Filha da guerra

7 06. Jantar • Renesmee King


13 de Setembro de 2000 — 20:00


O guarda da porta não disse uma única palavra durante todo o percurso. O som dos meus passos ecoava suavemente pelo piso de madeira escura enquanto eu subia as escadas em direção ao andar executivo, o andar privativo de Jacob. Ajustei a barra do vestido vinho, sentindo o tecido macio deslizar contra a minha pele. O frio na barriga era inevitável, mas forcei o queixo a se manter erguido.

Paramos diante de uma porta dupla de carvalho maciço. O guarda deu duas batidas secas e, sem esperar por uma resposta interna, abriu a porta para que eu entrasse, fechando-a logo em seguida às minhas costas

O clique da tranca ecoou no silêncio da suíte, e meu peito se contraiu.

O quarto de Jacob era gigantesco, dominado por uma estética sóbria, elegante e intimidadora. Paredes em tons de cinza chumbo, janelas panorâmicas blindadas que mostravam a luz fraca da névoa de Seattle lá fora, uma lareira de pedra onde o fogo crepitava suavemente e uma cama king size alinhada ao fundo. No centro do ambiente, uma mesa redonda de madeira nobre já estava posta para dois, com velas acesas, taças de cristal e uma garrafa de vinho tinto recém-aberta.

Mas o que realmente prendeu a minha atenção foi o homem parado perto da lareira.

Jacob estava de costas, servindo uma taça. Ele havia trocado a camisa da tarde por uma camisa social preta perfeitamente ajustada aos seus ombros largos, com as mangas dobradas até os antebraços musculosos. O corte impecável da calça escura e a postura ereta realçavam ainda mais a sua altura e o seu físico imponente. A luz do fogo refletia nos seus cabelos escuros e na sua pele morena, conferindo-lhe uma presença avassaladora.

Ele estava perigosamente bonito. Um pensamento que me causou um nó de raiva e inquietação no estômago por constatar o óbvio.

E, como se para me lembrar exatamente de onde eu estava e quem ele era, o coldre de couro preto cruzava o peito dele, ostentando uma pistola de alto calibre reluzente sob a luz da lareira. Ele estava em seu próprio quarto, em sua própria fortaleza, mas continuava armado até os dentes.

Jacob virou-se devagar, segurando as duas taças de vinho. Seus olhos escuros e profundos varreram o meu corpo da cabeça aos pés, demorando-se no contraste do vestido vinho com a minha pele antes de subirem para encarar os meus olhos. O olhar dele era denso, calculista, mas carregava um brilho de aprovação quase imperceptível.

— Você é pontual — disse Jacob, a voz grave e aveludada cortando o estalar das madeiras na lareira. Ele deu passos lentos na minha direção, a presença dele preenchendo o ar ao meu redor. — E o vestido serviu perfeitamente.

Engoli em seco, mantendo a postura firme, recusando-me a recuar um único centímetro conforme ele diminuía a distância entre nós.

— O vestido é bonito, mas a arma no seu peito estraga um pouco o clima de um jantar formal — respondi, mantendo o tom de voz calmo e ligeiramente ácido, sustentando o olhar dele.

Um esboço de sorriso surgiu no canto dos lábios de Jacob. Ele se aproximou e me estendeu uma das taças de cristal .

— No meu mundo, Renesmee, a arma é o que garante que o jantar continue calmo — rebateu ele, a voz caindo para um tom baixo e provocante. — Puxe uma cadeira. A comida já vai ser servida.

Caminhei até a mesa redonda e puxei a cadeira de madeira nobre, mas antes que eu pudesse me sentar, Jacob adiantou-se. Com um movimento calmo e surpreendentemente cortês, ele segurou o encosto da cadeira e a acomodou para mim, mantendo-se próximo o suficiente para que eu sentisse o aroma amadeirado do seu perfume misturado ao cheiro discreto de fumo e couro.

