ele inclinou a cabeça, enterrando o rosto no vão do meu pescoço. A respiração quente dele queimou a minha pele um segundo antes de ele desferir uma mordida firme, quase dolorosa, na junção do meu ombro com a garganta. Soltei um ganido abafado, e a minha cabeça caiu para trás, apoiando-se no ombro dele.

— Você acha que pode me fazer esperar, morena? — a voz dele veio como um rosnado arrastado contra a minha pele, a língua dele roçando o ponto onde seus dentes recém haviam marcado. — Acha que eu vou ficar lá embaixo ouvindo conversa fiada enquanto você se veste como uma tentação para os meus homens verem?

A mão direita dele subiu pela minha costela sem o menor pudor, esmagando o tecido da seda e cobrindo meu seio com força, o polegar pressionando o bico ereto por cima do pano. Um arrepio elétrico e proibido desceu direto para o meio das minhas pernas, me fazendo fraquejar. As minhas mãos, que deveriam empurrá-lo, agarraram os antebraços musculosos dele para não ir ao chão.

— P-por favor... a minha mãe tá lá fora... — supliquei, a voz embargada de vergonha e tesão puro.

— Que se foda a sua mãe e que se foda o mundo lá fora — rosnou ele.

Jacob deslizou a outra mão para baixo, espalmando a palma quente no meu ventre e descendo, puxando a barra da seda do vestido até a minha coxa. Os dedos calosos dele apertaram a carne macia da minha coxa interna, subindo perigosamente perto da minha calcinha, mantendo meu quadril preso e colado contra a rigidez do corpo dele.

— Se você continuar me encarando com esses olhos assustados e essa boca bonita entreaberta... — murmurou ele, a boca roçando a minha orelha enquanto os dedos dele pressionavam a minha coxa com mais força, arrancando outro suspiro da minha garganta — ...eu juro que rasgo esse vestido agora mesmo, te jogo de bruços nessa mesa e te tomo até você esquecer o próprio nome.

O sangue na minha cabeça ferveu. Eu odiava o que ele era. Odiava a violência da máfia, o sangue nas mãos dele e a forma como ele me mantinha prisioneira. Mas o toque dele... a brutalidade com que ele me reivindicava fazia o meu corpo trair cada pedaço da minha moral. Eu estava completamente na mão dele, e ele sabia disso.

— Você é um canalha... — sussurrei, a respiração entrecortada, encarando os olhos negros dele pelo espelho.

— Eu sou o seu canalha, Nessie — corrigiu ele, a voz sombria e dominadora.

Ele deu um puxão no meu quadril, encaixando-se com mais força contra mim, fazendo-me sentir exatamente o quanto eu o deixava fora de controle. Jacob passou a língua pelo meu pescoço, recolhendo o suor frio da minha pele, antes de dar mais uma mordida leve no meu queixo e me soltar de repente.

O impacto da ausência do corpo dele me fez cambalear ligeiramente, segurando na borda da penteadeira.

Jacob deu dois passos para trás com a maior calma do mundo. Ajeitou os punhos do paletó cinza, alinhou o relógio e passou a mão pelo cabelo, sem demonstrar um único traço do descontrole de segundos atrás.

— Ajuste o vestido — ordenou ele, a voz voltando ao tom frio e imperioso de um Capo — E passe um batom. Se algum daqueles desgraçados no jantar olhar para as marcas no seu pescoço... eles vão saber exatamente a quem você pertence antes mesmo do casamento.

Ele não esperou a minha resposta. Virou-se e caminhou até a porta, destrancando-a com um estalo seco. Antes de sair, olhou para mim por cima do ombro, com aquele olhar faminto e perigoso de quem acabou de prometer o inferno.

— Dois minutos, morena. Não me faça subir aqui de novo.


20:00


Salão de Festas do Grand Hotel | Centro de Seattle, Washington


O comboio de SUVs pretos encostou sob o teto da entrada do hotel. O som dos flashes dos fotógrafos e a chuva fina caindo no asfalto davam o tom daquela noite. O evento era a gala anual de arrecadação de fundos da cidade, bancada e organizada pessoalmente pelo Prefeito de Seattle, Jim Gordon.

