Fifth Magic War

4 O início dos conflitos. Parte 2


Notas iniciais
OIEEE! Esse capítulo é mais a continuação do outro. Continuação da luta, relação de Jake e Pavel, etc... Obrigada pelo os comentários, eu me sinto tão feliz quando vejo vcs falando que gostam da fanfic q da até vontade de chorar, sério. x.x' Sem mais delongas, aqui está o capítulo. Boa leitura! OBS:. Leiam as notas finais.

A coragem é criada quando se tem um medo no meio dela.

Onze de abril de 2015, cinco e vinte.
Inazuma, Japão.

Yuuna, Sam e Irene ficaram surpresas ao ver Ran na frente delas novamente com uma cicatriz no pescoço. Ela fazia as árvores parecerem que iam começar a andar só de estar ali. A loira do trio levantou a mão para o alto e fez com que uma espada aparecesse em sua mão rapidamente, ficando na frente de todos.

— Ora, ora... — a mulher a frente delas falou. — Abaixe essa arma, garotinha. É capaz de você se machucar mais que eu.

— Quem é ela? — Akane perguntou se posicionando na frente de Takuto.

— Uma samambaia. — Irene respondeu e viu Ran dar um passo, mas não as atacarem.

Foi quando se virou e viu duas pessoas atrás delas. Dois garotos, na realidade. Um estava tampando a cara com a máscara, e usava um terno com uma cartola, e o outro era loiro, de olhos azuis, e parecia ser do colegial.

— Sim, pequena Morozov, eu trouxe companhia. — Todos se viraram e encararam os dois, que apenas deram um aceno rápido e começou a se aproximar deles. — O alto é Chade, e o baixo é Reed.

Irene olhou Sam e viu quais bombas tinha em seu casaco. Olhou Takuto depois, e assim a australiana, mais rápida, disse:

— Apenas nós três, deixe os outros irem embora. E não machuquem mais o Ibuki, por favor. — falou, vendo o garoto caído no chão da sala com a porta quebrada. Realmente, Sam pensava que a mulher-planta deveria ter algo contra portas que dão para a varanda.

Takuto segurou a mão de Tenma e de Akane, que logo pegou a mão de Kirino. Quando estavam todos segurando a mão de cada, menos as três, o garoto se transportou para outro local sem ouvir a resposta da mulher. Ran riu e foi à vez que Reed falar algo.

— É muito amor à vida de seus amigos. — o loiro falou e Yuuna viu que seus olhos eram vazios, sem esperança de nada. Ele era como se fosse alguém manipulado por outro.

— Ei, mascarado. — Chade olhou Irene. — Pensa rápido.

Irene colocou a mão dentro de seu casaco vermelho novamente e tacou algo retangular de aço para Chade, que pegou rapidamente. Yuuna cortou a raiz de árvore que ia as atacar e Sam a puxou para longe dali correndo e pulando das plantas que tentavam pegar seu pé. Irene pulou em cima delas, colocando-as de cara com chão e apertou um botão dentro de seu casaco, fazendo o objeto explodir na mão de Chade.

Ela saiu de cima das garotas e rolou no chão, vendo a fumaça. Sam pegou a espada de Yuuna que estava ao seu lado. Yuuna fez que uma bola de luz passasse por dentro da nuvem escura da explosão e tentasse escutar algo. Viu um jato negro vindo em sua direção e Sam colocou a espada da loira na frente da mesma, que refletiu e foi para longe.

Dentro da nuvem de fumaça, Reed apareceu sem nenhum arranhão e corria para elas. Sam fez sua besta aparecer e fez um muro de terra em volta das duas. Logo percebeu seu erro ao não olhar alguém mais alto que elas ali.

— Irene... — Yuuna comentou e Sam fez sinal que estava ciente disso. Quando ela ia abaixar o muro para ver como estava Irene, algo começou a bater no muro.

Yuuna pegou a espada, e elas ficaram em posição de combate para a parte que recebia os socos. Respiraram fundo e se entreolharam, não tinham uma palavra que poderiam trocar naquele momento. Apenas um olhar, e estava de bom tamanho.

Fora do muro, estava Irene lutando com Chade. Irene desviava das bolas de fogo do mascarado, enquanto retirava a sua luva e a colocava no bolso qualquer. Ela estendeu a mão, apontando para Chade, mas o garoto apenas desviou das ondas de destruição dela, apenas fazendo repartir uma árvore ao meio.

Ao tropeçar e Chade o atirar com uma arma que tinha em seu bolso, ela esperou a morte. Mas apenas viu a bala parar em sua frente e ela sair, assim a bala cair no chão. Olhou para trás, vendo Angel correr até ela e se por do lado da mesma.

