Filha da Fama

43 Hold Tigh


O Grammy não estava sendo grande coisa. Por que eles não indicaram o Justin em ao menos uma categoria? Ele esperava tanto por isso, eles estragaram tudo.

E agora eu me sentia um pouco culpada por estar ganhando tantos prêmios e ele não, embora não fosse minha culpa. Mas tinhammuitas outras premiações vindo, e eles tiveram decência de indicá-lo. Quando fui apresentar Diamonds, imaginei-o na platéia, e cantei. Cantei para ele.

Depois do Grammy se arrastar por horas e vários prêmios serem recebidos, terminou. Eu exibia 7 Grammys que mal podia carregar. Não estava muito animada para ir a festa Pós-Grammy, então disse ao meu pai que iria embora, e ele compreendeu.

Na limusine, peguei meu Iphone. Precisava muito falar com Justin, ouvir a voz dele.

– Oi Cherry. – saudou ele, a voz rouca e abatida.

– Oi Justin! O que você está fazendo? – perguntei animada.

– Estava tentando fazer uma twittican, só que não deu não deu certo e eu estou ainda mais depressivo. – falou, rindo fraco. Eu me senti mal por ele. – ganhou muitos prêmios?

– Alguns. – respondi, dando um pequeno sorriso.

– Quantos? – perguntou, um tanto descontraído. Hesitei um momento.

– Uns… sete. – respondi, tentando fazer descaso. Ele ficou em silencio um momento.

– Er… Cherry, isso é ótimo, eu estou tão… — ele começou a falar, um constrangimento evidente na sua voz.

– Não, não precisa fazer isso. – o interrompi. Quem ficaria feliz com a vitória dos outros em algo que você queria, mesmo sendo sua namorada?

– Obrigada. Mesmo assim, eu estou orgulhoso – falou, uma ponta de felicidade na voz. – Jazmyn, desça daí! Meus irmãos estão aqui comigo, vem pra cá depois da festa.

– Eu não vou à festa. – respondi, sentindo até um pouco de orgulho de mim por isso.

– Não? – ele parecia surpreso, mas feliz – vem pra cá, queria muito que você conhecesse meus irmãos!

– Ah, eu não sei não, e se eles não gostarem de mim? – perguntei receosa. Justin deu uma pequena risada.

– Eles são crianças Cherry, eles gostam de todo mundo! Além do mais, você é adorável, todo mundo gosta de você. Pooor favooor! – pediu manhoso. Considerei por um momento.

– Ok, eu vou, mas só um pouquinho. – cedi, sorrindo. Ouvi uma comemoração do outro lado.

Os irmãos de Justin eram adoráveis, e nos demos bem logo de cara. Jason era muito dengoso e queria ficar o tempo todo no meu colo, Jazmyn era muito animada. Consegui colocá-la para dormir, e Justin ficou com Jason. Depois fora apenas Justin e eu.

~//~

Estava voltando do Brit Awards com Harry bêbado ao meu lado. Era hilário, digno de gravar um vídeo e colocar na internet. Meu celular tocou, era Justin.

– Oi Cherry! – cumprimentou ele, animado. Uma música eletrônica no fundo.

– Oi Justin… que barulho todo é esse? – fui logo perguntando.

– Estamos em uma boate aqui em Londres, para Ella! – ele respondeu rindo. Ella?

– Estou indo pra aí. – falei deliberadamente séria. Me lembrava vagamente dessa Ella, e era melhor não estar acontecendo nada. Muito melhor. Harry s mexeu ao meu lado.

– Aonde nós vamos? – perguntou, a voz pastosa de bêbado.

– Á uma boate, você vai gostar. – respondi, dando um pequeno sorriso.

~//~

Adentrei a boate, amparando Harry pelo braço. Olhei ao redor e avistei onde Justin e sua equipe estavam. Bufei raivosa, a tal da Ella estava sentada ao lado dele, rindo. Engoli a raiva e assumi a minha expressão superior, afinal, eu era a namorada dele.

Aproximei-me da turma sorrindo, ele deram uma alegre e alta saudação. Justin se levantou e me deu um beijo apaixonado, arrancando gozações de todos. Voltou a se sentar, mas dessa vez me puxando consigo e fazendo-me sentar em seu colo.

– Você está muito gata, gata. – sussurrou ele no meu ouvido. – já conhece a Ella?

Ela sorria amarelíssimo, para a minha satisfação. Provavelmente não esperava que Justin demonstrasse tanto afeto, não na frente dela. Sorri simpática, mas sem perder o meu ar superior.

– Olá Ella, muito prazer em te conhecer. – falei gentilmente, estendendo a mão para ela. Ella a apertou, sorrindo ainda mais amarelo ao ver que Justin começara a beijar o meu pescoço.

– O prazer é meu. – respondeu baixo. Por quê ela ficou tão sem graça? Será que ela esperava ter uma chance com Justin?

– Aqui, Jack Daniels. – ele me ofereceu seu copo com o líquido amarelado dentro.

– Ah, eu não estou bebendo. É Quaresma lembra? – recusei, ajeitando-me em seu colo.

– Quaresma? Os 40 dias que Jesus passou no deserto? – Alfredo perguntou.

– Exatamente. – afirmei. – nesse tempo, alguns católicos ficam de penitência, sem comer, beber ou fazer alguma coisa que faz muito. Eu estou sem beber.

– Uau, que religião mais radical. – falou Justin. – então toma uma Coca-Cola, meu anjo. O que o Harry tem?

– Está bêbado, muito bêbado. – falei divertida. – Harry, você está acordado?

Ele apenas tentou assentir com a cabeça, fazendo todos rirem. A conversa seguiu animada e Ella apenas ria. Os outros nem tentavam integrá-la na conversa, era como se ela fosse uma… intrusa.

– Muito bem pessoal, está na hora de irmos, temos trabalho hoje. – falou Justin, me apertando. – Cherry, você está em que hotel?

– No LandMark, por quê? – respondi. Ele deu um sorriso malicioso.

– Eu também estou nele. – respondeu, me dando um beijo no pescoço. – eu te levo lá.

Ao sairmos, uma onda de paparazzi nos aguardava. Segurei a mão de Justin, num pedido silencioso para que ele ficasse calmo. Ele apertou de volta, como que respondendo que ficaria. E com certa dificuldade, conseguimos chegar ao carro. Ele suspirou pesadamente e recostou-se no banco. Ficamos em silêncio um instante.

– Achei que você fosse ter uma crise de ciúmes. – ele falou, afagando lentamente meu cabelo.

– Então você fez isso para me provocar ciúmes? – perguntei, também me recostando no banco.

– Não! É que, pensei que você fosse ficar com ciúmes de mim, conversando com outra garota. – corrigiu-se rapidamente. Ri devagar.

– Eu tenho ciúmes de tudo em você, mas não demonstro, às vezes. – respondi.

– É mesmo? Você não precisa ter ciúmes, eu sou todo seu. Isso até me liberou mais para conversar com outras garotas, por que meu coração já pertence à uma. – falou gentilmente, dando um pequeno sorriso.

– Nada disso de “facilidade de falar com outras garotas”, você é meu e de mais ninguém. – falei arrogante, o rosto próximo ao dele, que riu e me puxou para o seu peito.

Suspirei. Justin era um homem, ele tinha suas necessidades, ou seja, ele tem que fazer sexo. E o que fazer quando não há em casa? Procurar em outro lugar. Sabia que ele ia esperar o tempo que fosse, mas eu não sabia se iria conseguir esperar. Mas… eu não tinha que esperar e não tinha nada á perder.

Notas finais
Bjoo rarah