— Obrigado — murmurei, surpresa com o gesto, enquanto me ajeitava no estofado macio.

Jacob contornou a mesa e sentou-se na minha frente. Poucos segundos depois, duas batidas leves soaram na porta e Sue passou pelo recinto, carregando uma bandeja coberta por cloches de prata. A governanta serviu pratos impecáveis de risoto de cogumelos selvagens com medalhões de filé, retirando-se em seguida sem dizer uma única palavra.

O clima na sala era estranhamente intimista. O crepitar da lareira e a luz suave das velas criavam uma atmosfera de romance que parecia totalmente deslocada da realidade daquela fortaleza de máfia.

— Espero que goste — disse Jacob, cortando um pedaço do filé com precisão e me observando por cima da taça de vinho. — Pedi para a cozinha preparar algo leve. Me disseram que você quase não tocou no almoço.

— O prato está ótimo — admiti, provando uma garfada do risoto. O sabor era incrivelmente refinado. — Não sabia que o filho do Capo do sul se preocupava com o paladar das suas garantias de dívida.

Jacob deu um gole lento no vinho, os olhos escuros brilhando à luz da vela.

— Eu me preocupo com o que me pertence — respondeu ele, o tom grave e aveludado sem carregar a rispidez da manhã. — E quero entender quem é a garota por trás da língua afiada e do olhar desafiador. Me diga, Renesmee... o que exatamente você estuda na faculdade? O que você quer fazer da sua vida quando não está tentando fugir da minha casa?

Pisquei, surpresa com o tom genuíno da pergunta. A postura dele não era de um interrogador da máfia, mas a de um homem interessado em uma mulher.

— Enfermagem — respondi devagar, mantendo a guarda levantada, mas deixando o tom fluir. — Passei os últimos dois anos mergulhada em anatomia, farmacologia e plantões. Eu quero cuidar de pessoas, salvar vidas de verdade... algo que parece o oposto absoluto do que acontece neste lugar.

Jacob repetiu a palavra em silêncio, como se a degustasse. Um sorriso fraco e charmoso surgiu no canto dos seus lábios.

— Enfermagem... — comentou ele, inclinando o rosto ligeiramente. — Isso explica a sua determinação em cuidar da sua mãe e a coragem de encarar homens armados sem piscar. Cuidar dos outros exige estômago e coragem. Se você precisar de algum livro técnico, atlas de anatomia ou material acadêmico que esteve fora do seu alcance, me dê os nomes. Eu consigo para você.

A atenção dele era impecável. Jacob serviu mais vinho na minha taça, perguntando sobre a minha rotina nas aulas práticas, sobre como eu lidava com a pressão do hospital universitário e até sobre como eu gostava do meu café pela manhã. Ele demonstrava uma curiosidade atenciosa e uma gentileza que desconcertavam todas as minhas defesas. Ele se comportava como um cavalheiro perfeito em um encontro romântico, tornando aquele homem perigoso com o coldre no peito ainda mais fascinante e perturbador.

A sensação de irrealidade acabou pesando. Apoiei os talheres sobre o prato, cruzei os dedos sobre a mesa e encarei o olhar calmo de Jacob, decidida a cortar o teatro.

— O que é tudo isso, Jacob? — perguntei, a voz caindo para um tom sério e direto.

Ele ergueu as sobrancelhas ligeiramente, parando o garfo no ar.

— "Tudo isso" o quê?

— A gentileza. As concessões para a minha mãe. Os livros de enfermagem. O vestido caro, o vinho de safra especial e esse interesse repentino em saber da minha faculdade ou como eu gosto do meu café — listei, sustentando o olhar dele sem piscar. — Você não precisa me agradar ou me seduzir para garantir que eu não vá a lugar nenhum. Seus homens guardam as portas e o seu pai controla os portões. O que você realmente pretende com isso tudo?