— Cadê Luana e Hikari? — Irene perguntou à francesa, que se colocou atrás de uma árvore para que o mago não percebesse. A de cabelos brancos subiu na mesma árvore, esperando a resposta da garota.

— Luana estava treinando suas habilidades com Nagumo, não estava comigo agora. E Hikari foi chamar Arthur para ajudar. — Irene fez cara que tinham feito algo errado. — Desculpe, foi instinto.

— Ok, tudo bem. — Irene a interrompeu, pegando outra bomba de seu casaco. — Angel, quando eu pular daqui, eu quero que você corra o mais rápido possível e ajude Sam e Yuuna a saírem da situação que estão.

— Mas... Irene... — Angel viu a garota com uma dinamite na mão.

— E, eu quero que guarde essas palavras. —Angel quase teve um pequeno ataque por a de cabelos brancos a interromper novamente. — Eu amo bombas, acredite. Como o Deidara de Naruto diz...

Ela pulou e Angel esperou o resto da frase. Irene estava com os olhos brilhando quando Chase se aproximava a ela.

— A arte é uma explosão. — ela viu Angel correr até o muro de terra quando Reed o derrubou. Ela olhou Chase. — Logo, sem brigar, eu sou a líder daqui.

E ela ascendeu à dinamite, o tacando no mesmo e indo para trás da árvore. E, novamente, uma explosão aconteceu. Angel, que tinha parado os ataques de Reed, olhou assustada para a explosão e viu o loiro ficar distraído.

Sam o atacou nesse momento com sua besta, atirando uma flecha bem no seu peito. Yuuna correu e enfiou a espada em sua barriga, fazendo-o cuspir sangue. Ele caiu no chão, morrendo aos poucos.

Elas olharam Chase, e ele tinha sumido. Viram Ran sentada, aplaudindo a tudo aquilo. Irene correu mancando até elas e se preparou para destruir o corpo da mulher, quando viu uma loira passar na frente delas com uma bola de fogo na mão e tacar na mulher-planta, que desapareceu na árvore na hora.

— Lua... — Angel perguntou, olhando a garota. — Você não... E cadê Hikari? Ela estava atrás de Arthur.

— Eu sei, foi ela que me avisou. Arthur não estava em local algum. Parece que ele fez isso para nos virarmos. — a italiana falou, e viu o estado das garotas. — Vocês conseguiram?

Elas olharam para trás e viram que apenas tinha sangue de Reed no local que o corpo tinha caído. Ele tinha sumido assim como os outros três provavelmente ele estaria morto. Viram Hikari entrar na varanda com Nagumo, e eles andaram até elas.

— Onde está Chase? — o ruivo perguntou, e Irene disse que ele tinha sumido. — Achei que Chase tivesse morrido, depois daquilo...

— Aquilo o que? — Luana perguntou. — Nagumo, tem algo que as pessoas não sabem que aconteceu na outra guerra?

Nagumo cruzou os braços e abaixou a cabeça, e quando levantou, ele as olhou. Estava prestes a cair em lágrimas e falar, mas ele apenas engoliu o choro e deu colocou as mãos no bolso da bermuda, olhando-as como se não tivesse quase chorado há segundos.

— Sim, aconteceu. — elas esperaram que ele contasse, mas ele apenas se virou. — Mas não irei falar, porque o que aconteceu na Quarta Guerra, continua na Quarta Guerra.

Ele saiu andando na frente delas, enquanto elas ficaram paradas. Irene ia falar que não podiam ir para a casa porque tinham que procurar os seus amigos, mas o ruivo se virou a ela como se já soubesse disso.

— Eles estão bem, Terumi os levou para casa de Midorikawa. Por sorte o teletransporte de Shindou os levou para aonde ele estava. E Arthur teve que ir para a casa de sua família, que é em outro país, fazer algumas coisas por lá, mas ele disse que amanhã ele já está aqui, ou hoje de madrugada. Não se preocupem, é algo pequeno e ele pegou um portal, não vai demorar quatro dias. — Nagumo falou. — Por isso, apenas vamos para a casa.

— Ok, então... — Irene olhou Sam e Yuuna, e assim começaram a andar na frente. Lua segurou a mão de Angel e foi atrás delas, na direção da casa onde ficavam.

***

Onze de Abril de 2015, seis horas.
Moscou, Rússia.

Jake tinha seguido Pavel para a casa de seus amigos. Na realidade, sua irmã e seu cunhado quase o obrigaram a ir atrás do albino para se distrair e não ficar reclamando que não podia ir para a guerra como a irmã mais velha.

