Fifth Magic War
3 O início dos conflitos.
Notas iniciais
Nunca se esqueça que existe pessoas que você não pode deixar de lado.
Onze de abril de 2015, meio dia.
Inazuma, Japão.
Era impressionante como Arthur era forte e inteligente, como se fosse um prodígio na magia. Não importa o que as seis garotas fizessem, Arthur fazia mil vezes melhor. Isso irritava algumas e deixava outras felizes por seu “Professor” ser uma pessoa bem forte. Agora, depois de um dia tentando entender a magia do moreno, elas finalmente iam descobrir qual era. Mas não sabiam que iam ter uma aula.
Angel estava na sala ao lado de Lua, segurando Silver no colo para não irritar as outras bonecas que liam livros diversos espalhados pela a casa. Quando Arthur pegou um mediano quadro negro e colocou em cima da cadeira, todas se entreolharam e fizeram piadinhas. Mas quando viram que ele entregou uma folha em branco e canetas, perceberam que ele estava falando sério.
— Vamos ter aula de que, hoje? Matemática? — Irene perguntou sarcástica. Angel tinha percebido que Irene era uma garota que vivia fazendo piadinhas e das dez coisas que falavam, onze eram sarcasmo.
— Aula de Magias. — Arthur falou, colocando o dia no quadro e repartindo o quadro numa linha reta. Ele pegou um caderno e começou a folheá-lo, assim olhando para as meninas.
Ele se virou e escreveu na lousa rapidamente, assim saindo dela. Angel foi a primeira que copiou, por ordem de Silver que achou interessante. Com o tempo, as outras copiaram também.
Magia dos Escudos.
— A magia dos escudos é rara, e creio que só irão encontrar duas pessoas com esse poder. Uma delas sou eu. — Ele pausou. — A Magia dos Escudos é, nada mais e nada menos, a junção de todas as magias que vocês possam imaginar. Além da junção desses poderes, seu principal poder é que o mago pode fazer um escudo invisível em qualquer pessoa, a qualquer distância. É uma magia que ensina e ajuda a proteger os outros, podemos dizer que é a “Magia Mãe”. O mago que a tem é um bom aliado, e um forte inimigo.
Yuuna levantou a mão, como se fosse uma aula.
— Porque é rara?
— Porque é perigosa demais. Pode destruir a terra com apenas um toque, e ciente disso, as pessoas começaram a caçar todos os magos com esse poder por medo deles. — Arthur respondeu. —Essa magia foi extinta por anos, até que viram que tinham feito algo errado quando precisavam dela nas guerras. E depois de um tempo, poucos magos nasceram com essa magia.
— Como você. — Irene deu um exemplo e ele afirmou. — E sabem o motivo dela ter voltado?
— Não. Muitos dizem que ela sempre existiu porque Rubbit tem essa magia. — Arthur começou a escrever mais coisas no quadro. — Quem diz isso está totalmente errado, porque ninguém sabe qual magia ele tem. Entretanto, eu tenho uma teoria que falarei a vocês. Como Silver não pode falar nada, não vamos a pressionar a dizer se é verdade.
— Mas Rubbit é um dos magos mais fortes que tem, qual magia ele teria se ela é a mais forte? — Luana perguntou, e Sam parecia querer fazer a mesma pergunta. Arthur saiu de frente da lousa, mostrando outra coisa escrita.
Magia das Almas.
Hikari caiu na gargalhada.
— Essa magia é fictícia. Não existe. — falou. Irene a olhou, como se pedisse para calar a boca. — Os Morozov devem ser esquentados.
Arthur apontou a garota, que se encolheu um pouco.
— Esse tipo de comentário é o que todos falam. Mas, assim como a magia dos escudos, essa magia é algo muito raro. — Arthur olhou Silver, que afirmou com a cabeça. — A magia das Almas é a magia mais forte, e pode ser confundida com a minha. Tem os poderes de todas as outras magias assim como a dos escudos, mas a diferença é que a pessoa pode prever o futuro e controlar almas, dando vida a alguns objetos, assim como tirando a alma dos que tem.
Sam olhou Silver e depois o moreno, se levantando e pensando um pouco. Hikari continuou dizendo que não tinha sentido, porque ela não existia.
— Faz sentido. — Hikari olhou a australiana. — Sem querer ofender a Silver, mas as bonecas não tem alma. Para se mexerem, elas precisam de vida, e ele deu a vida a elas. Como? Com a magia das almas.
