Fifth Magic War

9 O final da guerra, o inicio de uma nova era.


Notas iniciais
OIE! HOJE É SEXTA E ESTOU ADIANTADA AGAIN! E esse é o capítulo final... Mas se acalmem, teremos o epílogo que sai... Amanhã, ou no próximo sábado. Ele não será grande, mas será o verdadeiro final da fanfic e acho q todos vcs vão me matar quando o lerem. Aconselho a escutarem See You Again no final do cap, o link ta nas notas finais. Boa leitura.

Um final nunca agrada a todos, mas todos tem que concordar que, se ele não existisse, iria deixar tudo sem graça.

Vinte e cinco de abril de 2015, duas e dez.
Inazuma, Japão.

Irene olhou para o céu, rachado ao meio, e entendeu o recado de Rubbit rapidamente. Na realidade, não tinha que entender nada, a rachadura as fazia lembrar-se da história de Hasuike An, que tinha acabado de voltar dos mortos, e que a guerra acabou quando ela destruiu aquilo. Olhou as outras escolhidas e as mandou seguir, enquanto dava ordens para outros magos a darem cobertura.

A coisa que deixou a russa mais tonta ainda foi quando Yuuna apareceu com a irmã gêmea. Como tudo se revela numa guerra? Ela tem um irmão gêmeo, se declarou para o garoto que gosta, Yuuna tem gêmea, Hasuike nunca esteve morta, Arthur é Rubbit e tem um irmão, Alfred, que até agora não apareceu.

A coisa que mais machucou ela foi quando ela esbarrou no cadáver de Akane e Shindo. A garota se segurou para não desabar no choro naquele momento, principalmente quando lembrou em se casar junto com eles, se ela fosse se casar com o rosado. Depois pensou um pouco em Kirino, como ele iria processar que o melhor amigo morreu?

Ela parou enquanto as garotas se assustavam com a quantidade enorme de cadáveres, e depois olharam os que Irene via, esperando a consolar. Irene abriu os olhos, olhou para o ponto mais alto que tinha naquele espaço vazio e continuou a andar.

— Pode chorar Irene. Todos têm direito de chorar. — Angel disse a acompanhando. Irene apertou o passo, não queria escutar consolo. — Irene...

— Céus, Angel! — Angel se encolheu um pouco com a alteração de voz da garota. Todas pararam, junto à russa. — Eles morreram provavelmente tentando salvar um ao outro, não tem volta. Estou triste? Claro que estou, vou sentir falta dos pombinhos. Mas chorar não vai adiantar de nada, apenas entupirá meu nariz e nos fará perder tempo como estamos agora.

— Deixe de ser grossa por um segundo, Morozov! Só porque tem família de nome e é a nossa líder pode nos tratar assim. Estamos tentando a consolar, mas parece que você não chora por nada. — Hikari se colocou na frente de Angel. — Não tem sentimentos, merece mesmo a fama de “Cobra Morozov”.

Irene se virou para a Hikari e deu um soco na cara dela, e todas correram em pânico para parar a briga. A russa fez sinal que não iria bater novamente, colocando as mãos para cima.

— Se eu não tivesse sentimentos, esse soco seria uma facada. E no coração. — Irene falou a mesma. — Desculpe se eu sou grossa, se eu sou uma cobra com vocês. Admito que esteja com vontade de chorar, mas eu não vou por que... As lágrimas não saem dos meus olhos. E se chorar adiantasse, não existiria guerra.

Ela se virou, voltando a andar. Hikari voltou a andar atrás dela, e as outras ficaram caladas e fizeram o ato também. A maga da escuridão entendeu depois de um tempo, talvez o corpo de Irene ainda não aceitasse na morte de seus amigos. Bom, provavelmente, Irene tinha sentimentos, mas sabia os esconder bem no rótulo de cobra.

Elas correram até onde Hasuike supostamente morreu e se depararam com Aphodit, Mark e Dylan. Não era coisa boa quando um mago do ar e dois de gravidade se juntava e as olhavam com um sorriso no rosto. Na realidade, era péssimo.

— Iremos... — Aphodit começou, mas Dylan o atrapalhou ficando na frente dele e analisando as meninas. — Deus! Fala você.

Mark riu e começou.

— Aphodit dará impulso, e eu e Mark iremos as tacar para cima, como se tivessem levado um soco da gravidade. Depois, é com vocês. Sabem o que fazer?

Sam congelou e, assim como as outras, olharam para a líder. Ela deu de ombros.

— Espere e verá. — Irene sorriu, fazendo mistério. Luana olhou Angel, com medo de não saber o que é.

Elas tentaram falar com Irene, e Hikari quase a esgoelou ali mesmo, mas não podia a matar porque precisava dela. Ficaram na posição que os garotos queriam, esperando o impacto do vento e da gravidade.

