Filha da Fama

42 But I'm much too full of resentment


Notas iniciais
Esses são os capítulos antigos, que escrevi após a exclusão da fic do Nyah!, então deem um desconto kkkkkk

– Você não vai vir no aniversário da Ivy mesmo? – perguntei chateada.
– Bem que eu queria ir, mas realmente não dá. – Justin respondeu.
– Tem mais uma sessão de tatuagem para fazer? – perguntei sarcástica.
– Não, eu tenho um show para fazer. – respondeu sério.
– E depois do show? – insisti.
– Eu… vousaircomoLil. – ele falou corridamente. Meu sangue ferveu com a ira.
– Está bem Justin Bieber. Vá lá ficar com seu namorado e fumar bastante maconha. Por que não pede pra ele outras drogas e tatua o nome dele na testa?! – e desliguei. Realmente, não era para tanto, mas era tudo que estava preso em minha garganta desde que vi as fotos dele fumando maconha. Eu tinha certeza que fora Lil Twist quem havia dado para Justin. Maldito!
Voltei para a mesa e me sentei, pegando um cupcake, sem a menor vontade de comê-lo.
– E ai, o Justin vem? – perguntou Louise, mastigando uma batatinha frita.
– Não. Ele tem um show e depois vai sair com o namorado dele. – falei em tom de escárnio e ela riu.
– Por que não separa os dois? – ela perguntou, pegando outra batata. Suspirei.
– Vou deixar ele perceber e se afastar sozinho. – mordi o cupcake de chocolate. – se não der certo, eu os separo.
~//~
A festa se prolongou até as nove da noite. Estava mordiscando uma barra de chocolate quando minha mãe chegou.
– Você ficou tão distante durante a festa, o que aconteceu? – ela perguntou, sentando-se ao meu lado.
Não ia lhe responder que era por causa de Justin, porque isso a deixaria preocupada e me proibiria de vê-lo, e se respondesse nada ela ficaria desconfiada. Então me lembrei de algo que não tinha intenção de perguntar, mais serviria.
– Por que você gosta mais da Ivy do que de mim? É porque eu sou bastarda? – perguntei descaradamente triste.
Minha mãe ficou estática e de olhos arregalados. , como se tivesse levado um soco no estômago. Eu quase ri da cara dela.
– O-Oque?! Cherry, isso não é verdade! – ela gaguejou, extremamente nervosa.
– Pois as vezes eu me sinto uma intrusa aqui. – não era a toa que fui indicada com melhor atriz dramática no Globo de Ouro.
– Por Deus Cherry, para de dizer isso! – já chorando, me puxou para um abraço, afagando minha nuca. – eu te amo do mesmo jeito que amo a Ivy!
Desvencilhei-me dela e a encarei sínica e incrédula.
– Ama mesmo? Você nem quis procurar por mim! Mandou arquivar um ano depois. – exasperei. Ela arregalou os olhos. – achava que eu não sabia não é? Pois eu sei! Joanne e Bryan só me acharam porque estavam resolvendo casos antigos não resolvidos.
Minha mãe desabou a chorar. Ela tinha um choro emocionado e desesperado, com muitas lágrimas. Senti-me mais irritada ainda, ela realmente iria querer que eu pensasse que ela sentia falta da filha bastarda?
– Se eu não tivesse sido encontrada, você teria contado a Jay que tinha uma filha? Você teria voltado a conversar com meu pai ou teria continuado a ignorá-lo? Você olharia para Blue Ivy e se lembraria do bebê que teve? Escreveria uma musica para mim? Não, não e não! Teria continuado a viver nessa mentira que você acreditava que era verdade, mas não mãe, não é verdade! – gritei raivosamente e quando vi, minha mãe já havia tirado a mão do rosto e estava vindo na minha direção. Eu podia ter segurado seu pulso ou ter desviado, mas não o fiz.
Apesar de tudo, o tapa não doeu. Por fora não, mas por dentro sim. Queria dizer que tudo que eu tinha dito era verdade, e que ela não suportou ouvir.
– Eu pensei que você estava morta. – ela disse ofegante, apertando os punhos. Semicerrei os olhos e lhe olhei friamente.
– Você não tem tanta sorte assim. – falei amargamente e com passos firmes, sai dali. Pegue meu Iphone.
“Posso ir pra sua casa hoje?” mandei para Louise.
“Claro que sim, mas aconteceu alguma coisa?” ela respondeu.
“ Chegando ai eu te explico” guardei o Iphone e peguei um taxi.
Eu queria chorar, mas não me permiti. Eu quem havia provocado tudo isso, mas isto serviu para me lembrar que minha mãe não era a santa boazinha que todos achavam que era, mas ninguém era. Nem eu.