Jacob colocou os talheres de volta no prato com uma lentidão calculada. Ele pegou o guardanapo de linho, limpou os lábios devagar e recostou-se no estofado da cadeira. O olhar que ele me direcionou não carregava raiva, mas sim uma gravidade esmagadora e absoluta.

Ele inclinou o corpo para a frente, apoiando os cotovelos na mesa, aproximando-se da luz da vela.

— Eu preciso conhecer você, Renesmee — disse Jacob, a voz descendo para um tom rouco, profundo e totalmente focado no meu rosto. — Preciso saber exatamente quem é a mulher que vai dividir a minha mesa, o meu nome e a minha vida.

Meu peito estancou por um segundo.

— Do que você está falando? — murmurei, a respiração falhando.

— O seu pai não entregou você apenas como garantia de uma dívida de jogo — revelou Jacob, o olhar gélido perfurando os meus olhos. — Ele assinou um contrato de casamento de sangue. A partir do momento em que a dívida venceu, você se tornou a minha noiva. Eu pretendo me casar com você, Renesmee.

O ar fugiu dos meus pulmões de uma só vez. A palavra noiva ecoou na minha mente como um estalo seco, reverberando pelas paredes luxuosas daquele quarto até que o silêncio entre nós se tornasse quase insuportável.

Encarei o rosto de Jacob à luz fraca das velas. Procurava qualquer traço de deboche, uma risada cínica, qualquer sinal de que tudo não passava de uma piada de mau gosto para me desestabilizar. Mas não havia nada. Apenas a gravidade gélida e inabalável daqueles olhos escuros.

Soltei um riso curto, amargo e desacreditado, balançando a cabeça.

— Casar comigo? — murmurei, a voz oscilando entre o choque e o desdém. — Você ficou louco, Black? Isso é um delírio. Eu não sou noiva de ninguém, muito menos sua!

— O contrato diz o contrário, Renesmee — respondeu ele, a voz mantendo um tom calmo, quase didático, sem se mover um milímetro. — A assinatura do seu pai e o selo da família King estão no documento guardado no cofre do meu pai.

— O Royce não manda em mim! Ele me vendeu por uma dívida que nem é minha! — me aproximei da borda da mesa, apoiando as mãos no jacarandá e inclinando o corpo na direção dele, a indignação queimando no meu peito. — E mesmo que esse papel estúpido exista, o que você ganharia se casando comigo? Olhe para mim! Eu sou filha de um empresário falido, destruído e sem moral nenhuma em Seattle. A minha mãe não tem um centavo e eu sou uma estudante de enfermagem que você trancou na sua casa. Qual é o valor estratégico de se casar com a garota dos King?

Jacob me observou em silêncio por alguns segundos, apreciando o fogo da minha reação com uma calma exasperante. Ele pegou a taça de vinho, girou o líquido rubro devagar e deu mais um gole antes de responder.

— O Royce pode estar falido e enterrado em dívidas, mas a história da sua família fora dele é outra — explicou Jacob, encostando-se na cadeira. — No papel, a dinastia King ainda é uma das mais antigas e respeitadas da elite tradicional de Washington. O nome do seu avô ainda estampa alas de hospitais, fundações e clubes de golfe frequentados por senadores e juízes. Longe do mundo do crime que eu e meu pai governamos, o seu sobrenome abre portas que as nossas armas e o nosso dinheiro sujo não conseguem abrir.

Fiquei estática, ouvindo a lógica fria e calculada por trás de cada palavra dele.

— A minha irmã mais velha, Rachel — continuou Jacob, o tom de voz ficando ainda mais sério —, está articulando a entrada definitiva da família Black na política institucional do Estado. Ela precisa de legitimidade. A alta sociedade e a imprensa de Seattle não aceitam bem o dinheiro dos Black sem uma fachada impecável. Mas eu me casar com a herdeira da tradicional família King... a imagem muda. Nós nos tornamos intocáveis tanto nas ruas quanto nos tribunais.