Foi quando elas voaram. O vento as fez voar, e a gravidade as tacou com mais impulso para cima. Algumas perderam a consciência, mas logo recobraram, elas estavam indo aos poucos de cara com o céu. Angel ergueu uma mão como se fosse pegar uma nuvem, mas logo todas elas começaram a cair.

Irene, que estava de costas, se virou de olhos fechados.

— No três, todas atacam com o melhor que podem. Juntas! — Irene deu ordens, no final ela era uma boa líder. — Se morrermos, peço desculpas por gritar com você, Angel. E ter batido na sua cara, Hikari.

Todas se prepararam, enquanto Hikari e Angel deram um sorriso. O primeiro pedido de desculpas que escutaram de Irene, e não era irônico.

— Um! — Irene começou a contar.

— Dois! — Sam continuou.

Yuuna fechou as mãos e os olhos, e aos poucos começaram a sentir raios de luz saindo de suas mãos.

— Três! — a loira disse.

Irene abriu os olhos, fazendo que sua magia fosse com as outras para destruir o céu. Sam tacou milhares de bolas de terra no céu junto às bolas de fogo de Luana. Angel atirou um arco e uma flecha por dentro da magia de Irene, para que quando cravasse no céu vermelho, a magia explodisse tudo completamente. Hikari jogou um jato de escuridão, enquanto Yuuna soltou vários raios de luz.

Quando todas as magias acertaram o céu, as meninas viram tudo branco. Não sentiram o impacto com o chão, só viram um clarão e sua consciência se ausentando. E assim como viram, todos sentiram um clarão em seus olhos.

***

Primeiro de Maio de 2015, uma hora da tarde.
Inazuma, Japão.

A primeira a acordar foi Angel, e olhou em sua volta. Todas as garotas estavam desacordadas, e com várias faixas no corpo. A garota tentou se levantar, e quando fez isso, percebeu que tinha quebrado uma perna. Ela reconheceu que estavam em um quarto, provavelmente na casa que dividiram, entretanto colocaram mais camas.

A porta se abriu, e seis garotos entraram. Sorriram a mesma, e Angel começou a tentar se lembrar do nome de todos. Tenma, Goenji, Kirino, Ibuki, Nagumo e Fubuki. Eles sentaram na cama das escolhidas, por mais que se surpreendeu quando Fubiki se sentou do lado dela, e não do de Hikari.

— O que aconteceu? — Angel escutou a voz de Irene. A de cabelos brancos se levantou e a francesa viu que agora ela estava com gesso no braço, e um curativo na bochecha. Kirino sorriu e deu um beijo nela.

— Deixa a menina respirar, rosado. — Nagumo riu. Irene e Kirino pararam de se beijar.

— O que aconteceu? — perguntou novamente, enquanto a mesma parecia estar com vergonha.

— Vocês estão desacordadas há quase seis dias. — Tenma respondeu, fazendo carinho no rosto de Yuuna.

— Eu estava já esperando que vocês estivessem mortas. — Fubuki comentou e Angel deu uma risada.

—E ah! Nesses seis dias que vocês estavam desacordadas, Yuri e Arthur começaram a namorar. E como o Yuri está fazendo faculdade na Inglaterra, eles agora moram juntos. — Nagumo comentou a novidade.

Irene riu, comentando que provavelmente o irmão é o ativo da reação. Aos poucos, todas acordaram, e assim como todas acordaram, os casais foram se juntando na frente um do outro, Angel se assustou quando Fubuki disse que, se ela quisesse, eles poderiam se ver de vez em quando, já que tinha ganhado uma bolsa de estudos na França.

Ela riu do jeito que ele falou que queria sair com ela, mas acabou aceitando. Hikari e Goenji assumiram que estavam namorando, enquanto Kirino e Irene tentava conversar sem sentirem vergonha do beijo que acabou de acontecer. Nagumo e Luana permaneciam calados, mas todos sabiam que eles se gostavam.

Tenma e Yuuna, por sua vez, apenas sorriram um ao outro e se beijaram. Angel se assustou com aquilo, mas eles se conheciam, se amavam. Se desse errado tudo aquilo, ou se não desse errado, estaria tudo bem.

No final da tarde, todos tiveram que ir embora. Arthur tinha aparecido com Yuri para se despedirem, e agora que todos sabiam sobre Rubbit, parecia que estava tudo mais leve, sem aquele suspense de quem era a pessoa que sempre os ajudava em tudo. Ele tinha aberto um portal para cada um irem para casa.

— Eu não quero ir embora. — Sam disse o que passava na cabeça de todas. — Odeio admitir isso, mas eu não quero... E Jake, você apanha quando chegar à Austrália.

O loiro se escondeu atrás do albino, que deu apenas um daqueles sorrisos alegres e inocentes. Irene deu um puxão de orelha no mais novo e voltou a olhar todas. Luana começou a chorar, e Angel acabou chorando junto.

— Parem de chorar, manteigas derretidas. — Irene comentou, envolvendo o braço no garoto de cabelos rosados.