A Rússia era muito fria, mas ele não sentia devido a sua magia de fogo. Ele não sentia frio, e o calor não o incomodava. O australiano olhou Pavel umas oito vezes e se perguntou como ele poderia se acostumar com o frio de lá, muitas vezes até difícil de sair de casa. Na realidade, ele perguntava isso aos três russos, contando com o Pavel, que se encontravam no local.

Eles estavam na casa de uma garota chamada Anya. A garota é muito bonita e sua personalidade era até bem legal, mas parecia meio enjoativa. Não vamos comentar nada sobre a olhada maligna que ela deu a ele quando entrou com Pavel em sua casa, ele sentiu até medo de morrer ali mesmo. Seus cabelos eram rosados e iam até a altura dos ombros, com olhos dourados e grandes, que davam um aspecto de inocente nela. Tinha feito treze anos a uma semana, mas parecia ser mais velha, talvez uns catorze anos.

Outro garoto que também estava lá era Valdir, ou Patinho Feio. Ao contrário de Anya que parecia uma modelo mirim, Valdir tinha uma aparência estranha ou de alguém doente. Sua pele é muito pálida e seus cabelos são castanhos bem escuros, da mesma cor que os olhos. Sem falar que ele parecia bem magro e tinha olheiras. Ele foi com a cara do garoto na primeira frase que ele escutou do mesmo, na realidade todos iam com a cara de Valdir. Ninguém odeia o “Patinho Feio” da rua.

Por fim, Pavel. O que achou dele? O garoto é tudo que ele imaginaria de um Morozov, mas ao mesmo tempo, nada que ele tinha imaginado. Sem falar da aparência, Pavel era bem gentil e inocente, nem parecia a pessoa que tinha tacado uma tesoura na cabeça de Jackson há algumas horas atrás. Ele era o único dali que ele estava ciente de ser mago, mas seus poderes não tinham se ativado. Entretanto, sua inteligência salva a falta da magia no garoto.

Estava há duas horas lá, e ninguém falava com o mesmo. Bem, até agora.

— Jake, você gosta de música? — Pavel perguntou, levando alguns CDs de Anya para perto dele.

Ele ia falar algo a respeito de ter sido ignorado, mas viu que Pavel estava esperando a resposta com um sorriso alegre no rosto.

— Prefiro esportes, mas música é legal. — Valdir se sentou do lado dele enquanto Anya ia falar com a mãe sobre alguma coisa que não prestava atenção. — Eu faço muitos esportes, acho divertido.

— Então os White são como os Morozov, mas na versão esporte? — Valdir perguntou e viu a cara de confuso de Jake. — Os Morozov são ótimos em tocar instrumentos, cantar e dançar. Em resumo, tudo relacionado à música. Os White, então, são melhores em esportes?

— Algo assim... — respondeu, passando a mão na cabeça. Anya chamou Valdir para ajudá-la com alguma coisa na cozinha, e assim o garoto foi rapidamente.

Jake olhou Pavel, indo direto no assunto que queria falar a muito tempo.

— Você vai tentar entrar na guerra, certo? — Pavel confirmou, resmungando que tinha falado isso com ele. Jake fez uma pausa. — Mas como vamos para lá? Talvez eles vão nos mandar para a Rússia de primeira.

Pavel se levantou e colocou um CD no rádio.

— Por isso vamos atrás de Rubbit. — Pavel falou, dando play no rádio. Jake achou que era piada, mas viu o menino o olhar sério. — Pode parecer suicídio o que irei dizer, mas se formos atrás dele, nós podemos o pedir para nos colocar na guerra. Pelo o sotaque das bonecas, ele deve morar na Inglaterra, e talvez em Londres por ser o “núcleo da magia”.

— Pavel, como você mesmo disse, isso é suicídio. — Jake disse, escutando a música começar. Era “Sugar” do Marrom 5. — Mesmo que eu queira ir atrás de Rubbit, temos que pelo menos ter uma pista mais concreta sem ser o sotaque das bonecas.

Pavel viu que Anya e Valdir estavam voltando e pulou a mesa de centro e ficou olhando Jake nos olhos por alguns minutos, na frente do mesmo. O loiro se sentiu meio incomodado pelo o olhar do menino sobre ele, como se tivesse feito algo errado.

— Eu vou amanhã à noite, eu peguei um dos colares “portais” de Lazuli. Disse que ia entregar ao meu pai, mas acho que ela esqueceu que ele não vinha para casa. — ele pausou. — Não tenho poderes até agora e tenho uma boa pontaria, então tentaria sobreviver a tudo com armas normais e objetos mágicos que tem pela a casa.

Jake o olhou se sentar do seu lado.