A peça que faltava no quebra-cabeça finalmente se encaixou na minha cabeça. Não era sobre atração, não era sobre proteção e nem mesmo sobre a dívida de vinte milhões. Eu era uma peça em um tabuleiro muito maior do que imaginava. Um passaporte de respeitabilidade para a máfia dos Black.

— Então é isso... — murmurei, sentindo um nó amargo apertar minha garganta, embora meu olhar continuasse firme. — Eu sou o troféu social que vai lavar o sangue do sobrenome da sua família pra sua irmã virar política.

— Você é a chave para o futuro deste império, Renesmee — corrigiu Jacob, erguendo o queixo, o olhar gélido fixo no meu. — E é exatamente por isso que eu fiz questão de me sentar a esta mesa hoje. Para que você entenda que este casamento vai acontecer, quer você queira, quer não. A única escolha que você tem agora... é decidir se vai ser minha esposa por vontade própria, ou se vai ser levada até o altar como uma prisioneira.

Fiquei encarando o homem à minha frente em silêncio. A luz fraca da vela parecia desenhar os contornos rígidos e implacáveis do rosto de Jacob. Ele me dava um ultimato com a mesma tranquilidade de quem negociava um carregamento de mercadorias no porto, mas a frieza em seu olhar me dizia que ele não estava blefando.

— Você está me pedindo para aceitar vender a minha vida em troca de uma fachada bonita para a sua família — disse eu, a voz baixa, testando o terreno, sem deixar a tremedeira da raiva transparecer.

— Não estou te pedindo para vender nada, King. Estou te oferecendo um acordo — corrigiu Jacob, inclinando-se ligeiramente sobre a mesa, os olhos escuros fixos nos meus com uma intensidade quase hipnótica. — A escolha de ir como prisioneira ou como noiva ao altar é sua, mas se você aceitar este casamento por vontade própria e caminhar ao meu lado... os termos do jogo mudam para você.

Ergui a sobrancelha, mantendo a postura ereta.

— Que termos?

— A sua liberdade de volta — declarou ele, com a voz grave e pausada. — No dia em que usarmos a aliança no dedo, você volta para a faculdade de enfermagem. Terá o seu próprio carro, seus horários, poderá ir aos plantões e viver a sua vida acadêmica sem muros te sufocando. Minha única exigência será a presença discreta dos meus homens para garantir a sua segurança lá fora.

O ar trancou na minha garganta. A faculdade. A promessa de voltar para o meu curso bateu forte no meu peito, mas segurei a reação. Eu já tinha aprendido que homens como Jacob Black nunca davam nada de graça.

— E a minha mãe? — perguntei, o tom firme. — O que acontece com a Rosalie nesse seu grande acordo?

Um esboço de sorriso surgiu no canto dos lábios de Jacob. Ele sabia exatamente onde me atingir.

— A sua mãe ganha a liberdade definitiva — respondeu ele, sem hesitar. — A partir do momento em que você aceitar ser minha esposa, Rosalie King deixa de ser a esposa do Royce e a refém dos Black. Ela terá uma casa própria no bairro que escolher, uma gorda pensão custeada por mim e proteção vinte e quatro horas por dia. O Royce nunca mais chegará a menos de dez quilômetros dela, e se ele ousar respirar perto do portão da sua mãe, meus homens resolvem o problema no mesmo instante. Nenhuma de vocês duas voltará a apanhar ou a passar fome.

As palavras dele reverberaram na sala, pesadas como chumbo. A imagem da minha mãe chorando no quarto, livre do fantasma das agressões de Royce, medicada e com uma vida em paz, veio à minha mente. Era tudo o que eu tinha tentado planejar e falhado miseravelmente em conseguir nos últimos dezoito anos.

— O que você ganha com o sobrenome King, eu ganho em paz para a minha mãe — murmurei, raciocinando rápido.