— Não tem o porquê de chorar, garotas. Claro, tudo que nós conseguimos foi porque estávamos uma do lado da outra... — Yuuna foi interrompida pela a gêmea.

— Não venha falar coisas bonitinhas como o Tenma, por favor. — Yuumi disse a ela, e Luana riu, parando aos poucos de chorar.

— Ele é um saco falando sobre esperança, amizade... — Kirino riu, mas logo pareceu que ele ficou meio avoado. Pensava em Akane e Takuto, Angel tinha certeza disso.

— Continuando. — olhou Yuumi, tampando a boca dela. — Nós poderemos estar longe, mas sempre estaremos debaixo do mesmo céu, e o admirando.

— Eu nunca pensei que iria dar continuidade a um texto tocante, mas nós estaremos ligadas por nossos corações. — Irene comentou. — Faremos assim, daqui a três anos, nos encontraremos na frente dessa mesma casa e colocamos o papo em dia, ok? Mesmo que eu vá ver Samantha até quando eu não quiser, a irmã dela ficou amiga da minha mãe.

Sam riu.

— Ela vai ser mãe, então... — Sam e Irene riram. — E a culpa vai ser dos pirralhos, duvido muito que eles não vão querer se rever.

Ela apontou a Jake e Pavel, que conversavam sorrindo. Irene arqueou uma sobrancelha.

— Yuri ensinou bem a criança. — Irene zombou. — Chamarei de Javel, e apostem quanto que eles vão ficar juntos no futuro?

As meninas começaram a rir, e Arthur cruzou os braços.

— Ok, meninas. Hora de irem embora.

Todas foram na direção dos portais abertos que mostravam a sua casa. Elas se despediram dos amigos que fizeram no Japão. Pavel e Jake estavam indo na direção dos irmãos quando eles se lembraram de algo, e olharam Arthur.

— Arthur, podemos lhe fazer uma pergunta? — o moreno viu Yuri sair de perto e falar com a irmã. Pavel olhou o amigo e voltou a olhar o mago. — Nós achamos duas fotos das nossas famílias quando descobrimos quem era você. Porque você as tem?

Arthur arqueou a sobrancelha e pensou num modo de explicar. Cruzou os braços.

— No futuro vocês vão saber, mas como ainda não chegamos nele... — Arthur se agachou até o mesmo. — Vai ter algum dia da vida de vocês que certo alguém vai precisar de ambos, e o que fizerem será o destino de muitas pessoas. Claro, vão ter ajuda de muitas pessoas, mas cabem a vocês a salvar uma pessoa. Posso contar que, mesmo sabendo agora, vocês irão ajudar essa pessoa quando a hora chegar?

Eles se entreolharam, e Jake fez que sim com a cabeça junto a Pavel. Estava curioso, mas tinha que esperar. Entendia Arthur por não poder falar o futuro de alguém. Ambos correram até os portais, e Yuri voltou até o namorado e segurou a mão do mesmo.

— Posso abusar de seus poderes? — O moreno riu e abraçou o russo. — Vamos ficar bem? Todos nós?

Arthur olhou todos, e uma coisa passou na mente dele. Imagens de várias coisas acontecendo que ele não sabia o que responder, ele olhou Yuri e deu um beijo no mesmo, enquanto todos os portais se fechavam e as pessoas iam embora. Encarou o mesmo sorrindo e abriu um portal para Londres quando estavam apenas os dois.

— Não vamos nos preocupar com o que nossa vida está nos preparando, certo?

E assim, eles entraram no portal. E aquela casa que uma vez tinha ficado agitada por um tempo em 2015, ficou em silêncio e vazia pelo o resto dele, e assim todos esperam que continue assim desse jeito nos próximos anos.

“Tem sido um longo dia sem você meu amigo.
E lhe direi tudo quando o ver novamente
Fizemos um longo caminho desde onde começamos
Oh, lhe direi tudo quando o ver novamente”

– See You Again

Notas finais
.To com o coração partido por estar postando o capítulo final. Me lembro como se fosse hoje que eu tive essa ideia, ganhei as fichas, fiz o segundo capítulo. Realmente foi tudo tão rápido demais... T.T O foco da fic nunca foi no romance, sim em luta e amizade, por isso terá o epílogo que mostrará melhor os casais mesmo sendo ao ponto de vista dos nossos pirralhos (Jake e Pavel). E vcs tbm vão perceber quantas mais pessoas morreram nele, e mtas surpresas... Link de See You Again no vagalume: http://www.vagalume.com.br/wiz-khalifa/see-you-again-feat-charlie-puth-traducao.html Então, galera... A fic acabou. Gostaria de agradecer as meninas que mandaram as fichas, as que favoritaram... Quem quiser recomendar, pode recomendar, sem problemas... #apanha E para não perder o costume: PSÉ, GALERA!Críticas boas, ruins, slá... Falem o que acharam do capítulo nos comentários, ok? =) Até o epílogo, XOXO!