— Parece que estou pedindo para morrer tentando procurar Rubbit em Londres apenas pelo o sotaque britânico das bonecas, mas eu quero muito entrar na guerra. Não irei desistir do meu plano, e se você quiser ir comigo, apenas esteja à meia noite, com suas coisas, no sótão da minha casa. — Pavel falou sério, e Jake pensou um pouco.

Viu Valdir e Anya entrarem cantando a música e com xícaras de chocolate quente para todos, e começaram a conversar colocando Jake na conversa. Ele riu um pouco, mesmo que pensasse na proposta de Pavel.

Depois de terminarem a xícara, eles foram embora. Valdir correu para a casa dele, nem se despedindo. Talvez porque um ruivo tinha acabado de chegar a casa, e Jake supôs que era seu irmão. Pavel abriu o portão da varanda da frente e foi andando até a porta da casa, com o australiano atrás. O russo já não esperava a companhia de Jake para seu plano.

— Eu vou com você. —o australiano falou baixinho para não correr o risco de Scarlett e Jackson escutarem, já que eles estavam na porta da casa. O de cabelos brancos o olhou surpreso. — Talvez isso seja maluco, mas eu creio que vou até o fim do mundo a procura de Rubbit, se isso me deixar entrar na guerra.

Pavel não respondeu e sorriu, correndo alegremente para dentro de casa. Jackson e Scarlett o olharam, e ele fez o mesmo ato, dizendo apenas que tinha feito amigos divertidos aqui.

***

Onze de abril de 2015, onze e meia.
Londres, Inglaterra.

Rubbit já sabia que Pavel e Jake iam a sua procura, e a respeito disso, ele achava corajoso e interessante. Queria saber o resultado que isso ia dar que era algo imprevisível até o momento.

Estava na sua casa, após de colocar várias pistas por Londres inteira sobre onde ele morava e sua identidade. Até mesmo em sua casa ele deixou algumas fotos de quem ele era e um retrato com seu nome, que tirava a poeira por ter ficado guardado por alguns anos dentro de uma caixa. Sorria gentilmente por trás da máscara de coelho que usava.

— Pai, tem certeza que vai fazer isso? — Escutou uma voz. Era Silver. — Desculpe vir com você, mas eu estou com medo a respeito da reação de todos sobre quem é você. Principalmente algumas escolhidas, elas não falam, mas o acha um covarde por não mostrar quem é.

Rubbit riu.

— Silver, vá para Inazuma antes que sintam falta de você. — ele se virou. — Eu não sou covarde, apenas acho que as pessoas não precisam ver meu rosto para confiarem em mim ou me julgarem, dizendo se sou forte ou não. Se elas acham que isso é ser covarde, eu acho que não me importo. — ele falou numa voz serena e abraçou a boneca. — Vá para Angel, ela está a chamando agora.

Silver sentiu Angel e Sam a chamarem e ficou atrapalhada, abrindo um portal rapidamente e entrando nele. Quando o fechou, Rubbit guardou o pano no bolso e retirou a máscara, se espreguiçando. Agora sim ele iria embora de Londres. Estava com suas coisas arrumadas e disposto a se instalar de vez em Inazuma.

Pegou a mala verde musgo de mão e olhou a casa, vendo se estava tudo do jeito que queria. E, assim, apenas estalou os dedos e abriu um portal, indo para seu destino, sem olhar uma vez para trás e mudar de opinião.

Ele não estava indo para Inazuma ficar salvando suas escolhidas, e sim para ver a evolução delas. Elas eram interessantes e tinham um bom futuro pela a frente. Afinal, eram as escolhidas de Rubbit.

Notas finais
Não tem personagens para mostrar a aparência, milagre! *-* E ai? O que acharam do capítulo? Comentem o que acharam legal, o que precisa ser melhorado, se vcs já tenham suspeitas de quem é o Rubbit. Porque essa coisa do Rubbit vai render até quase o meio/final da fic (q tem 10 ou 15 capítulos, 16 se contar com o prólogo). Agora, vamos fazer um joguinho? Eu irei fazer uma pergunta em cada capítulo sobre todas as personagens (menos a de fichas, pq assim pode facilitar para o dono de certo personagem), e quem acertar eu irei contar uma curiosidade sobre Rubbit e as bonecas, assim para ajudar a resolver quem é Rubbit. Só avisando: Ele pode ser um personagem de IE, IE GO, um personagem meu, até mesmo da família da Irene ou qualquer outra pessoa. Lá vai a pergunta: Quais são as cinco famílias de nomes entre os Magos? Aviso: Na próxima semana, eu não sei se irei postar porque vai começar a semana de provas. Por isso, gente... Até o momento, sem capítulo no próximo sábado. Morram de curiosidade sobre o próximo. #apanha Espero que tenham gostado do capítulo e até o próximo. XOXO