Quando Arthur ia falar algo, a campainha toca. Ele sorriu.
— Acho que continuaremos a aula de magia depois, vamos para o treino? — todas se entreolharam. — Trouxe alguns amigos e pessoas especiais aqui para ajudarem e incentivarem.
— Não preciso de incentivo. — Irene foi direta. — Preciso de chocolate, e frio. Não aguento mais ficar aqui em Inazuma.
Arthur a ignorou e foi atender a porta, enquanto elas conversavam sobre o que achavam do moreno.
— Ele é forte, e meio maluco. — Hikari disse. — É confirmado que essa magia não existe, e mesmo que faça sentido à parte das bonecas, isso não explica porque apenas o Rubbit a tenha. Em milhares de magos, apenas um cara qualquer que não gosta de mostrar o rosto?
— Se mostrar, vocês irão se assustar. — Silver comentou. — Vou ler alguma coisa.
E saiu andando. Angel olhou Luana, que calculava tudo, e por fim disse:
— Arthur tem um jeito esquisito. — Angel fez uma pausa quando Irene levantou o olhar para ela. — Digo, ele parece esconder muitos segredos.
— Não, é porque ele é gay mesmo. — Irene fez Sam soltar uma risada. — Mas é verdade, Arthur é gay. Ele terminou com o namorado na madrugada, não escutou ele gritando? O nome era Louis, ou algo assim.
Todas olharam para Arthur entrando na sala, sorrindo. Era o que menos esperavam.
— Que desperdício de homem. —Yuuna comentou, e todas soltaram uma risada. Logo elas foram abafadas com as pessoas que entravam.
Quatro pessoas entraram e se posicionaram meio longe das escolhidas.
— Tadinhas. — um ruivo comentou. — Espero que não percam muitas pessoas importantes.
Um garoto com sotaque italiano olhou o outro.
— Calado. — ele se pôs na frente dos outros cinco. — Sou Fideo Aldena, fui escolhido na guerra passada assim como todos os outros. Minha boneca era a Silver, essa coisa amarela e chata que está tentando subir no sofá. — apontou para a boneca, e Angel a segurou e se levantou.
— Ela é a minha boneca dessa guerra. Eu sou a Angel. — Fideo a olhou, mudando o ar simpático para sem interesse.
— Não lhe perguntei nada. — Angel se sentou, sem dizer nada.
O ruivo que tinha feito o comentário foi o segundo.
— Sou Nagumo Haruya, e a minha boneca era a Jade. — ele falou, e Jade apenas entrou na sala e se encolheu atrás de alguns móveis. Lua a olhou. — E sei que a Luana Santiago é a dona de Jade nessa guerra.
Uma garota acenou a elas, ela parecia americana.
— Sou Anna Martin, e minha boneca era a Golden. — Golden acenou a ela ao entrar na sala, mas parou em Yuuna. — Sou a mais nova dos escolhidos, prazer em conhecê-las. Yuuna é a dona, certo? Cuide bem dela!
Elas acenaram a garota e olharam o último, que tinha cabelo loiro e longo, e enrolava-os com a ponta dos dedos enquanto olhava distraído para algum lugar.
— Sou Afuro Terumi, e minha boneca era a Ruby. — ele disse meio distraído. — Os donos antigos de Lazuli e Blizzard, Dylan e Mark, sumiram desde que a guerra acabou.
Elas se entreolharam e Arthur as olhou.
— Agora a coisa vai ficar séria, meninas. — ele cruzou os braços, ficando sério. — Aprendam a lutar, e não façam Rubbit passar vergonha por terem a escolhido. Se não... — ele chegou perto delas. — Eu acabo com vocês.
Elas respiraram fundo, agora sem medo das palavras dele. Ele sorriu, gostando da reação delas. Irene olhou as mesmas e falou por todas.
— Então nos ensine o que sabe.
****
Onze de Abril de 2015, duas horas da tarde.
Sydney, Austrália.
Jake White estava olhando para a foto de Sam com raiva. Ele queria ter ido para a guerra também, mesmo tendo seus catorze anos de idade. Tentava ler o livro que Ruby tinha dado a ele, O Pequeno Príncipe, mas só pensava na injustiça que tinha passado. Só porque era muito novo?