Eu ainda sentia minhas pernas fracas e a pele do pescoço queimando onde os lábios de Jacob haviam me marcado. Quando a porta do carro foi aberta, Jacob desceu primeiro. Ele estendeu a mão para mim, os olhos escuros cravados nos meus com aquela posse velada de quem sabia exatamente o efeito do que fizera no meu quarto. Apoiei meus dedos nos dele e desci, sentindo a mão dele envolver minha cintura no mesmo instante, firmando meu corpo contra o dele.

Logo atrás de nós, desceram Rebecca e Solomon, entregando a elegância pesada da alta cúpula dos Black.

Cruzamos as portas de vidro e entramos no salão monumental. Lustres de cristal gigantescos iluminavam o ambiente repleto de políticos, empresários e figuras do submundo disfarçadas em ternos e vestidos de alta-costura.

— Mantenha o queixo erguido e a postura firme, morena — murmurou Jacob perto da minha orelha, o braço dele ao redor da minha cintura parecendo uma barra de ferro. — Você é a futura senhora Black.

Antes que eu pudesse responder, uma voz masculina e bem articulada ecoou a poucos metros de nós:

— Mas veja só quem decidiu honrar o meu evento...

Viramo-nos. Caminhando na nossa direção, com um taça de champagne na mão e um terno azul-marinho impecável, estava o Prefeito Jim Gordon. Ele tinha quase cinquenta anos, cabelos grisalhos bem cortados e a aparência charmosa de um político profissional. Mas, assim que os olhos dele pousaram em mim, o sorriso institucional dele se transformou em algo muito mais caloroso e pessoal.

— Nessie? — exclamou o prefeito, os olhos brilhando de surpresa ao me reconhecer. Ele ignorou Jacob por um segundo e deu dois passos largos na minha direção, abrindo os braços. — Meu Deus, garota! É você mesma? Como você cresceu!

Um choque de familiaridade me atingiu, e o nervosismo que eu sentia deu lugar a um sorriso genuíno e espontâneo, um dos poucos em semanas.

— Jim! — respondi, usando o primeiro nome dele sem pensar, dando um passo à frente.

Jim me abraçou de forma afetuosa, um abraço de quem me conhecia desde criança devido às festas de caridade que meu pai organizava no passado. Quando nos afastamos, ele segurou minhas mãos com carinho, examinando meu rosto com um sorriso admirado, daqueles homens mais velhos que viram a filha de um conhecido virar uma mulher deslumbrante.

— A última vez que te vi, você tinha o quê? Uns quatorze anos? Você está absolutamente maravilhosa, querida — elogiou Jim, a voz carregada de um carinho paternal e admirado, dando um sorriso largo que demorou um pouco demais na minha figura. — Sua presença é o maior presente desta noite.

Ao meu lado, a atmosfera mudou em um milésimo de segundo.

O ar ao redor de Jacob simplesmente congelou. Pude sentir a onda de calor e raiva pura emanar do corpo dele. Ele deu um passo à frente, cortando a distância entre nós e colocando a mão pesada nas minhas costas, bem no corte baixo do vestido, puxando-me para colar no quadril dele com uma força desnecessária.

Os olhos escuros de Jacob viraram duas pedras de gelo, cravando-se na cara do prefeito com uma fúria gélida e perigosa. O queixo dele travou com tanta força que o músculo da sua mandíbula pulsava visivelmente.

— Prefeito Gordon — a voz de Jacob veio grave, profunda e cortante como um bisturi, interrompendo o momento. — Vejo que você já conhece a minha noiva.

Jim piscou, o sorriso caloroso murchando ligeiramente ao encarar a figura imponente e ameaçadora ao meu lado.

— Ah, Jacob... sim — respondeu o prefeito, pigarreando e tentando recuperar a postura diplomática, embora a surpresa estivesse estampada no seu rosto. — Eu e a família da Nessie nos conhecemos há anos. Eu a vi crescer. Não sabia que o arranjo dos Black era com ela.

— O “arranjo” é o meu casamento, Jim — corrigiu Jacob de imediato, usando o primeiro nome do prefeito com um desdém escancarado, enfatizando cada palavra. Ele apertou a minha cintura com mais força, cravando os dedos na minha carne. — E a Renesmee agora responde pelo meu sobrenome.