— Exatamente — concordou Jacob, recostando-se na cadeira. — Mas com uma condição inegociável, Renesmee: fidelidade absoluta. Você será a senhora Black. No meu mundo, deslealdade é punida com a morte. Se você aceitar estar ao meu lado, terá que ser fiel ao meu nome, ao meu império e a mim. Não tolero traições.

A ameaça implícita flutuou no ar, gelada e cirúrgica.

Engoli o resto do meu orgulho e encarei os olhos escuros de Jacob. A faculdade de enfermagem de volta, a minha dignidade e, acima de tudo, a vida e a segurança da minha mãe. O preço era a minha mão e a minha lealdade a um chefe da máfia, mas, se eu quisesse virar aquele tabuleiro no futuro, eu precisava estar viva, livre e com o poder que aquele sobrenome me traria.

Estendi a minha mão sobre a mesa, exatamente como fizera mais cedo, mas desta vez mantive o olhar gélido e inabalável.

— Se a minha mãe estiver segura, alojada em uma casa própria longe do Royce, e se eu puder voltar para a faculdade de enfermagem ... eu aceito o seu acordo, Jacob. Eu serei a sua noiva.

Jacob encarou a minha mão estendida por um segundo. Lentamente, ele estendeu a dele, envolvendo meus dedos em um aperto firme, quente e dominante. O contraste da pele dele contra a minha selava um pacto de sangue e interesse.

— Acordo feito, noiva — disse ele, a voz descendo para um tom baixo e rouco enquanto me olhava nos olhos. — Bem-vinda à família Black.

Eu esperava um aceno de cabeça, uma frase fria ou no máximo um aperto de mão protocolar para selar aquela transação. Mas Jacob Black não jogava pelas regras da diplomacia comum.

Antes que eu pudesse raciocinar ou dar um passo para trás, a mão livre dele subiu para a minha nuca, os dedos fortes entrelaçando-se na raiz dos meus cabelos, prendendo-me com uma firmeza irremovível. Senti a respiração quente dele contra o meu rosto um segundo antes de seus lábios tomarem os meus de assalto.

O choque me fez congelar. Não foi um toque hesitante ou um beijo casto de noivado. Foi um beijo faminto, dominante e devastador. Jacob pressionou sua boca contra a minha com autoridade, fazendo minha cabeça pender ligeiramente para trás. Quando murmurei contra a sua boca para protestar, ele aproveitou a brecha para invadir meu espaço com a língua, aprofundando o contato de forma avassaladora.

O gosto amargo e refinado do vinho tinto misturou-se ao calor da boca dele. Jacob me puxou pela cintura com o outro braço, colando meu corpo ao dele com tanta força que pude sentir o peito rígido, o calor escaldante que emanava de sua pele e até o contorno metálico e frio do coldre de sua arma pressionado contra as minhas costelas.

A intensidade do beijo era quase sufocante. A língua dele explorava a minha com uma posse absoluta, ditando o ritmo, enquanto a mão na minha nuca mantinha a pressão perfeita, sem me dar margem para escapar. Um arrepio elétrico e involuntário percorreu toda a minha espinha, fazendo minhas pernas fraquejarem por um milésimo de segundo. Sem perceber, minhas mãos foram parar no peito dele, agarrando o tecido fino da camisa social preta para não perder o equilíbrio.

Quando ele finalmente desfez o contato, não se afastou por completo. Permaneceu com a testa apoiada na minha, as respirações descontroladas misturando-se no espaço estreito entre nós. Meus lábios estavam entreabertos, quentes e latejando, e meu peito subia e descia em um ritmo acelerado.

Jacob desceu os olhos para a minha boca avermelhada pelo beijo e, em seguida, encarou os meus olhos, exibindo um sorriso sombrio, satisfeito e terrivelmente charmoso no canto dos lábios.

— Agora sim o acordo está selado — sussurrou ele, a voz arrastada contra a minha pele, soltando minha cintura devagar, mas mantendo o olhar cravado no meu.

— Durma bem, noiva. Amanhã começamos os preparativos para o nosso casamento.