~//~

Falsidade. Esse era o adjetivo que a definia nesse momento. Sorria falsa, andava falsa, falava falsa, tudo que ela fazia era falso.
– Então, os produtores vão chegar m 50 minutos, descanse. Eu vou ver o jogo, arrase! – falou Jay, fazendo um sinal positivo para ela. Sorriu, falsa o suficiente para parecer verdadeira. Desde que havia descoberto que ele tiinha outra família, eles tinham se afastado muito, ou melhor, ela se afastou dele. Trocavam alguns monossílabos, mal dormiam na mesma cama, ou na mesma casa.
Adentrou seu camarim e trancou a porta, suspirando aliviada por estar finalmente sozinha. Sozinha ou não, a cena dela dando um tapa estralado no rosto de Cherry se repetia na sua mente, e ela sentia seus olhos marejarem. Cherry não olhara mais na sua cara depois disso, foi para a casa de Bruno. Nunca tinha se sentido tão arrependida ou culpada em toda a sua vida, mas tinha perdido o controle quando ela disse tudo aquilo à cara dela. Era a verdade, e ela não suportava ouvir. Se ela pudesse, se casaria com Bruno e moraria com ele, levaria Blue Ivy, e eles seriam uma família feliz, sem brigas.
Se ela pudesse…
Sentiu um cheiro de cigarro no ar e viu a fumaça subir. Quem quer que fosse, estava no sofá. Andou mais à frente no camarim, deparando-se com Bruno deitado sobre ele.
– E aí Bee, tudo bem? – ele perguntou normalmente, sorrindo.
– Como você… entrou aqui? – perguntou ela, surpresa e confusa. Bruno sorriu maroto e se mexeu no sofá, ficando meio deitado, meio sentado.
– Por que não deixariam o pai da sua filha entrar? – respondeu um pouco malicioso, dando um longo trago.
Beyoncé deixou sorrir, verdadeiramente. Andou até o sofá e deitou-se sobre Bruno, repousando a cabeça em seu peito, aspirando o seu perfume misturado ao agradável odor de cigarro. Bruno passou a acariciar-lhe a nuca. Não importava o que acontece ou como ela estava, sempre se sentia protegida nos braços de Bruno, era seu porto seguro. Sentia algo profundo, a muito tempo adormecido dentro de si, brilhar, e lhe esquentar inteira.
– Ela vem? – perguntou, com uma ponta de esperança na voz.
– Eu acho que não. – respondeu, inexpressivo. Era obvio que Bruno também a condenava por ter batido em Cherry, mas a condenava ainda mais por tudo aquilo ser verdade. E ela se sentia ainda pior. Ela suspirou tristonha, afundando mais o roto no peito dele, os olhos ardendo lacrimosos.
– Eu estou tão arrependida! Um doce de menina, a melhor filha do mundo, e eu a tratei tão mal! – lamentou ela, chorosa.
– Você não a tratou mal Bee, você só errou. – confortou ele, gentilmente.
– Pode até ser, mas eu sei que não dei o meu melhor como mãe. É-É tão frustrante, eu sempre sonhei em tê-la de volta aos meus braços, e quando a tenho, eu não a valorizei. – continuou.
– Sabe Bee, também não acho que sou um bom pai, acho que sou muito ausente. Não quer aprender comigo, ao invés de ficar aqui chorando e se lamentando? – perguntou ele, suavemente. Ela levantou a cabeça e tentou olhar através de seus óculos de sol.
– Eu… quero aprender com você. Porque sozinha eu não vou… conseguir. – falou, pausadamente. Bruno sorriu reconfortante para ela.
– Você não está sozinha. E juntos, nós vamos conseguir. – ele disse confiante. Beyoncé sentiu uma vontade enorme de beijá-lo, mas se conteve. Sentiu-se aliviada e ainda ficou alguns minutos aconchegada ao colo dele, sob o peitoral forte, sentindo o perfume dele e e do cigarro, antes de voltar a realidade e se levantar.
– Agente podia viajar pra algum lugar. – ele sugeriu.
– Pra onde nós iríamos? – perguntou ela, tirando a roupa sem o menor pudor aos olhos de Bruno.
– Pra um lugar aonde uma família iria, tipo a Disney. – falou ele, observando a mulher de roupas intimas á sua frente. O rosto de Beyoncé se iluminou.
– Isso! A Disney é perfeita! Vamos passar uma semana lá, assim que pudermos. Topa? – perguntou ela, pondo as mãos na cintura. Bruno olhou o corpo desnudo de Beyoncé e mordeu os lábios.
– Eu não sei… Se nós fossemos, o Jay iria? – perguntou ele, pretensioso. Beyoncé riu.
– Não, ele tem uns trabalhos pra fazer. – respondeu ela, a voz alegre pelo riso recente. Depois assumiu uma expressão subitamente maliciosa. – e a Jessica, iria?
Foi a vez de Bruno rir.
– Ela está em New York, para a Fashion Week. – respondeu.
Beyoncé aproximou-se de Bruno e virou-se de costas para ele.
– Sobe o zíper pra mim? – pediu ela, numa malicia disfarçada de inocência. Bruno sorriu presunçoso e se levantou. Passou a mão lentamente nas costas dela, fazendo-a arrepiar. Sorriu novamente, e subiu o zíper de uma vez.
– Mal posso esperar por essa viagem. – sussurrou ele no ouvido dela, abraçando-a por trás. Beyoncé sorriu, inclinando a cabeça para trás.
– Eu também. – segredou, dando um pequeno sorriso.

Notas finais
Bjoo rarah