— Pare de ficar com essa cara, Jake. — disse Scarlett, sua irmã mais velha, que estava grávida. — Vamos logo voltar para Sydney.
— Queria que tivesse alguém que me entendesse. — Scarlett revirou os olhos com o drama do irmão mais novo. — E porque temos que ir a Moscou?
Scarlett entregou as malas a seu marido, Jackson, e o olhou.
— A Austrália é alvo mais fácil para o inimigo, iremos para a Rússia, que é difícil do inimigo entrar. — parou um pouco, puxando o mais novo dos irmãos, Mike, para fora do quarto. — E Moscou porque Ygor Morozov foi bondoso e nos deu uma casa para ficar, e além do mais, ele tem um filho que fará treze anos daqui a uma semana, e ele não pode ir para a guerra. Cuidaremos dele, ou ele da gente, lá é muito frio.
Jake ficou feliz por não ser o único que não podia ir para a guerra, mas imaginava que ele não gostaria de ir, já que nem deveria saber. Magos, principalmente os Morozov, só descobriam da guerra aos seus treze anos.
— Pavel Morozov. — disse Jackson. — Acho que é esse o nome do menino. Pegou tudo, Lett? — a esposa afirmou. — Vamos, então.
Jackson pegou um colar que Ruby tinha deixado para eles abrirem um portal e o tacou no meio da sala, e logo um grande portal se abriu, aparecendo uma sala bagunçada com um garoto escrevendo num cartaz e colando algumas coisas. E então eles entraram no portal, depois de fecharem a casa inteira.
Moscou, Rússia.
A família White saiu atrás do menino. Não fizeram barulho por um tempo, talvez não seja o garoto. Ele estava concentrado lendo vários relatos de seu pai sobre as guerras, enquanto anotava umas frases de um livro que estava aberto em sua frente. Era um exemplar de “A Menina que roubava livros”. Quando eles decidiram falar algo, o garoto pegou a tesoura e atirou para trás, fazendo Jackson se abaixar e o objeto ficar preso na parede.
— Somos os White. — Jake falou, pegando a tesoura. — Você deve ser o...
O de cabelos brancos se levantou e Jake olhou o garoto de costas. Ele é tão magrelo e branco, que nem parece ser de uma família de nome, mas o fato dele ter quase acertado a cabeça de Jackson com uma tesoura meio que o assustou.
O menino se virou e pegou a tesoura, mostrando seus olhos vermelhos e inocentes a eles. Colocou a tesoura na mesa e pediu desculpas a Jackson, que ainda estava sentado no chão. Ele o ergueu e passou a mão na barriga de Scarlett, vendo que a mesma estava grávida.
— Scarlett, Jackson, Jake e... — olhou o menino que estava correndo para o quintal sem camisa. —Mike. Melhor irem atrás dele, não é um dia muito quente.
Apenas viram um menino correndo para dentro da casa e colocando a camisa novamente, e fechando a porta do quintal. Pavel riu e olhou Jake, como se eles pensassem a mesma coisa. E o australiano percebeu, nesse exato momento, que talvez russos sejam bons aliados e imprevisíveis.
— Eu sou Pavel, e desculpe a bagunça, estou estudando algumas guerras. — Scarlett ficou confusa.
— Você sabe da guerra? — Jake perguntou por sua irmã. Ele afirmou. Jake, mesmo tentando conter, sorriu ao de cabelos brancos.
Eles tinham um pensamento igual, enquanto os outros nem imaginavam isso: Irem contra as regras de seus irmãos. Irem para a guerra. Mas o que adianta ir para a guerra, se eles vão voltar para casa quando descobrirem? E é por isso que Pavel tinha em mente algo que nem Jake iria imaginar.
Descobrir quem é Rubbit e o convencer de deixá-los entrar na guerra.
****
Onze de abril de 2015, cinco horas da tarde.
Inazuma, Japão.
O Conselho da Magia, atualmente, é composto por quatro magos das cinco famílias que tem nome no mundo da magia, já que o Luke White morreu. Eles são Thomas Martin, Ygor Morozov, Charlotte Aldena e Misao Kirino. E o garoto de cabelos rosa era sobrinho da última integrante, e às vezes se perguntava o que fez na outra vida para merecer isso.