Rebecca deu um passo sutil à frente ao lado de Solomon, percebendo o perigo iminente. Ela conhecia o irmão que tinha e sabia que o ciúme de Jacob era um estopim curto prestes a explodir no meio do salão.

— Prefeito Gordon, é um prazer revê-lo — interveio Rebecca com a voz suave e diplomática, estendendo a mão para distraí-lo. — Precisamos alinhar alguns pontos sobre a bancada dos Black para as próximas eleições.

— Claro, Rebecca... por favor — disse o prefeito, apertando a mão dela, mas os olhos dele ainda voltaram para mim por um segundo, dando-me outro daqueles sorrisos simpáticos. — É muito bom te ver bem, Nessie. Espero que possamos conversar mais mais tarde.

— O prazer foi meu, Jim — respondi, tentando ser cortês, mas senti o braço de Jacob estremecer de raiva ao meu lado.

Assim que o prefeito se afastou alguns metros para cumprimentar outros convidados, Jacob inclinou a cabeça na minha direção. Ele me prensou ligeiramente contra o seu corpo, e a mão dele na minha cintura subiu para a minha nuca, puxando meu rosto para perto do dele.

— “Jim”? — rosnou ele, a voz tão baixa e perigosa que só eu podia ouvir, os olhos negros queimando de um ciúme doentio. — Você trata o prefeito da cidade pelo primeiro nome, morena?

— Eu o conheço desde criança, Jacob! Ele é amigo da minha família, tem idade para ser meu pai! — cochichei de volta, tentando me soltar do aperto dele, mas ele não cedeu um milímetro.

— Eu não dou a mínima se ele tem idade para ser seu pai ou seu avô — sussurrou ele contra a minha bochecha, a respiração quente e descontrolada. — Eu vi o jeito que aquele desgraçado olhou para você. Vi o jeito que ele sorriu para a minha mulher. Se ele voltar a te tocar ou a te olhar desse jeito de novo nesta noite, juro que acabo com a carreira política dele e enterro o corpo dele onde ninguém vai achar.

Olhei para o rosto rígido de Jacob, o peito dele subindo e descendo em arfadas curtas. Sob o medo da ameaça, uma onda estranha e proibida de triunfo percorreu minhas veias. O poderoso e inabalável chefe da Zona Sul estava possesso de ciúmes por minha causa. E, pela primeira vez, percebi o poder avassalador que eu exercia sobre o homem que dominava parte da cidade.


21:15


O ar frio do corredor do banheiro feminino foi um alívio imediato para a minha pele quente. Eu precisava de um minuto longe da intensidade sufocante de Jacob, dos seus olhares possessivos e da tensão constante do salão. Aquele ciúme doentio que ele demonstrara com o Prefeito Jim ainda fazia meu coração acelerar toda vez que eu lembrava do peso da mão dele na minha nuca.

Aproximei-me da grande bancada de mármore e abri a torneira, molhando as pontas dos dedos e pressionando-as levemente contra o pescoço para me acalmar.

Antes que eu pudesse pegar um lenço de papel, a porta de uma das cabines se abriu.

Uma jovem alta, de cabelos castanhos longos, pele extremamente pálida e olhos profundos, deu dois passos na direção da pia. Ela vestia um vestido preto sóbrio, mas elegantíssimo. Assim que nossos olhares se cruzaram pelo espelho, um choque estranho e elétrico percorreu a minha espinha. Havia algo terrivelmente familiar naquele rosto — na curvatura dos lábios, na postura ereta e na intensidade do olhar —, mas eu nunca a tinha visto na vida.

Girei o corpo para pegar o papel e, na pressa de me afastar, meu salto alto dobrou ligeiramente. Meus ombros esbarraram com força nos dela.

— Ei! Olhe por onde anda! — disparou a mulher, a voz fria, cortante e carregada de uma arrogância imediata. Ela deu um passo para trás, ajeitando a alça do vestido com um gesto ríspido e encarando-me de cima a baixo com evidente desdém. — Você não tem olhos na cara, garota?

O tom agressivo me pegou de surpresa, mas o sangue dos King e a convivência com a máfia nas últimas semanas tinham acabado com qualquer vestígio de docilidade em mim.

— Foi um acidente — respondi de imediato, cruzando os braços e sustentando o olhar dela com o queixo erguido. — Mas você podia responder com um mínimo de educação, já que ninguém se machucou.