Estava sentado no quintal de sua casa, enquanto via seu melhor amigo e a namorada brincando com o seu cachorro, Jack Will. Shindou Takuto namorava Akane há dois meses, depois de muitos momentos assustadores e fofos entre os mesmos. Principalmente quando tem Irene no meio, a russa vive dizendo que os quatro irão se casar no mesmo dia, num casamento duplo.
Ah, como Ranmaru, ou Kirino, amava a de cabelos brancos. Teria batizado o cachorro de Jack Will porque é o nome do personagem favorito da menina, do livro Extraordinário. Queria colocar Nico, mas a russa o ameaçou se colocasse esse nome antes dela ler Percy Jackson.
Sabia que Irene estava em Inazuma, ela tinha o ligado para dar a não tão maravilhosa notícia que tinha ganhado uma boneca de Rubbit, Lazuli. O motivo de não ter ido a sua procura era porque não sabia por onde começar a procurar, sem falar que sua tia não iria deixa-lo sair de casa sem ser para guerrear. Isso o deixou meio esperançoso que ela fosse até ele, ou algum amigo a visse, como Tenma, que acabava de entrar puxando Goenji e Ibuki por suas mãos, literalmente.
— Vamos jogar futebol para tirar o clima tenso de guerra? — Tenma disse, e Takuto abraçou a namorada.
— Que clima de guerra? É apenas clima de namoro mesmo. — Ibuki brincou, levando um soco de Akane e Shindou. Ranmaru se levantou de onde estava sentado e foi até o grupo de pessoas. — Soube da sua namorada?
Ele revirou os olhos.
— Ela não é minha namorada, e soube sim. — respondeu.
— Como assim não estamos namorando, amor? — escutou o sarcasmo na voz de alguém atrás dele, assim se virou, já sabendo quem era. — Oi.
Viu Irene ao lado de uma garota que entendeu ser Sam, já que Ibuki tinha a cumprimentado. Tinha outra de cabelos loiros que se apresentou como Yuuna. Ele abriu os braços e a garota correu até ele, o levantando. Ele era um pouco baixo para ela, tinha apenas um metro e setenta e nove. Era um romance quase Lovely Complex, era óbvio isso.
— Saudades? — Irene falou, e ele afirmou. — Eu sei, sentiria falta de mim se tivesse longe de mim mesma.
— Isso é possível? — Tenma comentou e Sam o olhou quase sem entender.
— Ele não está... Espera, esse é o Tenma, né? — Ibuki afirmou. — Entendi agora.
— Eu iria responder, mas não sei se ele está de brincadeira ou não. E espero que esteja. — Yuuna falou e Tenma abaixou a cabeça, envergonhado.
Irene puxou Kirino para um canto e sorriu gentilmente, se colocando na frente dele e pegando suas duas mãos. O garoto de cabelo rosa engoliu em seco, ficando meio sem graça. Viu Akane empurrar todos para dentro da casa e deixar os dois sozinhos. No momento, ele esqueceu que estavam sendo vigiados por seus amigos e riu um pouco da garota que pensava no que dizer.
Ela soltou suas mãos.
— Não quer falar algo comigo? — ela perguntou, e Kirino riu. — Um incentivo de não desistir agora. Sei que não sou dessas de pedir incentivos, mas eu preciso realmente que você me apoie agora, ou não sei o que faria.
— Quer um beijo? — Irene caiu na gargalhada com o que o rosado disse. — É o que fazem em filmes.
— Mas é a garota que faz isso, não o menino. — pensou alto e ele suspirou. — Pode dar certo, eu sou mais alta que você. — brincou.
Ranmaru parecia sério, mas quando viu Irene brincando, ele começou a disfarçar também. Essa é a maldita “friendzone” que Kirino passava cada dia de sua vida. É algo que o se identificar com músicas do One Direction e aprender a fazer unha. Para ele, era como uma doença que poucos sobreviviam para contar como saiu daquela encurralada.
Suspirou, rindo de seus pensamentos sobre o assunto e a olhou, que esperava a resposta com seus olhos vermelhos bem abertos.
— Seu pai disse na minha frente que, na família Morozov, os homens são criados para serem guerreiros honrados, e as mulheres, líderes. — falou, com a voz firme. — Honre essas palavras de seu pai, e vença essa guerra.
Ela sorriu. E foi quando escutaram um grito agudo vindo de dentro da casa.
— O que foi isso? — Kirino perguntou, e Irene viu Sam e Yuuna saírem rapidamente da casa. As plantas começaram a se mexer.
— De novo não.
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