A mulher soltou uma risada debochada, dando um passo provocativo na minha direção.

— Educação? Com uma garotinha mimada que mal sabe andar de salto e acha que é dona do salão? — provocou ela, os olhos castanhos faiscando com um desprezo gratuito. — Sei exatamente quem é você. A novata exibida que o Jacob Black tá desfilando como um troféu pelo evento. A garota de programa de luxo dos Black.

Aquele insulto atingiu o meu orgulho como um soco no estômago. A raiva ferveu instantaneamente nas minhas veias.

— Lave a sua boca para falar de mim! — avancei um passo, ficando a centímetros do rosto dela, as minhas mãos fechando-se em punhos ao lado do corpo. — Você não sabe nada sobre mim ou sobre a minha vida! Quem você pensa que é para me dirigir a palavra desse jeito?

— Eu sou Bella Swan — declarou ela, a voz grave e perigosa, cheia de um orgulho que rivalizava com o meu. — E sei reconhecer uma garota assustada bancando a durona a um quilômetro de distância. Você tá no lugar errado, garotinha. Este mundo vai te devorar viva.

A raiva entre nós era palpável, uma chama pesada e irracional, como se duas forças idênticas estivessem se chocando no ar. Nenhuma das duas cedia um milímetro.

— Tente me devorar, então — desafiei, a voz rouca de fúria, encarando os olhos de Bella.

Antes que a discussão virasse uma agressão física, a porta do banheiro abriu-se com um estalo firme.

Rebecca Black passou pelo batente. A primogênita dos Black trajava a sua elegância habitual, mas assim que bateu os olhos na cena — eu e Bella cara a cara, prontas para sair no tapa —, a expressão dela transformou-se em uma autoridade fria e implacável.

— O que está acontecendo aqui? — a voz de Rebecca cortou o ambiente como uma lâmina de gelo.

Ela caminhou a passos rápidos e firmes, posicionando-se exatamente entre mim e Bella, colocando a mão no meu ombro e me puxando suavemente para trás das suas costas, assumindo a posição de protetora.

— Rebecca... — começou Bella, embora tenha dado meio passo para trás, reconhecendo a autoridade da mulher mais velha.

— Chega, Isabella — interrompeu Rebecca, o olhar gélido fixando-se no de Bella. — Esta é a noiva do meu irmão. A futura senhora Black. Se você tem algum problema com ela, você tem um problema com toda a nossa família. E eu tenho certeza de que o seu clã não quer começar uma guerra conosco no meio do evento do prefeito.

Bella trancou a mandíbula, os olhos faiscando de ódio, mas engoliu o orgulho. Ela olhou para mim por cima do ombro de Rebecca com um último olhar envenenado.

— Cuide da sua garota, Rebecca — debochou Bella, ajeitando a bolsa no ombro. — Ela não vai durar um mês neste mundo.

Sem dizer mais nada, Bella girou sobre os saltos e saiu do banheiro, batendo a porta com força.

O silêncio voltou ao ambiente. Rebecca virou-se para mim de imediato, segurando meus dois ombros com firmeza e examinando meu rosto com atenção maternal.

— Você está bem, Nessie? Ela encostou em você? — perguntou Rebecca, a voz agora suave e genuinamente preocupada.

— Não... eu estou bem — respondi, arfando, tentando acalmar o tremor nas minhas mãos. — Ela foi extremamente arrogante sem motivo nenhum. Quem é ela, Rebecca?

Rebecca soltou um suspiro pesado, ajeitando uma mecha do meu cabelo que tinha saído do lugar.

— É a filha de Charlie Swan — explicou Rebecca em tom baixo. — Uma mulher perigosa e impulsiva. Não se envolva com ela, Nessie. E, pelo amor de Deus, não comente sobre esse desentendimento com o Jacob.

Olhei para Rebecca, surpresa.

— Por que não?

— Porque se o Jacob souber que a filha dos Swan te insultou desse jeito no banheiro... ele mata a garota no meio do salão antes do final da noite — declarou Rebecca, com a seriedade absoluta de quem conhecia a violência do próprio irmão. — Vamos voltar para a festa. Você está sob a nossa proteção, e ninguém vai desrespeitar você de novo.